{"id":9694,"date":"2019-11-06T10:56:55","date_gmt":"2019-11-06T13:56:55","guid":{"rendered":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?p=9694"},"modified":"2019-11-06T11:51:52","modified_gmt":"2019-11-06T14:51:52","slug":"como-vivem-as-grandes-vitimas-do-golpe-de-2016","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?p=9694","title":{"rendered":"Como vivem as grandes v\u00edtimas do golpe de 2016"},"content":{"rendered":"\n<p>Por <strong>Helo\u00edsa Mendon\u00e7a<\/strong>, no <em><a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/\">El Pa\u00eds Brasil<\/a><\/em>. Republicado pelo <a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/outrasmidias\/como-vivem-as-grandes-vitimas-do-golpe-de-2016\/\"><strong><em>Outras M\u00eddias<\/em><\/strong><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1500\" height=\"999\" data-attachment-id=\"9695\" data-permalink=\"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?attachment_id=9695\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/X3ZO7LYL2FFOEODI3OC54VLTE4.jpg?fit=1500%2C999&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"1500,999\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"X3ZO7LYL2FFOEODI3OC54VLTE4\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/X3ZO7LYL2FFOEODI3OC54VLTE4.jpg?fit=300%2C200&amp;ssl=1\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/X3ZO7LYL2FFOEODI3OC54VLTE4.jpg?fit=640%2C426&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i1.wp.com\/soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/X3ZO7LYL2FFOEODI3OC54VLTE4.jpg?fit=580%2C386\" alt=\"\" data-id=\"9695\" data-link=\"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?attachment_id=9695\" class=\"wp-image-9695\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/X3ZO7LYL2FFOEODI3OC54VLTE4.jpg?w=1500&amp;ssl=1 1500w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/X3ZO7LYL2FFOEODI3OC54VLTE4.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/X3ZO7LYL2FFOEODI3OC54VLTE4.jpg?resize=768%2C511&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/X3ZO7LYL2FFOEODI3OC54VLTE4.jpg?resize=1024%2C682&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/X3ZO7LYL2FFOEODI3OC54VLTE4.jpg?w=1280&amp;ssl=1 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><figcaption>Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure><\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>H\u00e1 muitos anos, Josefa Severina de Souza, de 58, n\u00e3o sabe mais qual \u00e9\n a sensa\u00e7\u00e3o de sair de f\u00e9rias do trabalho. N\u00e3o consegue achar na mem\u00f3ria\n nem qual foi a \u00faltima vez que conseguiu tirar alguns m\u00edseros dias de \ndescanso. M\u00e3e de oito filhos, dos quais quatro ainda moram com ela, a \nrotina dos \u00faltimos 25 anos de Josefa tem sido de trabalho di\u00e1rio nas \nruas de S\u00e3o Paulo como vendedora ambulante de segunda a s\u00e1bado. \nAtualmente trabalha no bairro de Pinheiros, onde durante todo o dia \ntransitam centenas de pessoas e potenciais clientes. No domingo, se \ndedica \u00e0s tarefas dom\u00e9sticas. O marido, de 62 anos, desempregado h\u00e1 mais\n de quatro anos, faz alguns bicos como pedreiro, mas \u00e9 a renda dela a \nprincipal fonte de sustento de seis pessoas. Somando os cerca de 1.450 \nreais que ganha com as vendas mais o sal\u00e1rio fixo de 1.000 reais que um \ndos filhos recebe trabalhando em um supermercado, cada membro da fam\u00edlia\n sobrevive atualmente com uma renda per capita mensal de 408 reais, \nmenos do que meio sal\u00e1rio m\u00ednimo. \u201cSe a gente n\u00e3o trabalha, n\u00e3o \nsobrevive, n\u00e9?\u201d, explica a vendedora.<\/p>\n\n\n\n<p>A fam\u00edlia de Josefa faz parte dos 50% mais pobres da popula\u00e7\u00e3o, quase\n 104 milh\u00f5es de brasileiros, que em 2018 vivia, em m\u00e9dia, com apenas 413\n reais per capita, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios\n Cont\u00ednua (Pnad Cont\u00ednua) publicada em outubro. No mesmo ano, 5% da \npopula\u00e7\u00e3o, ou 10,4 milh\u00f5es de pessoas no Brasil, sobreviviam com 51 \nreais mensais. O levantamento revelou ainda que a desigualdade se \nagravou no pa\u00eds. A renda domiciliar per capita desses 5% mais pobres \ncaiu 3,8% de 2017 para 2018, enquanto a renda da fatia mais rica (1% da \npopula\u00e7\u00e3o) cresceu 8,2%.<\/p>\n\n\n\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o de Maria L\u00facia Vieira, gerente da Pnad Cont\u00ednua, os \nricos ficaram mais ricos e os pobres mais pobres, porque a renda total \ndas fam\u00edlias vem majoritariamente do trabalho. \u201cCom a recess\u00e3o, o \nmercado de trabalho tamb\u00e9m entrou em crise, e o desemprego aumentou \n<\/p>\n\n\n\n<p>. O que afeta muito mais os \nmais pobres, j\u00e1 que o estrato mais rico tem geralmente outras fontes de \nrenda al\u00e9m do emprego, como, por exemplo, dinheiro proveniente de \nalugu\u00e9is, pens\u00f5es\u201d, explica. Ainda que nos \u00faltimos dois anos a popula\u00e7\u00e3o\n ocupada tenha voltado a crescer, os empregos criados foram, \nprincipalmente, os informais. \u201cOs postos que est\u00e3o surgindo s\u00e3o pouco \nremunerados e de baixa qualifica\u00e7\u00e3o\u201d, diz Vieira.\n<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Informalidade bate recorde<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>Entre julho e setembro deste ano, a taxa de informalidade da \npopula\u00e7\u00e3o ocupada bateu recorde da s\u00e9rie iniciada em 2012, chegando a \n41,4% dos trabalhadores. Ou seja, a cada 10 trabalhadores, seis t\u00eam \nocupa\u00e7\u00e3o precarizada. Segundo a gerente, o n\u00famero de brasileiros que \ntrabalham como ambulantes informais vendendo alimentos foi um dos que \nmais aumentou nos \u00faltimos tempos. Entre o segundo trimestre de 2015 e o \nsegundo trimestre de 2019, o n\u00famero desses ambulantes cresceu 510% \nsubindo de 78,4 mil para 478,3 mil pessoas.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos filhos de Josefa, que j\u00e1 saiu de casa,\nfaz parte desse grupo de novos ambulantes. Ap\u00f3s ser demitido de um\ntrabalho com carteira assinada, resolveu seguir os passos da m\u00e3e e\napostar nas vendas na rua. Fabiano Manuel de Souza, de 26 anos, ajuda a\nm\u00e3e a transportar no \u00f4nibus a mercadoria e depois segue para outro ponto\ntamb\u00e9m em Pinheiros, na zona oeste da cidade. \u201cN\u00e3o \u00e9 um trabalho f\u00e1cil,\ne as vendas dependem muito de cada dia. Fa\u00e7a chuva ou fa\u00e7a sol a gente\nvai pra rua. Agora no calor \u00e9 mais f\u00e1cil ganhar com \u00e1gua, mas est\u00e1 tudo\nmeio parado. N\u00e3o sei se as coisas v\u00e3o melhorar, acho que esse Governo\nnovo \u00e9 pior. Eu preferia o Lula, fui at\u00e9 em manifesta\u00e7\u00e3o contra o\nBolsonaro no Largo da Batata para protestar, mas tamb\u00e9m para aproveitar\nas vendas\u201d, conta.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar dos tempos de economia fraca e pouco dinheiro no bolso, Josefa\n est\u00e1 mais tranquila nos \u00faltimos meses. Neste ano, conseguiu, \nfinalmente, uma autoriza\u00e7\u00e3o na prefeitura da capital paulista para \nlegalizar a sua atividade e o carrinho que utiliza na cal\u00e7ada para expor\n os produtos que vende: \u00e1gua, refrigerantes, salgadinhos e balas. O \nlocal escolhido por ela \u00e9 estrat\u00e9gico, fica em frente a um ponto de \n\u00f4nibus, a poucos metros do metr\u00f4 Faria Lima. \u201cAgora estou na paz, \ndespreocupada. Antes era uma corrida de gato e rato entre eu e os \nfiscais. Cheguei a perder 13 vezes a minha mercadoria aqui, a pol\u00edcia \nlevou tudo. Eles corriam atr\u00e1s de mim como se eu fosse um ladr\u00e3o, vivia \ntensa. Eu estava apenas trabalhando. Eu nem tinha o carrinho, vivia com \nsacolas para sair correndo\u201d, conta ao lado da filha Kelly, de 20 anos, \nque est\u00e1 cursando faculdade de educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica, mas ajuda a m\u00e3e nas \nhoras vagas.<\/p>\n\n\n\n<p>Para regularizar sua atividade, Josefa entrou no programa <em>T\u00f4 Legal!<\/em>\n da Prefeitura de S\u00e3o Paulo e paga um imposto trimestral de quase 700 \nreais. Somou-se aos novos gastos um estacionamento para seu carrinho de \n150 reais mensais e mais 10 reais di\u00e1rios para que outro vendedor da \nregi\u00e3o a ajude a lev\u00e1-lo \u00e0 garagem. Para que o dia seja lucrativo, ela \nprecisa trabalhar das 10\/11h da manh\u00e3 at\u00e9 21h\/22h da noite, de segunda a\n s\u00e1bado.<\/p>\n\n\n\n<p>O\ndia de Josefa come\u00e7a, no entanto, muito mais cedo, e termina muito mais\ntarde. A vendedora acorda 6h da manh\u00e3 para preparar o caf\u00e9 da manh\u00e3 dos\ndois filhos, de 18 e 16 anos, que v\u00e3o para a escola e para organizar a\nmarmita do filho que trabalha. Todos moram em uma casa simples de tr\u00eas\nquartos.&nbsp; Como vive no bairro Jardim do Col\u00e9gio, em Embu das Artes, na\nGrande S\u00e3o Paulo, ela leva quase duas horas para chegar ao local de\ntrabalho e precisa pegar dois \u00f4nibus para percorrer um trajeto de cerca\nde 25 km. Na volta, acaba chegando em casa depois da meia-noite. \u00c9\nquando Josefa come\u00e7a a preparar o jantar e o almo\u00e7o do dia seguinte dos\nfilhos e marido. \u201cAcabo dormindo 3h da manh\u00e3. Mas o jantar \u00e9 a \u00fanica\nrefei\u00e7\u00e3o forte do dia que eu fa\u00e7o. N\u00e3o tenho onde aquecer a comida l\u00e1 no\nmeu carrinho e se compro na rua gasto 15 reais. N\u00e3o posso, preciso\neconomizar para os rem\u00e9dios. Por isso, nem almo\u00e7o\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1\ntr\u00eas anos, a vendedora trata algumas feridas na perna ocasionadas pela\nm\u00e1 circula\u00e7\u00e3o sangu\u00ednea, chamadas \u00falceras varicosas. O tipo de les\u00e3o\nacomete, muitas vezes, pessoas que passam muito tempo em p\u00e9. \u201cPreciso\npassar uma pomada cara, de 52 reais, que compro toda semana, e enfaixar\nas pernas. Nem passo mais no posto de sa\u00fade porque eles n\u00e3o t\u00eam nada. O\nm\u00e9dico diz que preciso ficar de repouso uns tr\u00eas meses, mas cada dia que\nn\u00e3o trabalho o dinheiro no fim do m\u00eas diminui, n\u00e3o d\u00e1\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Se pudesse escolher, Josefa optaria hoje por ter um emprego com \ncarteira assinada, onde pudesse usufruir dos direitos trabalhistas, como\n o de tirar uma licen\u00e7a m\u00e9dica remunerada. \u201cMas, infelizmente, eu j\u00e1 n\u00e3o\n tenho mais idade. Ningu\u00e9m vai me contratar com 58 anos\u201d, lamenta a \nvendedora que chegou a trabalhar 13 anos registrada em diferentes \nempregos antes de virar ambulante.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela veio da Para\u00edba para S\u00e3o Paulo aos 13 anos e j\u00e1 conseguiu, quando\n chegou, um posto em uma f\u00e1brica. \u201cComo contribui esses anos, agora \nestou pagando o INSS para completar os 15 anos e tentar aposentar por \nidade. Ainda tenho que ver o que essa reforma da Previd\u00eancia vai mudar \nnos meus planos, mas a aposentadoria vai ajudar muito, porque n\u00e3o vou \npoder trabalhar para sempre na rua\u201d, explica. O marido tamb\u00e9m deve \nconseguir se aposentar por idade daqui a 3 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto as aposentadorias n\u00e3o chegam, Josefa tem um&nbsp;<em>plano B<\/em> para melhorar de vida. Est\u00e1 h\u00e1 alguns anos construindo um novo andar na casa, com quartos separados para cada filho, para onde pretende se mudar com toda a fam\u00edlia. \u201cA\u00ed vamos alugar essa parte de baixo e ganhar um dinheiro extra. A obra a gente come\u00e7ou com um acerto que meu marido ganhou quando foi demitido. Mas n\u00e3o conseguimos terminar e est\u00e1 dif\u00edcil sobrar dinheiro, vivemos apertados\u201d, explica. O dinheiro anda t\u00e3o escasso que, \u00e0s vezes, ela pede para um primo um empr\u00e9stimo. Ele empresta um vale alimenta\u00e7\u00e3o para que ela compre novas mercadorias e ela s\u00f3 paga dez dias depois. Josefa acredita, no entanto, que com o dinheiro que fizer nas vendas no Carnaval de 2020 talvez consiga poupar um pouco. \u201c\u00c9 a melhor \u00e9poca. Acho que no ano que vem conseguimos terminar a obra e mudar l\u00e1 pra cima. Acho que vai melhorar muito\u201d, diz sorrindo.<\/p>\n\n\n\n<p>________________________<\/p>\n\n\n\n<p><strong> El Pa\u00eds Brasil<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>El Pa\u00eds \u00e9 um jornal di\u00e1rio  espanhol fundado em 1976, no per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o para a democracia,  ap\u00f3s o fim do Franquismo. \u00c9 de propriedade do Grupo PRISA e conta com  uma m\u00e9dia de 457.000 exemplares di\u00e1rios, sendo um di\u00e1rio de grande  circula\u00e7\u00e3o, com a maior tiragem da Espanha. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Onze horas de trabalho e tr\u00eas no \u00f4nibus. R$ 400 de renda. Trabalho como ambulante, sob o sol e sem direitos. 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