{"id":9485,"date":"2019-10-30T10:14:56","date_gmt":"2019-10-30T13:14:56","guid":{"rendered":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?p=9485"},"modified":"2019-10-29T18:20:12","modified_gmt":"2019-10-29T21:20:12","slug":"liberdade-nao-tem-preco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?p=9485","title":{"rendered":"Liberdade n\u00e3o tem pre\u00e7o"},"content":{"rendered":"\n<p><strong><em>Por Coletivo Liberta Elas*, na <\/em><\/strong><a href=\"https:\/\/www.cartacapital.com.br\/justica\/liberdade-nao-tem-preco\/\"><strong><em>Carta Capital<\/em><\/strong><\/a><strong><em>. <\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1200\" height=\"720\" data-attachment-id=\"9486\" data-permalink=\"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?attachment_id=9486\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/Tornozeleira.png?fit=1200%2C720&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"1200,720\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"Tornozeleira\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/Tornozeleira.png?fit=300%2C180&amp;ssl=1\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/Tornozeleira.png?fit=640%2C384&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/Tornozeleira.png?fit=580%2C348\" alt=\"\" class=\"wp-image-9486\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/Tornozeleira.png?w=1200&amp;ssl=1 1200w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/Tornozeleira.png?resize=300%2C180&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/Tornozeleira.png?resize=768%2C461&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/Tornozeleira.png?resize=1024%2C614&amp;ssl=1 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><figcaption>Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Qual valor voc\u00ea atribuiria a um dia comum da sua vida? Ir ao trabalho, escolher\u00a0uma refei\u00e7\u00e3o, usar o banheiro quando tiver vontade, tomar um banho mais demorado,\u00a0ligar para sua m\u00e3e, conversar com amigos(as), escutar como foi o dia do seu filho ou\u00a0da sua filha. Momentos simples e cotidianos que geralmente n\u00e3o valoramos a partir de\u00a0n\u00fameros ou moedas. A l\u00f3gica capitalista, entretanto, mercantiliza as rela\u00e7\u00f5es humanas,\u00a0atribuindo valor ao tempo e negociando a liberdade.\u00a0 <\/p>\n\n\n\n<p>Na Assembleia Legislativa do Estado de Pernambuco \u2013 ALEPE, a vida e a&nbsp;liberdade de pessoas sob cust\u00f3dia do Estado tamb\u00e9m est\u00e3o sendo pensadas a partir&nbsp;da l\u00f3gica punitivista e de mercado em que a matem\u00e1tica do custo\/benef\u00edcio se&nbsp;sobrep\u00f5e \u00e0 dignidade e \u00e0 liberdade humana. \u00c9 o caso do projeto de lei ordin\u00e1ria&nbsp;439\/2019 que est\u00e1 circulando na Casa e une duas propostas elaboradas por Gustavo&nbsp;Gouveia (DEM), deputado estadual e empres\u00e1rio do ramo da constru\u00e7\u00e3o, e pelo&nbsp;deputado e delegado de pol\u00edcia, Erick Lessa (PP). O conte\u00fado desse projeto de lei&nbsp;pretende estabelecer no Estado de Pernambuco o pagamento, em dinheiro, pela&nbsp;utiliza\u00e7\u00e3o de equipamento de monitoramento eletr\u00f4nico.<\/p>\n\n\n\n<p>O uso da tornozeleira eletr\u00f4nica foi regulamentado no Brasil a partir de 2010 por&nbsp;duas leis (Leis 12.258\/10 e 12.403\/11), que estabeleceram nos principais&nbsp;ordenamentos penais do pa\u00eds (C\u00f3digo Penal, Lei de Execu\u00e7\u00e3o Penal e C\u00f3digo de&nbsp;Processo Penal) a utiliza\u00e7\u00e3o do monitoramento eletr\u00f4nico como uma medida alternativa&nbsp;\u00e0 pris\u00e3o. O seu uso \u00e9 estabelecido pelo juiz que pode determinar a utiliza\u00e7\u00e3o do&nbsp;equipamento como medida cautelar, ou seja, como hip\u00f3tese substitutiva \u00e0 priva\u00e7\u00e3o de&nbsp;liberdade \u00e0 pessoas sentenciadas e \u00e0quelas que ainda aguardam julgamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de ser uma possibilidade garantida pela lei desde 2010, o debate sobre o\u00a0uso da tornozeleira eletr\u00f4nica foi popularizado pela Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato que colocou\u00a0nos holofotes figuras como ex-executivos da Odebrecht, ex-diretores da Petrobras e grandes\u00a0doleiros(as). Entretanto, o perfil dos delatores da Lava Jato em nada se\u00a0assemelha com o das pessoas punidas pelo sistema de justi\u00e7a criminal. Para\u00a0ex-diretores de grandes empresas o custo de aproximadamente R$ 250,00 mensais\u00a0por tornozeleira eletr\u00f4nica n\u00e3o geraria sacrif\u00edcio econ\u00f4mico nem para o usu\u00e1rio, nem\u00a0para sua fam\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\"><strong><em>Leia tamb\u00e9m: <\/em><a href=\"https:\/\/www.cartacapital.com.br\/justica\/mulheres-maes-e-criminosas-corpos-em-julgamento\/\">Mulheres, m\u00e3es e criminosas: corpos em julgamento<\/a><\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p>A realidade \u00e9 que a popula\u00e7\u00e3o carcer\u00e1ria em Pernambuco \u00e9 composta por&nbsp;homens e mulheres que j\u00e1 se encontram em extrema precariedade social onde&nbsp;empregos\n formais s\u00e3o cada vez mais raros ou inexistentes. Segundo os \u00faltimos \nlevantamentos do INFOPEN (Levantamento Nacional de Informa\u00e7\u00f5es \nPenitenci\u00e1rias), a maioria dessas&nbsp;pessoas (79% dos homens e 86% das mulheres) s\u00e3o acusadas de delitos como o de&nbsp;com\u00e9rcio de drogas, furtos e roubos. Em sua grande maioria, esses tipos penais&nbsp;s\u00e3o praticados como possibilidade de sobreviv\u00eancia para um grande n\u00famero de&nbsp;mulheres e homens jovens a quem pol\u00edticas p\u00fablicas de educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade e trabalho&nbsp;foram negadas sistematicamente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Se aprovado, o PL 439\/19 obrigar\u00e1 essas pessoas ao pagamento de uma&nbsp;esp\u00e9cie de aluguel da tornozeleira eletr\u00f4nica, em que o investigado(a) ou&nbsp;sentenciado(a) pagar\u00e1 pelo uso do equipamento, gastos com sua manuten\u00e7\u00e3o, al\u00e9m da&nbsp;responsabiliza\u00e7\u00e3o em caso de dano ou avaria. Se antes de figurarem como r\u00e9us em&nbsp;um processo penal, essas pessoas j\u00e1 se encontravam em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade&nbsp;social, como atribuir esse \u00f4nus aos que utilizam ou venham a utilizar esse&nbsp;equipamento? Obviamente, essas medidas fortalecem a continuidade do ciclo da&nbsp;pobreza e o aumento das desigualdades sociais.<\/p>\n\n\n\n<p>De forma concreta, esse projeto de lei acentua as hierarquias econ\u00f4micas e&nbsp;raciais da popula\u00e7\u00e3o prisional que ser\u00e1 obrigada ao trabalho no caso do preso(a) n\u00e3o&nbsp;possuir recursos pr\u00f3prios para pagar o equipamento. Ora, a monitora\u00e7\u00e3o eletr\u00f4nica foi&nbsp;um instituto regulamentado sem qualquer men\u00e7\u00e3o ao pagamento do equipamento&nbsp;como\n condi\u00e7\u00e3o para seu uso.&nbsp;Estariam os deputados Gustavo Gouveia e Erick \nLessa querendo, mais uma vez, punir&nbsp;pessoas em situa\u00e7\u00e3o de pobreza?&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-style-large is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>Como admitir legal e moralmente que, a partir de agora,&nbsp;a possibilidade do seu uso fique atrelada ao fato de algu\u00e9m possuir ou n\u00e3o dinheiro?&nbsp;<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Infelizmente, a rentabilidade do sistema carcer\u00e1rio n\u00e3o foi uma descoberta feita&nbsp;pelo deputados mencionados. Desde a inven\u00e7\u00e3o da pris\u00e3o, na idade moderna, o&nbsp;c\u00e1rcere foi necess\u00e1rio para a constru\u00e7\u00e3o da democracia liberal e o estabelecimento do&nbsp;controle e disciplina de corpos para o trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso do Brasil, como bem relata o artigo\u00a0<em>\u201cEntre dois Cativeiros: Escravid\u00e3o Urbana e Sistema Prisional no Rio de Janeiro\u201d\u00a0<\/em>do livro \u201c<em>Hist\u00f3ria das Pris\u00f5es no Brasil\u201d,\u00a0<\/em>muitas cidades\u00a0foram constru\u00eddas por meio do sacrif\u00edcio e a explora\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o\u00a0escrava e carcer\u00e1ria. Na Casa de Deten\u00e7\u00e3o de Recife, o trabalho era muitas vezes\u00a0praticado dentro das celas. Artes\u00e3os, sapateiros e marceneiros eram as atividades\u00a0mais comuns entre os homens sob cust\u00f3dia. A pr\u00f3pria administra\u00e7\u00e3o se beneficiava\u00a0do trabalho penitenci\u00e1rio. Segundo Clarissa Nunes Maia, autora de outro artigo da mesma obra <em>\u201cA Casa de Deten\u00e7\u00e3o do Recife: Controle e Conflitos\u201d,\u00a0<\/em>na Casa de Deten\u00e7\u00e3o de Recife no s\u00e9culo\u00a0XIX, sapatos para o ex\u00e9rcito eram fabricados pelos presos, proporcionando uma fonte\u00a0de renda extra para a dire\u00e7\u00e3o do estabelecimento. Na Col\u00f4nia Penal Feminina do\u00a0Bom Pastor, na d\u00e9cada de 1970, era comum a venda de p\u00e3es, biscoitos e licores\u00a0produzidas pelas mulheres privadas de liberdade.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, o Estado de Pernambuco proporciona trabalho apenas para 7% do\u00a0total de pessoas presas. Al\u00e9m do pequeno n\u00famero de vagas, a l\u00f3gica do trabalho\u00a0escravo permanece no sistema prisional. Dados nacionais demonstram que 46% da\u00a0popula\u00e7\u00e3o carcer\u00e1ria que trabalha nada ganha e 23% recebe entre 3\u20444 e um sal\u00e1rio\u00a0m\u00ednimo. Ou seja, a grande maioria do trabalho realizado no sistema prisional n\u00e3o\u00a0proporciona uma remunera\u00e7\u00e3o digna. O apoio material que a maioria das pessoas\u00a0presas necessitam para se manter na pris\u00e3o ou pagar por assist\u00eancia jur\u00eddica \u00e9 feita\u00a0por suas fam\u00edlias. S\u00e3o as mulheres, m\u00e3es, irm\u00e3s, filhas ou companheiras, que\u00a0proporcionam o apoio material, psicol\u00f3gico e afetivo de quem est\u00e1 no c\u00e1rcere. E\u00a0quando essas mulheres s\u00e3o encarceradas?<\/p>\n\n\n\n<p>O monitoramento eletr\u00f4nico \u00e9 justamente uma medida desencarceradora que&nbsp;pode beneficiar m\u00e3es, gr\u00e1vidas e lactantes que tenham filhos(as) de at\u00e9 12 anos e&nbsp;sejam presas provis\u00f3rias em processos que n\u00e3o envolvam crimes com viol\u00eancia ou&nbsp;grave amea\u00e7a. Como informar a essas m\u00e3es que diferente de Adriana Ancelmo&nbsp;(mulher do ex-governador do Rio de Janeiro, S\u00e9rgio Cabral) que em 2017 conseguiu o&nbsp;direito a pris\u00e3o domiciliar para cuidar dos seus filhos, elas n\u00e3o ter\u00e3o a mesma&nbsp;possibilidade pelo fato de serem pobres?&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Perguntas como essa poder\u00e3o ser feitas na ALEPE, no dia 11 de novembro, em\u00a0audi\u00eancia p\u00fablica destinada a discutir o projeto de lei 439\/19. Nesse dia, o grupo de\u00a0trabalho \u201cDesencarcera\u201d, mobilizado pela mandata das Juntas (PSOL), co-deputadas\u00a0estaduais em Pernambuco, em parceria com diversas organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil\u00a0e coletivos como o Liberta Elas, convida todas(os) a questionar porque vidas humanas\u00a0est\u00e3o sendo tratadas como mercadorias na Assembleia Legislativa de Pernambuco. A\u00a0todas(os) que acreditam que a l\u00f3gica mercadol\u00f3gica n\u00e3o deve nortear os(as)\u00a0representantes do povo, junte-se a n\u00f3s para gritarmos juntas(as) \u201ca liberdade n\u00e3o tem\u00a0pre\u00e7o e nunca ter\u00e1!\u201d.<em>*<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>* <em>Edi Rock<\/em> <\/p>\n\n\n\n<p>__________________________<\/p>\n\n\n\n<p>*Coletivo Liberta Elas <\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"120\" height=\"120\" data-attachment-id=\"9487\" data-permalink=\"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?attachment_id=9487\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/49496070_1174087026081404_9177365425216815104_n-120x120.jpg?fit=120%2C120&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"120,120\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"49496070_1174087026081404_9177365425216815104_n-120&amp;#215;120\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/49496070_1174087026081404_9177365425216815104_n-120x120.jpg?fit=120%2C120&amp;ssl=1\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/49496070_1174087026081404_9177365425216815104_n-120x120.jpg?fit=120%2C120&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/49496070_1174087026081404_9177365425216815104_n-120x120.jpg?resize=120%2C120&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-9487\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/49496070_1174087026081404_9177365425216815104_n-120x120.jpg?resize=120%2C120&amp;ssl=1 120w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/49496070_1174087026081404_9177365425216815104_n-120x120.jpg?resize=70%2C70&amp;ssl=1 70w\" sizes=\"auto, (max-width: 120px) 100vw, 120px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>\nLiberta Elas \u00e9 um coletivo de mulheres feminista, interseccional, antirracista, anti-punitivista e abolicionista penal.\n\n<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Coletivo Liberta Elas &#8211; 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