{"id":8927,"date":"2019-09-18T12:23:50","date_gmt":"2019-09-18T15:23:50","guid":{"rendered":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?p=8927"},"modified":"2019-09-18T14:36:20","modified_gmt":"2019-09-18T17:36:20","slug":"comunicacao-feminista-e-feminismo-para-a-comunicacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?p=8927","title":{"rendered":"Comunica\u00e7\u00e3o feminista e feminismo para a comunica\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p><strong><em>*Por Fran Ribeiro e D\u00e9borah Guaran\u00e1.<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1588\" height=\"1118\" data-attachment-id=\"8929\" data-permalink=\"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?attachment_id=8929\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/milena.jpg?fit=1588%2C1118&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"1588,1118\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;1565713768&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;}\" data-image-title=\"milena\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/milena.jpg?fit=300%2C211&amp;ssl=1\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/milena.jpg?fit=640%2C451&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i2.wp.com\/soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/milena.jpg?fit=580%2C408\" alt=\"\" class=\"wp-image-8929\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/milena.jpg?w=1588&amp;ssl=1 1588w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/milena.jpg?resize=300%2C211&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/milena.jpg?resize=768%2C541&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/milena.jpg?resize=1024%2C721&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/milena.jpg?w=1280&amp;ssl=1 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><figcaption>Milena Argenta, do CFEMEA. Foto: Cobertura Colaborativa de Comunica\u00e7\u00e3o Feminista AMB.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Agosto de 2019 foi um m\u00eas hist\u00f3rico para o movimento de mulheres no Brasil. A Jornada\u00a0Pol\u00edtica das Mulheres em Bras\u00edlia &#8211; que contou com as <a href=\"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/a-revolucao-e-das-mulheres-margaridas-mostram-o-poder-do-movimento-organizado-das-trabalhadoras-do-campo-das-aguas-e-das-florestas-em-resistencia-ao-fascismo\/\">Ma<strong>rchas das Margaridas<\/strong><\/a><strong> <\/strong>e das <a href=\"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/1a-marcha-das-mulheres-indigenas-marca-a-historia-brasileira-ao-levar-3-mil-mulheres-as-ruas-em-defesa-dos-territorios\/\"><strong>Mulheres Ind\u00edgenas<\/strong><\/a>, lan\u00e7amento da Frente <a href=\"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/frente-parlamentar-feminista-antirracista-com-participacao-popular-e-lancada-na-camara-dos-deputados\/\"><strong>Parlamentar Feminista Antirracista com Participa\u00e7\u00e3o Popular<\/strong><\/a>, Plen\u00e1ria da Frente Nacional Contra a Criminaliza\u00e7\u00e3o das Mulheres e Pela Legaliza\u00e7\u00e3o do Aborto, al\u00e9m de v\u00e1rios<strong> <\/strong><a href=\"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/o-territorio-e-nosso-corpo-nosso-espirito-e-a-luta-e-de-todas-nos\/\"><strong>encontros<\/strong><\/a>, reuni\u00f5es, ocupa\u00e7\u00f5es, plen\u00e1rias e atos<strong> <\/strong><a href=\"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/mulheres-denunciam-que-seus-territorios-corpos-e-espiritos-estao-sendo-invadidos\/\"><strong>pol\u00edticos<\/strong><\/a> &#8211; reverberou no movimento feminista de uma maneira potente, ganhando repercuss\u00e3o para al\u00e9m dos jardins murados brasilienses, principalmente por conta de um intenso trabalho colaborativo de jornalistas empenhadas(os) em fazer jornalismo de maneira independente. <\/p>\n\n\n\n<p>Apesar da grandiosidade das manifesta\u00e7\u00f5es, a Jornada teve pouca repercuss\u00e3o nas m\u00eddias tradicionais. Sendo uma das for\u00e7as respons\u00e1veis que influenciaram no golpe em 2016, historicamente, os grandes meios de comunica\u00e7\u00e3o representam os interesses da classe pol\u00edtica dominante. No Brasil, o monop\u00f3lio da m\u00eddia pode ser identificado pela falta de pluralidade e diversifica\u00e7\u00e3o do conte\u00fado, o que influi diretamente para forma\u00e7\u00e3o da opini\u00e3o p\u00fablica e na polariza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. Atualmente no pa\u00eds, os 50 ve\u00edculos de TV, r\u00e1dio, m\u00eddia impressa e online de maior audi\u00eancia pertencem a 26 grupos de comunica\u00e7\u00e3o &#8211; grupos esses que possuem interesses econ\u00f4micos, pol\u00edticos e religiosos e neg\u00f3cios nos setores da educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade, nos setores imobili\u00e1rio e financeiro, do agroneg\u00f3cio e de energia, segundo os dados da pesquisa <a href=\"https:\/\/brazil.mom-rsf.org\/br\/proprietarios\/\"><em>\u201cQuem controla a m\u00eddia no Brasil?\u201d<\/em><\/a>, realizada pelo Coletivo Brasil de Comunica\u00e7\u00e3o &#8211; Intervozes, em parceria com a organiza\u00e7\u00e3o Rep\u00f3rteres Sem Fronteiras. <\/p>\n\n\n\n<p>Esses interesses ditam qual o sentido da comunica\u00e7\u00e3o que meios disseminam, desde o enaltecimento de algum dos setores &#8211; vide a campanha da rede Globo em defesa do agroneg\u00f3cio &#8211; \u00e0 criminaliza\u00e7\u00e3o dos movimentos sociais, uma vez que a narrativa colocada pela m\u00eddia em grandes manifesta\u00e7\u00f5es como as vistas em Bras\u00edlia, \u00e9 sempre a de que as mobiliza\u00e7\u00f5es sociais atrapalham a vida das pessoas, uma mentira estrategicamente plantada pelo discurso midi\u00e1tico com o objetivo de marginalizar as pessoas que se organizam para contestar e denunciar as desigualdades sociais. <\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1620\" height=\"1011\" data-attachment-id=\"8931\" data-permalink=\"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?attachment_id=8931\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/carol.jpg?fit=1620%2C1011&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"1620,1011\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;1565779628&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;}\" data-image-title=\"carol\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/carol.jpg?fit=300%2C187&amp;ssl=1\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/carol.jpg?fit=640%2C399&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i2.wp.com\/soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/carol.jpg?fit=580%2C362\" alt=\"\" class=\"wp-image-8931\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/carol.jpg?w=1620&amp;ssl=1 1620w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/carol.jpg?resize=300%2C187&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/carol.jpg?resize=768%2C479&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/carol.jpg?resize=1024%2C639&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/carol.jpg?w=1280&amp;ssl=1 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><figcaption>Carol Coelho, da AMB RJ.  Foto: Cobertura Colaborativa de Comunica\u00e7\u00e3o Feminista AMB. <\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, quem p\u00f4de estar presente em Bras\u00edlia naquela semana de agosto (e quem n\u00e3o p\u00f4de tamb\u00e9m) conseguiu ver, ouvir, ler, sentir a for\u00e7a que as mulheres ind\u00edgenas, trabalhadoras do campo, das \u00e1guas, das florestas e das cidades demonstraram nos seis dias de a\u00e7\u00f5es em defesa da democracia, da vida humana e dos territ\u00f3rios, e de reconhecer nelas uma luta cont\u00ednua e igualmente hist\u00f3rica por direitos e soberania, atrav\u00e9s de comunicadoras e comunicadores engajadas\/os com as lutas sociais por meio de meios de comunica\u00e7\u00e3o independentes e alternativos, que nos \u00faltimos anos, t\u00eam colocado a comunica\u00e7\u00e3o popular e pol\u00edtica como uma trincheira na luta contra os sistemas que geram as desigualdades.\u00a0 <\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto projeto pol\u00edtico que prop\u00f5e uma mudan\u00e7a radical das rela\u00e7\u00f5es de poder na sociedade, onde as mulheres sejam sujeitos ativos de sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria, o feminismo pauta a produ\u00e7\u00e3o de conhecimento situado, que desloque as mulheres da situa\u00e7\u00e3o que nos foi imposta por um sistema econ\u00f4mico que \u00e9 de domina\u00e7\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o. Feminismo \u00e9, sobretudo, revolu\u00e7\u00e3o. \u00c9 uma luta di\u00e1ria de encantar mentes a partir do projeto de sociedade que vislumbra o fim das hierarquias. E isso se d\u00e1 tamb\u00e9m por meio da disputa de narrativas, de contar outras hist\u00f3rias, colocando no centro da hist\u00f3ria as mulheres em sua diversidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi com essa inspira\u00e7\u00e3o que a Articula\u00e7\u00e3o de Mulheres Brasileiras (AMB), atrav\u00e9s de sua Coletiva de Comunica\u00e7\u00e3o, organizou uma proposta ousada: promover uma grande a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica de incid\u00eancia a partir da produ\u00e7\u00e3o de comunica\u00e7\u00e3o feminista na cobertura das Marcha das Mulheres Ind\u00edgenas e da Marcha das Margaridas. <\/p>\n\n\n\n<p><strong>Comunica\u00e7\u00e3o em rede: feminista, popular e antissit\u00eamica<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 um elemento chave na auto-constitui\u00e7\u00e3o do movimento feminista enquanto sujeito pol\u00edtico. Ela se torna fundamental por permitir que a express\u00e3o das mulheres em condi\u00e7\u00f5es de desigualdade econ\u00f4mica, \u00e9tnica e racial imprima uma interpreta\u00e7\u00e3o da realidade desde um outro olhar, o que situa a comunica\u00e7\u00e3o como uma a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. Dessa maneira, a comunica\u00e7\u00e3o feminista amplia a luta pela pela democratiza\u00e7\u00e3o da comunica\u00e7\u00e3o no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"8930\" data-permalink=\"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?attachment_id=8930\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/cris.jpg?fit=1201%2C1664&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"1201,1664\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;1565685315&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;}\" data-image-title=\"cris\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/cris.jpg?fit=217%2C300&amp;ssl=1\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/cris.jpg?fit=640%2C887&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/cris.jpg?fit=580%2C804\" alt=\"\" class=\"wp-image-8930\" width=\"304\" height=\"420\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/cris.jpg?w=1201&amp;ssl=1 1201w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/cris.jpg?resize=217%2C300&amp;ssl=1 217w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/cris.jpg?resize=768%2C1064&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/cris.jpg?resize=739%2C1024&amp;ssl=1 739w\" sizes=\"auto, (max-width: 304px) 100vw, 304px\" \/><figcaption>\u00c0 direita da foto, Cris Cavalcante do FMPE.  Foto: Cobertura Colaborativa de Comunica\u00e7\u00e3o Feminista AMB.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Foi a partir dessa compreens\u00e3o que surgiu o projeto de comunica\u00e7\u00e3o colaborativa de car\u00e1ter feminista pela AMB. De acordo com Cris Cavalcanti, militante feminista do F\u00f3rum de Mulheres de Pernambuco (FMPE) e da AMB, solidificar uma comunica\u00e7\u00e3o feminista \u00e9 democratizar a informa\u00e7\u00e3o\u00a0 \u201cisso vem acontecendo de um tempo pra c\u00e1 e cada vez com mais for\u00e7a envolvendo comunica\u00e7\u00e3o, artivismo, uma comunica\u00e7\u00e3o antissist\u00eamica\u201d, pontuou. <\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA gente fez uma cobertura com cerca de 25 companheiras feministas colaborando em diferentes espa\u00e7os da comunica\u00e7\u00e3o. Uma cobertura que a gente construiu e vem construindo dentro da Articula\u00e7\u00e3o de Mulheres Brasileiras na inten\u00e7\u00e3o de descolonizar cada vez mais os nossos discursos e democratizar mesmo a informa\u00e7\u00e3o, a forma e a representa\u00e7\u00e3o dessa informa\u00e7\u00e3o. Essas mulheres precisam estar na comunica\u00e7\u00e3o e elas estiveram, o que foi muito positivo pra gente isso\u201d, explicou Cris que participou da coordena\u00e7\u00e3o geral do projeto e na cobertura audiovisual das Marchas. <\/p>\n\n\n\n<p>Participaram da a\u00e7\u00e3o comunicadoras de coletivos e organiza\u00e7\u00f5es feministas como o SOS Corpo, o CFEMEA, a Casa da Mulher do Nordeste, do F\u00f3rum de Mulheres de Pernambuco, da Universidade Livre Feminista, do Coletivo Motim, da AMB Rio de Janeiro, al\u00e9m de comunicadoras independentes e que n\u00e3o faziam parte especificamente da Coletiva de Comunica\u00e7\u00e3o da AMB, mas que atenderam ao chamado para montar uma rede ampla. A rede contou ainda com apoio de comunicadoras internacionais que difundiram o conte\u00fado pela Am\u00e9rica Latina, como a Articulaci\u00f3n Feminista Marcosur. <\/p>\n\n\n\n<p>Para D\u00e9borah Guaran\u00e1, integrante do SOS Corpo, militante feminista do agrupamento da AMB em Pernambuco, e que esteve \u00e0 frente das produ\u00e7\u00f5es audiovisuais e da R\u00e1dioZap, \u201ca comunica\u00e7\u00e3o da AMB foi pensada primeiro em formato de rede, tem muita gente contribuindo do campo e de casa, de v\u00e1rios lugares do Brasil. A gente tentou garantir que a gente conseguisse fazer uma comunica\u00e7\u00e3o popular, numa perspectiva de comunica\u00e7\u00e3o contra-hegem\u00f4nica, porque isso aqui &#8211; uma marcha que por mais que re\u00fana 100 mil pessoas &#8211; ainda \u00e9 relegado a um lugar de n\u00e3o hist\u00f3ria. A gente t\u00e1 garantindo que a nossa hist\u00f3ria seja contada, que a nossa hist\u00f3ria alcance mais pessoas\u201d, contou Guaran\u00e1. <\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignright is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"8934\" data-permalink=\"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?attachment_id=8934\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/Ray-Noronha-DF-31-1.jpg?fit=2127%2C3172&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"2127,3172\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;2.8&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;Deborah Guarana&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;NIKON D610&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;1565782546&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;Deborah DEB&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;42&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;100&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0.0008&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;}\" data-image-title=\"Ray-Noronha-DF-31-1\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/Ray-Noronha-DF-31-1.jpg?fit=201%2C300&amp;ssl=1\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/Ray-Noronha-DF-31-1.jpg?fit=640%2C954&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/Ray-Noronha-DF-31-1.jpg?fit=580%2C865\" alt=\"\" class=\"wp-image-8934\" width=\"324\" height=\"483\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/Ray-Noronha-DF-31-1.jpg?w=2127&amp;ssl=1 2127w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/Ray-Noronha-DF-31-1.jpg?resize=201%2C300&amp;ssl=1 201w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/Ray-Noronha-DF-31-1.jpg?resize=768%2C1145&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/Ray-Noronha-DF-31-1.jpg?resize=687%2C1024&amp;ssl=1 687w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/Ray-Noronha-DF-31-1.jpg?w=1280&amp;ssl=1 1280w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/Ray-Noronha-DF-31-1.jpg?w=1920&amp;ssl=1 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 324px) 100vw, 324px\" \/><figcaption>Raquel Ribeiro, da AMB RJ.  Foto: Cobertura Colaborativa de Comunica\u00e7\u00e3o Feminista AMB. <\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>E o alcance foi sentido pelo quantidade de conte\u00fados produzidos sobre a atividades. De acordo com os dados levantados pela coordena\u00e7\u00e3o geral da cobertura, foram feitas no per\u00edodo das Marchas, 15 mat\u00e9rias para sites, 29 postagens de instagram e 25 postagens de facebook, 09 postagens de twiiter, cerca de 300 v\u00eddeos brutos, 1000 fotos, dois v\u00eddeos editados e mais de 20 mil alcances com mais de 3 mil envolvimentos nas redes sociais. Para um movimento social dentro do atual contexto de persegui\u00e7\u00e3o no Brasil, esses dados revelam muito do poder e for\u00e7a que o feminismo e o movimento de mulheres tem ganhado nas ruas e nas redes sociais. <\/p>\n\n\n\n<p>Participando da difus\u00e3o de conte\u00fado pelas redes sociais e sites, Cristina Lima, da secretaria executiva da Universidade Livre Feminista e militante da AMB, foi uma das comunicadoras que participaram da rede colaborativa atuando de casa. De Jo\u00e3o Pessoa, na Para\u00edba, a feminista trabalhou junto \u00e0 equipe que garantiu a divulga\u00e7\u00e3o do que era produzido, al\u00e9m de receber e distribuir v\u00eddeos, fotos e relatos das militantes dos agrupamentos da AMB de todo o Brasil que, mesmo n\u00e3o sendo da comunica\u00e7\u00e3o, contribu\u00edram e muito na produ\u00e7\u00e3o de conte\u00fado da comunica\u00e7\u00e3o feminista.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTer uma equipe em campo e n\u00e3o estar em campo, mas fazer parte dessa equipe construindo a comunica\u00e7\u00e3o, viralizando as informa\u00e7\u00f5es, criando a gente como sujeito de comunica\u00e7\u00e3o nesse processo foi uma experi\u00eancia bastante rica. Acho que eu nunca vivi na AMB, na coletiva de comunica\u00e7\u00e3o, esse formato foi inteiramente novo. E saber que a gente tava s\u00f3 num pedacinho, que tinha toda uma estrat\u00e9gia colocada, a R\u00e1dioZap, tudo que tava rolando, os registros de v\u00eddeo, imagens, todas as companheiras da AMB que tamb\u00e9m enviaram imagens e ajudaram a construir essa comunica\u00e7\u00e3o, que n\u00e3o foi s\u00f3 essa equipe pequena, mas o resultado desse trabalho tamb\u00e9m vem de todas as militantes da AMB\u201d, avaliou a paraibana. <\/p>\n\n\n\n<p><strong>R\u00e1dioZap, conectando quem estava perto e quem estava longe ao mesmo tempo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Sem d\u00favida alguma, uma das a\u00e7\u00f5es previstas no plano de comunica\u00e7\u00e3o que contribuiu para a dissemina\u00e7\u00e3o do que estava acontecendo durante as Marchas foi a R\u00e1dioZap, uma experi\u00eancia de comunica\u00e7\u00e3o popular de longo alcance. Para Rayane Noronha do Coletivo Leila Diniz, agrupamento da AMB no Rio Grande do Norte, a R\u00e1dioZap foi uma das estrat\u00e9gias que contribuiu para a democratiza\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o produzida por n\u00f3s mesmas, o que proporcionou uma vis\u00e3o completamente diferente da m\u00eddia hegem\u00f4nica. <\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEu acho que a gente produzir e protagonizar o nosso pr\u00f3prio processo de produ\u00e7\u00e3o de comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 essencial pra luta. A comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 imprescind\u00edvel para qualquer disputa, correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as. Ent\u00e3o, se a gente n\u00e3o consegue se comunicar a gente tamb\u00e9m n\u00e3o consegue alterar as estruturas e pela comunica\u00e7\u00e3o a gente consegue fazer isso, pela fotografia, pelo v\u00eddeo, pela R\u00e1dioZap. Ent\u00e3o \u00e9 uma estrat\u00e9gia imprescind\u00edvel e eu acho que \u00e9 uma sacada muito grande pra gente conseguir tamb\u00e9m acessar outras mulheres de outras localidades, que est\u00e3o a\u00ed conectadas no whatsapp e \u00e0s vezes tem dificuldade de chegar uma informa\u00e7\u00e3o, de ler um texto, ent\u00e3o eu acho que foi uma sacada muito boa\u201d, afirmou Rayane.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1280\" height=\"853\" data-attachment-id=\"8932\" data-permalink=\"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?attachment_id=8932\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/Tatiane-Castelo-Branco.jpeg?fit=1280%2C853&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"1280,853\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"Tatiane-Castelo-Branco\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/Tatiane-Castelo-Branco.jpeg?fit=300%2C200&amp;ssl=1\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/Tatiane-Castelo-Branco.jpeg?fit=640%2C426&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/Tatiane-Castelo-Branco.jpeg?fit=580%2C386\" alt=\"\" class=\"wp-image-8932\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/Tatiane-Castelo-Branco.jpeg?w=1280&amp;ssl=1 1280w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/Tatiane-Castelo-Branco.jpeg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/Tatiane-Castelo-Branco.jpeg?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/Tatiane-Castelo-Branco.jpeg?resize=1024%2C682&amp;ssl=1 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><figcaption>Parte da equipe que esteve em campo durante o Agosto das Mulheres.  Foto: Cobertura Colaborativa de Comunica\u00e7\u00e3o Feminista AMB. <\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><strong>*Fran Ribeiro<\/strong> e <strong>D\u00e9borah Guaran\u00e1<\/strong> integram o SOS Corpo \u2013 Instituto Feminista para a Democracia. Este texto faz parte da cobertura colaborativa realizada pela Coletiva de Comunica\u00e7\u00e3o da Articula\u00e7\u00e3o de Mulheres Brasileiras (AMB), em parceria com Universidade Livre Feminista (ULF), organizada especialmente para cobrir a Marcha das Mulheres Ind\u00edgenas e Marcha das Margaridas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Expediente \u2013 Coordena\u00e7\u00e3o Geral: <\/strong>Cris Cavalcanti (PE); <strong>Texto:<\/strong> Fran Ribeiro (PE), Gabriela Falc\u00e3o (PE), Carmen Silva (PE); Laura Molinari (RJ), Carolina Coelho (RJ), Raquel Ribeiro (RJ), Angela Freitas (RJ), Rosa Maria Mattos (RJ), Thays Andrade (CE), Milena Argenta (DF) e Priscila Britto (DF); <strong>Fotos: <\/strong>Carolina Coelho (RJ), Rayane Noronha (RN) e Fran Ribeiro (PE);<strong> V\u00eddeos:<\/strong> D\u00e9borah Guaran\u00e1 (PE), Cris Cavalcanti (PE), Fran Ribeiro (PE), Milena Argenta (DF), Carolina Coelho (RJ) e Raquel Ribeiro (RJ); <strong>Edi\u00e7\u00f5es: <\/strong>D\u00e9borah Guaran\u00e1 (PE) e Coletivo Motim (RN); <strong>Diagrama\u00e7\u00e3o:<\/strong> D\u00e9borah Guaran\u00e1 (PE), Bibiana Serpa (RJ), Cris Cavalcanti (PE) <strong>Sites e Redes Sociais:<\/strong> Cristina Lima (PB), Cris Cavalcanti (PE), Analba Braz\u00e3o (PE), Emanuela Marinho (PE), Luna Costa (RJ); <strong>Produ\u00e7\u00e3o:<\/strong> Mayra Medeiros (PE) e Masra Abreu (DF); <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Jornada Pol\u00edtica das Mulheres em Bras\u00edlia no m\u00eas de agosto n\u00e3o foi transmitida pela m\u00eddia tradicional, o que n\u00e3o \u00e9 novidade. Mas coletivos e comunicadoras\/es independentes se juntaram para colocar as pautas do movimento de mulheres em evid\u00eancia no Brasil e no mundo, a exemplo da cobertura colaborativa de comunica\u00e7\u00e3o feminista feita pela Articula\u00e7\u00e3o de Mulheres Brasileiras. <\/p>\n","protected":false},"author":13,"featured_media":8943,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"A Jornada Pol\u00edtica das Mulheres em Bras\u00edlia n\u00e3o foi transmitida pela m\u00eddia tradicional, o que n\u00e3o \u00e9 novidade. 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