{"id":8866,"date":"2019-09-13T11:44:58","date_gmt":"2019-09-13T14:44:58","guid":{"rendered":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?p=8866"},"modified":"2019-09-16T10:55:32","modified_gmt":"2019-09-16T13:55:32","slug":"feministas-pela-transformacao-da-politica-memorias-violetas-dos-quarenta-anos-do-centro-da-mulher-peruana-flora-tristan","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?p=8866","title":{"rendered":"Feministas pela transforma\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica: mem\u00f3rias violetas dos  quarenta anos do Centro da Mulher Peruana Flora Trist\u00e1n"},"content":{"rendered":"\n<p><strong><em>Por Sof\u00eda Brito, na <a href=\"https:\/\/www.revistabravas.org\/copia-de-memorias-violetas-esp\">Revista Bravas<\/a>. In memorian: Eyvi Agreda.<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/static.wixstatic.com\/media\/b45053_844122b1e21b4eb4bc5557336fb09d84~mv2.jpg\/v1\/fill\/w_925%2Ch_519%2Cal_c%2Cq_85%2Cusm_0.66_1.00_0.01\/PORTADAfloras.webp?w=640&#038;ssl=1\" alt=\"PORTADAfloras.jpg\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Foi mais ou menos em abril. Recebi uma mensagem de Virginia Gusm\u00e1n,  feminista hist\u00f3rica do Centro de Estudos da Mulher, me convidando aos 40  anos de Flora Trist\u00e1n. Las Floras, l\u00e1 no Peru, constitui-se de um espa\u00e7o de resist\u00eancia onde o feminismo torna-se uma palavra m\u00faltipla: a partir da institucionalidade da rua, dos coletivos juvenis at\u00e9 o congresso. Seu anivers\u00e1rio se mostrou como um lugar para compartilharmos, desde de diversos cantos da Am\u00e9rica Latina, uma bela desculpa para nos conhecermos e nos reconhecer, entre quem est\u00e1 rec\u00e9m-come\u00e7ando esta trajet\u00f3ria feminista, e quem j\u00e1 tem um longo e amplo caminho tra\u00e7ado. Um espa\u00e7o onde a vida tornou-se uma palavra coletiva, que vaga no caminho para que muitas mais possam come\u00e7ar a transitar sem os medos na garganta, sem a incerteza de voltar ou n\u00e3o para casa depois de um longo dia de trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi minha primeira vez em Lima (espero que n\u00e3o a \u00faltima). Maio chegava ao fim, em uma cidade onde esta alian\u00e7a de resist\u00eancia se contrap\u00f5e aos  discursos de \u00f3dio, \u00e0s explosivas descobertas de corrup\u00e7\u00e3o, \u00e0 crise da \u00e1gua, e ao grande n\u00famero de feminic\u00eddios, que como cada canto da Am\u00e9rica  Latina come\u00e7avam a acumular-se desde os nomes aos n\u00fameros. Uma delas  marcava a jornada com sua presen\u00e7a: Eivy Agreda voltava depois de sua morte ser not\u00edcia, desta vez pela condena\u00e7\u00e3o de seu agressor. A jovem de  Cajamarca que perdeu a vida aos 22 anos, ap\u00f3s ter sido queimada em um  \u00f4nibus, esteve presente em cada uma das nossas reflex\u00f5es e conversas.  Percorri a cidade escutando seu nome, sua hist\u00f3ria, a dor de seus  familiares. Mulher jovem ind\u00edgena, viaja sozinha desde seu povoado para a  cidade em busca de educa\u00e7\u00e3o e melhores oportunidades de vida, n\u00e3o tem  redes de apoio que sustentem sua exist\u00eancia, ela s\u00f3, isolada contra o  mundo. O agressor \u00e9 uma ferramenta de disciplinamento: n\u00e3o escapar \u00e0  norma, n\u00e3o desviar-se, n\u00e3o dizer que n\u00e3o. N\u00e3o posso deixar de imaginar  sua dor em meio a esse fogo, as sensa\u00e7\u00f5es de alerta nos momentos pr\u00e9vios, as vezes que sentiu-se perdida nessa mesma cidade, onde se supunha que a vida melhoraria.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a mem\u00f3ria de Eivy e tantas outras em nossos corpos, em nossos cora\u00e7\u00f5es, come\u00e7amos estas jornadas de conversa\u00e7\u00f5es por essa outra vida, mais justa. As mortes ainda nos sangram, em meio a sua naturaliza\u00e7\u00e3o, cuja  anestesia social&nbsp;lutamos para destruir em todas as frentes poss\u00edveis. Com os diversos pain\u00e9is de discuss\u00e3o, me dou conta novamente dessa diversidade infinita de feminismos presentes, de trincheiras, de lutas, de latitudes. Nestes territ\u00f3rios se torna imprescind\u00edvel a luta das mulheres por justi\u00e7a, contra as institui\u00e7\u00f5es machistas e corruptas que representam um perigo para a vida. Nos contam como os cruzamentos entre patriarcado e m\u00e1fia geram as condi\u00e7\u00f5es estruturais para que a viol\u00eancia contra os corpos femininos e dissidentes seja uma demonstra\u00e7\u00e3o de soberania territorial. O feminic\u00eddio surge como um ato de disciplina, em cujo corpo destru\u00eddo se imprime as marcas da conquista. O rito posterior de busca por justi\u00e7a organiza a vida das que ficaram na desola\u00e7\u00e3o de uma institucionalidade que a maior parte do tempo n\u00e3o d\u00e1 respostas, ou as configura unicamente em torno da san\u00e7\u00e3o ao agressor.<\/p>\n\n\n\n<p>Como, e a partir de onde constru\u00edmos as transforma\u00e7\u00f5es para esta realidade a partir do feminismo? As companheira me convidam a conversas sobre minhas experi\u00eancias no Chile no painel &#8220;Construindo pol\u00edtica feminista com  igualdade de g\u00eanero e paridade&#8221;, em conjunto com grandes companheiras  feministas que tem delineado alternativas no pedregoso caminho de ser  feminista na pol\u00edtica. Veronika Mendoza do \u201cNuevo Peru\u201d, e candidata  presidencial, nos fala daquele momento de tomada de consci\u00eancia e  despertar tendo sido criadas em uma pol\u00edtica que enquadra seu modo de  fazer a partir da masculinidade. Com profunda sinceridade, daquela que  reconhece que n\u00e3o se nasce feminista, mas que nos tornamos feministas  por necessidade, Veronika nos conta a sensa\u00e7\u00e3o de exagero que a \u201clei de  ass\u00e9dio pol\u00edtico\u201d gerava nela, e como las Floras, e outras companheiras  foram determinantes para sua compreens\u00e3o de uma pol\u00edtica feminista.  Sempre se avan\u00e7a em coletivo. Nossas hist\u00f3rias n\u00e3o s\u00e3o \u00fanicas, nem  unit\u00e1rias. O caminho pedregoso se desenrola entre v\u00e1rias, subvertendo o  isolamento a que somos relegadas como mulheres, atrav\u00e9s da compet\u00eancia e do mandato de masculiniza\u00e7\u00e3o que se coloca para chegar \u00e0 pol\u00edtica. Em  um cen\u00e1rio latinoamericano de debates sobre democracia parit\u00e1ria,  Veronika nos lan\u00e7a a pergunta-chave: que representa\u00e7\u00e3o? A constru\u00e7\u00e3o de  leis a gosto do empresariado torna indispens\u00e1vel compreender que n\u00e3o s\u00f3  necessitamos mais mulheres na pol\u00edtica, mas que construamos uma pol\u00edtica  feminista.<\/p>\n\n\n\n<p>A regula\u00e7\u00e3o dos corpos femininos e feminizados que se exerce desde nossa  vida cotidiana, passando pela nossa sexualidade, e nossa constitui\u00e7\u00e3o como sujeitas, tem nos deixado deslocadas dos espa\u00e7os de decis\u00e3o. Se a pol\u00edtica n\u00e3o tem sido coisa de mulheres, n\u00e3o \u00e9 estranho que nossa rela\u00e7\u00e3o com a democracia e a participa\u00e7\u00e3o seja complexa e \u00e0s vezes contradit\u00f3ria. A experi6encia de Katia Uriona como ex-presidenta do Tribunal Eleitoral da Bol\u00edvia \u00e9 central para dar conta desses n\u00f3s: que fazemos com a institucionalidade? Vamos ou n\u00e3o ser parte destes espa\u00e7os? As mulheres hoje representam uns 53% da representa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica na Bol\u00edvia \u2013 nos conta&nbsp;Katia \u2013 isto \u00e9 suficiente?, Quanto as mulheres transformam com sua chegada?, O que fazem os homens quando elas chegam?<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft is-resized\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/static.wixstatic.com\/media\/b45053_54daa45aa6304214b37cbcb336fe48e8~mv2.jpg\/v1\/fill\/w_472%2Ch_403%2Cal_c%2Cq_80%2Cusm_0.66_1.00_0.01\/floras3.webp?resize=297%2C254&#038;ssl=1\" alt=\"floras3.jpg\" width=\"297\" height=\"254\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>A  incorpora\u00e7\u00e3o formal das mulheres ao sistema pol\u00edtico apresenta uma encruzilhada problem\u00e1tica: por um lado, se responsabiliza quem assume  esse trabalho de representatividade como se fossem garantia suficiente para a transforma\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica, e por outro, se critica \u2013 ao n\u00e3o  alcan\u00e7ar os resultados esperados \u2013 a coopta\u00e7\u00e3o do discurso feminista por esta dita institucionalidade. Parece que a rela\u00e7\u00e3o se torna cada vez mais complexa, em um momento em que a necessidade de autonomia dos movimentos sociais se conjuga com uma nova arremetida de discursos conservadores que percorrem nossos territ\u00f3rios, oferecendo alternativas que significam um maior corte de direitos sociais, e uma maior criminaliza\u00e7\u00e3o das identidades dissidentes, migrantes e ind\u00edgenas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o h\u00e1 democracia sem feminismo\u201d. Tento elaborar minhas experi\u00eancias entre as aparentes vidas paralelas de uma milit\u00e2ncia pol\u00edtica e de um ativismo feminista. Me surpreende a sintonia dos n\u00f3s que as companheiras  anteriores apresentam com as viv\u00eancias do Chile, e os la\u00e7os  latinoamericanos que come\u00e7am a esbor\u00e7ar-se como necessidade iminente de um internacionalismo que permita compreender e compreendernos melhor. O feminismo sempre colocou sobre a mesa, a cama e a rua as demandas de amplia\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica: sufr\u00e1gio, democracia na decis\u00e3o de nossos corpos e territ\u00f3rios, luta contra ditaduras, luta contra o terrorismo, tal como recorda em suas palavras Diana Miloslavich, integrante hist\u00f3rica do Flora Trist\u00e1n. N\u00e3o \u00e9 casualidade que sejam as feministas as que colocam  mais tens\u00e3o na ideia de representa\u00e7\u00e3o, e olham com suspeita a pol\u00edtica  tradicional como uma via poss\u00edvel para confiar a transforma\u00e7\u00e3o de nossas  vidas. Como contraponto, tampouco \u00e9 casual que seja a disputa das  feministas a que se questione como conseguir efetivamente essa  transforma\u00e7\u00e3o sem tomar os espa\u00e7os que nos tem sido historicamente  negados.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o tive a sorte de ter uma cria\u00e7\u00e3o feminista, o v\u00e9rtice das ondas como  forma de narrar as irrup\u00e7\u00f5es violetas tem provocado o sentido de  historicidade de nossos movimentos se perca na sensa\u00e7\u00e3o de estar  desancoradas das mem\u00f3rias oficiais. H\u00e1 um maio atr\u00e1s, o feminismo caiu  no gosto, e come\u00e7ava a aparecer nas conversas cotidianas, familiares, de  trabalho, de longos trajetos no transporte p\u00fablico. O tornava-se  enunci\u00e1vel, e m\u00faltiplos espa\u00e7os universit\u00e1rios e escolares do Chile amanhecia com cadeiras em seus port\u00f5es e cartazes p\u00farpuras de \u201cocupa\u00e7\u00e3o feminista\u201d. Pela primeira vez em muito tempo volto a dizer em voz alta o que me aconteceu naquela \u00e9poca, quando por haver apresentado uma den\u00fancia por ass\u00e9dio sexual e laboral contra um importante professor da minha faculdade, e diante da falta de respostas dos mecanismos  institucionais, decidimos com grandes companheiras \u2013 gra\u00e7as \u00e0s quais&nbsp;sigo de p\u00e9 \u2013 come\u00e7ar a nos mobilizar. A den\u00fancia foi apresentada pouco depois de trabalhar com esse professor no Tribunal Constitucional, enquanto tramitava a lei do aborto em tr\u00eas casos: a partir da institucionalidade, vulnerabilizada pela institucionalidade, para contribuir com um gr\u00e3o de areia no avan\u00e7o da institucionalidades. Contradi\u00e7\u00f5es abertas. O que a mar\u00e9 violeta nos trouxe foi um dos momentos mais belos e tamb\u00e9m dolorosos que pudemos viver. Centenas de assembleias de mulheres, marchas, despertares. Meu caso n\u00e3o foi o primeiro, nem o \u00fanico, nem o mais importante como tentaram dizer os  meios de comunica\u00e7\u00e3o de massa. Era uma pequena mostra de um sistema de educa\u00e7\u00e3o que desde o nascimento nos arrancou a possibilidade de pensar, de ser sujeitas pol\u00edticas. E a\u00ed est\u00e1vamos novamente, tal como aquela  hist\u00f3ria que nunca nos contaram sobre a luta feminista contra a ditadura, representando nossa forma de ser\/habitar nosso corpo e nossa terra.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/static.wixstatic.com\/media\/b45053_1edb982e0fa94bb783af0ed355b55ca0~mv2.jpg\/v1\/fill\/w_609%2Ch_506%2Cal_c%2Cq_80%2Cusm_0.66_1.00_0.01\/floras2.webp?w=640&#038;ssl=1\" alt=\"floras2.jpg\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>\u201cTudo foi diferente depois de Lima\u201d, escreveu Julieta Kirkwood em suas  reflex\u00f5es sobre as feministas e os partidos, referindo-se ao Encontro  Feministas de 1983. Encontro que Diana menciona com emo\u00e7\u00e3o, que Gina,  Virginia viveram e que tantas companheiras aqui, neste novo despertar de  gera\u00e7\u00f5es de mulheres, de dissid\u00eancias voltam a convergir em Lima, desta  vez para reconhecer o caminho percorrido por uma das organiza\u00e7\u00f5es que  serve de inspira\u00e7\u00e3o a muitas que nos sentimos rec\u00e9m- come\u00e7ando. Em um  novo maio, tornei a fazer-me \u2013 com companheiras de diversas  experi\u00eancias, diversas latitudes, diversas opress\u00f5es em suas mem\u00f3rias \u2013 a  mesma pergunta pela constru\u00e7\u00e3o de uma pol\u00edtica feminista. A pergunta  que talvez n\u00e3o deixe jamais de nos rondar, e de dar voltas na cabe\u00e7a,  entre len\u00e7os verdes e as mais distintas entona\u00e7\u00f5es de nossa l\u00edngua. Pergunta que n\u00e3o \u00e9 nada que n\u00e3o nossa pot\u00eancia cr\u00edtica, aquele rebelar-se contra a relega\u00e7\u00e3o ao espa\u00e7o do privado e do fr\u00e1gil. Quis narrar um pedacinho da intensidade vivida nesses dias, deixando gravados muitos relatos, que espero ir escrevendo, e tamb\u00e9m como um convite para que nossas hist\u00f3rias n\u00e3o se percam com o passar dos anos, convite para que tal como fizeram nossas av\u00f3s, nossas tias, nossas m\u00e3es, nossas companheiras, que este presente de inquietudes e efervesc\u00eancias torne-se tra\u00e7o da mem\u00f3ria coletiva. Agora que estamos juntas, agora que sim, nos veem, que nos sigam vendo, posto que seguiremos construindo para revolucionar todos os espa\u00e7os, para transformar todos os lugares, a partir do feminismo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Sof\u00eda Brito &#8211; &#8220;A constru\u00e7\u00e3o de leis a gosto do empresariado torna indispens\u00e1vel compreender que n\u00e3o s\u00f3 necessitamos mais mulheres na pol\u00edtica, mas que construamos uma pol\u00edtica feminista&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"author":13,"featured_media":8868,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"Por Sof\u00eda Brito - \"A constru\u00e7\u00e3o de leis a gosto do empresariado torna indispens\u00e1vel compreender que n\u00e3o s\u00f3 necessitamos mais mulheres na pol\u00edtica, mas que construamos uma pol\u00edtica feminista\".","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[14,4],"tags":[142,380],"class_list":["post-8866","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaques","category-latinoamerica","tag-articulacao-feminista-marcosul","tag-feminismo-america-latina"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/CAPA-3.jpg?fit=915%2C506&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p5mcIC-2j0","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":false,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8866","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/13"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=8866"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8866\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8890,"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8866\/revisions\/8890"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/8868"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=8866"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=8866"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=8866"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}