{"id":8360,"date":"2019-08-07T18:28:19","date_gmt":"2019-08-07T21:28:19","guid":{"rendered":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?p=8360"},"modified":"2019-08-19T11:50:09","modified_gmt":"2019-08-19T14:50:09","slug":"a-cidade-corporificada-como-debater-o-urbano-a-partir-da-leitura-de-genero","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?p=8360","title":{"rendered":"A cidade corporificada: como debater o urbano a partir da leitura de g\u00eanero?"},"content":{"rendered":"\n<p>Essa foi a pergunta que deu o mote da participa\u00e7\u00e3o de M\u00e9rcia Alves no II F\u00f3rum Nacional BR Cidades, ocorrido entre os dias 2 a 4 de agosto na cidade de S\u00e3o Paulo. \u201cEu trouxe essa perspectiva a partir de um sentido mais largo: como \u00e9 que as mulheres est\u00e3o no ambiente do urbano como sujeito pol\u00edtico?\u201d. As provoca\u00e7\u00f5es levantadas pela assistente social, militante feminista da Rede de Mulheres Negras, do F\u00f3rum de Mulheres de Pernambuco e educadora do SOS Corpo &#8211; Instituto Feminista para a Democracia, trouxe o olhar sobre o espa\u00e7o e a quest\u00e3o urbana a partir de uma perspectiva feminista antirracista e antissist\u00eamica, linhas de atua\u00e7\u00e3o que marcam o vi\u00e9s pol\u00edtico e te\u00f3rico da pesquisadora.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-file aligncenter\"><a href=\"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/Texto-Mulheres-e-Cidades-Contribui\u00e7\u00f5es-BR-CIDADES-M\u00e9rcia-Alves.pdf\">Baixe e leia o artigo Mulheres e Cidades: (In) Justi\u00e7as Territoriais e viv\u00eancias interseccionais no espa\u00e7o<br \/> s\u00f3cio-urbano, de M\u00e9rcia Alves para o II F\u00f3rum Nacional BR Cidades<\/a><a href=\"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/Texto-Mulheres-e-Cidades-Contribui\u00e7\u00f5es-BR-CIDADES-M\u00e9rcia-Alves.pdf\" class=\"wp-block-file__button\" download>Baixar<\/a><\/div>\n\n\n\n<p>\u201cA perspectiva feminista vem no sentido de tornar vis\u00edvel as desigualdades de g\u00eanero no acesso \u00e0 cidade. Porque essa \u00e9 uma abordagem que tradicionalmente nos estudos, e at\u00e9 na milit\u00e2ncia n\u00e3o \u00e9 feito. Voc\u00ea olha pra cidade como espa\u00e7o f\u00edsico, sem pensar quem s\u00e3o os sujeitos que habitam nesse ambiente territorial, que ele \u00e9 marcado por uma desigualdade racial, de g\u00eanero e de classe. A ocupa\u00e7\u00e3o das periferias urbanas \u00e9 um retrato dessa desigualdade e ela precisa ser vis\u00edvel\u201d, comenta. <\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com M\u00e9rcia, \u00e9 imprescind\u00edvel para o olhar feminista sobre a cidade a perspectiva interseccional, pois ela permite uma leitura estrutural da organiza\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o dentro de uma sociedade que \u00e9 racista, sexista e com um recorte de classe que evidencia as desigualdades s\u00f3cio-hist\u00f3ricas na constru\u00e7\u00e3o e desenvolvimento das cidades brasileiras. A interseccionalidade permite ainda tornar vis\u00edveis as mulheres enquanto sujeitos pol\u00edticos no espa\u00e7o urbano.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA gente traz a perspectiva do g\u00eanero no urbano, essas rela\u00e7\u00f5es como homens e mulheres vivem essa produ\u00e7\u00e3o e reprodu\u00e7\u00e3o na cidade, porque as mulheres como parte desse sujeito pol\u00edtico na cidade \u00e9 apagada. Como uma for\u00e7a pol\u00edtica que est\u00e1 contribuindo para a produ\u00e7\u00e3o da riqueza, mas tamb\u00e9m na pr\u00f3pria a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e as mulheres, tradicionalmente, s\u00e3o invis\u00edveis como sujeitos pol\u00edticos que constroem a luta urbana. Elas est\u00e3o nas lideran\u00e7as dos movimentos, mas elas n\u00e3o s\u00e3o vis\u00edveis como parte dessa disputa de uma cidade como mais igualdade do ponto de vista da produ\u00e7\u00e3o da riqueza social\u201d, salientou a educadora. <\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"260\" data-attachment-id=\"8363\" data-permalink=\"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?attachment_id=8363\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/WhatsApp-Image-2019-08-02-at-16.14.08.jpeg?fit=888%2C361&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"888,361\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;1565201986&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;}\" data-image-title=\"WhatsApp Image 2019-08-02 at 16.14.08\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/WhatsApp-Image-2019-08-02-at-16.14.08.jpeg?fit=300%2C122&amp;ssl=1\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/WhatsApp-Image-2019-08-02-at-16.14.08.jpeg?fit=640%2C260&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/WhatsApp-Image-2019-08-02-at-16.14.08.jpeg?resize=640%2C260&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-8363\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/WhatsApp-Image-2019-08-02-at-16.14.08.jpeg?w=888&amp;ssl=1 888w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/WhatsApp-Image-2019-08-02-at-16.14.08.jpeg?resize=300%2C122&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/WhatsApp-Image-2019-08-02-at-16.14.08.jpeg?resize=768%2C312&amp;ssl=1 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><figcaption>M\u00e9rcia Alves durante o II F\u00f3rum Nacional BR Cidades. Foto: SOS Corpo.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><strong>Direito \u00e0 Cidade<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>M\u00e9rcia Alves levou para a mesa de debate, que teve como tema <em>G\u00eanero, Ra\u00e7a, LGBTQ+ e Classe Social na Cidade, <\/em>uma nova leitura para se pensar o Direito \u00e0 Cidade, tema que ganhou for\u00e7as nos \u00faltimos anos, mas que se mostra ainda fr\u00e1gil no que tange a se pensar as diferentes formas de viver e estar, uma vez que ainda se pensa a cidade de forma n\u00e3o corporificada. <\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA situa\u00e7\u00e3o hoje central \u00e9 a desigualdade das mulheres para o acesso \u00e0 terra, na quest\u00e3o da moradia, na pr\u00f3pria viv\u00eancia do ir e vir com a quest\u00e3o da mobilidade no sistema, que ele \u00e9 altamente excludente no ponto de vista de voc\u00ea se sentir segura no seu caminhar na cidade, no momento que voc\u00ea sai para o trabalho ao chegar, por exemplo \u00e0 noite. \u00c9 um espa\u00e7o que \u00e9 segregador do ponto de vista f\u00edsico e promotor de viol\u00eancias f\u00edsicas\u201d, finalizou. <\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a educadora, n\u00e3o tem como pensar a interseccionalidade apartada desse debate, por isso a import\u00e2ncia do feminismo como a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica de incid\u00eancia sobre as quest\u00f5es apontadas, sobretudo, em um contexto de regress\u00e3o de direitos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>II F\u00f3rum Nacional BR Cidades<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O BR Cidades surge de uma iniciativa de organiza\u00e7\u00f5es e coletivos militantes na luta nacional pela reforma urbana, que com o contexto do golpe de 2016 e com o apoio da instaura\u00e7\u00e3o da Frente Brasil Popular, lan\u00e7am um projeto para as cidades, reposicionando o debate dentro do atual contexto pol\u00edtico de perda de direitos. O objetivo \u00e9 pensar a mobilidade urbana, o saneamento, o acesso \u00e0 terra a partir do contexto de aumento das desigualdades, analisando como as atuais pol\u00edticas dos governos neoliberais t\u00eam tratado esses aspectos junto \u00e0s quest\u00f5es de classe, ra\u00e7a, g\u00eanero e juventude. <\/p>\n\n\n\n<p>Para saber mais sobre o BR Cidades, clique <a href=\"https:\/\/www.brcidades.org\/\"><strong>aqui<\/strong><\/a>.\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>M\u00e9rcia Alves, educadora do SOS Corpo, levou suas formula\u00e7\u00f5es em torno do debate de Direito \u00e0 Cidade para o II F\u00f3rum Nacional BR Cidades, onde destacou a import\u00e2ncia do olhar interseccional para se pensar o espa\u00e7o urbano. <\/p>\n","protected":false},"author":13,"featured_media":8365,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"M\u00e9rcia Alves, educadora do SOS Corpo, levou suas formula\u00e7\u00f5es em torno do debate de Direito \u00e0 Cidade para o II F\u00f3rum Nacional BR Cidades, onde destacou a import\u00e2ncia do olhar interseccional para se pensar o espa\u00e7o urbano. \n","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[1,11],"tags":[98,683,542,272,426,694],"class_list":["post-8360","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-lutafeminista","category-artigos","tag-direito-a-cidade","tag-feminismo-antissitemico","tag-feminismo-decolonial","tag-feminismo-negro","tag-feminismo-urbano","tag-reforma-urbana"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/DESTAQUE.jpeg?fit=1032%2C581&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p5mcIC-2aQ","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":false,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8360","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/13"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=8360"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8360\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8364,"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8360\/revisions\/8364"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/8365"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=8360"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=8360"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=8360"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}