{"id":8335,"date":"2019-08-06T18:40:35","date_gmt":"2019-08-06T21:40:35","guid":{"rendered":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?p=8335"},"modified":"2019-08-06T18:49:28","modified_gmt":"2019-08-06T21:49:28","slug":"mulheres-indigenas-de-todo-brasil-se-reunem-em-brasilia-para-denunciar-a-violencia-contra-seus-territorios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?p=8335","title":{"rendered":"Mulheres Ind\u00edgenas de todo Brasil se re\u00fanem em Bras\u00edlia para denunciar a viol\u00eancia contra seus territ\u00f3rios"},"content":{"rendered":"\n<p>Duas mil mulheres de diferentes etnias e de diferentes territ\u00f3rios do Brasil s\u00e3o esperadas para as atividades da 1\u00aa Marcha das Mulheres Ind\u00edgenas, que acontece entre os dias 9 a 13 de agosto na cidade de Bras\u00edlia. Com o tema \u201cTerrit\u00f3rio: Nosso Corpo, Nosso Esp\u00edrito\u201d, a Marcha \u00e9 um momento de extrema import\u00e2ncia para o marco da organiza\u00e7\u00e3o das mulheres ind\u00edgenas do Brasil e deve reunir diferentes gera\u00e7\u00f5es, l\u00ednguas, culturas, cosmovis\u00f5es em um s\u00f3 grito: denunciar o massacre das popula\u00e7\u00f5es origin\u00e1rias, desde o per\u00edodo colonial at\u00e9 os dias atuais, diante de uma disputa por territ\u00f3rio contra o sistema neoliberal, racista e patriarcal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cVamos estar todas juntas, marchando pelos nossos direitos, pelo nosso territ\u00f3rio e contra toda essa opress\u00e3o que hoje a gente t\u00e1 vivendo, nessa atual conjuntura que nos oprime enquanto mulheres, em especial como mulheres ind\u00edgenas. Hoje n\u00e3o t\u00e1 f\u00e1cil para n\u00f3s mulheres ind\u00edgenas e para os ind\u00edgenas em geral. Ent\u00e3o essa Marcha vai ser o grito das mulheres ind\u00edgenas em prol dos povos ind\u00edgenas\u201d, explica Merlane Tiriy\u00f3, 21 anos, ind\u00edgena da etnia Tiriy\u00f3, estudante de direito e militante da Articula\u00e7\u00e3o de Mulheres do Amap\u00e1 (AMA).<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"640\" data-attachment-id=\"8337\" data-permalink=\"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?attachment_id=8337\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/67356133_2341631619440327_4041228479352537088_n.jpg?fit=960%2C960&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"960,960\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"67356133_2341631619440327_4041228479352537088_n\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/67356133_2341631619440327_4041228479352537088_n.jpg?fit=300%2C300&amp;ssl=1\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/67356133_2341631619440327_4041228479352537088_n.jpg?fit=640%2C640&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/67356133_2341631619440327_4041228479352537088_n.jpg?resize=640%2C640&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-8337\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/67356133_2341631619440327_4041228479352537088_n.jpg?w=960&amp;ssl=1 960w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/67356133_2341631619440327_4041228479352537088_n.jpg?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/67356133_2341631619440327_4041228479352537088_n.jpg?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/67356133_2341631619440327_4041228479352537088_n.jpg?resize=768%2C768&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/67356133_2341631619440327_4041228479352537088_n.jpg?resize=70%2C70&amp;ssl=1 70w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>A organiza\u00e7\u00e3o da Marcha das Mulheres Ind\u00edgenas acontece em meio aos recentes ataques do agroneg\u00f3cio e do latif\u00fandio brasileiro \u00e0s comunidades ind\u00edgenas no Norte e no Centro-Oeste do pa\u00eds, como os recentes casos de viol\u00eancia de garimpeiros contra o povo Wai\u00e3pi no Amap\u00e1, com o assassinato do cacique Emyra Wai\u00e3pi, e da Pol\u00edcia Militar do Mato Grosso do Sul contra o povo Kinikinawa, que tiverem sua terra invadida em uma opera\u00e7\u00e3o regrada a muita viol\u00eancia. <\/p>\n\n\n\n<p>Os dois casos citados aconteceram em um intervalo de uma semana e ganhou repercuss\u00e3o internacional. Ecoa pelo mundo a pol\u00edtica genocida, excludente e violenta do atual governo brasileiro, que tem como mandat\u00e1rio um apoiador da ditadura, da tortura, da viol\u00eancia e da explora\u00e7\u00e3o sem consequ\u00eancias do meio ambiente e das terras ind\u00edgenas. Jair Bolsonaro (PSL), que ainda durante as elei\u00e7\u00f5es se posicionou contra a demarca\u00e7\u00e3o de terras ind\u00edgenas, logo antes do assassinato de Emyra Wai\u00e3pi sinalizou a possibilidade de facilitar as opera\u00e7\u00f5es de garimpo em terras ind\u00edgenas. <\/p>\n\n\n\n<p>Dentro desse contexto de genoc\u00eddio, o F\u00f3rum de Nacional de Mulheres Ind\u00edgenas, que t\u00eam a Marcha no dia 13 como uma das suas atividades, tem um car\u00e1ter pol\u00edtico muito importante para a luta dos direitos humanos das popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas. Segundo Maria Gavi\u00e3o, militante ind\u00edgena da Articula\u00e7\u00e3o de Mulheres Brasileiras (AMB), a expectativa \u00e9 de reunir as mulheres na capital federal para denunciar o contexto de viola\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica dos direitos das comunidades. \u201cNossa expectativa \u00e9 conseguir que duas mil mulheres cheguem em Bras\u00edlia, realizar as a\u00e7\u00f5es previstas e fazer as den\u00fancias, que esse \u00e9 o grande objetivo, das amea\u00e7as de perdas de direitos, dos territ\u00f3rios, dos corpos e das mentes\u201d, conta. <\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fortalecimento do Movimento de Mulheres Ind\u00edgenas <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m do car\u00e1ter denunciativo, a Marcha tem como objetivo fortalecer o movimento ind\u00edgena brasileiro e as organiza\u00e7\u00f5es das mulheres ind\u00edgenas em seus locais, estados e a uma articula\u00e7\u00e3o n\u00edvel nacional. Essa \u00e9 tamb\u00e9m uma das expectativas compartilhadas por Merlane Tiriy\u00f3. Ela que esteve presente na Plen\u00e1ria Nacional da Mulheres Ind\u00edgenas durante o Acampamento Terra Livre (ATL), ocorrido tamb\u00e9m em Bras\u00edlia em abril deste ano, conta como esse momento \u00e9 hist\u00f3rico para o movimento de mulheres ind\u00edgenas. <\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA Marcha vai significar muito n\u00e3o s\u00f3 para as mulheres ind\u00edgenas, mas todas as mulheres que v\u00e3o estar presentes nessa Marcha. Vai fortalecer muito os movimentos ind\u00edgenas e das mulheres ind\u00edgenas por estarem participando e se empoderando cada vez mais. Isso \u00e9 muito importante, a mulher ind\u00edgena ser empoderada em \u00e2mbitos nacionais, estaduais, em qualquer lugar, at\u00e9 mesmo nos cargos que a gente nunca alcan\u00e7ou, mas que aos poucos a gente t\u00e1 ocupando, espa\u00e7os que a gente deveria ocupar como mulheres ind\u00edgenas. N\u00e3o s\u00f3 como mulher ind\u00edgena, mas como qualquer mulher n\u00e9? A gente tem que se apoiar, uma com a outra, pra gente subir juntas\u201d, afirma. <\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"385\" data-attachment-id=\"8338\" data-permalink=\"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?attachment_id=8338\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/33631193080-1.jpg?fit=930%2C560&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"930,560\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"33631193080-1\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/33631193080-1.jpg?fit=300%2C181&amp;ssl=1\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/33631193080-1.jpg?fit=640%2C385&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/33631193080-1.jpg?resize=640%2C385&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-8338\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/33631193080-1.jpg?w=930&amp;ssl=1 930w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/33631193080-1.jpg?resize=300%2C181&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/33631193080-1.jpg?resize=768%2C462&amp;ssl=1 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Outro momento que \u00e9 esperado \u00e9 a integra\u00e7\u00e3o das mulheres do campo na Marcha das Mulheres Ind\u00edgenas, bem como a participa\u00e7\u00e3o das ind\u00edgenas na Marcha das Margaridas, que acontece no dia 14 de agosto, tamb\u00e9m em Bras\u00edlia. A efervesc\u00eancia do movimento de mulheres no Brasil representa em 2019, com essas duas Marchas, um caminho de resist\u00eancia contra as atrocidades pol\u00edticas adotadas pelo atual governo que em seus oito meses de gest\u00e3o, s\u00f3 para citar um exemplo, j\u00e1 liberou mais 239 agrot\u00f3xicos para serem usadas na agricultura em larga escala, subst\u00e2ncias cancer\u00edgenas e altamente nocivas que s\u00e3o proibidas em pa\u00edses europeus. Ou ainda, segundo dados divulgados pelo INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), o desmatamento da Amaz\u00f4nia em junho de 2019 aumentou 88% em compara\u00e7\u00e3o com o mesmo m\u00eas em 2018. <\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPor ser a 1\u00aa Marcha das Mulheres Ind\u00edgenas, onde vai reunir mulheres ind\u00edgenas de diferentes estados desse Brasil e mundo tamb\u00e9m, a minha expectativa \u00e9 de uni\u00e3o entre as mulheres ind\u00edgenas e mulheres n\u00e3o-ind\u00edgenas, por ser uma Marcha que vai se juntar \u00e0 Marcha das Mulheres Margaridas. Ent\u00e3o \u00e9 a primeira vez que uma coisa assim vai acontecer e \u00e9 um sentimento bom de estar com elas, na verdade de empoderamento de mim mesma. Me empoderar mais junto com as mulheres. Eu vejo que as mulheres em geral, n\u00e3o s\u00f3 ind\u00edgenas, quanto mais a gente se junta, somamos mais for\u00e7a juntas. E a gente pode fazer tudo juntas. Uni\u00e3o de for\u00e7as, ind\u00edgenas e n\u00e3o-ind\u00edgenas\u201d, enalteceu Merlane. <\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Analba Braz\u00e3o, da equipe do SOS Corpo &#8211; Instituto Feminista para a Democracia, o apoio dos movimentos de mulheres n\u00e3o-ind\u00edgenas representa uma alian\u00e7a importante para a valoriza\u00e7\u00e3o e fortalecimento das mulheres ind\u00edgenas como sujeitos pol\u00edticos. \u201c\u00c9 uma luta coletiva das mulheres por uma vida melhor e sem viol\u00eancia. Devemos fortalecer a organiza\u00e7\u00e3o das mulheres ind\u00edgenas, sua autonomia, respeitar suas cosmovis\u00f5es, as diferen\u00e7as entre as etnias e, sobretudo, a suas formas de pensar e atuar em torno de suas quest\u00f5es. Dentro das nossas diferen\u00e7as, buscar a unidade na defesa das tradi\u00e7\u00f5es, dos territ\u00f3rios e dos conhecimentos das popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas, salientou. <\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u201cTerrit\u00f3rio: Nosso Corpo, Nosso Esp\u00edrito\u201d<\/strong><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"427\" data-attachment-id=\"8339\" data-permalink=\"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?attachment_id=8339\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/Matheus-Alves-Midia-Ninja.jpeg?fit=768%2C512&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"768,512\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"Matheus-Alves-Midia-Ninja\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/Matheus-Alves-Midia-Ninja.jpeg?fit=300%2C200&amp;ssl=1\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/Matheus-Alves-Midia-Ninja.jpeg?fit=640%2C427&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/Matheus-Alves-Midia-Ninja.jpeg?resize=640%2C427&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-8339\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/Matheus-Alves-Midia-Ninja.jpeg?w=768&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/Matheus-Alves-Midia-Ninja.jpeg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><figcaption>Plen\u00e1ria Nacional de Mulheres Ind\u00edgenas no ATL definiu o mote do tema. Foto: Matheus Alves<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>A luta das mulheres pela prote\u00e7\u00e3o do meio ambiente e dos seus territ\u00f3rios \u00e9 uma luta compartilhada com todos que formam suas comunidades. A defesa da soberania dos povos, bem como a preserva\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o do meio ambiente s\u00e3o os temas-chave que levaram ao tema principal da Marcha. De acordo com Merlane Tiriy\u00f3, a Plen\u00e1ria Nacional das Mulheres Ind\u00edgenas no ATL foi um momento de intensa articula\u00e7\u00e3o e foi de onde saiu o sentido pol\u00edtico para a realiza\u00e7\u00e3o da Marcha. Ela explica como as mulheres chegaram ao tema. <\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNo primeiro momento as mulheres ind\u00edgenas se dividiram por regi\u00f5es, por organiza\u00e7\u00f5es e por grupos, onde foram debatidos v\u00e1rios temas. O tema que foi mais consenso entre todas, &nbsp; em geral, foi a luta pela prote\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o dos nossos territ\u00f3rios, do meio ambiente, de acesso \u00e0 sa\u00fade, a educa\u00e7\u00e3o&#8230;e tudo isso foi falado nos grupos para chegar ao tema da Marcha. E como muitas mulheres falaram sobre o tema do territ\u00f3rio e cuidado com o meio ambiente, chegaram ao nome que tem tudo a ver\u201d, conta.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Campanha Internacional pelos Territ\u00f3rios<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Merlane Tiriy\u00f3 destacou ainda a conex\u00e3o do tema da 1\u00aa Marcha das Mulheres Ind\u00edgenas do Brasil com a campanha internacional lan\u00e7ada na&nbsp; plen\u00e1ria do VII F\u00f3rum Social Panamaz\u00f4nico e Andino (FOSPA), realizado em Tarapoto, no Peru em 2017. Com o tema \u201cNossos Corpos, Nossos Territ\u00f3rios\u201d, a campanha nasce da mobiliza\u00e7\u00e3o das mulheres ind\u00edgenas e amaz\u00f4nicas em suas organiza\u00e7\u00f5es em alian\u00e7a com movimentos feministas da Am\u00e9rica Latina. Ela surge com o objetivo de denunciar a multiplica\u00e7\u00e3o das viol\u00eancias contra as defensoras dos territ\u00f3rios e da guinada extrativista, alimentados pelas for\u00e7as pol\u00edticas patriarcais, colonialistas e racistas do sistema neoliberal. <\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEu achei muito importante tamb\u00e9m porque uma coisa que eu ouvi quando participei do encontro de mulheres ind\u00edgenas l\u00e1 no Peru foi a campanha das mulheres ind\u00edgenas de l\u00e1. Foi muito bom essa conex\u00e3o das mulheres ind\u00edgenas daqui do Brasil e do Peru, que nunca tiveram contato, tiveram essa conex\u00e3o espiritual, que atravessa a quest\u00e3o e pertencimento de ser mulher ind\u00edgena\u201d, aponta Merlane.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p> A 1\u00aa Marcha das Mulheres Ind\u00edgenas, que tem como tema \u201cTerrit\u00f3rio: Nosso Corpo, Nosso Esp\u00edrito\u201d, deve reunir 2 mil mulheres de diferentes etnias entre os dias 9 e 13 de agosto em uma articula\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica contra os avan\u00e7os neoliberais e o genoc\u00eddio das popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas<\/p>\n","protected":false},"author":13,"featured_media":8337,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"Mulheres Ind\u00edgenas de todo Brasil se re\u00fanem em Bras\u00edlia para denunciar a viol\u00eancia contra seus territ\u00f3rios\n#MarchaDasMulheresInd\u00edgenas #NenhumaGotaaMais #Articula\u00e7\u00e3odeMulheresBrasileiras","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[1,3,14],"tags":[683,265,673,321,25],"class_list":["post-8335","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-lutafeminista","category-agenda","category-destaques","tag-feminismo-antissitemico","tag-feminismo-popular","tag-marcha-das-mulheres-indigenas","tag-territorios","tag-violencia-contra-a-mulher"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/67356133_2341631619440327_4041228479352537088_n.jpg?fit=960%2C960&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p5mcIC-2ar","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":false,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8335","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/13"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=8335"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8335\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8348,"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8335\/revisions\/8348"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/8337"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=8335"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=8335"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=8335"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}