{"id":7056,"date":"2018-09-20T11:23:00","date_gmt":"2018-09-20T14:23:00","guid":{"rendered":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?p=7056"},"modified":"2018-10-04T08:21:33","modified_gmt":"2018-10-04T11:21:33","slug":"50-anos-pedagogia-do-oprimido","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?p=7056","title":{"rendered":"Nesta primavera comemoramos o cinquenten\u00e1rio da obra de Paulo Freire"},"content":{"rendered":"<p><em><strong><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/catedra-paulo-freire-50-anos.png?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"7025\" data-permalink=\"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?attachment_id=7025\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/catedra-paulo-freire-50-anos.png?fit=594%2C543&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"594,543\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"catedra paulo freire 50 anos\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/catedra-paulo-freire-50-anos.png?fit=300%2C274&amp;ssl=1\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/catedra-paulo-freire-50-anos.png?fit=594%2C543&amp;ssl=1\" class=\"aligncenter size-full wp-image-7025\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/catedra-paulo-freire-50-anos.png?resize=594%2C543&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"594\" height=\"543\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/catedra-paulo-freire-50-anos.png?w=594&amp;ssl=1 594w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/catedra-paulo-freire-50-anos.png?resize=300%2C274&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 594px) 100vw, 594px\" \/><\/a>Por M\u00e9rcia Alves*<\/strong><br \/>\n<\/em><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400;\">\u00c9 no m\u00eas de setembro, junto com a vinda simb\u00f3lica da primavera, que se comemora o cinquenten\u00e1rio da pedagogia do oprimido, celebrado em dois momentos fundamentais: o X Col\u00f3quio Internacional Paulo Freire e o Ato Pedag\u00f3gico em comemora\u00e7\u00e3o aos cinquenta anos dessa obra e pelos 97 anos de nascimento do mestre da educa\u00e7\u00e3o como pr\u00e1tica de liberdade. Ambos eventos aconteceram no Recife, por meio de a\u00e7\u00e3o conjunta da C\u00e1tedra Paulo Freire, Centro Paulo Freire de Estudos e Pesquisas, SINTEPE (Sindicato dos Trabalhadores em Educa\u00e7\u00e3o do Estado de Pernambuco) e Fafire (Faculdade Frassinetti do Recife). Um momento significativo para lembrar o legado de Paulo Freire num contexto pol\u00edtico refrat\u00e1rio \u00e0s ideias e ideais transformadores e de afirma\u00e7\u00e3o do indiv\u00edduo como sujeito pol\u00edtico da hist\u00f3ria.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">N\u00f3s, do SOS Corpo, fomos convidadas a participar do Ato Pedag\u00f3gico, cujo tema central da Mesa de Di\u00e1logo, realizada no dia 19 de setembro na UFPE, foi <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Pedagogia do Oprimido: Resist\u00eancia e Supera\u00e7\u00e3o<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">. Um evento que contou com mais de 130 pessoas, entre estudantes, professores, educadores, militantes, dentre outros. Compartilharam deste di\u00e1logo o professor Heleno Ara\u00fajo, do CNTE (Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Trabalhadores em Educa\u00e7\u00e3o), e a professora e deputada estadual do PT, Tereza Leit\u00e3o. A trajet\u00f3ria pol\u00edtica dos escritos e aprendizados da pedagogia do oprimido atravessaram nossas hist\u00f3rias e a sua atualidade est\u00e1 em olhar o cen\u00e1rio pol\u00edtico e trazer os elementos deste cl\u00e1ssico da educa\u00e7\u00e3o para refletir sobre os desafios no campo pol\u00edtico e educativo na constru\u00e7\u00e3o de um sociedade humanizadora, como nos ensinou Paulo Freire.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O cinquenten\u00e1rio da obra mais conhecida do Paulo Freire j\u00e1 \u00e9 em si um ato de resist\u00eancia diante do contexto de conservadorismo pol\u00edtico, econ\u00f4mico e cultural que permeia o cen\u00e1rio dos pa\u00edses na Am\u00e9rica Latina e em especial o Brasil, tendo em vista a deflagra\u00e7\u00e3o do golpe institucional em 2016. A pedagogia do oprimido, escrito em 1968 \u2013 o ano que n\u00e3o terminou, assim como 2016 \u2013, foi publicado em mais de 25 idiomas e s\u00f3 chegou no Brasil em 1974, num contexto pol\u00edtico de acirramento do regime autorit\u00e1rio, \u00a0com fechamento da ordem democr\u00e1tica e da a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica partid\u00e1ria e dos movimentos sociais. Essa hist\u00f3ria, marcada por viola\u00e7\u00f5es, trouxe impactos na nossa cultura pol\u00edtica. Mas, tamb\u00e9m foi marcado por a\u00e7\u00f5es de resist\u00eancias e experi\u00eancias educativas que estavam na contram\u00e3o da ditadura. Muitos centros de cultura e educa\u00e7\u00e3o popular e comunidades eclesiais de base resistiram aos enfrentamentos deste processo, o que permitiu que organiza\u00e7\u00f5es como o SOS CORPO pudessem beber na fonte desta pedagogia no desenvolvimento dos processos educativos feministas com vistas ao fortalecimento organizativo das mulheres em movimentos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00c9 desafiante falar sobre 50 anos de um cl\u00e1ssico no campo da educa\u00e7\u00e3o, uma vez que n\u00e3o sou uma estudiosa da educa\u00e7\u00e3o, ou das obras Freirianas, mas componho um coletivo pol\u00edtico profissional feminista, o SOS CORPO, que tem 37 anos de exist\u00eancia e resist\u00eancia, onde a educa\u00e7\u00e3o, os processos formativos,articulados com os campos da pesquisa e comunica\u00e7\u00e3o, t\u00eam lugar central na contribui\u00e7\u00e3o com o fortalecimento individual e coletivo das mulheres. Entendo que \u00a0os processos formativos \u2013 educa\u00e7\u00e3o n\u00e3o formal \u2013 voltados para o engajamento e fortalecimento organizativo, pautados pelo conceito da educa\u00e7\u00e3o popular, com a perspectiva Paulo Freiriana, nos constitui no mundo como sujeito inquieto, questionador e coletivo. Aprendi com outros e outras que a transforma\u00e7\u00e3o de si e do mundo se d\u00e1 em di\u00e1logo entre divergentes e diferentes, por isso, ent\u00e3o, sou parte deste legado que teima diariamente em construir novas rela\u00e7\u00f5es humanas de igualdade na diversidade.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para dialogar sobre este tema \u2013 quest\u00e3o que nos provoca pensamentos \u00a0\u2013, pensei e repensei em v\u00e1rias chaves de leitura, voltei no tempo em que a contribui\u00e7\u00e3o de Paulo Freire estava presente em v\u00e1rias experi\u00eancias educativas, a\u00e7\u00e3o pol\u00edticas (movimento estudantil, forma\u00e7\u00e3o da CUT, movimento de Direitos Humanos, a forma\u00e7\u00e3o feminista) para encontrar os elementos que, nos tempos atuais, nos permitam desvelar a crise pol\u00edtica instaurada com o golpe de 2016. A polariza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e as falas\/faixas\/posicionamentos que atentaram e atentam contra o pensamento de Paulo Freire, Marxista e de esquerda \u00e9 parte de um caldo de cultura conservador que se alastra no cen\u00e1rio pol\u00edtico como parte da nega\u00e7\u00e3o de um campo democr\u00e1tico e popular que lutou por direitos e por rela\u00e7\u00f5es mais igualit\u00e1rias e contra privil\u00e9gios. E, por fim, pensei: um livro que chega a meio s\u00e9culo, atravessou gera\u00e7\u00f5es, est\u00e1 com mais de 60 edi\u00e7\u00f5es, tornando-se um cl\u00e1ssico, j\u00e1 \u00e9, em si, uma a\u00e7\u00e3o de resist\u00eancia na disputa de narrativas que individualizam os sujeitos tanto no \u00e2mbito da economia, como da pol\u00edtica e da cultura, narrativa esta que transforma a a\u00e7\u00e3o do sujeito em simples atitude consumista, capturando sua autonomia para um contexto de mercantiliza\u00e7\u00e3o e privatiza\u00e7\u00e3o da vida.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O legado de Paulo Freire est\u00e1 no reordenamento\/reposicionamento do pensamento sobre a educa\u00e7\u00e3o, fazendo-a extrapolar o espa\u00e7o escolar, transformando-a num m\u00e9todo de apreens\u00e3o da realidade, de aprendizagem e de reconhecimento do eu, meu estar no mundo,na capacidade de transform\u00e1-lo como parte da consci\u00eancia de si e do desvelar das situa\u00e7\u00f5es contradit\u00f3rias que geram opress\u00e3o\/domina\u00e7\u00e3o e subordina\u00e7\u00e3o, como express\u00e3o do sistema das rela\u00e7\u00f5es sociais capitalista,racista e sexista.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A atualidade da obra bate \u00e0 nossa porta e, se olharmos o presente, a conjuntura nos revela a car\u00eancia, fal\u00eancia e afastamento das bases de pensamento cr\u00edtico que nos instiga a ver o mundo desenhado por Freire, considerando a transforma\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es de opress\u00e3o a partir de processos de aprendizagens que compreendem a realidade como a\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica dos sujeitos. Vivemos uma nova etapa de acumula\u00e7\u00e3o capitalista, um momento de disputas de narrativas onde a rela\u00e7\u00e3o entre opressor e oprimido, propriet\u00e1rios e trabalhadores s\u00e3o acirradas,expressando novas dimens\u00f5es do processo de desigualdade e desumaniza\u00e7\u00e3o t\u00e3o presentes na reflex\u00e3o da pedagogia do oprimido. A consci\u00eancia da situa\u00e7\u00e3o de opress\u00e3o, ou a falta dela, vem nos colocando em lados opostos e muitas vezes se expressa na sensa\u00e7\u00e3o de pertencimento de oprimidos que se enxergam\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">no lugar e atuando como opressores, o que revela o \u00f3dio ao diferente como parte do sistema de domina\u00e7\u00e3o. Assim, apar\u00eancia e ess\u00eancia s\u00e3o maquiados. Ser\u00e1 que este elemento n\u00e3o nos permite olhar para atualidade das reflex\u00f5es de Freire?<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A educa\u00e7\u00e3o como pr\u00e1tica e ato de liberdade \u00e9 um desafio di\u00e1rio, sistem\u00e1tico. Para os que resistem e est\u00e3o na contracorrente dos ideais conservadores neoliberais, a tarefa de radicaliza\u00e7\u00e3o, de expor e explodir os pilares da domina\u00e7\u00e3o e opress\u00e3o \u00e9 altamente revolucion\u00e1rio. O pr\u00f3prio Freire nos ilumina nesta quest\u00e3o ao trazer como parte do m\u00e9todo o pensar dial\u00f3gico, a\u00e7\u00e3o e mundo, mundo e a\u00e7\u00e3o e a\u00e7\u00e3o no mundo, como parte do papel educativo de desvelar a realidade, despertar consci\u00eancia e provocar o engajamento como a\u00e7\u00e3o transformadora, a pr\u00e1xis. E a a\u00e7\u00e3o sobre a realidade objetiva \u00e9 o motor da hist\u00f3ria para superar desigualdades.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O sistema de domina\u00e7\u00e3o, a cultura da subordina\u00e7\u00e3o de classe,ra\u00e7a e g\u00eanero se estabelecem como parte de uma cultura burguesa autorit\u00e1ria e opressora que tenta, por meio das institui\u00e7\u00f5es e m\u00eddia, refor\u00e7ar modelos que alijam dos processos hist\u00f3ricos a pot\u00eancia de homens e mulheres, em suas diversas viv\u00eancias sexuais, para \u00a0transformar as rela\u00e7\u00f5es de opress\u00e3o. Isso \u00e9 parte da chamada cultura do sil\u00eancio, que se espalha em v\u00e1rias dimens\u00f5es da vida social, p\u00fablica e privada, negando, por meio da a\u00e7\u00e3o autorit\u00e1ria, a voz e o di\u00e1logo entre os sujeitos. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Um sistema que cria e recria a todo momento mecanismos que nos engessam e emburrecem diante da plasticidade ef\u00eamera e superficial das rela\u00e7\u00f5es, da leitura do mundo, \u00a0estabelece a contraposi\u00e7\u00e3o entre di\u00e1logo e isolamento. As novas ferramentas da tecnologia, que deveriam estar a servi\u00e7o da sociedade, da luta e da transforma\u00e7\u00e3o, se revelam \u00a0mais um dos mecanismos de controle e domina\u00e7\u00e3o. E, com o crescimento de pensamento de base fundamentalista\u2013religioso, esse silenciamento de vozes diferentes, modos de ser e viver diferentes, e portanto, contra-hegem\u00f4nicos, revela o qu\u00e3o distante estamos de construir esse um outro mundo poss\u00edvel.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Como acreditamos na circularidade da vida, na potencialidade criativa e recriadora dos sujeitos e nas a\u00e7\u00f5es de resist\u00eancia micro e macrossociet\u00e1rias, visualizamos pontos de supera\u00e7\u00e3o e de conflu\u00eancias hist\u00f3ricas entre novas e velhas \u00a0formas de pensar e agir no mundo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">E pensando a partir do nosso lugar de uma organiza\u00e7\u00e3o feminista que tem como centro o fortalecimento das mulheres como sujeito pol\u00edtico e o engajamento como parte da nossa a\u00e7\u00e3o coletiva de transformar a n\u00f3s e ao mundo pelo feminismo, temos v\u00e1rios encontros entre a pedagogia feminista e a educa\u00e7\u00e3o popular. Compreendemos os processos educativos como parte da constru\u00e7\u00e3o das mulheres como sujeito pol\u00edtico do feminismo, com sentido e intencionalidades pol\u00edticas que buscam o engajamento e o fortalecimento organizativo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A perspectiva feminista da a\u00e7\u00e3o educativa \u00e9 inspirada na concep\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o popular Freiriana, tomando como refer\u00eancia a educa\u00e7\u00e3o como pr\u00e1tica de liberdade; dial\u00f3gica; valoriza\u00e7\u00e3o do sujeito hist\u00f3ria e cultura; conex\u00e3o entre as dimens\u00f5es objetivas e subjetivas e o car\u00e1ter transformador de rela\u00e7\u00f5es de opress\u00e3o nas esferas p\u00fablica e privada. As ins\u00edgnias do feminismo, \u201co privado \u00e9 p\u00fablico\u201d, \u201co lugar de mulher \u00e9 onde ela quiser\u201d, mostram-nos o fortalecimento das mulheres e da luta feminista na constru\u00e7\u00e3o de rela\u00e7\u00f5es socais de sexo mais igualit\u00e1rias e que conecta, portanto, essas dimens\u00f5es processual e sistem\u00e1tica da supera\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es de opress\u00e3o\/domina\u00e7\u00e3o para autonomia. O m\u00e9todo dial\u00f3gico nos aponta caminhos e s\u00e3o pistas de como processos educativos rompem barreiras ao despertar consci\u00eancias.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"> Por fim, como disse Paulo Freire, \u201ca educa\u00e7\u00e3o sozinha n\u00e3o muda o curso da hist\u00f3ria, mas contribui para mudar o rumo das coisas\u201d \u2013 este \u00e9 um dos seus legados, bem como a dimens\u00e3o da emancipa\u00e7\u00e3o humana e pol\u00edtica como ato de liberdade. E como disse o professor Ernani, \u201cPaulo Freire \u00e9 um comprometido com a vida! N\u00e3o pensa id\u00e9ias, pensa na exist\u00eancia\u201d. E \u00e9 a resist\u00eancia criativa que nos faz romper os ciclos de opress\u00e3o ao longo da hist\u00f3ria.<\/span><\/p>\n<p><em>*M\u00e9rcia Alves \u00e9 educadora do SOS Corpo. O texto teve revis\u00e3o de D\u00e9borah Guaran\u00e1<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por M\u00e9rcia Alves* \u00c9 no m\u00eas de setembro, junto com a vinda simb\u00f3lica da primavera, que se comemora o cinquenten\u00e1rio [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":7025,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"Nesta primavera comemoramos o cinquenten\u00e1rio da obra de Paulo Freire","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[50,318,317],"class_list":["post-7056","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-lutafeminista","tag-feminismo","tag-pedagogia","tag-pedagogia-feminista"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/catedra-paulo-freire-50-anos.png?fit=594%2C543&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p5mcIC-1PO","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":false,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7056","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=7056"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7056\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7107,"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7056\/revisions\/7107"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/7025"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=7056"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=7056"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=7056"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}