{"id":6524,"date":"2018-04-25T11:17:55","date_gmt":"2018-04-25T14:17:55","guid":{"rendered":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?p=6524"},"modified":"2018-08-29T13:35:57","modified_gmt":"2018-08-29T16:35:57","slug":"feminismos-m-n-amazonia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?p=6524","title":{"rendered":"Faces da luta das mulheres negras na Amaz\u00f4nia"},"content":{"rendered":"<p><em>Eu sou negra nag\u00f4<\/em><br \/>\n<em>no sangue, na ra\u00e7a e na cor.<\/em><br \/>\n<em>Quem foi que disse<\/em><br \/>\n<em>que o negro n\u00e3o tem valor<\/em><br \/>\n<em>que o negro n\u00e3o sente frio<\/em><br \/>\n<em>que o negro n\u00e3o sente dor?<\/em><\/p>\n<p>Negra nag\u00f4<br \/>\n<strong>Ana Cleide Vasconcelos,<\/strong> Quilombo Arapem\u00e3<\/p>\n<p><em>Texto:\u00a0<strong>Maria das Dores do Ros\u00e1rio Almeida,<\/strong> Instituto de Mulheres Negras do Amap\u00e1;\u00a0<strong>Maria Albenize Farias Malcher<\/strong> e <strong>Nilma Bentes,<\/strong> Centro de Estudos e Defesa do Negro do Par\u00e1 \u2013 CEDENPA <strong>(1)<\/strong><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Embora a historiografia oficial tenha nos invisibilizado, n\u00f3s, mulheres negras, nunca estivemos ausentes da hist\u00f3ria da Amaz\u00f4nia, sempre existimos! J\u00e1 em 1886, foi criado no Par\u00e1 o grupo liderado por mulheres negras \u201cEstrelas do Oriente\u201d, com a finalidade de celebrar festividades religiosas. Do mesmo per\u00edodo s\u00e3o as \u2018irm\u00e3s<br \/>\nde S\u00e3o Raimundo\u2019, uma irmandade de mulheres negras e as Taieiras, grupo de mulheres lavadeiras. Na Resist\u00eancia, destacam-se no Par\u00e1 as a\u00e7\u00f5es de Felipa Maria Aranha, na lideran\u00e7a do quilombo de Alcoba\u00e7a, o qual contava com mais de 300 indiv\u00edduos (localizado hoje no que \u00e9 o munic\u00edpio de Tucuru\u00ed). Ainda no Par\u00e1,<br \/>\na resist\u00eancia no s\u00e9culo XIX aparece nos jornais que anunciam fugas de mulheres\u00a0negras escravizadas <strong>(2)<\/strong>.<\/p>\n<p>A Amaz\u00f4nia, maior regi\u00e3o brasileira em extens\u00e3o territorial (mais de dois ter\u00e7os do territ\u00f3rio nacional, incluindo os estados da regi\u00e3o Norte e parte dos estados do Maranh\u00e3o e Mato Grosso), possui mais de 11 milh\u00f5es de pessoas negras, pressupondo a exist\u00eancia de mais de seis milh\u00f5es de mulheres negras. A exemplo do que ocorre em todo o Brasil, cada uma de n\u00f3s busca enfrentar e sobreviver ao racismo, \u00e0s vezes, tentando sair deste po\u00e7o \u2018puxando-se pelos pr\u00f3prios cabelos\u2019. Afinal, n\u00e3o tem sido f\u00e1cil, para algumas, enfrentar o racismo e seus efeitos at\u00e9 dentro da pr\u00f3pria fam\u00edlia, j\u00e1 que, em alguns casos, filhos e filhas sentem vergonha por sua m\u00e3e e\/ou seu pai serem negros.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"6527\" data-permalink=\"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?attachment_id=6527\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/thais-moreira-10_26088501616_o-1.jpg?fit=1000%2C666&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"1000,666\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;5.6&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;Thais Moreir@&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;Canon EOS REBEL T3&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;1447843128&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;Thais Moreira&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;90&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;1000&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0.00025&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"thais-moreira&amp;#8212;10_26088501616_o\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/thais-moreira-10_26088501616_o-1.jpg?fit=300%2C200&amp;ssl=1\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/thais-moreira-10_26088501616_o-1.jpg?fit=640%2C426&amp;ssl=1\" class=\"aligncenter size-full wp-image-6527\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/thais-moreira-10_26088501616_o-1.jpg?resize=640%2C426&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"426\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/thais-moreira-10_26088501616_o-1.jpg?w=1000&amp;ssl=1 1000w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/thais-moreira-10_26088501616_o-1.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/thais-moreira-10_26088501616_o-1.jpg?resize=768%2C511&amp;ssl=1 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><br \/>\nNo que se refere ao movimento negro, a Amaz\u00f4nia se destaca na luta pol\u00edtica. J\u00e1 em 1979, negros e negras fundam o Centro de Cultura Negra do Maranh\u00e3o. No estado do Par\u00e1, em 1980, trazendo nas entranhas as for\u00e7as de Xang\u00f4, Orix\u00e1 da Justi\u00e7a, foi que negros e negras come\u00e7am a construir o que passou a ser conhecido<br \/>\ncomo CEDENPA \u2013 Centro de Estudos e Defesa do Negro do Par\u00e1 <strong>(3)<\/strong>. Neste contexto, \u00e9 que as mulheres negras refor\u00e7am sua organiza\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o. O momento era de um movimento negro com face sexista, no qual as rela\u00e7\u00f5es de g\u00eanero funcionavam como fortes repressoras da autonomia feminina e impediam que as ativistas<br \/>\nnegras ocupassem posi\u00e7\u00f5es de igualdade junto aos homens negros. Por outro lado, o movimento feminista tinha sua face racista, preterindo as discuss\u00f5es de recorte racial e privilegiando as pautas que contemplavam<br \/>\nsomente as mulheres brancas.<\/p>\n<p>O protagonismo das mulheres quilombolas \u00e9 presen\u00e7a hist\u00f3rica na Amaz\u00f4nia, tendo na Associa\u00e7\u00e3o de Mulheres M\u00e3e Venina do Quilombo do Curia\u00fa, no Amap\u00e1, criada em 1997, uma express\u00e3o forte desta organiza\u00e7\u00e3o. Na d\u00e9cada de 1980,destacamos o Grupo de Mulheres Negra\u00a0 M\u00e3e Andresa, fundado em 1986, no<br \/>\nMaranh\u00e3o, nomeado em homenagem \u00e0s m\u00e3es de santo, mulheres que, com sua for\u00e7a, tiveram presen\u00e7a marcante na resist\u00eancia do povo negro e na cultura brasileira. Nos anos 2000, destaca-se o IMENA &#8211; Instituto de Mulheres Negras do Amap\u00e1, que nasce com a miss\u00e3o de combater o preconceito, a discrimina\u00e7\u00e3o racial, o sexismo e lutar pela universaliza\u00e7\u00e3o efetiva dos direitos humanos, evitando, principalmente, a marginaliza\u00e7\u00e3o das popula\u00e7\u00f5es negras. Com o avan\u00e7o da organiza\u00e7\u00e3o, ao in\u00edcio de 2008, decide-se criar uma articula\u00e7\u00e3o das mulheres negras para diminuir a dist\u00e2ncia geogr\u00e1fica e dar voz \u00e0s mulheres da Amaz\u00f4nia. Esta rede passaria a ser a REDE FULANAS &#8211; Negras da Amaz\u00f4nia Brasileira.<\/p>\n<p>Quando o movimento de mulheres negras surgiu, tinha o intuito de visibilizar as mulheres negras, dizer para a sociedade que estas mulheres existiam, buscavam ocupar espa\u00e7os em conselhos de direitos, f\u00f3runs, redes e articula\u00e7\u00f5es. Hoje, as organiza\u00e7\u00f5es de mulheres negras existentes na Amaz\u00f4nia buscam o protagonismo em<br \/>\ndiferentes espa\u00e7os: universidades, mercado de trabalho, nos poderes legislativo e judici\u00e1rio; na pol\u00edtica partid\u00e1ria, entre outros. Com organiza\u00e7\u00f5es nacionais, lutam para que as mulheres negras saiam das estat\u00edsticas como maioria no trabalho dom\u00e9stico. A tem\u00e1tica ambiental, regulariza\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria, desenvolvimento, reforma pol\u00edtica, compreens\u00e3o do papel do Estado brasileiro, racismo, viol\u00eancia e bem-viver\u00a0fazem parte da agenda das mulheres negras da Amaz\u00f4nia, sem perder de vista sua ancestralidade.<\/p>\n<p>No feminismo afro-amaz\u00f4nico, L\u00e9lia Gonzalez (1984) \u00e9 refer\u00eancia quando aponta que a concep\u00e7\u00e3o do feminismo ocidental omitia a quest\u00e3o de ra\u00e7a e tamb\u00e9m o distanciamento da realidade vivida pelas<br \/>\nmulheres negras. Assim, a autora nos mostra que a \u201csolidariedade, fundada numa experi\u00eancia hist\u00f3rica comum\u201d <strong>(4)<\/strong>, \u00e9 uma especificidade da atua\u00e7\u00e3o das mulheres negras e talvez, por este motivo, o movimento de mulheres negras continua fortalecido e revigorado. O grande desafio para as redes e organiza\u00e7\u00f5es de mulheres negras amaz\u00f4nicas \u00e9 alinhar as quest\u00f5es de g\u00eanero, ra\u00e7a e classe social nos projetos de desenvolvimento da Regi\u00e3o Amaz\u00f4nica, preservando os saberes das Mulheres das Florestas. Afinal, os contrastes na Amaz\u00f4nia, embora muito ligados \u00e0s desigualdades inter-regionais, s\u00f3cio-raciais e de g\u00eanero, tamb\u00e9m devem ser enfrentados atrav\u00e9s da defesa das tradi\u00e7\u00f5es culturais. Mas, como se entender a pr\u00e1tica da luta, quando a maioria est\u00e1 garantindo apenas uma subviv\u00eancia\/sobreviv\u00eancia, sem tempo adicional, portanto, para garantir condi\u00e7\u00f5es de disputar, de igual a igual, espa\u00e7os na sociedade que \u00e9 hegemonizada por brancos<br \/>\ne brancas? Ou ainda, como exercer um feminismo negro, para enfrentar a pr\u00e1tica, no seio de muitas fam\u00edlias, principalmente brancas e de classe m\u00e9dia-alta, de pedir: \u201ctraz uma menina pra mim l\u00e1 do Maraj\u00f3\u201d, ou \u201ctraz uma menina pra mim, l\u00e1 do interior\u201d, ou ainda, \u201ctraz uma menina pra mim l\u00e1 do Maranh\u00e3o\u201d?<\/p>\n<p>Por isto, as motiva\u00e7\u00f5es de um feminismo afro-amaz\u00f4nico s\u00e3o v\u00e1rias: a vontade de unir o pensamento das mulheres negras da Amaz\u00f4nia, as afli\u00e7\u00f5es, e unir os sonhos e a for\u00e7a para enfrentar os desafios. Ter na autonomia do corpo da mulher negraamaz\u00f4nica uma identidade e s\u00edmbolo de\u00a0 resist\u00eancia ancestral africana e ind\u00edgena. Desfazer o mito do vazio demogr\u00e1fico amaz\u00f4nico, inclusive reconhecendo que a regi\u00e3o possui a maior popula\u00e7\u00e3o quilombola do Brasil, que \u00e9 diretamente afetada pelo racismo ambiental e pelas pr\u00e1ticas<br \/>\nde degrada\u00e7\u00e3o das florestas, dos rios, da vida silvestre e, consequentemente, sendo impedida de bem viver em seus territ\u00f3rios. Promover a visibilidade das mulheres\u00a0 negras da Amaz\u00f4nia como aguerridas lideran\u00e7as comunit\u00e1rias e de resist\u00eancia ancestral africana e ind\u00edgena.<\/p>\n<p>Outros desafios incluem: trazer ao debate a invisibilidade dessas mulheres, no contexto da hist\u00f3ria amaz\u00f4nica, sobretudo na conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade. Reconhecemos o valor do protagonismo ao escrever nossas hist\u00f3rias, como estrat\u00e9gias para contribuir com o movimento de mulheres negras no Brasil. \u00c9 um desafio enorme apontar as opress\u00f5es praticadas contra as mulheres negras amaz\u00f4nicas em raz\u00e3o das especificidades de nossos territ\u00f3rios, como apresentam as estat\u00edsticas frequentemente divulgadas pelo movimento negro dos estados amaz\u00f4nicos e por institui\u00e7\u00f5es como IBGE, IPEA, entre outras. E que tornam emergenciais a\u00e7\u00f5es mais articuladas e capazes de superar as desigualdades.<\/p>\n<p>Ao longo dos encontros para a constru\u00e7\u00e3o da Marcha das Mulheres Negras 2015, os depoimentos das mulheres negras afro-amaz\u00f4nicas evidenciaram que, independente da realidade e da hist\u00f3ria de vida, o fator emocional \u00e9 algo que afeta todas. Mas, por outro lado, o processo de mobiliza\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m acrescentou temas como a solidariedade racial como elemento de fortalecimento da autoestima e do processo organizativo. O racismo institucional, amplificado pela m\u00eddia, gera falta de reconhecimento e enfraquece a nossa autoestima.<br \/>\nPor fim, \u00e9 um desafio manter viva a mem\u00f3ria da ancestralidade \u2013 como garantia dos saberes tradicionais dessas mulheres para o futuro \u2013, que hoje est\u00e1 dizimada pelo modelo de desenvolvimento imposto \u00e0 Amaz\u00f4nia, como os grandes projetos. H\u00e1 uma desvaloriza\u00e7\u00e3o do saber tradicional, que \u00e9 visto como atraso a partir do olhar euroc\u00eantrico, ou seja, \u00e9 o atraso do desenvolvimento do Brasil5. Nossas ancestrais nos inspiraram a seguir seus passos e a n\u00e3o desistir de sermos mulheres negras amaz\u00f4nicas.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: center;\">Estamos em marcha para nos<br \/>\nfortalecermos coletivamente enquanto<br \/>\nmulheres negras da Amaz\u00f4nia!<\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>1\u00a0<\/strong>Ativistas da Rede Fulanas NAB: Negras da Amaz\u00f4nia Brasileira.<br \/>\n<strong>2<\/strong> Ver SALLES, Vicente. O negro no Par\u00e1. 2\u00aa edi\u00e7\u00e3o,1988 &#8211; \u201cCenten\u00e1rio da Aboli\u00e7\u00e3o\u201d, Secult-Centur-MinC, fls.230-231.<br \/>\n<strong>3<\/strong> Dispon\u00edvel em: http:\/\/www.cedenpa.org.br\/Historico. Acesso em: 26 dez. 2017.<br \/>\n<strong>4<\/strong> GONZALEZ, L\u00e9lia. The black woman\u2019s place in the Brazilian society. In: National Conference, African-American<br \/>\nPolitical, Caucus\/Morgan Sate University, Baltimore, 1984. Dispon\u00edvel em: &lt;http:\/\/www.leliagonzalez.org.br. Acesso em: 23 dez. 2017.<br \/>\n<strong>5<\/strong> Manifesto da Rede Fulanas \u2013 Negras da Amaz\u00f4nia Brasileira para a Marcha das Mulheres Negras \u2013 2015 &#8211; Adaptado. Vers\u00e3o na \u00edntegra dispon\u00edvel em: https:\/\/redefulanas.wordpress.com\/2015\/11\/19\/manifesto-das-rede-fulanas-negras-da-amazonia-brasileira-para-a-marcha-das-mulheres-negras-2015\/. Acesso em: 26 dez. 2017.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Eu sou negra nag\u00f4 no sangue, na ra\u00e7a e na cor. Quem foi que disse que o negro n\u00e3o tem [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":6528,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[443,330,50,425,176,177],"class_list":["post-6524","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-lutafeminista","tag-ancestralidade","tag-auto-organizacao","tag-feminismo","tag-feminismo-amazonico","tag-mulheres-indigenas","tag-mulheres-negras"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/thais-moreira-2_26088490816_o-1.jpg?fit=1000%2C666&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p5mcIC-1He","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":false,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6524","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=6524"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6524\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6530,"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6524\/revisions\/6530"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/6528"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=6524"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=6524"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=6524"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}