{"id":6277,"date":"2018-04-05T17:22:43","date_gmt":"2018-04-05T20:22:43","guid":{"rendered":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?p=6277"},"modified":"2018-04-06T15:59:58","modified_gmt":"2018-04-06T18:59:58","slug":"feministas-no-forum-social-mundial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?p=6277","title":{"rendered":"Feministas no F\u00f3rum Social Mundial"},"content":{"rendered":"<p><i>Durante o 14\u00ba Encontro Feminista da Am\u00e9rica Latina e do Caribe (<a href=\"http:\/\/14eflac.org\/\">EFLAC<\/a>), em novembro, em Montevid\u00e9u, a campanha &#8220;Tua boca contra os fundamentalismos&#8221; lan\u00e7ou\u00a0<a href=\"http:\/\/www.mujeresdelsur-afm.org.uy\/content\/manual-del-circo-contra-los-fundamentalismos\">&#8220;O circo fundamental&#8221;<\/a>, espa\u00e7o que foi replicado no F\u00f3rum Social Mundial e se transformou num territ\u00f3rio pol\u00edtico feminista no F\u00f3rum Social Mundial (FSM) 2018. De 13 a 17 de mar\u00e7o, cerca de 5 mil pessoas de mais de cem pa\u00edses, segundo dados da organiza\u00e7\u00e3o, ocuparam a cidade de Salvador de Bahia, no Brasil. N\u00f3s, da Articula\u00e7\u00e3o Feminista Marcosur, marcamos nossa presen\u00e7a.<\/p>\n<p><\/i><\/p>\n<p><i><strong>Por Ver\u00f4nica Ferreira, pesquisadora do SOS Corpo.<\/strong><br \/>\n<\/i><i>Publicado originalmente na <a href=\"http:\/\/revistabravas.org\/article\/226\/articula%C3%A7%C3%A3o-feminista-marcosur-no-f%C3%B3rum-social-mundial-2018\">Revista Bravas<\/a>, \u00e9 uma revista da Articula\u00e7\u00e3o Feminsita MarcoSur que busca transmitir uma vis\u00e3o de mundo combinando jornalismo e enfoque feminista,<\/i><i><\/i><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div class=\"middle-article-image article-body-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/revistabravas.org\/sites\/salada\/files\/u6\/MARCHA-DE-ABERTURA---DIVULGA%C3%87%C3%83O-FSMcentral.jpg?w=640\" alt=\"\" \/><\/div>\n<p>Na marcha de abertura, ocupamos as ruas de Salvador, espalhando nossas bocas contra os fundamentalismos pela multid\u00e3o. J\u00e1 muito conhecida nos espa\u00e7os do F\u00f3rum Social Mundial, a boca da campanha foi um dos s\u00edmbolos mais presentes nos territ\u00f3rios do f\u00f3rum. Feministas da AFM do Brasil, Bol\u00edvia, Paraguai e Peru, nos encontramos e percorremos a pra\u00e7a, divulgamos nossa programa\u00e7\u00e3o feminista no F\u00f3rum, distribu\u00edmos as bocas e, articuladas com outras feministas aliadas, caminhamos juntas gritando palavras de desordem, com nossas bocas, sem megafone. Com nossos corpos, expressamos nossa resist\u00eancia feminista, ainda sob a energia das mobiliza\u00e7\u00f5es da semana anterior. Foi 8M outra vez. Ainda est\u00e1vamos l\u00e1.<\/p>\n<div class=\"middle-article-image article-body-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/revistabravas.org\/sites\/salada\/files\/u6\/MARCHA-DE-ABERTURA---DIVULGA%C3%87%C3%83O-FSM-2centro.jpg?w=640\" alt=\"\" \/><\/div>\n<p>Quinze anos depois, no mesmo espa\u00e7o do FSM, re-lan\u00e7amos nossa campanha contra os fundamentalismos. Armamos e movimentamos nosso Circo Fundamental, visitado por centenas de pessoas durante todo o f\u00f3rum. Ali, mulheres expressaram nos jogos e inscri\u00e7\u00f5es em um painel sua indigna\u00e7\u00e3o contra os fundamentalistas de todas partes do mundo. Convocamos o circo como um territ\u00f3rio feminista e anti-fundamentalista: espa\u00e7o para expressar nossa alegria e nossa ousadia. \u201cAquilo que os fundamentalistas n\u00e3o suportam\u201d.<\/p>\n<div class=\"left-article-image article-body-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/revistabravas.org\/sites\/salada\/files\/u6\/FSM---CIRCO-FUNDAMENTAL-02lateral.jpg?w=640\" alt=\"\" \/><\/div>\n<p>O circo fundamental se converteu em territ\u00f3rio pol\u00edtico dos diferentes feminismos presentes no F\u00f3rum Social Mundial e desejosos de articula\u00e7\u00e3o para ampliar nossa for\u00e7a pol\u00edtica neste espa\u00e7o.\u00a0 \u00c0 noite, o circo era ocupado pelas reuni\u00f5es de debate e articula\u00e7\u00e3o: ali discutimos entre feministas da AFM as propostas para o futuro do F\u00f3rum Social Mundial; ali trabalhou intensamente o grupo de feministas que elaborou a declara\u00e7\u00e3o da assembleia mundial de mulheres no f\u00f3rum.<\/p>\n<p>Na tarde do dia 14 de mar\u00e7o, debatemos as express\u00f5es da ofensiva fundamentalista em diversos contextos. Joluzia Batista, da AMB-Brasil, enfatizou como os fundamentalismos no Brasil est\u00e3o traduzindo seus argumentos religiosos e falaciosos em linguagem jur\u00eddica e, com isso, mudando legisla\u00e7\u00f5es e destituindo direitos das mulheres. Ana S\u00edlvia Monzon, da Guatemala, analisou o processo hist\u00f3rico de articula\u00e7\u00e3o entre as for\u00e7as colonialistas e neoliberais aos fundamentalistas em seu pa\u00eds. Flor\u00eancia Roldan, do Uruguai, apresentou o sistema de alertas regional, ferramenta estrat\u00e9gica para denunciar as amea\u00e7as fundamentalistas aos direitos sexuais e reprodutivos, amplificar vozes e articular resist\u00eancias. Com sala lotada, sa\u00edmos com quest\u00f5es instigantes para o futuro da nossa campanha. Por que os fundamentalismos ganham tanta for\u00e7a e ades\u00e3o social, sobretudo nas classes populares? Que vazio subjetivo, \u00e9tico e material est\u00e3o ocupando as for\u00e7as fundamentalistas? Como disputar as subjetividades?<\/p>\n<p>Era 14 de mar\u00e7o de 2018.<\/p>\n<p>A partir daquela noite, come\u00e7ava outro f\u00f3rum, em outro pa\u00eds. Uma nova ruptura se fez no Brasil, um limite foi brutalmente ultrapassado.<\/p>\n<div class=\"right-article-image article-body-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/revistabravas.org\/sites\/salada\/files\/u6\/FSM---CIRCO-FUNDAMENTAL-03lateral.jpg?w=640\" alt=\"\" \/><\/div>\n<p>O assassinato de Marielle Franco devastou e feriu todo o pa\u00eds. Marielle era uma lideran\u00e7a feminista, negra, bissexual, favelada e de luta, como sempre se apresentava. Foi eleita vereadora do Rio de Janeiro em 2016, com a quinta maior vota\u00e7\u00e3o popular. Construiu sua campanha defendendo uma pol\u00edtica e uma democracia feminista, alimentada pela voz das mulheres negras e faveladas. Era uma das principais vozes na den\u00fancia das viola\u00e7\u00f5es cotidianas de direitos e do exterm\u00ednio da juventude negra pela pol\u00edcia militar do Rio.<\/p>\n<p>Quando a interven\u00e7\u00e3o militar no Rio de Janeiro foi anunciada, militares se pronunciaram reivindicando que \u201cas for\u00e7as armadas precisavam atuar com a garantia de que n\u00e3o haveria nenhuma comiss\u00e3o da verdade\u201d. Aludiam \u00e0 comiss\u00e3o que apurou os crimes da ditadura militar no Brasil (1964-1986).\u00a0<b><i>Uma interven\u00e7\u00e3o que come\u00e7a temendo a verdade j\u00e1 come\u00e7a denunciando a que veio.<\/i><\/b>\u00a0Marielle foi nomeada em 28 de fevereiro de 2018 relatora da comiss\u00e3o parlamentar respons\u00e1vel por apurar poss\u00edveis viola\u00e7\u00f5es dos direitos humanos cometidas durante a interven\u00e7\u00e3o.\u00a0 Denunciou nas redes sociais, em 13 de mar\u00e7o, o assassinato de dois jovens na favela do Acari. Em 14 de mar\u00e7o, foi executada, covardemente, com 4 tiros no rosto.\u00a0 N\u00e3o h\u00e1 coincid\u00eancias. A muni\u00e7\u00e3o, est\u00e1 comprovado, provinha de lotes vendidos \u00e0 pol\u00edcia federal.<\/p>\n<p>Uma feminista, negra, da favela, s\u00edmbolo da luta pelos direitos das mulheres e da juventude negra. As manifesta\u00e7\u00f5es de indigna\u00e7\u00e3o e horror eclodiram pelo pa\u00eds e mundo afora.\u00a0 A Articula\u00e7\u00e3o de Mulheres Brasileiras divulgou nota p\u00fablica, exigindo \u201cimediata apura\u00e7\u00e3o dos fatos, verdade e justi\u00e7a\u201d e afirmando que o \u201ccrime brutal n\u00e3o calar\u00e1 a causa e o legado de Marielle. Transformaremos dor em luta, e seguiremos ecoando a den\u00fancia da viol\u00eancia contra a popula\u00e7\u00e3o negra e pobre do pa\u00eds.<\/p>\n<div class=\"left-article-image article-body-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/revistabravas.org\/sites\/salada\/files\/u6\/MARIELLE-3lateral.jpg?w=640\" alt=\"\" \/><\/div>\n<p>No dia 15 de mar\u00e7o, o Brasil amanheceu enlutado. Mas em luta. As manifesta\u00e7\u00f5es se espalham pa\u00eds e mundo afora. Uma grande marcha por justi\u00e7a para Marielle percorreu o territ\u00f3rio do F\u00f3rum Social Mundial e ganhou as ruas de Salvador.\u00a0 Foi um ato pol\u00edtico forte, comovido. Neste momento, o F\u00f3rum Social Mundial ecoou o agravamento da situa\u00e7\u00e3o de exce\u00e7\u00e3o no pa\u00eds. E com a solidariedade internacional ali manifestada, abra\u00e7ou o Brasil.<\/p>\n<p>Nossos debates sobre a quest\u00e3o democr\u00e1tica se realizaram neste contexto. Apontaram para uma crise profunda dos espa\u00e7os democr\u00e1ticos, que se agrava a cada dia com o avan\u00e7o das condena\u00e7\u00f5es arbitr\u00e1rias e persegui\u00e7\u00e3o a lideran\u00e7as pol\u00edticas, com a criminaliza\u00e7\u00e3o das lutas sociais, com a militariza\u00e7\u00e3o do cotidiano, com a ascens\u00e3o de um Narco-Estado em v\u00e1rios pa\u00edses da regi\u00e3o e seu poder nos territ\u00f3rios, com o avan\u00e7o das for\u00e7as fundamentalistas sobre a pol\u00edtica e a vida cotidiana e apontou para os descaminhos da perspectiva democr\u00e1tica que atravessam os pr\u00f3prios governos progressistas, como no caso da Bol\u00edvia. Apontou para o limite e esgotamento da democracia liberal-burguesa e convocou a radicaliza\u00e7\u00e3o e internacionaliza\u00e7\u00e3o de nossas lutas feministas e a reinven\u00e7\u00e3o de nossas utopias e formas de fazer pol\u00edtica.<\/p>\n<div class=\"middle-article-image article-body-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/revistabravas.org\/sites\/salada\/files\/u6\/fsm---assembleia-de-mulheres-lateral.jpg?w=640\" alt=\"\" \/><\/div>\n<p>Esse tom de den\u00fancia e convoca\u00e7\u00e3o \u00e0 revolta ressoou na Assembleia Mundial de Mulheres. Realizada em Pra\u00e7a P\u00fablica no centro de Salvador, a assembleia converteu-se num ato pol\u00edtico de express\u00e3o das resist\u00eancia feministas, como a resist\u00eancia das mulheres kurdas em defesa de seu territ\u00f3rio e das m\u00e3es da Pra\u00e7a de Maio, da Argentina, que persistem na luta por mem\u00f3ria h\u00e1 40 anos. A assembleia aclamou uma declara\u00e7\u00e3o pol\u00edtica com causas cruciais que emergem das lutas de resist\u00eancia das mulheres. E foi tomada pela den\u00fancia e luta por justi\u00e7a para Marielle Franco e todas as mulheres assassinatos e perseguidas por sua milit\u00e2ncia pol\u00edtica, como Berta C\u00e1ceres. Neste momento, Denisse Ch\u00e1vez, do Peru, e Nilde Sousa, da AFM\/AMB, anunciaram a campanha em defesa de nossos corpos, nossos territ\u00f3rios, convocada pela AFM e mulheres no comit\u00ea internacional do f\u00f3rum social panamaz\u00f4nico, em defesa das mulheres defensoras dos direitos aos territ\u00f3rios e bens comuns.<\/p>\n<p>Nossa atua\u00e7\u00e3o se estendeu de Salvador a Bras\u00edlia, capital federal, onde se realizou o F\u00f3rum Alternativo das \u00c1guas, o FAMA. A\u00ed, junto com as mulheres camponesas que mobilizam a Marcha das Margaridas \u2013 uma das maiores mobiliza\u00e7\u00f5es de mulheres do pa\u00eds \u2013 constru\u00edmos um Tribunal das Mulheres \u201cMarielle Franco\u201d, onde se realizaram depoimentos sobre as viol\u00eancias contra as mulheres em suas lutas pela \u00e1gua em diferentes regi\u00f5es do pa\u00eds e do mundo.<\/p>\n<div class=\"middle-article-image article-body-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/revistabravas.org\/sites\/salada\/files\/u6\/FSM---debate-democracia-lateral.jpg?w=640\" alt=\"\" \/><\/div>\n<p>O F\u00f3rum Social Mundial enfrentou grandes limites. Foi essencialmente um F\u00f3rum brasileiro, pela presen\u00e7a e pela centralidade que assumiram as quest\u00f5es pol\u00edticas do pa\u00eds. Essa dificuldade se refletiu gravemente na constru\u00e7\u00e3o da Assembleia de Mulheres, por exemplo, mas o problema tamb\u00e9m foi apontado em outros espa\u00e7os de debates. As fragilidades do F\u00f3rum, entretanto, refletem as fragilidades dos movimentos sociais e, da mesma maneira, sua renova\u00e7\u00e3o depender\u00e1 da capacidade de dos movimentos renovarem-se acolhendo novas express\u00f5es de luta, as novas formas organizativas &#8211; que estavam ausentes daquele espa\u00e7o. O FSM encontra-se nessa encruzilhada e, nesta edi\u00e7\u00e3o, os debates e propostas sobre seu futuro n\u00e3o encontraram espa\u00e7o suficiente para um debate aprofundado.<\/p>\n<p>Assim, com profundas inquieta\u00e7\u00f5es sobre seu futuro, encerrou-se mais um F\u00f3rum Social Mundial. Ficaram tremendos desafios para sua reinven\u00e7\u00e3o como espa\u00e7o de articula\u00e7\u00e3o e constru\u00e7\u00e3o de lutas globais e antissist\u00eamicas. O movimento feminista, for\u00e7a pol\u00edtica que vem demonstrando a pot\u00eancia de constru\u00e7\u00e3o de um internacionalismo das lutas, nos processos do 8 de Mar\u00e7o, \u00e9 uma voz fundamental neste debate. Um outro mundo segue sendo poss\u00edvel. Outra forma de lutar por ele, tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p>Ver\u00f4nica Ferreira<\/p>\n<p><i>\u00a0<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Durante o 14\u00ba Encontro Feminista da Am\u00e9rica Latina e do Caribe (EFLAC), em novembro, em Montevid\u00e9u, a campanha &#8220;Tua boca [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":6278,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"Uma execu\u00e7\u00e3o pol\u00edtica marcou o F\u00f3rum Social Mundial. \"O circo fundamental\", espa\u00e7o lan\u00e7ado no 14\u00ba Eflac e replicado no FSM, se transformou num territ\u00f3rio pol\u00edtico de articula\u00e7\u00f5es feministas. 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