{"id":5509,"date":"2017-08-28T12:18:21","date_gmt":"2017-08-28T15:18:21","guid":{"rendered":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?p=5509"},"modified":"2017-08-28T12:19:40","modified_gmt":"2017-08-28T15:19:40","slug":"regiao-metropolitana-do-recife-ampliou-vulnerabilidade-social-entre-os-anos-de-2011-e-2015","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?p=5509","title":{"rendered":"Regi\u00e3o Metropolitana do Recife ampliou vulnerabilidade social entre os anos de 2011 e 2015"},"content":{"rendered":"<p>Na pesquisa realizada, para medir a vulnerabilidade social o Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea) analisou caracter\u00edsticas em tr\u00eas \u00e1reas: infraestrutura urbana, renda e trabalho e capital humano. De acordo com a coordenadora t\u00e9cnica do Atlas, B\u00e1rbara Oliveira Marguti, infraestrutura e renda e trabalho foram os piores indicadores da Regi\u00e3o Metropolitana do Recife. Considerando especificamente a capital, o per\u00edodo analisado coincide com primeiro mandato do prefeito Geraldo J\u00falio.<\/p>\n<p><em>Sumaia Villela \u2013 Correspondente da <strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/em><\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"Image img__fid__106949 img__view_mode__teaser attr__format__teaser\" title=\"\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/_agenciabrasil2013\/files\/styles\/interna_grande\/public\/sumaia_recife.jpg?w=640\" alt=\"Edna Maria de Santana, de 55 anos, est\u00e1 desempregada h\u00e1 seis anos. H\u00e1 cinco, mudou se para o barraco de pl\u00e1stico, papel\u00e3o e madeirite nas palafitas de Santo Amaro, bairro do Recife, onde dormem dez pessoas em um qu\" \/><\/p>\n<div id=\"content-area\">\n<div class=\"region region-content\">\n<div id=\"block-system-main\" class=\"block block-system block-odd clearfix\">\n<div class=\"content\">\n<div class=\"content\">\n<p><strong>Recife<\/strong> \u2013 Edna Maria de Santana, de 55 anos, est\u00e1 desempregada h\u00e1 seis anos. H\u00e1 cinco, mudou se para o barraco de pl\u00e1stico, papel\u00e3o e madeirite nas palafitas de Santo Amaro, bairro do Recife, onde dormem dez pessoas em um quarto estreito.<\/p>\n<p>Em um barraco de pl\u00e1stico, papel\u00e3o e madeirite nas palafitas de Santo Amaro, bairro do Recife, dez pessoas dormem em um quarto estreito com quatro colch\u00f5es velhos e um ch\u00e3o forrado com cobertor. Na sala, um sof\u00e1 onde mal se pode sentar por causa dos buracos, e m\u00f3veis tortos por sucessivas inunda\u00e7\u00f5es do canal que fica abaixo da moradia. O banheiro \u00e9 separado da cozinha por um len\u00e7ol, com um chuveiro prec\u00e1rio e um tonel aberto que faz as vezes de caixa d&#8217;\u00e1gua.<\/p>\n<p>A chefe da fam\u00edlia \u00e9 Edna Maria de Santana, de 55 anos, a Nega. Ela cria tr\u00eas dos seis filhos e mais cinco netos, sozinha, com R$ 498 do Bolsa Fam\u00edlia e mais uns trocados que ganha com eventuais bicos, cada vez mais raros. Do pai dos adolescentes n\u00e3o recebe nem um centavo de pens\u00e3o. O \u00faltimo trabalho de Nega foi em 2011. Desde ent\u00e3o, n\u00e3o consegue mais emprego, a n\u00e3o ser um trabalho volunt\u00e1rio como cozinheira que realiza diariamente em um projeto para jovens realizado na comunidade, o que lhe rende uma cesta b\u00e1sica mensal.<\/p>\n<p>\u201cAgora com a idade que eu tenho eles n\u00e3o d\u00e3o prioridade. E eu sou analfabeta, a\u00ed n\u00e3o consigo. Agora estou fazendo um curso de costureira para trabalhar em uma cooperativa\u201d, conta Nega, que sempre trabalhou com servi\u00e7os gerais. Em 2012, ela saiu de uma casa de alvenaria na regi\u00e3o onde cresceu e foi viver no barraco com o cheiro constante do esgoto, al\u00e9m da presen\u00e7a frequente de escorpi\u00f5es e ratos. \u201cN\u00e3o tive mais condi\u00e7\u00e3o de pagar aluguel. Teve a invas\u00e3o aqui e eu vim. Os vizinhos arrumaram t\u00e1bua, telha e eu fiz o barraco. Foi a \u00fanica solu\u00e7\u00e3o que eu achei\u201d.<\/p>\n<p>Na capital de Pernambuco h\u00e1 muitas Negas. Sua mis\u00e9ria virou n\u00famero, \u00e9 parte da estat\u00edstica que d\u00e1 ao Grande Recife o t\u00edtulo de regi\u00e3o metropolitana que mais piorou entre os anos de 2011 e 2015.<\/p>\n<p><strong>De dez locais pesquisados pelo Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea<\/strong>) para a constru\u00e7\u00e3o do novo\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ipea.gov.br\/portal\/images\/stories\/PDFs\/relatoriopesquisa\/170823_lancamento_ivs_metodologia_e_primeiros_resultados.pdf\" target=\"_blank\">Atlas da Vulnerabilidade Social<\/a>, quatro apresentaram aumento do \u00edndice. A capital pernambucana e seu entorno dispararam e estavam 16,3% mais vulner\u00e1veis em 2015 do que em 2011. A piora no \u00edndice foi bem maior do que ouras capitais que tamb\u00e9m tiveram \u00edndices de vulnerabilidade pior em 2015, como S\u00e3o Paulo (2,4%), Fortaleza (3,9%) e Porto Alegre (0,4%).<\/p>\n<p>O \u00edndice demonstra uma revers\u00e3o na tend\u00eancia observada na primeira s\u00e9rie hist\u00f3rica do Atlas. Entre 2000 e 2010, o Grande Recife reduziu a vulnerabilidade social em 23,9%, \u00e9poca em que todas as outras regi\u00f5es metropolitanas tamb\u00e9m alcan\u00e7aram redu\u00e7\u00f5es superiores a 22%.<\/p>\n<p>Nesta nova s\u00e9rie hist\u00f3rica, segundo a an\u00e1lise do Ipea, todas as \u00e1reas pesquisadas apresentaram oscila\u00e7\u00e3o de \u00edndice a cada ano, diminuindo ou aumentando, \u201csem um padr\u00e3o aparente\u201d, conforme citado no\u00a0<a href=\"http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/geral\/noticia\/2017-08\/vulnerabilidade-social-no-brasil-aumenta-entre-2014-e-2015\" target=\"_blank\">estudo divulgado nesta semana<\/a>. Se observado o \u00edndice nacional, no entanto, ainda existe uma tend\u00eancia de redu\u00e7\u00e3o da vulnerabilidade social, embora em menor propor\u00e7\u00e3o que na primeira s\u00e9rie. A curva muda em 2014, quando houve aumento do \u00cdndice de Vulnerabilidade Social (IVS) de 2%.<\/p>\n<p>Para medir a vulnerabilidade social, o Ipea analisa caracter\u00edsticas em tr\u00eas \u00e1reas: infraestrutura urbana, renda e trabalho e capital humano. De acordo com a coordenadora t\u00e9cnica do Atlas, B\u00e1rbara Oliveira Marguti, infraestrutura e renda e trabalho foram os piores indicadores da Regi\u00e3o Metropolitana do Recife.<\/p>\n<p><strong>Desemprego e trabalho infantil<\/strong><\/p>\n<p>Na \u00e1rea de renda e trabalho houve 8% de piora no \u00edndice entre 2011 e 2015 para a Regi\u00e3o Metropolitana do Recife. A taxa de desocupa\u00e7\u00e3o de pessoas de 18 anos ou mais ficou 26% pior. O maior salto foi entre 2014 e 2015, de 45%. Em 2014, a taxa era de 9,96. J\u00e1 em 2015, chegou 14,5 \u2013 maior at\u00e9 mesmo que a taxa de 2010 (13,49).<\/p>\n<p>B\u00e1rbara Marguti destaca tamb\u00e9m o aumento da taxa de emprego infantil (10 a 14 anos). No per\u00edodo analisado pelo Ipea, a taxa quase triplicou: 1,06 em 2011 e 3,17 em 2015. Tamb\u00e9m existe um \u00edndice para jovens de 15 a 24 anos que n\u00e3o estudam, n\u00e3o trabalham e moram em um lar com renda por pessoa de at\u00e9 meio sal\u00e1rio m\u00ednimo (valor de 2010: R$ 510). O percentual diminuiu sucessivamente de 2011 a 2014, quando atingiu 11,48%. No ano seguinte, subiu para 14,14%.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"Image img__fid__106951 img__view_mode__default attr__format__default alignleft\" title=\"\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/_agenciabrasil2013\/files\/styles\/interna_pequena\/public\/sumaia_recife2.jpg?w=640\" alt=\"Bairro de Santo Amaro no Recife tem constru\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias sobre palafitas\" \/><em>Bairro de Santo Amaro, no Recife, tem constru\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias sobre palafitas<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Erik Santana Gomes, de 17 anos, filho da dona Nega, \u00e9 o exemplo desse \u00edndice. Passou dois anos como jovem aprendiz no Banco do Brasil, uma exce\u00e7\u00e3o entre os barracos de palafita onde vive. Ganhou a oportunidade quando, aos 15 anos, lavava carros e uma mulher que passou na rua o orientou a fazer a prova de sele\u00e7\u00e3o. Passado o tempo m\u00e1ximo de contrato, Erik foi desligado e hoje n\u00e3o trabalha.<\/p>\n<p>Em 2016 ele abandonou o ensino m\u00e9dio, depois de mudar de escola porque a unidade Almirante Tamandar\u00e9, onde estudava, foi fechada pelo governo estadual. Hoje, faz planos para retomar os estudos e tenta conseguir um novo trabalho. Sem escolaridade, por\u00e9m, n\u00e3o consegue ser selecionado. \u201cQualquer trabalho que vier eu fa\u00e7o, n\u00e3o tenho um sonho de profiss\u00e3o. Meu sonho \u00e9 tirar minha m\u00e3e desse lugar, colocar ela em uma casa de alvenaria, junto com meus irm\u00e3os\u201d, diz.<\/p>\n<p><strong>Mais tempo no tr\u00e2nsito<\/strong><\/p>\n<p>Na parte de infraestrutura, um dos fatores que mais contribuiu para o aumento da vulnerabilidade social na Regi\u00e3o Metropolitana do Recife foi o percentaul de pessoas que moram em domic\u00edlios com renda por pessoa de at\u00e9 meio sal\u00e1rio m\u00ednimo (com base no valor vigente em 2010) e que gastam mais de uma hora para chegar at\u00e9 o trabalho. Esse \u00edndice piorou 45%.<\/p>\n<p>Mais pessoas se somam, assim, \u00e0 rotina de Charles Alexandre da Silva, de 39 anos. O barman trabalha no Recife e mora no Paulista, munic\u00edpio ao norte da regi\u00e3o metropolitana. Ele passa no m\u00ednimo uma hora e meia para fazer o desloacamento de casa ao trabalho, e precisa pegar dois \u00f4nibus. Trabalhar longe de casa n\u00e3o \u00e9 uma escolha, mas uma necessidade. \u201cEu trabalho em restaurante, e no Paulista essa \u00e1rea \u00e9 muito fraca\u201d, conta. Segundo ele, muitos vivem a mesma situa\u00e7\u00e3o: \u201ca maioria aqui da cidade \u00e9 assim, todo mundo trabalha no Recife\u201d.<\/p>\n<p>Em 2015, uma pesquisa da Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) j\u00e1 apontava para o problema no Grande Recife, classificado em quinto lugar na lista dos maiores tempos de deslocamento di\u00e1rios entre casa, trabalho e de volta para casa. A m\u00e9dia registrada em 2012 era de duas horas nesse trajeto, valor 6% maior que no ano anterior.<\/p>\n<p><strong>Futuro incerto<\/strong><\/p>\n<p>Se em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s capitais e regi\u00f5es metropolitanas \u00e9 dif\u00edcil definir um padr\u00e3o de desempenho, segundo a coordenadora t\u00e9cnica do Atlas, quando se observa o \u00edndice nacional \u00e9 poss\u00edvel identificar uma \u201cestagna\u00e7\u00e3o\u201d. \u201cA tend\u00eancia de queda da vulnerabilidade no pa\u00eds como um todo parou. A gente identifica que esse \u00e9 um momento de inflex\u00e3o. Como se a gente tivesse parado, pensando para onde isso vai a partir de agora. Vai subir ou vai descer? A gente vinha numa curva descendente, a gente est\u00e1 num ponto de estagna\u00e7\u00e3o\u201d, afirma B\u00e1rbara.<\/p>\n<p>O presente guarda hist\u00f3rias como a de Jo\u00e3o Vitor Tavares da Cunha, de 26 anos. Entre 2011 e 2015, ele vivia a melhor fase de sua vida. Trabalhou fixo como auxiliar de servi\u00e7os gerais at\u00e9 conquistar uma vaga em uma gr\u00e1fica. L\u00e1, aprendeu aos poucos fun\u00e7\u00f5es mais complexas. Trabalhava com carteira assinada, ganhava mais de um sal\u00e1rio m\u00ednimo e fazia planos para comprar um im\u00f3vel pelo Minha Casa Minha Vida. Em 2017, no entanto, Jo\u00e3o passou a engrossar as estat\u00edsticas de desemprego no pa\u00eds: perdeu o posto de trabalho em uma demiss\u00e3o em massa na gr\u00e1fica onde estava havia 5 anos.<\/p>\n<p>Rec\u00e9m-separado, Jo\u00e3o agora divide uma casa de um quarto com o irm\u00e3o, que tem carteira assinada. Mora na Rua da Bola, em uma regi\u00e3o de baixa renda do bairro de Santo Amaro, no Recife. Com uma filha de um ano para sustentar, ele corre contra o tempo em busca de outro emprego, antes que a \u00faltima parcela do seguro desemprego acabe. J\u00e1 tentou outras gr\u00e1ficas e at\u00e9 mesmo fun\u00e7\u00f5es de servi\u00e7os gerais e gari. Ainda n\u00e3o teve retorno positivo, a n\u00e3o ser a realiza\u00e7\u00e3o de bicos.<\/p>\n<p>\u201cJ\u00e1 estou agoniado, sem saber o que fazer\u201d, diz. \u201cAl\u00e9m da minha casa que eu tenho que pagar, das minhas coisas, eu tenho minha filha. Ela n\u00e3o quer saber se eu estou empregado, ela tem que ser alimentada, se vestir. A fam\u00edlia da minha ex-esposa tamb\u00e9m n\u00e3o tem condi\u00e7\u00f5es de dar o que ela precisa. Eu que sou o pai e tenho a responsabilidade de correr atr\u00e1s dessas coisas tamb\u00e9m\u201d, conta frustrado.<\/p>\n<div class=\"node-info\">Edi\u00e7\u00e3o:\u00a0Denise Griesinger<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na pesquisa realizada, para medir a vulnerabilidade social o Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea) analisou caracter\u00edsticas em tr\u00eas \u00e1reas: [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":5510,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[5],"tags":[24,47],"class_list":["post-5509","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-conjuntura","tag-pernambuco","tag-trabalho"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/sumaia_recife.jpg?fit=580%2C388&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p5mcIC-1qR","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":false,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5509","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=5509"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5509\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5513,"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5509\/revisions\/5513"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/5510"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=5509"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=5509"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=5509"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}