{"id":5475,"date":"2017-08-11T12:59:02","date_gmt":"2017-08-11T15:59:02","guid":{"rendered":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?p=5475"},"modified":"2017-08-15T20:34:07","modified_gmt":"2017-08-15T23:34:07","slug":"feminismopopular","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?p=5475","title":{"rendered":"11 de agosto, 18h30, em Salvador &#8211; Debate: &#8220;O feminismo fora da internet&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>Debates pol\u00edticos e te\u00f3ricos bastante difundidos no Brasil em geral enxergam o feminismo como um movimento composto por mulheres de classe m\u00e9dia, brancas e com forma\u00e7\u00e3o universit\u00e1ria. Por perceber outra realidade, a educadora Carmen Silva decidiu investigar como as mulheres de classes populares participam do movimento e como se sentem em rela\u00e7\u00e3o a esta participa\u00e7\u00e3o. Suas quest\u00f5es conformaram uma pesquisa que realizou junto a integrantes do movimento, num processo que se vinculou a estudos na p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o de Sociologia da Universidade Federal de Pernambuco.<\/p>\n<p>No percurso da pesquisa, a autora visualizou que as mulheres de classes populares sempre estiveram no feminismo e agora est\u00e3o presentes em maior quantidade, organicamente vinculadas e auto-identificadas como feministas. Para Carmen, \u201cElas estavam l\u00e1 desde o in\u00edcio, mas ao longo dos \u00faltimos quarenta anos a leitura que se fazia do movimento \u00e9 que n\u00e3o permitia que essas mulheres fossem vistas\u201d, ressalta.<\/p>\n<p>No livro, Carmen Silva descreve como a m\u00eddia composta por jornais e revistas de grande circula\u00e7\u00e3o acentuava, h\u00e1 seis anos, o fim do feminismo, j\u00e1 que as mulheres, especialmente as mais pobres, desejam n\u00e3o ter que trabalhar fora de casa, para serem m\u00e3es mais tranquilas, e que toda esta ideia de trabalhar fora teria sido imposta pelas reivindica\u00e7\u00f5es feministas. Tamb\u00e9m havia uma linha de formula\u00e7\u00e3o sobre a vida das mulheres sem desafios ou qualquer problema pela associa\u00e7\u00e3o cotidiana dos afazeres \u201cde m\u00e3e e de esposa\u201d, com os relacionados ao trabalho remunerado numa carreira profissional plenamente bem sucedida.<\/p>\n<p>A partir de sua viv\u00eancia como integrante do movimento feminista, a educadora afirma seu espanto diante deste \u201cmundo das mulheres\u201d veiculado na m\u00eddia, por conviver com muitas para as quais o trabalho com rendimentos n\u00e3o apenas era desejado como imprescind\u00edvel para o sustento, e realizado com a sobrecarga das tarefas dom\u00e9sticas, n\u00e3o valorizadas socialmente e n\u00e3o remuneradas, al\u00e9m dos diversos momentos de solid\u00e3o, pouqu\u00edssimo tempo para si e para a participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, estudos e outras viv\u00eancias de contempla\u00e7\u00e3o, frui\u00e7\u00e3o, prazer etc. A quest\u00e3o do sustento e trabalho fora de casa, sempre foi, inclusive, destacado por feministas negras como uma dimens\u00e3o inescap\u00e1vel da vida das mulheres negras, desde o processo hist\u00f3rico que vivenciaram no Brasil, no per\u00edodo da escraviza\u00e7\u00e3o e ap\u00f3s.<\/p>\n<p>Por esses aspectos e pelos interesses quanto aos caminhos percorridos pelas \u201carticula\u00e7\u00f5es movimentalistas\u201d do feminismo, Carmen Silva tamb\u00e9m buscou investigar como se organizam e as caracter\u00edsticas das a\u00e7\u00f5es coletivas das mulheres de classe populares no \u00e2mbito do feminismo. Sua obra tamb\u00e9m pode contribuir para os estudos de todas as pessoas interessadas em analisar a movimenta\u00e7\u00e3o feminista realizada nas ruas e na internet durante a primavera feminista de 2015.<\/p>\n<p>Os principais conte\u00fados de sua pesquisa est\u00e3o apresentados no livro \u201cFeminismo Popular e lutas antissist\u00eamicas\u201d, que ser\u00e1 lan\u00e7ado nos dias 11 de agosto, em Salvador (BA), na sede do Coletivo de Mulheres do Calafate (CMC), uma ONG localizada no bairro da San Martin. Criada em 1992 o CMC veio ao mundo com a proposta de ser um espa\u00e7o onde as mulheres populares pudessem discutir os problemas relacionados ao seu cotidiano, principalmente sobre a viol\u00eancia dom\u00e9stica, assunto mais comum entre as primeiras integrantes, levando-as a um aprofundamento na quest\u00e3o dos direitos das mulheres.\u00a0 Elas integram a Articula\u00e7\u00e3o de Mulheres Brasileiras.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"5477\" data-permalink=\"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?attachment_id=5477\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/WhatsApp-Image-2017-08-11-at-11.11.18.jpeg?fit=500%2C500&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"500,500\" data-comments-opened=\"1\" 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