{"id":4160,"date":"2016-05-17T19:00:47","date_gmt":"2016-05-17T22:00:47","guid":{"rendered":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?p=4160"},"modified":"2016-05-27T18:00:41","modified_gmt":"2016-05-27T21:00:41","slug":"sobre-viventes-de-cidinha-da-silva-lancamento-dia-30-de-maio-no-centro-cultural-feminista-do-sos-corpo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?p=4160","title":{"rendered":"Sobre-viventes! de Cidinha da Silva: lan\u00e7amento no centro cultural feminista do SOS Corpo"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Por Pollyanna Marques Vaz*<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2006 ao fazer minha primeira leitura de <em>Cada Tridente em seu lugar e Outras Cr\u00f4nicas\u00a0<\/em>(Instituto Kuanza, 2006), em um \u00fanico f\u00f4lego, sentada no centro de Goi\u00e2nia, pensei \u201cent\u00e3o\u00a0literatura pode ser assim? Escrever pode ser assim? Estas pessoas podem estar nos livros&#8230;\u201d. Hoje,\u00a0com a chegada de Sobre-viventes! (Pallas, 2016) nono livro da escritora e\u00a0prosadora mineira Cidinha da Silva, tamb\u00e9m autora do primeiro livro, tenho certeza que\u00a0definitivamente literatura \u00e9 assim. Escrever pode ser, cada vez mais, assim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"4161\" data-permalink=\"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?attachment_id=4161\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/livro-de-cidinha-da-silva.jpg?fit=368%2C547&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"368,547\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"livro de cidinha da silva\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/livro-de-cidinha-da-silva.jpg?fit=202%2C300&amp;ssl=1\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/livro-de-cidinha-da-silva.jpg?fit=368%2C547&amp;ssl=1\" class=\" wp-image-4161 alignright\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/livro-de-cidinha-da-silva.jpg?resize=302%2C449&#038;ssl=1\" alt=\"livro de cidinha da silva\" width=\"302\" height=\"449\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/livro-de-cidinha-da-silva.jpg?w=368&amp;ssl=1 368w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/livro-de-cidinha-da-silva.jpg?resize=202%2C300&amp;ssl=1 202w\" sizes=\"auto, (max-width: 302px) 100vw, 302px\" \/>A sensa\u00e7\u00e3o que a leitura de Sobre-viventes! causa poderia ser descrita como uma onda que\u00a0se quebra na gente, mas como sou da \u00e1gua doce e tenho mais familiaridade com as \u00e1guas daqui, a\u00a0met\u00e1fora ser\u00e1 cachoeira ap\u00f3s \u00e9poca de chuvas, percurso de queda d&#8217;\u00e1gua forte e volumosa que\u00a0refaz as margens.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Come\u00e7a com as \u00e1guas calmas, temas cotidianos, a superf\u00edcie da \u00e1gua \u00e9 parte pequena do\u00a0todo, do fundo e tudo que h\u00e1 al\u00e9m do vis\u00edvel, os mergulhos no cotidiano exp\u00f5em as cenas\u00a0habilmente recortadas assim como grandes fatos trazidos junto a an\u00e1lises certeiras. Essas cenas\u00a0algumas vezes trazem o rid\u00edculo de nosso tempo como em \u201cMundo dos aplicativos\u201d, outras vezes\u00a0somos enredados, levados pela correnteza, a cr\u00f4nica \u201cO dia em que William Bonner chorou\u201d \u00e9\u00a0certeira neste sentido, a narrativa nos envolve, sabemos que haver\u00e1 um desfecho, mas deixamos\u00a0nos levar e quando ele finalmente chega nos surpreende e nos sacode.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estas \u00e1guas se avolumam cada vez mais, batem nas pedras, se revoltam, voltam diante das\u00a0dificuldades e abrem caminhos, \u00e9 luta di\u00e1ria, \u00e9 a revolta de cada den\u00fancia, cada racismo. No\u00a0cotidiano, na m\u00eddia, nas rela\u00e7\u00f5es pessoais, nas institui\u00e7\u00f5es, na perman\u00eancia da estrutura branca,\u00a0masculina e heteronormativa no poder. Estando presente em todo livro o racismo, assim como\u00a0machismo e a homofobia s\u00e3o especialmente abordados nesta parte. Aqui tamb\u00e9m as cenas s\u00e3o\u00a0recortadas com precis\u00e3o e concis\u00e3o, \u00e9 o racismo de todo dia presente em \u201cO livro de recitas de D.\u00a0Benta\u201d e em \u201c\u00c9 s\u00f3 alegria\u201d. As conquistas e as contrarrea\u00e7\u00f5es relatadas no campo da diversidade\u00a0sexual e sua representa\u00e7\u00e3o na m\u00eddia aparecem em a \u201cA heteronormatividade pira!\u201d e de quebra\u00a0ainda s\u00e3o rebatidos pelo menos dois mitos sobre mulheres l\u00e9sbicas e bissexuais. H\u00e1 tamb\u00e9m as\u00a0cenas e viv\u00eancias da pr\u00f3pria escrita como em \u201cProfiss\u00e3o de f\u00e9\u201d e \u201cPara n\u00e3o dizer que n\u00e3o falei de\u00a0flores\u201d, esta \u00faltima come\u00e7a com uma men\u00e7\u00e3o \u00e0 Alice Walker e ao lindo \u201cVivendo pela Palavra\u201d,\u00a0atravessa outras refer\u00eancias na quest\u00e3o racial, como os m\u00e9dicos cubanos e Joaquim Barbosa e\u00a0volta-se sobre o escrever cr\u00f4nicas e seus temas:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 90px; text-align: justify;\"><em>A falta de assunto, mat\u00e9ria de tantos cronistas, n\u00e3o me afeta. Ao contr\u00e1rio, a\u00a0<\/em><em>movimenta\u00e7\u00e3o subrept\u00edcia dos racistas como rea\u00e7\u00e3o a cada pequena conquista, a cada\u00a0<\/em><em>amea\u00e7a de amplia\u00e7\u00e3o do horizonte negro, me d\u00e1 uma pregui\u00e7a, uma letargia e, como\u00a0<\/em><em>Walker, chego a querer n\u00e3o mais escrever sobre esses temas. Meu tempo para eles tem se\u00a0<\/em><em>esgotado. Eis que encontro um cego at\u00edpico e ele me d\u00e1 um sacode. (p.33).<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A cr\u00f4nica vai da ironia \u00e1cida a imagens cheias de lirismo, movimento presente em v\u00e1rios outros\u00a0momentos do livro. Aparecem tamb\u00e9m dois \u00edcones negros, Em\u00edlio Santiago e Tim Maia, figuras\u00a0presentes em outros momentos nas cr\u00f4nicas de Cidinha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda nesta parte, onde as \u00e1guas batem cada vez mais fortes nas rochas e s\u00e3o reviradas at\u00e9\u00a0o fundo, est\u00e3o as cr\u00f4nicas que doem, apertam a parte j\u00e1 dolorida pelos racismos, cr\u00f4nicas como\u00a0\u201c125 anos de Aboli\u00e7\u00e3o e eles gritam mais uma vez que o poder \u00e9 branco!\u201d que retrata o absurdo da\u00a0suspens\u00e3o dos editais destinados a artistas e produtores culturais negras e negros e \u201cOs velhos se\u00a0v\u00e3o, o velho grita\u201d, doem aquelas hist\u00f3rias antigas como doem os exterm\u00ednios de hoje.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com <em>\u201cAntologia do quartinho de empregada no Brasil\u201d<\/em>, que traz a arquitetura racial de\u00a0nossos espa\u00e7os e a PEC das Dom\u00e9sticas, come\u00e7a o salto das \u00e1guas. N\u00e3o \u00e9 queda, \u00e9 voo, a liberdade\u00a0de seguir adiante, avolumada e cheia de for\u00e7a, de energia, sobrevivente que seguiu adiante, por\u00a0cima das pedras, das dificuldades, com as refer\u00eancias de quem antes, agora e depois por v\u00e1rios\u00a0caminhos, milit\u00e2ncia, arte, vida e obra seguiu adiante e se tornou volume nas \u00e1guas para que\u00a0tamb\u00e9m consigamos. Ponto incr\u00edvel deste salto, onde percebi que estava em queda livre foi com\u00a0<em>\u201cAssata Shakur e Nh\u00e1 Chica\u201d<\/em>, resist\u00eancia, afago, nas palavras da autora:\u201cSe for preciso, a gente\u00a0descansa a pena de Nkossi e faz o xir\u00ea do fogo. E se cair, a gente cai de p\u00e9, atirando, como Assata\u00a0Shakur\u201d. \u201cDistin\u00e7\u00f5es entre aboli\u00e7\u00e3o da escravid\u00e3o e racismo\u201d \u00e9 aula sobre as din\u00e2micas das\u00a0den\u00fancias de racismo que precisamos todas e todos aprender. <em>\u201cEmpresa Familiar\u201d<\/em> e <em>\u201cVoe, Velho\u00a0Madiba, espelho da liberdade!\u201d<\/em> nos alenta, <em>\u201cUm cap\u00edtulo das manifesta\u00e7\u00f5es de junho\u201d<\/em> e \u201cSer\u00e1 a\u00a0volta do monstro?\u201d nos inflama.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando terminamos o salto estamos em \u00e1guas que moldam, que batem e esculpem as\u00a0pedras, constantemente, s\u00e3o de novo as cr\u00f4nicas relacionadas a epis\u00f3dios do pa\u00eds eivados pela\u00a0quest\u00e3o racial, a compara\u00e7\u00e3o de Joaquim com capit\u00e3o do mato, o epis\u00f3dio do sorteio da Fifa que\u00a0preteriu L\u00e1zaro Ramos e Camila Pitanga, a teocracia e a dificuldade de implanta\u00e7\u00e3o da lei 10.639 e\u00a0em \u201cSobre-viventes\u201d o exterm\u00ednio da juventude negra. Depois chegamos \u00e0 calmaria de \u00e1guas\u00a0renovadas, lugar de onde se olha para tr\u00e1s e se observa, o cotidiano na superf\u00edcie que de novo\u00a0adivinha o fundo e continua, continua, como \u00e1guas em movimento que s\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sobre-viventes! se liga \u00e0s outras obras da autora em especial Oh Margem! Reinventa os\u00a0Rios!(Selo do Povo, 2011) e Racismo no Brasil e Afetos Correlatos (Convers\u00ea, 2013) nos seus temas\u00a0principais, o cotidiano, a multiplicidade, o olhar agu\u00e7ado de an\u00e1lise, as interconex\u00f5es do que\u00a0acontece aqui e acol\u00e1 e principalmente as rela\u00e7\u00f5es raciais, as manifesta\u00e7\u00f5es do racismo e de\u00a0outras formas de exclus\u00e3o. N\u00e3o restringindo a obra a um tempo ou finalidade, ela \u00e9 prop\u00edcia\u00a0nestes tempos atuais onde sobram f\u00f3rmulas prontas de explica\u00e7\u00e3o. Com \u00f3tica racializada e\u00a0generificada as cr\u00f4nicas trazem an\u00e1lises com mais elementos e mobilizam outros atores, n\u00e3o s\u00f3 os\u00a0que comumente tem \u201cdireito\u201d, e meios, para falar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O livro consolida o estilo da autora, os relatos com ironia, humor, acidez, a famosa navalha\u00a0citada pelos apresentadores do livro que aparece, no trabalho com a linguagem, em criativas\u00a0express\u00f5es como \u201ccachorros contempor\u00e2neos\u201d e \u201cafro-surtada\u201d. Refina a arte do estilo conciso\u00a0que se abre, tece um pedacinho de vida, expondo, analisando e confiando na nossa intelig\u00eancia\u00a0que v\u00ea e percebe o resto. Esse aspecto \u00e9 abordado por Eduardo Oliveira no posf\u00e1cio do livro:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 90px;\"><em>Faz literatura banta, universaliz\u00e1vel desde seu lugar de pertencimento. Cria seu pr\u00f3prio\u00a0modo de express\u00e3o. Constitui seu universo. Escolhe suas refer\u00eancias. Diz com o estilo o\u00a0que n\u00e3o se pode dizer com a frase. Ultrapassa o dito com o dizer. Para mim, isso \u00e9\u00a0literatura. Dizer para al\u00e9m do dito. Intencionalmente ocultar para revelar. Revelar\u00a0ocultando. Nesse jogo, deslinda-se o humano. (p.128)<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando li <em>Cada Tridente em seu lugar e Outras Cr\u00f4nicas<\/em> me encantava a multiplicidade e\u00a0complexidade presentes nas personagens, eles seguiram de forma diferente o riscado da vida.\u00a0Sobre-viventes! est\u00e1 cheio desta multiplicidade, cheio de sobreviventes destes tempos e de outros\u00a0tamb\u00e9m, que o tempo se verga e comporta diferentes nestas cr\u00f4nicas como ressaltado pela\u00a0prefaciadora do livro. E muito mais que isso est\u00e1 cheio de voz, voz que est\u00e1 mais ampla nos temas,\u00a0na linguagem e na estrutura\u00e7\u00e3o. Esta come\u00e7a com um lindo pref\u00e1cio, se desenha e nos leva tal\u00a0como cachoeira, come\u00e7a calmo, passamos por \u00e1guas revoltas que lutam com as pedras, fazemos o\u00a0voo e depois voltamos novamente a calma e finalizando com um \u00f3timo posf\u00e1cio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tenho um gosto pessoal pelas cr\u00f4nicas de Cidinha que trazem mais lirismo, pouco presentes neste\u00a0livro e que talvez n\u00e3o coubessem no rumo que tomou esta obra, por\u00e9m, valem a pena ser citadas\u00a0e conhecidas. Cidinha, no in\u00edcio do Tridente cita Exu Tranca Rua \u201cO caminho \u00e9 quando voc\u00ea escolhe\u00a0uma estrada pra seguir e chegar no seu lugar\u201d, Sobre-viventes! e a obra da autora tem seu\u00a0caminho certo na literatura.<\/p>\n<h6 style=\"text-align: justify;\"><em>*Pollyanna Marques Vaz tem 31 anos, \u00e9 goiana, negra e l\u00e9sbica, estudante de Letras da Universidade\u00a0Federal de Goi\u00e1s<\/em><\/h6>\n<p><strong>Servi\u00e7o:<\/strong><\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"4164\" data-permalink=\"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?attachment_id=4164\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/sobre-viventes_cidinhadasilva_30mai16RECIFE.jpg?fit=985%2C464&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"985,464\" data-comments-opened=\"1\" 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