{"id":3204,"date":"2015-09-13T20:47:50","date_gmt":"2015-09-13T23:47:50","guid":{"rendered":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?p=3204"},"modified":"2015-09-25T18:03:43","modified_gmt":"2015-09-25T21:03:43","slug":"marcha-do-empoderamento-negro-pede-fim-do-preconceito-no-recife-leia-a-materia-completa-em-marcha-do-empoderamento-negro-pede-fim-do-preconceito-no-recife","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?p=3204","title":{"rendered":"Marcha do Empoderamento Negro pede fim do preconceito, no Recife"},"content":{"rendered":"<p>Discuss\u00e3o sobre o racismo e a aceita\u00e7\u00e3o da sociedade pautaram encontro.<br \/>\nTamb\u00e9m houve debates e apresenta\u00e7\u00f5es de maracatu e coco de roda.<\/p>\n<h6 class=\"vcard author\"><strong>Por Thays Estarque\u00a0<span class=\"adr\"><span class=\"locality\">Do<a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/pernambuco\/noticia\/2015\/09\/marcha-do-empoderamento-negro-pede-fim-do-preconceito-no-recife.html\" target=\"_blank\"> G1<\/a><\/span><\/span><\/strong><\/h6>\n<p>Homens, mulheres e crian\u00e7as se reuniram na tarde deste domingo (13) na Pra\u00e7a do Derby, regi\u00e3o central do Recife, para discutir e pedir o fim dos preconceitos de g\u00eanero e racial, na Marcha do Empoderamento Negro. De acordo com uma das organizadoras do evento, Nathalia Rocha, 25 anos, o objetivo \u00e9 conscientizar a popula\u00e7\u00e3o negra e quem se interessar a debater o racismo.<\/p>\n<p>\u201cSomos diferentes, cada pessoa tem sua particularidade. \u00c9 contradit\u00f3rio esse discurso que vivemos numa democracia social e racial\u201d, disse. Com apresenta\u00e7\u00f5es de maracatu e coco de roda, a caminhada segue at\u00e9 o Marco Zero, no Bairro do Recife.<\/p>\n<p>A agente socioeducativa Gisele Labislau, 32 anos, levou os tr\u00eas filhos para o encontro. \u201cV\u00e3o crescer sabendo se expressar. Quando sa\u00ed de casa conversei com eles dizendo que n\u00e3o \u00edamos para mais um passeio, e sim fazer parte da hist\u00f3ria\u201d, contou rodeada de Lemam, de 8 anos, Miguel, 6, e Dandara, 4.<\/p>\n<p>Gisele ainda relatou que gostaria de ter crescido em um ambiente dom\u00e9stico que proporcionasse essa consci\u00eancia. \u201cEu sou negra e minhas irm\u00e3s s\u00e3o negras, mas minha m\u00e3e, que tamb\u00e9m era negra, alisava meu cabelo, apertava a cartilagem do meu nariz para afil\u00e1-lo e dizia que minha cor era canela. Hoje, s\u00f3 eu aceito quem eu sou\u201d, completou.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.geledes.org.br\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/4.jpg\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-42640\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.geledes.org.br\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/4.jpg?resize=544%2C408\" alt=\"Pequeno Lemam contou que j\u00e1 sofreu bullying na escola por ser negro (Foto: Thays Estarque\/ G1)\" width=\"544\" height=\"408\" \/><\/a><\/p>\n<p>Ainda pequeno, mas j\u00e1 com um hist\u00f3rico de bullying, Lemam relembrou que era agredido na escola. \u201cMeus colegas tinham preconceito comigo, me batiam s\u00f3 porque sou negro e do candombl\u00e9. As pessoas acham que est\u00e3o me ferindo, mas, na verdade, est\u00e3o ferindo a si pr\u00f3prias por machucar um semelhante\u201d. Em certo momento, o menino t\u00edmido se levantou e discursou sobre a import\u00e2ncia da autoafirma\u00e7\u00e3o. \u201cN\u00f3s temos direitos e devemos saber quais s\u00e3o\u201d, levando v\u00e1rias presentes \u00e0s l\u00e1grimas.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.geledes.org.br\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/6.jpg\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-42642\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.geledes.org.br\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/6.jpg?resize=300%2C225\" alt=\"Joeb se emocionou com depoimento de crian\u00e7a (Foto: Thays Estarque\/ G1)\" width=\"300\" height=\"225\" \/><\/a><\/p>\n<p>Um dos emocionados, Joeb Andrade, 20 anos, estudante, comentou que as crian\u00e7as devem aprender a se defender de qualquer tipo de preconceito. \u201cS\u00e3o muito novas e, \u00e0s vezes, n\u00e3o sabem como se comportar ou responder a uma ofensa. Eu sou negro e gay, convivi com isso por anos sem me aceitar e me enxergar como tal. A sociedade exigia o estigma do neg\u00e3o viril\u201d, desabafou.<\/p>\n<p>H\u00e1 oito meses Rayza Oliveira, de 23 anos, resolveu vender produtos de beleza para as mulheres negras nas redes sociais. Ela informou que a procura por esse segmento tem crescido nos \u00faltimos dois anos, mas s\u00f3 recentemente que as empresas de cosm\u00e9ticos come\u00e7aram a acompanhar esse mercado. \u201cQuando mudei meu visual h\u00e1 oito anos, deixando meu cabelo crespo crescer e colocando turbante, isso era quase inexistente. Agora que come\u00e7amos a entender quem somos e de onde viemos\u201d, contou.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.geledes.org.br\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/2.jpg\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-42643\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.geledes.org.br\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/2.jpg?resize=559%2C419\" alt=\"Rayza Oliveira vende produtos de beleza afro h\u00e1 oito meses nas redes sociais (Foto: Thays Estarque\/ G1)\" width=\"559\" height=\"419\" \/><\/a><\/p>\n<p>Seguindo essa cultura de valorizar a est\u00e9tica negra, a vendedora Nathalia Santos, 25 anos, se diz uma aut\u00eantica vaidosa e que demorou a aceitar suas caracter\u00edsticas. \u201cO preconceito come\u00e7a em n\u00f3s mesmos. Eu alisava o cabelo direto at\u00e9 um dia que ele come\u00e7ou a quebrar. Por causa disso resolvi usar o afro. O que come\u00e7ou como uma imposi\u00e7\u00e3o, hoje \u00e9 quem sou\u201d, relatou, ainda dizendo que est\u00e1 sempre tentando seguir as tend\u00eancias do mundo fashion negro. \u201cAdoro ir em uma loja e comprar v\u00e1rios tecidos lindos e amarr\u00e1-los de jeitos diferentes\u201d, finalizou.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.geledes.org.br\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/11.jpg\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-42644\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.geledes.org.br\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/11.jpg?resize=548%2C411\" alt=\"Encontrou segue em caminhada at\u00e9 o Marco Zero, no Bairro do Recife (Foto: Thays Estarque\/ G1)\" width=\"548\" height=\"411\" \/><\/a><\/p>\n<p>Publicado em: \u00a0<a href=\"http:\/\/www.geledes.org.br\/marcha-do-empoderamento-negro-pede-fim-do-preconceito-no-recife\/#ixzz3lldnC8WS\" target=\"_blank\">Geledes<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Discuss\u00e3o sobre o racismo e a aceita\u00e7\u00e3o da sociedade pautaram encontro. 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