{"id":2898,"date":"2015-07-29T20:08:14","date_gmt":"2015-07-29T23:08:14","guid":{"rendered":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?p=2898"},"modified":"2015-08-19T17:45:15","modified_gmt":"2015-08-19T20:45:15","slug":"mulheres-migrantes-sao-vitimas-de-diversas-formas-de-violencia-adital","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?p=2898","title":{"rendered":"Mulheres migrantes s\u00e3o v\u00edtimas de diversas formas de viol\u00eancia [Adital]"},"content":{"rendered":"<div class=\"texto_titulo\"><\/div>\n<div class=\"texto_cidade\" style=\"text-align: right;\"><span style=\"color: #808080;\">Adital \/\u00a0SemMexico.org.mx<\/span><\/div>\n<div class=\"texto_texto\">\n<p>A cada ano, ao redor de 3,8 milh\u00f5es de mulheres provenientes da Am\u00e9rica Central que entram no M\u00e9xico para chegarem aos Estados Unidos o fazem em situa\u00e7\u00f5es de alto risco, pondo em perigo sua integridade pessoal e son, frequentemente, agredidas sexualmente. Calcula-se que o total de pessoas migrantes que atravessam o M\u00e9xico a cada ano chega a 19 milh\u00f5es, as mulheres representam 20%, segundo dados do Instituto Nacional de Migra\u00e7\u00e3o (INM).<\/p>\n<p>Segundo as fuentes entrevistadas pelo SemM\u00e9xico [Servi\u00e7o Especial da Mulher M\u00e9xico pela Equidade Informativa] e um estudo realizado pelo Instituto para as Mulheres na Migra\u00e7\u00e3o A.C. (Inmumi) e a LXIII Legislatura da C\u00e2mara dos Deputados, ainda que n\u00e3o existam dados precisos, coloca-se em evid\u00eancia que h\u00e1 um aumento dessa migra\u00e7\u00e3o por razones econ\u00f4micas e sociais.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"semmexico\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.adital.com.br\/arquivos2\/2015_07_mulheres_migrantes1_semmexico.jpg?resize=498%2C257\" alt=\"semmexico\" width=\"498\" height=\"257\" align=\"middle\" \/>Gretchen Kuhner, diretora do Instituto para as Mulheres na Migraci\u00f3n A.C. (Inmumi), assinala que as migrantes, provenientes em sua maioria da Guatemala, Honduras e El Salvador, entram no territ\u00f3rio mexicano principalmente por Soconusco, Chiapas e, em seu trajeto, s\u00e3o v\u00edtimas de diversas formas de viol\u00eancia, como discrimina\u00e7\u00e3o, extors\u00f5es, sequestro, explora\u00e7\u00e3o sexual e desaparecimentos for\u00e7ados.<\/p>\n<p>Em entrevista, Kuhner explica que a pol\u00edtica de conten\u00e7\u00e3o da migra\u00e7\u00e3o em tr\u00e2nsito, impulsionada pelo Governo do M\u00e9xico desde 2015 tem contribu\u00eddo para a crise humanit\u00e1ria que atravessam as pessoas migrantes no pa\u00eds, especificamente as mulheres.<\/p>\n<p>Destaca que entre alguns dos fatores que geram a viol\u00eancia contra as mulheres migrantes em tr\u00e2nsito pelo M\u00e9xico se encontram: a falta de reconhecimento do papel das mulheres migrantes como trabalhadoras que contribuem para o desenvolvimento econ\u00f4mico e social de suas fam\u00edlias, comunidades de origem e de destino; a militariza\u00e7\u00e3o da seguran\u00e7a p\u00fablica e o combate ao narcotr\u00e1fico, com um estado de direito fr\u00e1gil; e a pol\u00edtica migrat\u00f3ria, que descuida dos direitos humanos das pessoas migrantes e carece de perspectiva de g\u00eanero.<\/p>\n<p><strong>Quem s\u00e3o as mulheres migrantes?<\/strong><\/p>\n<p>A maioria das migrantes provenientes da Am\u00e9rica Central s\u00e3o mulheres jovens, m\u00e3es de crian\u00e7as, que vivem sem companheiro e trabalham em seu lugar de origem antes de migrar, explica Kuhner.<\/p>\n<p>Ressalta que as mulheres que decidem migrar assumem uma d\u00edvida importante para custear a viagem, apesar de que contam com redes e apoios em seu pa\u00eds de origem e no de destino.<\/p>\n<p>&#8220;Na maioria dos casos, as mulheres migram com o objetivo de aumentar suas rendas, a fim de poderem oferecer \u00e0s suas filhas e filhos uma melhor educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade e condi\u00e7\u00f5es materiais de vida. Por sua vez, com a migra\u00e7\u00e3o, muitas mulheres buscam a oportunidade de uma vida livre de viol\u00eancia\u201d afirma a titular do Inmumi.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m explica que n\u00e3o existem estat\u00edsticas nem dados exatos a respeito do n\u00famero de mulheres que atravessam o M\u00e9xico, mas diz que \u00e9 poss\u00edvel fazer um c\u00e1lculo estimado, levando em conta o n\u00famero de migrantes que s\u00e3o detidas no trajeto.<\/p>\n<p><strong>Aumentam as deten\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>As deten\u00e7\u00f5es de mulheres migrantes no M\u00e9xico aumentaram nos \u00faltimos anos. Segundo dados do Instituto Nacional de Migra\u00e7\u00e3o, de 2007 a 2014, aumentou em 43% a presen\u00e7a das mulheres.<\/p>\n<p>Em 2007, foram detidas 17.933 mulheres maiores de 18 a\u00f1os, 1.775 meninas e adolescentes de 12 a 17 anos, 360 meninas de zero a 11 anos acompanhadas e 53 meninas de zero a 11 anos n\u00e3o acompanhadas.<\/p>\n<p>Em 2014, o registro de deten\u00e7\u00f5es mostra um aumento no n\u00famero de mulheres, especialmente no caso de meninas acompanhadas. Nesse ano, o INM deteve 20.465 mulheres maiores de 18 anos; 4.115 meninas e adolescentes de 12 a 17 anos; 3.279 meninas de zero a 11 anos acompanhadas; e 834 meninas de zero a 12 anos n\u00e3o acompanhadas.<\/p>\n<p>O aumento mais significativo do n\u00famero de mulheres e meninas detidas se deu de 2013 a 2014. As cifras do INM mostram que t\u00e3o somente nesse periodo aumentou em 105%.<\/p>\n<p>Como viajam as mulheres migrantes e que riscos correm?<\/p>\n<p>Gretchen Kuhner explica que as mulheres migram de forma mais clandestina do que os homens, com o objetivo de ter maior &#8220;prote\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Em uma pesquisa realizada pelo Inmumi e pela LXIII Legislatura da C\u00e2mara dos Deputados, em 2014, denominada &#8220;Uma viagem sem rastros &#8211; mulheres migrantes que transitam pelo M\u00e9xico em situa\u00e7\u00e3o irregular\u201d, com a finalidade de demomstrar a necessidade de incorporar a mobilidade humana nas estrat\u00e9gias de integra\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e social da regi\u00e3o e deixar de lado pol\u00edticas discriminat\u00f3rias, se explica que as mulheres migrantes viajam principalmente por rodovias, com a finalidade de evadirem-se de controles migrat\u00f3rios e se deslocam em \u00f4nibus e autom\u00f3veis (privados ou t\u00e1xis), ainda que tamb\u00e9m \u00e9 usual que viajem sozinhas acompanhando um motorista ou em grupo dentro do vag\u00e3o de carga de um trailer.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"impacto\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.adital.com.br\/arquivos2\/2015_07_mulheres_migrantes_mexico2_impacto.jpg?resize=501%2C278\" alt=\"impacto\" width=\"501\" height=\"278\" align=\"middle\" \/><\/p>\n<p><strong>Extors\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A pesquisa assinala que na viagem por rodovia as mulheres enfrentam extors\u00e3o, sobretudo por parte das autoridades durante as opera\u00e7\u00f5es de controle e verifica\u00e7\u00e3o migrat\u00f3ria m\u00f3veis, estabelecidos em pontos da rodovia.<\/p>\n<p><strong>Viol\u00eancia sexual<\/strong><\/p>\n<p>As mujeres, no trajeto, s\u00e3o v\u00edtimas de viol\u00eancia sexual, que vai desde toques, rela\u00e7\u00f5es sexuais for\u00e7adas ou o interc\u00e2mbio de favores sexuais em troca de transporte, prote\u00e7\u00e3o e alimentos, explica Gretchen Kuhner.<\/p>\n<p>O Instituto Nacional de Sa\u00fade P\u00fablica (INSP) observa que 31,7 por cento dos homens e 39,9 por cento das mulheres sofreram algum tipo de viol\u00eancia durante a sua viagem, ainda que de distinto tipo. Enquanto que os homens s\u00e3o mais amea\u00e7ados com armas, as mulheres enfrentam maior viol\u00eancia sexual.<\/p>\n<p>A respeito, Ren\u00e9 Estrada, do Grupo Beta de Prote\u00e7\u00e3o a Migrantes, do Instituto Nacional de Migra\u00e7\u00e3o, que trabalha na fronteira sul, explica que tem sido testemunha de como as mulheres migrantes provenientes da Am\u00e9rica Central est\u00e3o \u00e0 merc\u00ea da viol\u00eancia sexual que podem sofrer no caminho.<\/p>\n<p>&#8220;Elas sabem, eu creio que de todas as que atendemos no camino, no cruzamento da fronteira sul, sete de cada 10 assinalam que investiram parte dos seus recursos em algum m\u00e9todo anticonceptivo porque sabem que podem ser violadas e dizem que, se isso \u00e9 terr\u00b4vel, seria ainda mais ficarem gr\u00e1vidas\u201d explica Ren\u00e9 Estrada.<\/p>\n<p>Gretchen Kuhen argumenta que a &#8220;seguran\u00e7a\u201d pode ser comprada com rela\u00e7\u00f5es sexuais ou bem se veem na necessidade de pagar com sexo o motorista que as leva at\u00e9 a fronteira, o realizam transa\u00e7\u00f5es com autoridades.<\/p>\n<p><strong>Sequestro e tr\u00e1fico de pessoas<\/strong><\/p>\n<p>O Inmumi assinala que muitas vezes as mulheres contratam os servi\u00e7os de um traficante, que possa oferecer-lhes mais garantias de chegarem ao destino, mas que, ao mesmo tempo, implica riscos importantes.<\/p>\n<p>Em muitas ocasi\u00f5es, explica Gretchen Kuhen, as mulheres que contratam esse tipo de pessoa desconhecem os custos do servi\u00e7o e, em consequ\u00eancia, o montante de sua d\u00edvida. Por isso se veem obrigadas a pagarem com trabalhos considerados femininos, como a prepara\u00e7\u00e3o de alimentos, a lavagem de roupa do traficante e transa\u00e7\u00f5es sexuais, e se colocam em uma situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade para serem exploradas.<\/p>\n<p>A respeito do tr\u00e1fico de pessoas, o livro &#8220;Uma viagem sem rastros \u2013 mulheres migrantes que transitam pelo M\u00e9xico em situaci\u00f3n irregular\u201d salienta que resulta uma atividade atrativa para as quadrilhas do crime organizado. Os narcotraficantes come\u00e7aram a substituirem ou a cooptarem os traficantes tradicionais (coiotes e \u2018polleros\u2019 [frangueiros]) e aumentaram os pre\u00e7os do servi\u00e7o. Uma viagem Guatemala-EUA, que custava entre 3 mil e 4 mil d\u00f3lares, em 2005, em 2013, custava, em m\u00e9dia, 10 mil d\u00f3lares.<\/p>\n<p>Ademais a pesquisa revela que isso incrementou a vulnerabilidade das mulheres para serem v\u00edtimas de tr\u00e1fico de pessoas e de sequestro, porque os traficantes vendem as migrantes para realizarem trabalho for\u00e7ado e\/ou prostitui\u00e7\u00e3o, a fim de cobrirem os custos que, agora, implica a viagem.<\/p>\n<p>Em 2011, a Comiss\u00e3o Nacional de Direitos Humanos (CNDH), no informe especial sobre sequestro de migrantes no M\u00e9xico, salientou que os estados que apresentaram o maior n\u00famero de sequestros foram: Veracruz, Tabasco, Tamaulipas, San Luis Potos\u00ed e Chiapas.<\/p>\n<p><strong>Presen\u00e7a feminina em albergues<\/strong><\/p>\n<p>Os albergues de ajuda a migrantes se encontram quase sempre perto das vias do trem, entretanto, como as mulheres, em sua maioria, n\u00e3o o utilizam como meio de transporte, sua presen\u00e7a nesses centros de ajuda \u00e9 menor que a dos homens.<\/p>\n<p>A pesquisa do Inmuni e da C\u00e2mara dos Deputados assinala que, em 2011, as mulheres constitu\u00edram entre 10 e 15 por cento da popula\u00e7\u00e3o dos ref\u00fagios situados na zona da fronteira sul do M\u00e9xico e que a sua presen\u00e7a foi menor nos albergues estabelecidos no resto do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Explica que, mesmo que cada vez mais albergues contem com condi\u00e7\u00f5es especiais para receberem mulheres, elas preferem hospedar-se em pequenos hot\u00e9is e casas de h\u00f3spedes porque se sentem mais seguras e ressaltan as solidariedades femininas, j\u00e1 que se conseguiu documentar que mulheres mexicanas recebem alojam em suas casas mulheres migrantes.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"almomento\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.adital.com.br\/arquivos2\/2015_07_mulheres_migrantes_mexico3_almomento.mx.jpg?resize=517%2C267\" alt=\"almomento\" width=\"517\" height=\"267\" align=\"middle\" \/><strong>Pol\u00edtica migrat\u00f3ria<\/strong><\/p>\n<p>Ap\u00f3s a reforma constitucional de 2011, foi estabelecido que todas as pessoas em territ\u00f3rio nacional devem gozar dos direitos humanos reconhecidos pela Constitui\u00e7\u00e3o e pelos tratados internacionais dos quais o M\u00e9xico faz parte.<\/p>\n<p>O gobierno federal implementou o Programa Especial de Migra\u00e7\u00e3o 2014-2018 (PEM). A respeito o Inmumi assinala que trata-se de uma pol\u00edtica migrat\u00f3ria que constitui um avan\u00e7o na resposta institucional que o Estado possa dar \u00e0 viol\u00eancia contra as mulheres migrantes em tr\u00e2nsito pelo M\u00e9xico porque transversaliza a perspectiva de g\u00eanero e prop\u00f5e a\u00e7\u00f5es afirmativas para as mulheres.<\/p>\n<p>Contudo, salienta que o desafio que enfrenta o governo do presidente Enrique Pe\u00f1a Nieto para fazer frente \u00e0 crise humanit\u00e1ria em que vivem as pessoas migrantes no M\u00e9xico requer pol\u00edticas p\u00fablicas para mitigar essa situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A titular do Inmumi explica que se busca que o andamento da pol\u00edtica migrat\u00f3ria n\u00e3o fique limitada a dissuadir o tr\u00e2nsito irregular, a melhorar as condi\u00e7\u00f5es das esta\u00e7\u00f5es migrat\u00f3rias e garantir os direitos dos repatriados durante o processo da devolu\u00e7\u00e3o ou deporta\u00e7\u00e3o, mas que contribua para erradicar a viol\u00eancia contra as mulheres migrantes, eliminar as barreiras de acesso aos seus direitos e garantir sua prote\u00e7\u00e3o em territ\u00f3rio mexicano.<\/p>\n<p>Neste sentido, Jos\u00e9 Abiel Rosales Silva, encarregado pela vincula\u00e7\u00e3o do programa Mulher Migrante, da Secretaria de Comunica\u00e7\u00f5es e Transportes, observou que, atrav\u00e9s do portal www.mujermigrante.mx, desde 2008 disponibilizam ajuda para as mulheres que atravessam o pa\u00eds.<\/p>\n<p>Explicou que atendem a diversos casos de viol\u00eancia contra as mulheres a trav\u00e9s de um chat on line, no qual as mulheres migrantes escrevem para solicitarem ajuda e assessoria.<\/p>\n<p>&#8220;Recebemos entre quatro e seis casos por dia. Algumas perguntam sobre tr\u00e2mites, outras nos perguntam aonde pedir ajuda porque as assaltam, denunciam diversos tipos de viol\u00eancia e vulnera\u00e7\u00e3o de direitos por parte de alguma autoridade, por exemplo, que nos postos de migra\u00e7\u00e3o n\u00e3o as deixam ir ao banheiro, que as autoridades tomam seus pap\u00e9is. N\u00f3s as assessoramos e as encaminhamos\u201d diz Rosales Silva.<\/p>\n<p>E acrescenta: &#8220;Queremos que saibam que essa ajuda on line existe e que \u00e9 gratuita e totalmente confidencial\u201d.<\/p>\n<p><strong>Em busca da integra\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>No \u00faltimo dia 15 de julho, na Secretaria de Rela\u00e7\u00f5es Exteriores, teve lugar um semin\u00e1rio regional sobre estrat\u00e9gias para favorecer a integra\u00e7\u00e3o e reinser\u00e7\u00e3o das pessoas migrantes.<\/p>\n<p>A respeito Karen Valladares, diretora nacional do Foro Nacional para as Migra\u00e7\u00f5es em Honduras declarou que \u00e9 de vital import\u00e2ncia analisar o contexto de viol\u00eancia na regi\u00e3o, como a presencia de gangues e grupos relacionados com o narcotr\u00e1fico, que obstaculizam os processos migrat\u00f3rios.<\/p>\n<p>Valladares disse tamb\u00e9m que \u00e9 necess\u00e1rio tornar vis\u00edveis para as e os migrantes, e garantir que tenham acesso a servi\u00e7os b\u00e1sicos e eliminar a estigmatiza\u00e7\u00e3o, afirmou, sobretodo dos que s\u00e3o deportados.<\/p>\n<p>Por seu lado, Juan Jos\u00e9 Rodr\u00edguez Alvarado, diretor do Instituto Tamaulipeco para os Migrantes disse que \u00e9 indispens\u00e1vel garantir os direitos humanos das e dos migrantes em tr\u00e2nsito e reconhec\u00ea-los como agentes de desenvolvimento.<\/p>\n<p>Ressaltou que as mulheres migrantes continuam representando um desafio para as autoridades, sobretudo no que se refere ao acesso \u00e0 justi\u00e7a. &#8220;Em Tamaulipas, s\u00e3o realizados esfor\u00e7os, h\u00e1 minist\u00e9rios p\u00fablicos especializados, albergues e opera\u00e7\u00f5es, sobretudo para libert\u00e1-las dos grupos criminosos, mas h\u00e1 muito por fazer porque n\u00e3o denunciam, porque t\u00eam medo, entretando, temos buscado a vincula\u00e7\u00e3o com as igrejas, casas de migrantes e, atrav\u00e9s disso, \u00e9 poss\u00edvel facilitar o acesso delas \u00e0 justi\u00e7a para perseguir aqueles que abusam delas\u201d.<\/p>\n<p>Com informa\u00e7\u00f5es de medio aliado.<\/p>\n<p>Publicado em <a href=\"http:\/\/www.adital.com.br\/?n=cv6q\" target=\"_blank\">Adital<\/a><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Adital \/\u00a0SemMexico.org.mx A cada ano, ao redor de 3,8 milh\u00f5es de mulheres provenientes da Am\u00e9rica Central que entram no M\u00e9xico [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":2899,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-2898","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-latinoamerica"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/2015_07_mulheres_migrantes_mexico2_impacto.jpg?fit=600%2C333&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p5mcIC-KK","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":false,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2898","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2898"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2898\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2902,"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2898\/revisions\/2902"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/2899"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2898"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2898"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2898"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}