{"id":22297,"date":"2025-05-26T15:42:06","date_gmt":"2025-05-26T18:42:06","guid":{"rendered":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?p=22297"},"modified":"2025-07-03T13:13:17","modified_gmt":"2025-07-03T16:13:17","slug":"coloquio-do-sos-corpo-discute-situacao-do-trabalho-das-mulheres-e-o-impacto-da-crise-climatica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?p=22297","title":{"rendered":"Col\u00f3quio do SOS Corpo discute situa\u00e7\u00e3o do trabalho das mulheres e o impacto da crise clim\u00e1tica"},"content":{"rendered":"\n<p><em><strong>Realizado em mar\u00e7o deste ano, o Col\u00f3quio Trabalhadoras por Direitos e Justi\u00e7a Clim\u00e1tica, reuniu mulheres de 20 organiza\u00e7\u00f5es e movimentos do Norte e Nordeste para intercambiar experi\u00eancias e fortalecer a a\u00e7\u00e3o das mulheres na luta por direitos do trabalho e por justi\u00e7a clim\u00e1tica<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>| Texto e fotos: Fran Ribeiro | Comunica\u00e7\u00e3o SOS Corpo |<\/em><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"480\" data-attachment-id=\"22298\" data-permalink=\"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?attachment_id=22298\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/WhatsApp-Image-2025-03-21-at-22.38.29.jpeg?fit=1152%2C864&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"1152,864\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"WhatsApp Image 2025-03-21 at 22.38.29\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/WhatsApp-Image-2025-03-21-at-22.38.29.jpeg?fit=300%2C225&amp;ssl=1\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/WhatsApp-Image-2025-03-21-at-22.38.29.jpeg?fit=640%2C480&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/WhatsApp-Image-2025-03-21-at-22.38.29.jpeg?resize=640%2C480&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-22298\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/WhatsApp-Image-2025-03-21-at-22.38.29.jpeg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/WhatsApp-Image-2025-03-21-at-22.38.29.jpeg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/WhatsApp-Image-2025-03-21-at-22.38.29.jpeg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/WhatsApp-Image-2025-03-21-at-22.38.29.jpeg?w=1152&amp;ssl=1 1152w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Col\u00f3quio foi realizado em Recife, em mar\u00e7o deste ano. Foto: SOS Corpo<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O SOS Corpo Instituto Feminista para a Democracia realizou nos dias 21 e 22 de mar\u00e7o, em Recife, o Col\u00f3quio <strong><em>\u201cTrabalhadoras por Direitos e Justi\u00e7a Clim\u00e1tica\u201d<\/em><\/strong>. Coordenado pelas educadoras e pesquisadoras do Instituto, Bet\u00e2nia \u00c1vila, M\u00e9rcia Alves e Rivane Arantes, com apoio de secretaria de Ver\u00f4nica Pedro, o encontro reuniu 25 mulheres representantes de movimentos e organiza\u00e7\u00f5es do Norte e Nordeste, para refletir criticamente sobre a situa\u00e7\u00e3o e trabalho das mulheres nos territ\u00f3rios, o impacto da crise clim\u00e1tica sobre suas vidas e a a\u00e7\u00e3o feminista organizada para enfrentar esses problemas.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com M\u00e9rcia Alves, o objetivo da atividade foi fomentar o debate, intercambiar experi\u00eancias e fortalecer a a\u00e7\u00e3o das mulheres na luta por direitos do trabalho e por justi\u00e7a clim\u00e1tica, articulando o contexto de precariza\u00e7\u00e3o da vida, o modelo de desenvolvimento e os impactos da crise clim\u00e1tica no cotidiano das mulheres e nos territ\u00f3rios.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO SOS prop\u00f4s um Col\u00f3quio, que \u00e9 um espa\u00e7o de interlocu\u00e7\u00e3o de diferentes saberes, um interc\u00e2mbio a partir das condi\u00e7\u00f5es de vida das mulheres, a partir de um tema central, que s\u00e3o as condi\u00e7\u00f5es de trabalho das mulheres, entrela\u00e7ando o impacto do modelo de desenvolvimento e o contexto do debate da crise clim\u00e1tica. Como \u00e9 que esses tr\u00eas elementos est\u00e3o dialogando com a vida real das mulheres\u201d, destacou a educadora e pesquisadora do Instituto.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Foram dois dias de intensos debates e de uma riqueza de experi\u00eancias compartilhadas. A programa\u00e7\u00e3o do Col\u00f3quio foi pensada para fazer transparecer a realidade de cada territ\u00f3rio, com foco na experi\u00eancia das mulheres, onde as participantes pudessem apresentar os impactos, as dificuldade e desafios, mas tamb\u00e9m, as poss\u00edveis solu\u00e7\u00f5es que os movimentos e organiza\u00e7\u00f5es feministas est\u00e3o desenvolvendo como estrat\u00e9gias de enfrentamento \u00e0s desigualdades provocadas pela de crise social, econ\u00f4mica e clim\u00e1tica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAcho que o Col\u00f3quio est\u00e1 sendo bem interessante, principalmente essa troca de experi\u00eancias, \u00e9 muito importante essa troca entre territ\u00f3rios, entre comunidades, entre organiza\u00e7\u00f5es. Porque assim tamb\u00e9m vamos vendo que essa luta, ela n\u00e3o est\u00e1 sendo batalhada sozinha. Ent\u00e3o, essa partilha, ela se torna importante para a continuidade dos nossos trabalhos e a continuidade tamb\u00e9m dessas articula\u00e7\u00f5es que s\u00e3o muito importantes para esse momento\u201d, avaliou Ana Beatriz Vidal, cearense que atua como educadora no Instituto Terramar.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A situa\u00e7\u00e3o das comunidades tradicionais da zona costeira do Cear\u00e1, mais precisamente comunidades pesqueiras que vivem na beira do Rio Jaguaribe, vem h\u00e1 alguns anos sofrendo as consequ\u00eancias da implanta\u00e7\u00e3o dos parques e\u00f3licos e, mais recentemente, das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. De acordo com Ana Vidal, as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas t\u00eam impactado os modos de vida das mulheres da pesca artesanal.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00f3s, do Instituto Terramar, trabalhamos com a comunidade da zona costeira, que trabalha, majoritariamente, com a pesca, com o marisco e a\u00ed pensando nas mulheres, muitas s\u00e3o pescadoras que tiram essa sobreviv\u00eancia do mar. E esse modo de vida est\u00e1 sendo impactado com o avan\u00e7o do mar, que tem rela\u00e7\u00e3o direta com as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Cada vez mais o mar vai avan\u00e7ando e muitas dessas comunidades ficam pr\u00f3ximas ao mar. H\u00e1 a preocupa\u00e7\u00e3o de que esse avan\u00e7o possa prejudicar a sobreviv\u00eancia das pescadoras e tamb\u00e9m a perman\u00eancia no territ\u00f3rio&#8221;, explicou a educadora.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo n\u00e3o sendo as causadoras das mudan\u00e7as, s\u00e3o as comunidades que t\u00eam feito o trabalho de proteger o meio ambiente, preservar os manguezais e tentar mitigar, sem apoio do Estado, os efeitos da crise. Contudo, o avan\u00e7o das falsas solu\u00e7\u00f5es que os mega empreendimentos energ\u00e9ticos t\u00eam proposto, tem amea\u00e7ado a perman\u00eancia de pescadoras e pescadores dos territ\u00f3rios.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"395\" data-attachment-id=\"22300\" data-permalink=\"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?attachment_id=22300\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/WhatsApp-Image-2025-05-26-at-15.23.31-1.jpeg?fit=1600%2C988&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"1600,988\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"WhatsApp Image 2025-05-26 at 15.23.31 (1)\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/WhatsApp-Image-2025-05-26-at-15.23.31-1.jpeg?fit=300%2C185&amp;ssl=1\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/WhatsApp-Image-2025-05-26-at-15.23.31-1.jpeg?fit=640%2C395&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/WhatsApp-Image-2025-05-26-at-15.23.31-1.jpeg?resize=640%2C395&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-22300\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/WhatsApp-Image-2025-05-26-at-15.23.31-1.jpeg?resize=1024%2C632&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/WhatsApp-Image-2025-05-26-at-15.23.31-1.jpeg?resize=300%2C185&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/WhatsApp-Image-2025-05-26-at-15.23.31-1.jpeg?resize=768%2C474&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/WhatsApp-Image-2025-05-26-at-15.23.31-1.jpeg?resize=1536%2C948&amp;ssl=1 1536w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/WhatsApp-Image-2025-05-26-at-15.23.31-1.jpeg?w=1600&amp;ssl=1 1600w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/WhatsApp-Image-2025-05-26-at-15.23.31-1.jpeg?w=1280&amp;ssl=1 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Mais de 20 mulheres de movimentos e organiza\u00e7\u00f5es do Norte e Nordeste compartilharam estrat\u00e9gias de atua\u00e7\u00e3o. Foto: Fran Ribeiro\/SOS Corpo<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>\u201cS\u00e3o as pescadoras e pescadores que protegem esse meio ambiente, protegem o manguezal, fazem de tudo para que esse meio ambiente seja preservado e a\u00ed quando vem essas falsas solu\u00e7\u00f5es com mais empreendimentos de energias renov\u00e1veis, e\u00f3licas, fotovoltaicas, que se instalam nesses territ\u00f3rios que est\u00e3o sendo ali protegidos pelas comunidades, privatizam e acabam provocando que essas comunidades sejam expropriadas do seu local, uma comunidade que faz tudo para conservar o meio ambiente. Essas comunidades s\u00e3o as mais prejudicadas por essas solu\u00e7\u00f5es, que na verdade n\u00e3o s\u00e3o solu\u00e7\u00f5es, j\u00e1 que a energia que se diz limpa, acaba, na verdade, provocando todos esses malef\u00edcios para aquela popula\u00e7\u00e3o que t\u00e1 no territ\u00f3rio e tamb\u00e9m para aquele ambiente\u201d, enfatizou Ana.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A situa\u00e7\u00e3o das mulheres das comunidades da zona costeira no Cear\u00e1 s\u00e3o semelhantes \u00e0s das pescadoras artesanais da cidade de Cabo de Santo Agostinho, aqui em Pernambuco. Em Suape, as pescadoras vem sentindo no cotidiano e os impactos no modo de vida desde a instala\u00e7\u00e3o do Porto de Suape, em 1983. Muitas tiveram seus territ\u00f3rios expropriados e com a recente expans\u00e3o do Porto, a produ\u00e7\u00e3o do trabalho e a gera\u00e7\u00e3o de renda t\u00eam sido diminu\u00eddos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Se o racismo e o patriarcado historicamente precarizam e subjugam o lugar das mulheres no trabalho, o modelo de desenvolvimento neoliberal intensifica, a precariza\u00e7\u00e3o da vida das mulheres naquele territ\u00f3rio, segundo afirmou Simone Louren\u00e7o, moradora de Cabo de Santo Agostinho, pedagoga de forma\u00e7\u00e3o e que atua na coordena\u00e7\u00e3o do F\u00f3rum de Suape. Desde o in\u00edcio dos anos 2000, o F\u00f3rum articula a mobiliza\u00e7\u00e3o local com moradores, lideran\u00e7as e movimentos para denunciar as viola\u00e7\u00f5es de direitos que ocorrem no entorno de Suape, com o modelo de desenvolvimento que tem sido instalado por l\u00e1.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cL\u00e1 no territ\u00f3rio, com essa l\u00f3gica do desenvolvimento, com a amplia\u00e7\u00e3o do Porto de Suape e essa a falsa ideia do desenvolvimento, precarizou ainda mais a condi\u00e7\u00e3o de trabalho das mulheres. Tanto das mulheres que j\u00e1 atuam no territ\u00f3rio, com as suas formas alternativas de trabalho, como \u00e9 o caso das mulheres pescadoras, das mulheres marisqueiras, mulheres agricultoras, quanto daquelas que estavam na informalidade e essa informalidade \u00e9 uma forma de precariza\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m. E aquelas que conseguiram empregos, dentro dessa l\u00f3gica da abertura do mercado de trabalho a partir da amplia\u00e7\u00e3o do Porto, as mulheres que foram trabalhar nesse projeto, foram assumir fun\u00e7\u00f5es subalternas, fun\u00e7\u00f5es precarizadas tamb\u00e9m\u201d, refor\u00e7ou Simone.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da falta de investimento dos poderes p\u00fablicos para fortalecer a autonomia produtiva de pescadoras e agricultoras locais, elas ainda se deparam com a escassez de oportunidades de trabalho, seja no setor p\u00fablico ou no setor privado. O modelo de desenvolvimento que trouxe grandes empresas n\u00e3o se traduziu em qualidade de vida, muito menos melhores condi\u00e7\u00f5es de trabalho para elas. Ainda de acordo com Simone Louren\u00e7o, a precariza\u00e7\u00e3o do trabalho das mulheres em Suape est\u00e1 diretamente ligada ao enfraquecimento dos modos de vida e \u00e0 degrada\u00e7\u00e3o do meio ambiente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEssas mulheres est\u00e3o perdendo o seu modo de vida, est\u00e3o perdendo o seu lugar de pesca, est\u00e3o perdendo as suas condi\u00e7\u00f5es de trabalho na agricultura, porque o processo de espolia\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio \u00e9 t\u00e3o grande e de expuls\u00e3o dessas fam\u00edlias, que elas est\u00e3o perdendo condi\u00e7\u00e3o mesmo de trabalho. E essa situa\u00e7\u00e3o se d\u00e1 por uma l\u00f3gica do racismo ambiental, a instala\u00e7\u00e3o de empresas em detrimento da manuten\u00e7\u00e3o das fam\u00edlias nos seus territ\u00f3rios tradicionais e esse racismo ambiental vem impregnado de muita viol\u00eancia, de muita misoginia, de viol\u00eancia dom\u00e9stica. \u00c9 um desenvolvimento que chega, mas que chega de uma forma muito excludente, muito predat\u00f3ria tanto para a vida das mulheres quanto para o meio ambiente em si, porque o ecossistema \u00e9 completamente degradado naquele territ\u00f3rio\u201d, destacou a educadora do F\u00f3rum Suape.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Se \u00e9 desse ecossistema que envolve a vida marinha, a vida terrestre, se \u00e9 dos territ\u00f3rios que as mulheres constroem suas vidas e garantem a sua sobreviv\u00eancia, \u00e9 poss\u00edvel analisar o contexto das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas ou pensar solu\u00e7\u00f5es que garantam a justi\u00e7a clim\u00e1tica sem pensar nas pessoas que comp\u00f5em esse cen\u00e1rio?<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"384\" data-attachment-id=\"22301\" data-permalink=\"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?attachment_id=22301\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/WhatsApp-Image-2025-05-26-at-15.23.31.jpeg?fit=1600%2C959&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"1600,959\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"WhatsApp Image 2025-05-26 at 15.23.31\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/WhatsApp-Image-2025-05-26-at-15.23.31.jpeg?fit=300%2C180&amp;ssl=1\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/WhatsApp-Image-2025-05-26-at-15.23.31.jpeg?fit=640%2C384&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/WhatsApp-Image-2025-05-26-at-15.23.31.jpeg?resize=640%2C384&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-22301\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/WhatsApp-Image-2025-05-26-at-15.23.31.jpeg?resize=1024%2C614&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/WhatsApp-Image-2025-05-26-at-15.23.31.jpeg?resize=300%2C180&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/WhatsApp-Image-2025-05-26-at-15.23.31.jpeg?resize=768%2C460&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/WhatsApp-Image-2025-05-26-at-15.23.31.jpeg?resize=1536%2C921&amp;ssl=1 1536w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/WhatsApp-Image-2025-05-26-at-15.23.31.jpeg?w=1600&amp;ssl=1 1600w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/WhatsApp-Image-2025-05-26-at-15.23.31.jpeg?w=1280&amp;ssl=1 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">A metodologia explorou a troca de experi\u00eancias para debate dos temas. Foto: Fran Ribeiro\/SOS Corpo<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Para Raquel Lindoso, militante do F\u00f3rum de Mulheres do Agreste de Pernambuco e moradora da cidade de Caruaru, o desafio hoje \u00e9 as pessoas e os poderes p\u00fablicos compreenderem que a crise ambiental \u00e9 indissoci\u00e1vel de uma crise econ\u00f4mica e social. Logo, \u00e9 preciso entender que marcadores sociais como g\u00eanero, ra\u00e7a e classe social precisam estar na hora de pensar as solu\u00e7\u00f5es e pol\u00edticas p\u00fablicas que de fato possam mitigar os efeitos das crises e proporcionar melhores condi\u00e7\u00f5es de vida para todas as pessoas.&nbsp; Ou seja, n\u00e3o d\u00e1 pra pensar a mudan\u00e7a sem considerar tudo que envolve os ecossistemas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cColocar as pessoas nessa paisagem significa ter a compreens\u00e3o dessa indissociabilidade. Afinal, s\u00e3o as pessoas que est\u00e3o tendo suas casas invadidas pelas \u00e1guas, nas enchentes, nas inunda\u00e7\u00f5es, s\u00e3o as pessoas que est\u00e3o enfrentando as secas, s\u00e3o as pessoas que est\u00e3o enfrentando a alta dos alimentos, por causa das secas e por causa das enchentes. Inclusive, muitas vezes as mesmas pessoas que sofrem com o calor no transporte p\u00fablico s\u00e3o as que tamb\u00e9m sofrem com as inunda\u00e7\u00f5es. Ent\u00e3o, quando a gente t\u00e1 falando de meio ambiente, a gente t\u00e1 falando de natureza, est\u00e1 falando das pessoas como parte dessa natureza. E eu acho que essa \u00e9 uma chave importante para a gente compreender e desvelar as falsas sa\u00eddas, porque essas sa\u00eddas ignoram essa crise social e econ\u00f4mica\u201d, analisou Raquel.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As falsas solu\u00e7\u00f5es propostas pela chamada economia verde desconsideram os impactos nas comunidades e no meio ambiente, com a prerrogativa de que v\u00e3o produzir mais energia e de maneira limpa. Territ\u00f3rios onde as usinas de energia e\u00f3lica s\u00e3o instaladas vem denunciando cada vez mais os impactos sociais, econ\u00f4micos e na sa\u00fade dos moradores e moradoras, j\u00e1 que o adoecimento mental tem sido um mal recorrente nesses locais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em cr\u00edtica a essas falsas solu\u00e7\u00f5es propostas por grandes empreendimentos tecnol\u00f3gicos, as educadoras que coordenaram o Col\u00f3quio aportaram o debate sobre as alternativas que as mulheres, movimentos sociais, organiza\u00e7\u00f5es e comunidades t\u00eam experimentado para contrapor as situa\u00e7\u00f5es de injusti\u00e7a socioambiental e clim\u00e1tica. As sa\u00eddas est\u00e3o no cotidiano, como defende Raquel Lindoso, nas tecnologias comuns que as pessoas criam, especialmente as mulheres.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAs tecnologias comuns, populares, est\u00e3o nos espa\u00e7os dom\u00e9sticos, nos quintais produtivos, em outras formas de fazer trocas, outros saberes, outras l\u00f3gicas produtivas. Eu acho que \u00e9 da\u00ed que vem as sa\u00eddas e especialmente porque essas sa\u00eddas est\u00e3o compreendendo essa rela\u00e7\u00e3o entre crise ambiental, social econ\u00f4mica e portanto racial\u201d, enfatizou a representante do F\u00f3rum de Mulheres do Agreste Pernambucano.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Pessoas na paisagem por justi\u00e7a socioambiental para incidir em espa\u00e7os de governan\u00e7a<\/h2>\n\n\n\n<p>Colocar as pessoas na paisagem por justi\u00e7a socioambiental, econ\u00f4mica e racial \u00e9 um desafio, mas pode ser tamb\u00e9m o caminho para fortalecer a a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica das mulheres em busca de incid\u00eancia pol\u00edtica e participa\u00e7\u00e3o social para a transforma\u00e7\u00e3o das realidades e supera\u00e7\u00e3o da crise.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Foi com esse pano de fundo que as participantes conversaram tamb\u00e9m sobre a COP 30, a 30\u00aa Confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre as Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas, que vai acontecer entre os dias 10 a 21 de novembro de 2025 na cidade de Bel\u00e9m, capital do estado do Par\u00e1, na regi\u00e3o Norte do Brasil. Mesmo repleto de contradi\u00e7\u00f5es de ordens diversas, a exemplo dos impactos sociais e ambientais que est\u00e3o ocorrendo na cidade para realiza\u00e7\u00e3o da Confer\u00eancia, ainda assim, ela \u00e9 um importante espa\u00e7o de articula\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 entre os pa\u00edses, mas, sobretudo, dos movimentos sociais que lutam por justi\u00e7a socioambiental.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Foi nessa perspectiva que as participantes do Col\u00f3quio foram convidadas \u00e0 reflex\u00e3o. A partir das escalas da organiza\u00e7\u00e3o e da luta, compreendendo a intersec\u00e7\u00e3o das causas e as desigualdades impostas pelo patriarcado, pelo capitalismo e pelo racismo em n\u00edvel global, como o processo em curso da C\u00fapula da COP 30 no Brasil pode ser uma oportunidade para a incid\u00eancia do movimento feminista.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A participa\u00e7\u00e3o das mulheres em espa\u00e7os de governan\u00e7a, seja local, nacional ou global, \u00e9 uma quest\u00e3o da democracia. Porque esses espa\u00e7os s\u00e3o os lugares onde as pol\u00edticas internas e externas, a destina\u00e7\u00e3o dos recursos, assim como as pol\u00edticas p\u00fablicas, s\u00e3o definidas. Contudo, como salientou Rivane Arantes, educadora do SOS Corpo e uma das coordenadoras do Col\u00f3quio, a participa\u00e7\u00e3o da diversidade das pessoas que vivem e lutam por direitos nos territ\u00f3rios, pode ser dificultada por uma s\u00e9rie de quest\u00f5es, como a falta de recursos para garantir a participa\u00e7\u00e3o das mulheres de movimentos e a barreira lingu\u00edstica. <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"480\" data-attachment-id=\"22302\" data-permalink=\"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?attachment_id=22302\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/WhatsApp-Image-2025-05-26-at-15.25.09.jpeg?fit=1600%2C1200&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"1600,1200\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"WhatsApp Image 2025-05-26 at 15.25.09\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/WhatsApp-Image-2025-05-26-at-15.25.09.jpeg?fit=300%2C225&amp;ssl=1\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/WhatsApp-Image-2025-05-26-at-15.25.09.jpeg?fit=640%2C480&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/WhatsApp-Image-2025-05-26-at-15.25.09.jpeg?resize=640%2C480&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-22302\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/WhatsApp-Image-2025-05-26-at-15.25.09.jpeg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/WhatsApp-Image-2025-05-26-at-15.25.09.jpeg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/WhatsApp-Image-2025-05-26-at-15.25.09.jpeg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/WhatsApp-Image-2025-05-26-at-15.25.09.jpeg?resize=1536%2C1152&amp;ssl=1 1536w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/WhatsApp-Image-2025-05-26-at-15.25.09.jpeg?w=1600&amp;ssl=1 1600w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/WhatsApp-Image-2025-05-26-at-15.25.09.jpeg?w=1280&amp;ssl=1 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Rivane Arantes, do SOS Corpo. Foto: Fran Ribeiro.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>&#8220;H\u00e1 uma grande falta de compreens\u00e3o sobre o que se passa nos territ\u00f3rios, sobre o que se passa na vida das pessoas que est\u00e3o em classes mais vulnerabilizadas. Em particular, no caso do Brasil, somos n\u00f3s, mulheres, mulheres negras, mulheres que moram na periferia, mulheres da classe trabalhadora, grupos LGBTQIA+ quilombolas, ind\u00edgenas, pessoas que est\u00e3o encarceradas, todas essas popula\u00e7\u00f5es que est\u00e3o nas piores condi\u00e7\u00f5es de vida, que est\u00e3o morando nos territ\u00f3rios com mais risco socioambiental. H\u00e1 ainda a quest\u00e3o da falta de dados, da falta de informa\u00e7\u00e3o mais fidedigna sobre a realidade social dos grupos vulnerabilizados dos territ\u00f3rios explorados, dos territ\u00f3rios que s\u00e3o alvo dos grandes projetos de desenvolvimento&#8221;, explicou Rivane Arantes.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda de acordo com a educadora do SOS Corpo, h\u00e1 outro problema que ronda os espa\u00e7os de governan\u00e7a global, que \u00e9 o senso comum relacionado a vis\u00e3o sobre o sujeito e a vis\u00e3o sobre os problemas vividos pelos sujeitos, j\u00e1 que existe uma dificuldade desses atores globais em perceber que a situa\u00e7\u00e3o das mulheres n\u00e3o \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o \u00fanica, j\u00e1 que lidamos com problemas semelhantes, mas nossas viv\u00eancias s\u00e3o delineados pelas dimens\u00f5es de g\u00eanero, ra\u00e7a e classe que nos tornam diversas.  \u00c9 preciso um olhar sens\u00edvel e aberto para reconhecer a diversidade das condi\u00e7\u00f5es de vida e das situa\u00e7\u00f5es que as mulheres vivenciam nos diferentes territ\u00f3rios nos diferentes lugares do mundo. <\/p>\n\n\n\n<p>Durante o debate sobre a COP 30 no Col\u00f3quio, as participantes refletiram sobre os limites, mas tamb\u00e9m compartilharam estrat\u00e9gicas que os movimentos t\u00eam adotado para poder incidir nos espa\u00e7os de governan\u00e7a global.  Afinal, s\u00e3o os movimentos e as organiza\u00e7\u00f5es que atuam nos territ\u00f3rios que t\u00eam , de fato, solu\u00e7\u00f5es verdadeiras para as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e os impactos que elas trazem para a vida das mulheres e do meio ambiente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA gente sabe que a COP 30, muitas vezes, ela t\u00e1 numa discuss\u00e3o que j\u00e1 est\u00e1 sendo feita, j\u00e1 est\u00e1 sendo planejada e trazida pelos \u201cgrandes l\u00edderes\u201d. Mas a gente tem que pensar que precisamos nos organizar para trazer as nossas experi\u00eancias. Porque muitas vezes s\u00e3o debatidas apenas essas solu\u00e7\u00f5es, de &#8220;ah, vamos implantar renov\u00e1veis para mudar&#8221;, mas assim, nessa grande escala da forma como est\u00e1 sendo feita, n\u00e3o \u00e9 a solu\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o \u00e9 preciso dizer para esses l\u00edderes que \u00e9 necess\u00e1rio que as comunidades sejam escutadas, que essas popula\u00e7\u00f5es sejam ouvidas e que possam de fato ser ouvidas e consultadas\u201d, refletiu Ana Vidal.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Realizado em mar\u00e7o deste ano, o Col\u00f3quio Trabalhadoras por Direitos e Justi\u00e7a Clim\u00e1tica, reuniu mulheres de 20 organiza\u00e7\u00f5es e movimentos do Norte e Nordeste para intercambiar experi\u00eancias e fortalecer a a\u00e7\u00e3o das mulheres na luta por direitos do trabalho e por justi\u00e7a clim\u00e1tica.<\/p>\n","protected":false},"author":13,"featured_media":22298,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"Realizado em mar\u00e7o deste ano, o Col\u00f3quio Trabalhadoras por Direitos e Justi\u00e7a Clim\u00e1tica, reuniu mulheres de 20 organiza\u00e7\u00f5es e movimentos do Norte e Nordeste para intercambiar experi\u00eancias e fortalecer a a\u00e7\u00e3o das mulheres na luta por direitos do trabalho e por justi\u00e7a clim\u00e1tica","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[1,1072],"tags":[278],"class_list":["post-22297","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-lutafeminista","category-formacao","tag-formacao"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/WhatsApp-Image-2025-03-21-at-22.38.29.jpeg?fit=1152%2C864&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p5mcIC-5ND","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":false,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/22297","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/13"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=22297"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/22297\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":22645,"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/22297\/revisions\/22645"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/22298"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=22297"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=22297"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=22297"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}