{"id":20854,"date":"2024-11-06T11:35:00","date_gmt":"2024-11-06T14:35:00","guid":{"rendered":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?p=20854"},"modified":"2025-07-03T14:55:36","modified_gmt":"2025-07-03T17:55:36","slug":"curso-caleidoscopio-2024-centra-o-debate-na-luta-em-defesa-da-agua-como-um-bem-comum","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?p=20854","title":{"rendered":"Curso Caleidosc\u00f3pio 2024 centra o debate na luta em defesa da \u00e1gua como um bem comum"},"content":{"rendered":"\n<p><strong><em>Realizado entre os dias 21 a 23 de agosto deste ano, o Curso Caleidosc\u00f3pio reuniu mais de 40 mulheres de diferentes regi\u00f5es do estado de Pernambuco para momentos de interc\u00e2mbio em torno da luta por justi\u00e7a socioambiental<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>Texto: Fran Ribeiro | Fotos: Lara Buitron | Comunica\u00e7\u00e3o SOS Corpo<\/em><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"jetpack-video-wrapper\"><span class=\"embed-youtube\" style=\"text-align:center; display: block;\"><iframe loading=\"lazy\" class=\"youtube-player\" width=\"640\" height=\"360\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/8a_T7f1VQoc?version=3&#038;rel=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=pt-BR&#038;autohide=2&#038;wmode=transparent\" allowfullscreen=\"true\" style=\"border:0;\" sandbox=\"allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox\"><\/iframe><\/span><\/div>\n<\/div><figcaption class=\"wp-element-caption\">Confira neste v\u00eddeo, um resumo com falas da coordena\u00e7\u00e3o e participantes, sobre os debates que aconteceram durante o curso!<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Nos dias 21, 22 e 23 de agosto, o SOS Corpo Instituto Feminista para a Democracia, realizou mais uma edi\u00e7\u00e3o do Curso Caleidosc\u00f3pio, atividade pol\u00edtico-pedag\u00f3gica que integra o Programa de Forma\u00e7\u00e3o Feminista do Instituto. Com o tema<strong><em> \u201c\u00c1gua como bem comum: Injusti\u00e7as Socioambientais e as lutas das mulheres\u201d<\/em><\/strong>, o curso juntou militantes de diferentes movimentos sociais, coletivos, redes e organiza\u00e7\u00f5es para um interc\u00e2mbio de experi\u00eancias e estrat\u00e9gias no enfrentamento cotidiano das desigualdade e injusti\u00e7as ambientais, tendo a \u00e1gua como foco central da luta.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Foram 40 mulheres, moradoras de cidades da Regi\u00e3o Metropolitana de Recife, do Sert\u00e3o do Paje\u00fa, do Agreste, al\u00e9m de Mata Sul e Mata Norte, que constru\u00edram juntas reflex\u00f5es a partir da metodologia proposta pela equipe que coordenou a atividade, composta pelas educadoras do SOS Corpo Analba Braz\u00e3o, M\u00e9rcia Alves e Talita Rodrigues.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Aula p\u00fablica do Caleidosc\u00f3pio recebe convidadas para refletirem sobre \u00e1gua como um bem comum<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Na noite do dia 21 de agosto, na sede do SOS Corpo, aconteceu a aula p\u00fablica de abertura do curso. O debate, que foi mediado por Analba Braz\u00e3o e Talita Rodrigues, teve como convidadas a provocar reflex\u00f5es a partir do interc\u00e2mbio de experi\u00eancias, militantes, ativistas e pesquisadoras que vivem ou atuam em territ\u00f3rios onde a \u00e1gua \u00e9 um bem comum que tem sido explorado pelo projeto neodesenvolvimentista em curso no pa\u00eds.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"427\" data-attachment-id=\"20859\" data-permalink=\"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?attachment_id=20859\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/DSC_0314-2-scaled.jpg?fit=2560%2C1708&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"2560,1708\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;4.8&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;NIKON D5300&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;1724268622&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;42&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;6400&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0.025&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;}\" data-image-title=\"DSC_0314\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/DSC_0314-2-scaled.jpg?fit=300%2C200&amp;ssl=1\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/DSC_0314-2-scaled.jpg?fit=640%2C427&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/DSC_0314-2.jpg?resize=640%2C427&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-20859\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/DSC_0314-2-scaled.jpg?resize=1024%2C683&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/DSC_0314-2-scaled.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/DSC_0314-2-scaled.jpg?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/DSC_0314-2-scaled.jpg?resize=1536%2C1025&amp;ssl=1 1536w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/DSC_0314-2-scaled.jpg?resize=2048%2C1367&amp;ssl=1 2048w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/DSC_0314-2-scaled.jpg?w=1280&amp;ssl=1 1280w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/DSC_0314-2-scaled.jpg?w=1920&amp;ssl=1 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><strong>M\u00e9rcia Alves, Joana Mousinho, Cristiane Faustino, Talita Rodrigues e Nyg Kaingang. <\/strong><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Na mesa estiveram a coordenadora estadual da Articula\u00e7\u00e3o Nacional das Pescadoras (ANP) Joana Mousinho; Nyg Kaingang, da Articula\u00e7\u00e3o Nacional das Mulheres Ind\u00edgenas Guerreiras da Ancestralidade (ANMIGA); Cristiane Faustino, do Instituto Terra Mar; e M\u00e9rcia Alves, pesquisadora do SOS Corpo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Abrindo a mesa, M\u00e9rcia Alves trouxe a reflex\u00e3o de como a \u00e1gua, mesmo sendo um bem coletivo, impacta a vida das mulheres e suas comunidades de maneiras desiguais e diferentes pelas dimens\u00f5es de classe, de viv\u00eancia da identidade de g\u00eanero e da dimens\u00e3o racial. A quest\u00e3o da \u00e1gua, de acordo com a pesquisadora, tem rela\u00e7\u00f5es sociais e pol\u00edticas que se conectam ao modelo de desenvolvimento, que \u00e9 predat\u00f3rio e imprime na grafia das cidades, das zonas rurais, territ\u00f3rios de preserva\u00e7\u00e3o ambiental, os territ\u00f3rios tradicionais e dos povos origin\u00e1rios uma perspectiva mercadol\u00f3gica que produz o racismo ambiental. Para essa l\u00f3gica neoliberal de desenvolvimento, a terra, o ar, os rios, o mar, a floresta, os frutos,&nbsp; vegetais e a \u00e1gua s\u00e3o fontes de privatiza\u00e7\u00e3o e de apossamento com objetivo de gerar lucro para o mercado do capital.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 Joana Mousinho, da coordena\u00e7\u00e3o estadual da ANP, come\u00e7ou sua contribui\u00e7\u00e3o dizendo que <em>\u201cfalar em \u00e1gua \u00e9 falar em vida\u201d<\/em>. Pescadora desde que se entende por gente, ela fez uma profunda reflex\u00e3o sobre como antigamente os problemas eram menos complexos, mesmo com toda a dificuldade em reconhecer as mulheres como pescadoras artesanais. Se antes os \u00f3rg\u00e3os de regula\u00e7\u00e3o e fiscaliza\u00e7\u00e3o dos territ\u00f3rios de pesca cumpriam o seu papel, hoje as compet\u00eancias mudaram de inst\u00e2ncias administrativas, agravando as desigualdades nos territ\u00f3rios pesqueiros&nbsp; e os crimes ambientais por disputa de poder pol\u00edtico. <em>\u201cHoje o que mais se tem \u00e9 cerca nas \u00e1guas, proibindo da gente passar pra pescar e a turma desviando o curso do rio\u201d<\/em>, denunciou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"20861\" data-permalink=\"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?attachment_id=20861\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/DSC_0317-1.jpg?fit=%2C&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"[]\" data-image-title=\"DSC_0317\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/DSC_0317-1.jpg?fit=300%2C300&amp;ssl=1\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/DSC_0317-1.jpg?fit=1024%2C1024&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/DSC_0317-1.jpg?w=640&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-20861\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><strong>Joana Mousinho, da Articula\u00e7\u00e3o Nacional das Pescadoras.<\/strong> <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Nyg Kaingang, da ANMIGA, trouxe a partir da experi\u00eancia da ancestralidade sua contribui\u00e7\u00e3o para o debate. Lembrando da resist\u00eancia dos povos origin\u00e1rios que h\u00e1 524 lutam em defesa da terra, dos biomas e da \u00e1gua, refor\u00e7ou a compreens\u00e3o de que defender a \u00e1gua \u00e9 defender a vida. Para os povos ind\u00edgenas a \u00e1gua \u00e9 um bem coletivo e um bem sagrado, j\u00e1 que al\u00e9m de manter as pessoas e a natureza vivas, ela tamb\u00e9m traz consigo seres vis\u00edveis e invis\u00edveis. Os territ\u00f3rios ind\u00edgenas vivem no cotidiano a luta em defesa da vida do planeta e as mulheres ind\u00edgenas t\u00eam intensificado sua luta pol\u00edtica nos \u00faltimos anos em torno da emerg\u00eancia clim\u00e1tica, por serem os povos, os guardi\u00f5es e protetores do meio ambiente. A luta e o alerta t\u00eam sido levantados pelas mulheres ind\u00edgenas em articula\u00e7\u00f5es e institui\u00e7\u00f5es do Brasil e tamb\u00e9m internacionais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"428\" data-attachment-id=\"20863\" data-permalink=\"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?attachment_id=20863\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/DSC_0338-scaled.jpg?fit=2560%2C1713&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"2560,1713\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;5.6&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;NIKON D5300&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;1724269576&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;105&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;6400&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0.05&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;}\" data-image-title=\"DSC_0338\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/DSC_0338-scaled.jpg?fit=300%2C201&amp;ssl=1\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/DSC_0338-scaled.jpg?fit=640%2C428&amp;ssl=1\" data-id=\"20863\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/DSC_0338.jpg?resize=640%2C428&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-20863\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/DSC_0338-scaled.jpg?resize=1024%2C685&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/DSC_0338-scaled.jpg?resize=300%2C201&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/DSC_0338-scaled.jpg?resize=768%2C514&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/DSC_0338-scaled.jpg?resize=1536%2C1028&amp;ssl=1 1536w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/DSC_0338-scaled.jpg?w=1280&amp;ssl=1 1280w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/DSC_0338-scaled.jpg?w=1920&amp;ssl=1 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><strong>Nyg Kaingang, da Articula\u00e7\u00e3o Nacional das Mulheres Ind\u00edgenas Guerreiras da Ancestralidade. <\/strong><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"20864\" data-permalink=\"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?attachment_id=20864\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/DSC_0364-scaled.jpg?fit=2560%2C1708&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"2560,1708\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;5.6&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;NIKON D5300&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;1724271287&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;105&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;6400&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0.04&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;}\" data-image-title=\"DSC_0364\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/DSC_0364-scaled.jpg?fit=300%2C200&amp;ssl=1\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/DSC_0364-scaled.jpg?fit=640%2C427&amp;ssl=1\" data-id=\"20864\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/DSC_0364.jpg?w=640&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-20864\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><strong>Cristiane Faustino, do Instituto Terra Mar.<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<p>Para fechar a mesa do debate, Cristiane Faustino, do Instituto Terra Mar, iniciou a reflex\u00e3o trazendo o conceito de bem comum, que s\u00e3o aqueles bens que n\u00e3o tem um dono espec\u00edfico, mas que s\u00e3o de usufruto de todas as pessoas e que devem ser gerenciados para a garantia desse direito coletivo. <em>\u201cBens comuns s\u00e3o vitais para a exist\u00eancia das pessoas\u201d<\/em>, refor\u00e7ou. Contudo, o acesso a esses bens comuns que s\u00e3o vitais para a vida, n\u00e3o \u00e9 igual para todo mundo. E este \u00e9 o problema imposto pelo modelo neoliberal de desenvolvimento, que tem os mega empreendimentos como grandes favorecidos a este acesso. Um exemplo disso, que foi apresentado por Cristiane, \u00e9 o caso da ind\u00fastria de energia e\u00f3lica, que tem gerado profundos impactos e injusti\u00e7as socioambientais em territ\u00f3rios litor\u00e2neos, privatizando terras e o ar, e que agora quer expandir para o mar a explora\u00e7\u00e3o da energia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Assista abaixo a \u00edntegra do debate:&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"jetpack-video-wrapper\"><span class=\"embed-youtube\" style=\"text-align:center; display: block;\"><iframe loading=\"lazy\" class=\"youtube-player\" width=\"640\" height=\"360\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/VDw0lk9ZN40?version=3&#038;rel=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=pt-BR&#038;autohide=2&#038;wmode=transparent\" allowfullscreen=\"true\" style=\"border:0;\" sandbox=\"allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox\"><\/iframe><\/span><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Rodas de viv\u00eancias, mem\u00f3rias, prosas e interc\u00e2mbio de experi\u00eancias marcam os demais dias do Caleidosc\u00f3pio<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>No segundo dia do curso, 22 de agosto, a coordena\u00e7\u00e3o da atividade separou a manh\u00e3 para uma metodologia onde a mem\u00f3ria e a viv\u00eancia de cada participante, individual e coletiva, em torno da \u00e1gua foram compartilhadas. O objetivo da foi suscitar a reflex\u00e3o, situando na experi\u00eancia das mulheres, a rela\u00e7\u00e3o da \u00e1gua como um direito humano e fundamental para a sustenta\u00e7\u00e3o das nossas vidas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Marcadas por dimens\u00f5es interseccionais de g\u00eanero, ra\u00e7a, classe e gera\u00e7\u00e3o, as mulheres trouxeram para a roda lembran\u00e7as da inf\u00e2ncia, de como era o acesso ao saneamento b\u00e1sico ou como em alguns territ\u00f3rios, o acesso \u00e0 \u00e1gua era por meio de rios, a\u00e7udes e fontes. Era atrav\u00e9s do contato com a natureza que a vida pr\u00e1tica cotidiana acontecia: lavar roupas, panelas, dar banho nas crias, pegar \u00e1gua para levar para casa, j\u00e1 que em algumas realidades, ter \u00e1gua encanada era quase um sonho.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"406\" data-attachment-id=\"20865\" data-permalink=\"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?attachment_id=20865\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/DSC_0389-scaled.jpg?fit=2560%2C1626&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"2560,1626\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;5.3&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;NIKON D5300&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;1724336168&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;70&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;3600&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0.016666666666667&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"DSC_0389\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/DSC_0389-scaled.jpg?fit=300%2C191&amp;ssl=1\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/DSC_0389-scaled.jpg?fit=640%2C406&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/DSC_0389.jpg?resize=640%2C406&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-20865\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/DSC_0389-scaled.jpg?resize=1024%2C650&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/DSC_0389-scaled.jpg?resize=300%2C191&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/DSC_0389-scaled.jpg?resize=768%2C488&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/DSC_0389-scaled.jpg?resize=1536%2C975&amp;ssl=1 1536w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/DSC_0389-scaled.jpg?resize=2048%2C1300&amp;ssl=1 2048w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/DSC_0389-scaled.jpg?w=1280&amp;ssl=1 1280w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/DSC_0389-scaled.jpg?w=1920&amp;ssl=1 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><strong>Curso Caleidosc\u00f3pio reuniu 40 mulheres de diferentes movimentos, organiza\u00e7\u00f5es, redes e coletivos de Pernambuco em interc\u00e2mbio de experi\u00eancias. <\/strong><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A din\u00e2mica da vida nas cidades mudou muito e isso tamb\u00e9m foi destacado nas trocas. Era o chafariz que antes jorrava \u00e1gua e hoje, seco, est\u00e1 em estado de degrada\u00e7\u00e3o. Ou ainda, como a falta de saneamento b\u00e1sico e a falta d&#8217;\u00e1gua causaram a precariza\u00e7\u00e3o da vida, com a recorr\u00eancia de doen\u00e7as parasit\u00e1rias e as arboviroses. Houveram tamb\u00e9m relatos do medo da for\u00e7a da \u00e1gua da chuva, das cheias dos rios e consequentes alagamentos, ou ainda, o controle na distribui\u00e7\u00e3o e acesso \u00e0 \u00e1gua.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Esse passeio pela mem\u00f3ria da rela\u00e7\u00e3o das mulheres com as \u00e1guas serviu para fazer as conex\u00f5es entre o passado e as lutas que travamos hoje para garantir o acesso a esse bem comum. De entender como a \u00e1gua \u00e9 usada como moeda de negocia\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, com a compra e venda de votos para poder acess\u00e1-la. Pensar a hist\u00f3ria da distribui\u00e7\u00e3o da \u00e1gua \u00e9 pensar na hist\u00f3ria do desenvolvimento do capitalismo e os impactos na vida das mulheres.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0 tarde, a partir de reflex\u00f5es feministas antirracistas e anticapitalistas, a prosa seguiu, com aportes de educadoras do SOS Corpo, que contribu\u00edram com o debate. O objetivo foi ampliar a discuss\u00e3o sobre as desigualdades e as injusti\u00e7as socioambientais provocadas por um modelo de desenvolvimento que mercantiliza o acesso aos bens comuns. De como, na rela\u00e7\u00e3o das mulheres com a natureza, n\u00f3s somos, historicamente, quem mobiliza na luta por direitos b\u00e1sicos, j\u00e1 que somos responsabilizadas de maneira impositiva pelos sistema capitalista, patriarcal e racista pelo trabalho de cuidados, pelo trabalho dom\u00e9stico e pela gest\u00e3o do uso da \u00e1gua na resid\u00eancia, refor\u00e7ando a divis\u00e3o sexual do trabalho.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nos dia 23, as desigualdades provocadas pelo modelo de desenvolvimento das cidades tamb\u00e9m foi repercutido nas falas das participantes do curso, sobretudo os impactos vivenciados pelas mulheres e suas fam\u00edlias que vivem em bairros perif\u00e9ricos ou territ\u00f3rios carentes de infraestrutura. A popula\u00e7\u00e3o negra favelada passa por um processo de controle estrito do uso da \u00e1gua, enquanto os bairros de classe m\u00e9dia e alta, muitas vezes, vizinhos das favelas, tem uso \u00e0 vontade da \u00e1gua e a garantia do tratamento de esgoto, o que deixa vis\u00edvel o racismo ambiental cotidiano que alguns territ\u00f3rios vivenciam.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"419\" data-attachment-id=\"20867\" data-permalink=\"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?attachment_id=20867\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/DSC_0412-scaled.jpg?fit=2560%2C1676&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"2560,1676\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"DSC_0412\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/DSC_0412-scaled.jpg?fit=300%2C196&amp;ssl=1\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/DSC_0412-scaled.jpg?fit=640%2C419&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/DSC_0412.jpg?resize=640%2C419&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-20867\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/DSC_0412-scaled.jpg?resize=1024%2C671&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/DSC_0412-scaled.jpg?resize=300%2C196&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/DSC_0412-scaled.jpg?resize=768%2C503&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/DSC_0412-scaled.jpg?w=1280&amp;ssl=1 1280w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/DSC_0412-scaled.jpg?w=1920&amp;ssl=1 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><strong>Participantes leem s\u00edntese do acumulado dos debates em relatoria gr\u00e1fica, feita for Let\u00edcia Carvalho. <\/strong><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Assim como nos casos de racismo ambiental, o capitalismo de mercado \u00e9 um dos causadores da falta de \u00e1gua ou est\u00e1 no centro de disputas por privatiza\u00e7\u00e3o das fontes e nascentes em muitos dos territ\u00f3rios. As participantes denunciaram ainda como a pandemia mudou a din\u00e2mica do abastecimento em alguns lugares e como o sucateamento dos servi\u00e7os p\u00fablicos de tratamento e distribui\u00e7\u00e3o da \u00e1gua tem provocado a intensifica\u00e7\u00e3o dos processos de privatiza\u00e7\u00e3o. E n\u00e3o s\u00e3o s\u00f3 os servi\u00e7os p\u00fablicos que s\u00e3o apossados pelo interesse do capital. <\/p>\n\n\n\n<p>A privatiza\u00e7\u00e3o de territ\u00f3rios pesqueiros avan\u00e7a a passos largos, modificando a din\u00e2mica, empobrecendo comunidades, aumentando a\u00e7\u00f5es criminosas de amea\u00e7a \u00e0 resist\u00eancia das&nbsp; pescadoras e pescadores, como o que est\u00e1 em curso em Maraca\u00edpe, no litoral sul de Pernambuco. Por l\u00e1, a privatiza\u00e7\u00e3o da praia j\u00e1 ganhou repercuss\u00e3o na m\u00eddia e \u00e9 acompanhada pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico. H\u00e1 ainda o uso exacerbado e sem controle da \u00e1gua por grandes empresas, sejam do agroneg\u00f3cio ou do extrativismo, estas que s\u00e3o as principais causadoras do desabastecimento nas cidades e que a partir do selo de responsabilidade ambiental, maquiam os danos causados \u00e0 natureza e aos territ\u00f3rios usurpados.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, mesmo diante dos impactos do modelo de desenvolvimento predat\u00f3rio, as mulheres travam lutas em defesa desse bem comum, a partir de atua\u00e7\u00f5es alian\u00e7adas politicamente entre movimentos e organiza\u00e7\u00f5es para o fortalecimento da luta por justi\u00e7a socioambiental. A resist\u00eancia est\u00e1 presente nas cidades, assim como em territ\u00f3rios ind\u00edgenas, ribeirinhos, \u00e1reas de prote\u00e7\u00e3o ambiental, territ\u00f3rios rurais de agricultura familiar, ocupa\u00e7\u00f5es populares e urbanas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As lutas s\u00e3o puxadas pelas mulheres, enfrentando os impactos do sexismo, racismo e desigualdades de classe nas condi\u00e7\u00f5es de vida. O interc\u00e2mbio de experi\u00eancias entre os movimentos sociais presentes deixou evidente como o processo de luta e autoorganiza\u00e7\u00e3o das mulheres se faz aliado a uma pedagogia feminista que bebe da mem\u00f3ria e da hist\u00f3ria como elementos modificadores da realidade. A partir da conscientiza\u00e7\u00e3o coletiva sobre as causas da precariedade da vida, as mulheres encontram motivos para organizar a luta por pol\u00edticas p\u00fablicas que melhorem as condi\u00e7\u00f5es de vida nos territ\u00f3rios.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"378\" data-attachment-id=\"20856\" data-permalink=\"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?attachment_id=20856\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/DSC_0423-1-scaled.jpg?fit=2560%2C1511&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"2560,1511\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;3.8&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;NIKON D5300&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;1724422749&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;21&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;2800&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0.016666666666667&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"DSC_0423\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/DSC_0423-1-scaled.jpg?fit=300%2C177&amp;ssl=1\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/DSC_0423-1-scaled.jpg?fit=640%2C378&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/DSC_0423-1.jpg?resize=640%2C378&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-20856\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/DSC_0423-1-scaled.jpg?resize=1024%2C604&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/DSC_0423-1-scaled.jpg?resize=300%2C177&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/DSC_0423-1-scaled.jpg?resize=768%2C453&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/DSC_0423-1-scaled.jpg?resize=1536%2C906&amp;ssl=1 1536w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/DSC_0423-1-scaled.jpg?resize=2048%2C1209&amp;ssl=1 2048w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/DSC_0423-1-scaled.jpg?w=1280&amp;ssl=1 1280w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/DSC_0423-1-scaled.jpg?w=1920&amp;ssl=1 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><strong>Representantes de diferentes movimentos compartilharam lutas e desafios para a organiza\u00e7\u00e3o das mulheres<\/strong>. Foto: Lara Buitron\/SOS Corpo<br \/><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Realizado entre os dias 21 a 23 de agosto deste ano, o Curso Caleidosc\u00f3pio reuniu mais de 40 mulheres de diferentes regi\u00f5es do estado de Pernambuco para momentos de interc\u00e2mbio em torno da luta por justi\u00e7a socioambiental.<\/p>\n","protected":false},"author":13,"featured_media":20856,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"Realizado entre os dias 21 a 23 de agosto deste ano, o Curso Caleidosc\u00f3pio reuniu mais de 40 mulheres de diferentes regi\u00f5es do estado de Pernambuco para momentos de interc\u00e2mbio em torno da luta por justi\u00e7a socioambiental. 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