{"id":20089,"date":"2024-05-29T18:46:34","date_gmt":"2024-05-29T21:46:34","guid":{"rendered":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?p=20089"},"modified":"2025-07-03T15:13:42","modified_gmt":"2025-07-03T18:13:42","slug":"download-mulheres-e-cidades-injusticas-territoriais-sexismo-e-racismo-na-mobilidade-urbana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?p=20089","title":{"rendered":"[DOWNLOAD] Mulheres e Cidades: Injusti\u00e7as territoriais, sexismo e racismo na mobilidade urbana"},"content":{"rendered":"\n<p><strong><em>A mais recente publica\u00e7\u00e3o das Edi\u00e7\u00f5es SOS Corpo est\u00e1 dispon\u00edvel para download. Mulheres e Cidades: Injusti\u00e7as territoriais, sexismo e racismo na mobilidade urbana, de autoria de M\u00e9rcia Alves, \u00e9 resultado de sua pesquisa de doutorado, refletindo a experi\u00eancia de mulheres negras na viv\u00eancia das cidades. Clique e baixe agora!<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"360\" data-attachment-id=\"20091\" data-permalink=\"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?attachment_id=20091\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/pool-1.jpg?fit=1920%2C1080&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"1920,1080\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;}\" data-image-title=\"pool-1\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/pool-1.jpg?fit=300%2C169&amp;ssl=1\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/pool-1.jpg?fit=640%2C360&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/pool-1.jpg?resize=640%2C360&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-20091\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/pool-1.jpg?resize=1024%2C576&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/pool-1.jpg?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/pool-1.jpg?resize=768%2C432&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/pool-1.jpg?resize=1536%2C864&amp;ssl=1 1536w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/pool-1.jpg?w=1920&amp;ssl=1 1920w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/pool-1.jpg?w=1280&amp;ssl=1 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Est\u00e1 dispon\u00edvel para download a publica\u00e7\u00e3o digital do livro <strong><em>Mulheres e Cidades: Injusti\u00e7as territoriais, sexismo e racismo na mobilidade urbana<\/em><\/strong>, de autoria da pesquisadora e educadora do SOS Corpo, M\u00e9rcia Alves. A obra \u00e9 resultante da sua pesquisa de doutorado defendida em 2023 no Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Servi\u00e7o Social da Universidade Federal de Pernambuco (PPGSS-UFPE). A publica\u00e7\u00e3o \u00e9 um mergulho investigativo sobre a centralidade das desigualdades de g\u00eanero, ra\u00e7a e classe no espa\u00e7o urbano, sobretudo, as interdi\u00e7\u00f5es vivenciadas por mulheres negras em suas mobilidades cotidianas na cidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O livro evidencia as rela\u00e7\u00f5es entre a organiza\u00e7\u00e3o territorial, as tens\u00f5es provocadas pelos interesses capitalistas com as lutas por reforma urbana, bem como as mudan\u00e7as na geografia das cidades ocasionadas pela especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria, pelos interesses pol\u00edticos que resultam no engendramento e a expuls\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o mais vulner\u00e1veis para territ\u00f3rios marginalizados e sem acesso \u00e0s pol\u00edticas p\u00fablicas e direitos sociais como educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade, assist\u00eancia social, habita\u00e7\u00e3o, energia el\u00e9trica, \u00e1gua encanada, al\u00e9m do direito b\u00e1sico de ir e vir.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>M\u00e9rcia Alves \u00e9 assistente social e desde sua pesquisa na gradua\u00e7\u00e3o vem investigando os processos de desenvolvimento urbano. O ano era 1995 e o foco da an\u00e1lise se deu em torno da cria\u00e7\u00e3o do Plano de Regulariza\u00e7\u00e3o das Zonas Especiais de Interesse Social (PREZEIS), em Recife em 1987, e que influenciou nacionalmente a forma como se aplicavam as pol\u00edticas p\u00fablicas de desenvolvimento urbano e habitacional no pa\u00eds. O projeto de Lei que criou o PREZEIS focava na regulariza\u00e7\u00e3o urban\u00edstica e fundi\u00e1ria com objetivo de garantir o direito \u00e0 moradia para a popula\u00e7\u00e3o mais vulner\u00e1vel e que estava escanteada para as \u00e1reas perif\u00e9ricas da cidade do Recife.&nbsp;Na pesquisa do doutorado, que resultou no livro aqui lan\u00e7ado, o foco \u00e9 na mobilidade urbana e as quest\u00f5es que giram em torno dos projetos de desenvolvimento da cidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Militante da luta urbana h\u00e1 mais de 20 anos, a pesquisadora comentou alguns pontos do livro que voc\u00ea pode baixar ao final desta publica\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"908\" data-attachment-id=\"20092\" data-permalink=\"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?attachment_id=20092\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/2-3.jpg?fit=665%2C943&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"665,943\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;}\" data-image-title=\"2-3\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/2-3.jpg?fit=212%2C300&amp;ssl=1\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/2-3.jpg?fit=640%2C908&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/2-3.jpg?resize=640%2C908&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-20092\" style=\"width:471px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/2-3.jpg?w=665&amp;ssl=1 665w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/2-3.jpg?resize=212%2C300&amp;ssl=1 212w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Ilustra\u00e7\u00e3o: Isabella Alves<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><strong>Qual foi a motiva\u00e7\u00e3o de pesquisar mobilidade urbana?<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>M\u00e9rcia Alves &#8211;<\/strong> Na verdade eu sempre tive muita preocupa\u00e7\u00e3o com essa quest\u00e3o do direito \u00e0 cidade, s\u00f3 que eu n\u00e3o entendia o que era o direito \u00e0 cidade. Eu sempre fiquei muito preocupada com essa coisa da precariedade habitacional, com essa dimens\u00e3o da trajet\u00f3ria da hist\u00f3ria do Recife de uma cidade polarizada entre centro e periferia. Quem me ajudou a ter esse olhar sobre o sujeito que habita a cidade foi o feminismo. Eu venho de uma milit\u00e2ncia de longa data no movimento urbano, mas s\u00f3 o feminismo me ajudou a perceber que as mulheres vivenciavam essa desigualdade urbana de forma diferente. E a mobilidade veio muito sobre aquilo que eu comecei a perceber as dificuldades das mulheres de participar da vida pol\u00edtica. Isso foi o que me motivou, fora a minha vida concreta. Eu sempre fui usu\u00e1ria de \u00f4nibus e o cotidiano do acesso ao transporte p\u00fablico \u00e9 muito naturalizado e eu queria entender porque que era assim. Porque em determinado momento do dia havia uma redu\u00e7\u00e3o da frota? Porque \u00e0 noite as mulheres se recolhiam e n\u00e3o vivenciavam a cultura, a pol\u00edtica da cidade e ficavam muito concentradas naquilo que era do cuidar da casa, que se estendia em resolver tudo no entorno da moradia? Supermercado, frigor\u00edfico, farm\u00e1cia creche&#8230; Isso foi uma coisa que me motivou: entender o porqu\u00ea que isso acontecia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Na introdu\u00e7\u00e3o voc\u00ea fala de um reposicionamento na sua trajet\u00f3ria pol\u00edtica, militante e acad\u00eamica, ao mergulhar na produ\u00e7\u00e3o de autoras e autores negros decoloniais. Qual o resultado desse reposicionamento para essa publica\u00e7\u00e3o?&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>M\u00e9rcia Alves &#8211;<\/strong> Eu vivenciei um movimento no urbano em que a gente falava do direito \u00e0 moradia, do direito ao saneamento, do direito \u00e0 terra sem situar quem eram os sujeitos que viviam nessa desigualdade social urbana. E eu penso que minhas refer\u00eancias eram refer\u00eancias muito eurocentradas. N\u00e3o estou desmerecendo aquilo que eu aprendi, me ajudaram muito a ler sobre essa desigualdade estrutural urbana, o processo de industrializa\u00e7\u00e3o das cidades, a particularidade da Europa, do Brasil e da Am\u00e9rica Latina. Tinha uma lente que ajudava a perceber isso como uma dimens\u00e3o estrutural da conforma\u00e7\u00e3o do capitalismo. Mas eu n\u00e3o conseguia fronteiras, por mais que eu visse isso na pr\u00e1tica, que o racismo estava posto, esses autores n\u00e3o tinham como centralidade o racismo ou o racismo urbano ou racismo ambiental.<\/p>\n\n\n\n<p>E a partir da minha milit\u00e2ncia na Rede de Mulheres Negras de Pernambuco, sobretudo, e no F\u00f3rum de Mulheres de Pernambuco, eu comecei a perceber que essa era uma \u00e1rea que tinha pouca elabora\u00e7\u00e3o sobre a quest\u00e3o racial. Essa descoberta tamb\u00e9m teve a ver com meu auto reconhecimento enquanto mulher negra de pele clara que, socialmente falando, eu n\u00e3o sou reconhecida como uma mulher negra. E isso tamb\u00e9m distancia a gente das refer\u00eancias afrocentradas, porque a universidade n\u00e3o aporta neste sentido. E a\u00ed eu encontrei L\u00e9lia Gonzalez, eu acho que ela \u00e9 minha inspira\u00e7\u00e3o maior. Eu diria at\u00e9 que minha lente, porque coisas que L\u00e9lia escreveu em 1970, quando ela disse que a realidade do povo preto de morar na periferia e nos centros era uma divis\u00e3o racial do espa\u00e7o, esse conceito que ela cunhou traduz um processo hist\u00f3rico de como o per\u00edodo da escraviza\u00e7\u00e3o e o p\u00f3s-aboli\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m foi uma forma de apagamento. O fato da popula\u00e7\u00e3o negra estar fora do enfoque das pol\u00edticas p\u00fablicas, que ainda hoje \u00e9 a mesma coisa, as pessoas ocuparam as periferias urbanas, os alagados pr\u00f3ximo de rios, lagoas, como forma de viv\u00eancia, trazendo consigo toda uma ancestralidade que advinha dos quilombos. Por isso que fala hoje das formas de aquilombamento urbano. N\u00e3o \u00e9 a mesma experi\u00eancia, mas \u00e9 uma experi\u00eancia reposicionada na hist\u00f3ria.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O que eu escrevi em 1995 na minha monografia e o que eu escrevi hoje, tem uma mudan\u00e7a significativa com esses aprendizados. E \u00e9 claro que a experi\u00eancia com as companheiras, mulheres populares feministas, que est\u00e3o atuando em coletivos nos territ\u00f3rios, mulheres pretas que vivenciam diariamente o racismo urbano, ambiental e s\u00e3o verdadeiros espa\u00e7os de aquilombamento negros, de aquilombamento urbano, isso para mim foi o real que dialogou com as elabora\u00e7\u00f5es que esses autores, sobretudo, as mulheres me trouxeram.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>No terceiro cap\u00edtulo voc\u00ea vai falar de cidades n\u00e3o-sexistas para pensar uma nova forma de desenvolvimento de cidade. Que cidade \u00e9 essa?&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>M\u00e9rcia Alves &#8211;<\/strong> \u00c9 uma&nbsp; cidade que n\u00e3o \u00e9 essa que a gente vive, certamente. Porque a cidade quando ela surge como, antigamente as pessoas chamavam, de burgo, o com\u00e9rcio era o centro de tudo. E \u00e9 o com\u00e9rcio e a economia que estruturam a cidade. Por isso que se cria a ideia de que a cidade surge e vive do centro para periferia, como se a periferia n\u00e3o tivesse vida org\u00e2nica, n\u00e3o tivesse um pensar, n\u00e3o tivesse uma forma de cultura, n\u00e3o tivesse uma conviv\u00eancia. Essa cidade \u00e9 uma cidade masculinizada. Porque ela vai gerar a movimenta\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica e da economia e \u00e9 o n\u00e3o-lugar da mulher. A pr\u00f3pria estrutura da cidade ou dos territ\u00f3rios, pensando a cidade n\u00e3o s\u00f3 como centro, mas o que est\u00e1 no entorno da vida das pessoas, ela \u00e9 estruturada para que as mulheres fiquem confinadas naquele territ\u00f3rio. \u00c9 bom a gente ter nos territ\u00f3rios, no bairro, na comunidade, na periferia a padaria, a farm\u00e1cia, o supermercado, o frigor\u00edfico, porque isso ajuda a din\u00e2mica local. Mas tamb\u00e9m isso foi pensado para facilitar o acesso das mulheres a esses servi\u00e7os para que ela possa dar conta da obrigatoriedade dom\u00e9stica. \u00c9 uma forma de voc\u00ea estruturar urbano como fosse o patriarcado de concreto. E uma cidade feminista na sua concep\u00e7\u00e3o, ela permite que essa cidade ela possa trazer na sua materialidade e nos seus s\u00edmbolos, parte do sujeito que tamb\u00e9m a constr\u00f3i, que s\u00e3o as mulheres, que s\u00e3o mais de 50% da popula\u00e7\u00e3o. Se eu estou no com\u00e9rcio, se eu estou nos servi\u00e7os, se eu sou a maior for\u00e7a, o maior corpo pol\u00edtico feminino racializado na sala de aula, porque essa escola tem nome de homem?<\/p>\n\n\n\n<p>Em alguns momentos se lembra que as mulheres tamb\u00e9m constru\u00edram essa cidade. Mas \u00e9 o movimento social que, ao provocar essa hist\u00f3ria, permite uma recomposi\u00e7\u00e3o do urbano, inclusive na estrutura f\u00edsica. Ent\u00e3o, pensar uma cidade feminista antirracista \u00e9 perceber que se a maioria da popula\u00e7\u00e3o da cidade \u00e9 feminina e negra, essa cidade precisa reconhecer nas suas pol\u00edticas esse sujeito, porque trazem demandas diferenciadas daquilo que historicamente normatizou a pol\u00edtica p\u00fablica urbana. <strong>[FIM]<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Com pref\u00e1cio da M\u00f4nica Costa,  produ\u00e7\u00e3o editorial de Fran Ribeiro, ilustra\u00e7\u00f5es de Isabella Alves e revis\u00e3o de Cristina Lima, o livro est\u00e1 dispon\u00edvel para download de maneira gratuita. <strong><em>Sugerimos e estimulamos a reprodu\u00e7\u00e3o total ou parcial dos conte\u00fados desta publica\u00e7\u00e3o, desde que a fonte seja citada.<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-media-text is-stacked-on-mobile\"><figure class=\"wp-block-media-text__media\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"950\" data-attachment-id=\"20036\" data-permalink=\"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?attachment_id=20036\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/MULHERESECIDADES_MerciaMaria_LIVRO-DIGITAL_capa.png?fit=1831%2C2717&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"1831,2717\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"MULHERESECIDADES_MerciaMaria_LIVRO-DIGITAL_capa\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/MULHERESECIDADES_MerciaMaria_LIVRO-DIGITAL_capa.png?fit=202%2C300&amp;ssl=1\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/MULHERESECIDADES_MerciaMaria_LIVRO-DIGITAL_capa.png?fit=640%2C950&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/MULHERESECIDADES_MerciaMaria_LIVRO-DIGITAL_capa.png?resize=640%2C950&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-20036 size-full\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/MULHERESECIDADES_MerciaMaria_LIVRO-DIGITAL_capa.png?resize=690%2C1024&amp;ssl=1 690w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/MULHERESECIDADES_MerciaMaria_LIVRO-DIGITAL_capa.png?resize=202%2C300&amp;ssl=1 202w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/MULHERESECIDADES_MerciaMaria_LIVRO-DIGITAL_capa.png?resize=768%2C1140&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/MULHERESECIDADES_MerciaMaria_LIVRO-DIGITAL_capa.png?resize=1035%2C1536&amp;ssl=1 1035w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/MULHERESECIDADES_MerciaMaria_LIVRO-DIGITAL_capa.png?resize=1380%2C2048&amp;ssl=1 1380w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/MULHERESECIDADES_MerciaMaria_LIVRO-DIGITAL_capa.png?w=1831&amp;ssl=1 1831w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/MULHERESECIDADES_MerciaMaria_LIVRO-DIGITAL_capa.png?w=1280&amp;ssl=1 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/figure><div class=\"wp-block-media-text__content\">\n<p><strong>Autora:<\/strong>&nbsp;M\u00e9rcia Maria Alves da Silva<br \/><strong>Produ\u00e7\u00e3o Editorial<\/strong>: Fran Ribeiro<br \/><strong>Revis\u00e3o<\/strong>: Cristina Lima<br \/><strong>Projeto Gr\u00e1fico, Ilustra\u00e7\u00f5es e Diagrama\u00e7\u00e3o<\/strong>: Isabella Alves<br \/><strong>Impress\u00e3o:<\/strong>&nbsp;Provisual<br \/><strong>Edi\u00e7\u00e3o:&nbsp;<\/strong>SOS Corpo Instituto Feminista para a Democracia<br \/><strong>Apoio:&nbsp;<\/strong> P\u00e3o Para o Mundo e Fondo Mujeres Del Sur<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-layout-flex wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button\"><a class=\"wp-block-button__link wp-element-button\" href=\"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/MULHERESECIDADES_MerciaMaria_LIVRO-DIGITAL.pdf\">Baixar agora<\/a><\/div>\n<\/div>\n<\/div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A mais recente publica\u00e7\u00e3o da Edi\u00e7\u00f5es SOS Corpo est\u00e1 dispon\u00edvel para download. Mulheres e Cidades: Injusti\u00e7as territoriais, sexismo e racismo na mobilidade urbana, de autoria de M\u00e9rcia Alves, \u00e9 resultado de sua pesquisa de doutorado, refletindo a experi\u00eancia de mulheres negras na viv\u00eancia na cidade. Clique e baixe agora!<\/p>\n","protected":false},"author":13,"featured_media":20091,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"A nova publica\u00e7\u00e3o das Edi\u00e7\u00f5es SOS Corpo est\u00e1 dispon\u00edvel para download. 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