{"id":20069,"date":"2024-05-28T13:36:45","date_gmt":"2024-05-28T16:36:45","guid":{"rendered":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?p=20069"},"modified":"2025-07-03T15:16:21","modified_gmt":"2025-07-03T18:16:21","slug":"acao-cultural-feminista-debate-sobre-trabalho-e-cuidado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?p=20069","title":{"rendered":"A\u00e7\u00e3o Cultural Feminista debate sobre Trabalho e Cuidado"},"content":{"rendered":"\n<p><strong><em>As contradi\u00e7\u00f5es e tens\u00f5es em torno do trabalho produtivo e o trabalho de cuidados das mulheres foi tema da atividade pol\u00edtico-cultural do SOS Corpo, que marcou ainda o lan\u00e7amento da publica\u00e7\u00e3o &#8220;Trabalhadoras Dom\u00e9sticas: Conflito na Luta por Direitos&#8221;, da pesquisadora e educadora Rivane Arantes.<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>|Texto: Fran Ribeiro | Fotos: Lara Buitron | Comunica\u00e7\u00e3o SOS Corpo<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"427\" data-attachment-id=\"20070\" data-permalink=\"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?attachment_id=20070\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/DSC_0549-scaled.jpg?fit=2560%2C1708&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"2560,1708\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;5.6&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;NIKON D5300&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;1715893335&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;52&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;10000&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0.033333333333333&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;}\" data-image-title=\"DSC_0549\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/DSC_0549-scaled.jpg?fit=300%2C200&amp;ssl=1\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/DSC_0549-scaled.jpg?fit=640%2C427&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/DSC_0549.jpg?resize=640%2C427&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-20070\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/DSC_0549-scaled.jpg?resize=1024%2C683&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/DSC_0549-scaled.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/DSC_0549-scaled.jpg?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/DSC_0549-scaled.jpg?resize=1536%2C1025&amp;ssl=1 1536w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/DSC_0549-scaled.jpg?resize=2048%2C1367&amp;ssl=1 2048w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/DSC_0549-scaled.jpg?w=1280&amp;ssl=1 1280w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/DSC_0549-scaled.jpg?w=1920&amp;ssl=1 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Bet\u00e2nia \u00c1vila e Rivane Arantes, durante o lan\u00e7amento do livro <em>&#8220;Trabalhadoras Dom\u00e9sticas: Conflito na Luta por Direitos&#8221;.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>No \u00faltimo 16 de maio, o SOS Corpo realizou mais uma edi\u00e7\u00e3o da A\u00e7\u00e3o Cultural Feminista, atividade pol\u00edtica-cultural promovida pelo Instituto, que pretende incentivar o debate p\u00fablico sobre quest\u00f5es latentes do cotidiano da cidade e da vida das mulheres. Com o tema Trabalho e Cuidado, a ACF teve Sess\u00e3o Feminista com o filme Dupla Jornada (1988), seguido de debate com Bet\u00e2nia \u00c1vila e Rivane Arantes, educadoras e pesquisadoras do SOS Corpo que dedicam suas pesquisas a essa tem\u00e1tica.&nbsp;A atividade marcou ainda o lan\u00e7amento do livro f\u00edsico &#8220;<strong><em>Trabalhadoras Dom\u00e9sticas: Conflito na Luta por Direitos&#8221;<\/em><\/strong>, de autoria de Rivane Arantes, pelas Edi\u00e7\u00f5es SOS Corpo.<\/p>\n\n\n\n<p>O document\u00e1rio&nbsp; &#8220;Dupla Jornada&#8221;, dirigido por Angela Freitas, foi uma realiza\u00e7\u00e3o do SOS Corpo em parceria com a TV Viva. O filme, de 1988, veio diretamente do nosso acervo de mem\u00f3ria, que foi rec\u00e9m digitalizado e que em breve ser\u00e1 disponibilizado para consulta em nosso site. Ele&nbsp; apresenta o encontro de mulheres trabalhadoras da cana, produtoras rurais, tecel\u00e3s e artes\u00e3s, com o objetivo de debater trabalho dentro e fora de casa. Al\u00e9m do encontro, o document\u00e1rio tamb\u00e9m entrevista algumas das mulheres e suas fam\u00edlias para melhor investigar a rela\u00e7\u00e3o do trabalho dom\u00e9stico dentro da casa das trabalhadoras.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"427\" data-attachment-id=\"20071\" data-permalink=\"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?attachment_id=20071\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/DSC_0368-scaled.jpg?fit=2560%2C1708&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"2560,1708\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;5.6&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;NIKON D5300&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;1715887015&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;18&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;6400&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0.02&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;}\" data-image-title=\"DSC_0368\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/DSC_0368-scaled.jpg?fit=300%2C200&amp;ssl=1\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/DSC_0368-scaled.jpg?fit=640%2C427&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/DSC_0368.jpg?resize=640%2C427&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-20071\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/DSC_0368-scaled.jpg?resize=1024%2C683&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/DSC_0368-scaled.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/DSC_0368-scaled.jpg?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/DSC_0368-scaled.jpg?resize=1536%2C1025&amp;ssl=1 1536w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/DSC_0368-scaled.jpg?resize=2048%2C1367&amp;ssl=1 2048w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/DSC_0368-scaled.jpg?w=1280&amp;ssl=1 1280w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/DSC_0368-scaled.jpg?w=1920&amp;ssl=1 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Filme Dupla Jornada (1988), do acervo de mem\u00f3ria do Instituto foi o fio condutor do debate. <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Bet\u00e2nia \u00c1vila, uma das fundadoras do SOS Corpo falou sobre o filme e a sensa\u00e7\u00e3o de rev\u00ea-lo na A\u00e7\u00e3o Cultural. \u201cFoi muito gratificante ver, me trouxe outras mem\u00f3rias, me fez recordar das primeiras atividades da gente, que era o teatro e as quest\u00f5es relativas ao trabalho que vinham no teatro e que vieram como inspira\u00e7\u00e3o no filme. E \u00e9 um document\u00e1rio muito democr\u00e1tico, pois elas s\u00e3o as sujeitas do filme, porque s\u00e3o elas as sujeitas do encontro. \u00c9 um documento de v\u00e1rias dimens\u00f5es\u201d, destacou a pesquisadora.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da for\u00e7a do encontro de mulheres t\u00e3o diversas, que t\u00eam na vida cotidiana semelhan\u00e7as e que s\u00e3o atravessadas pelas mesmas quest\u00f5es, o filme traz o registro de companheiras valorosas e de longa data do Instituto e explora, ainda, o uso de t\u00e9cnicas educativas como o desenho e o trabalho manual com massinhas de modelar, que as mulheres utilizaram para para representar suas experi\u00eancias e viv\u00eancias no mundo do trabalho produtivo e do trabalho reprodutivo em casa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO v\u00eddeo \u00e9 lindo, forte, ele \u00e9 um document\u00e1rio do encontro de trabalhadoras do campo e da cidade, que colocam tanto as quest\u00f5es das condi\u00e7\u00f5es de trabalho quanto quest\u00f5es das condi\u00e7\u00f5es de vida, das desigualdades que elas sofrem, das quest\u00f5es importantes ali do que elas almejam como melhorias e como direitos do trabalho. Elas fazem uma cr\u00edtica ao fato de trabalharem igual aos homens e receberem um sal\u00e1rio menor, sobre a dureza do trabalho, os desejos de terem outras profiss\u00f5es. Colocam tamb\u00e9m em termos de den\u00fancia e constata\u00e7\u00e3o, a partir das dificuldades do dia a dia, que elas est\u00e3o no trabalho tanto para fazer uma renda, o que n\u00f3s definimos como trabalho produtivo, e tamb\u00e9m pro trabalho dom\u00e9stico de todo dia, que \u00e9 o trabalho reprodutivo\u201d, analisou Bet\u00e2nia \u00c1vila.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O filme serviu como pano de fundo para o paralelo das realidades, de 1988 a 2024, as semelhan\u00e7as e dificuldades do dia a dia enfrentadas pelas mulheres retratadas no filme e as milh\u00f5es que vivem atualmente uma jornada extensiva e intermitente, do trabalho laboral \u00e0s tarefas dom\u00e9sticas que as aguardam na volta do trabalho produtivo. A transi\u00e7\u00e3o entre o conceito de dupla jornada para trabalho intermitente foi explorado no debate que se seguiu.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"427\" data-attachment-id=\"20073\" data-permalink=\"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?attachment_id=20073\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/DSC_0415-scaled.jpg?fit=2560%2C1708&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"2560,1708\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;5.6&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;NIKON D5300&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;1715889104&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;62&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;10000&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0.01&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;}\" data-image-title=\"DSC_0415\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/DSC_0415-scaled.jpg?fit=300%2C200&amp;ssl=1\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/DSC_0415-scaled.jpg?fit=640%2C427&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/DSC_0415.jpg?resize=640%2C427&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-20073\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/DSC_0415-scaled.jpg?resize=1024%2C683&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/DSC_0415-scaled.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/DSC_0415-scaled.jpg?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/DSC_0415-scaled.jpg?resize=1536%2C1025&amp;ssl=1 1536w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/DSC_0415-scaled.jpg?resize=2048%2C1367&amp;ssl=1 2048w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/DSC_0415-scaled.jpg?w=1280&amp;ssl=1 1280w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/DSC_0415-scaled.jpg?w=1920&amp;ssl=1 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Bet\u00e2nia \u00c1vila falou sobre as mudan\u00e7as do conceito de dupla jornada para trabalho intermitente.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>\u201cNo filme n\u00f3s temos o conceito de dupla jornada. Que hoje, a partir das pesquisas, a partir do feminismo, a partir da defini\u00e7\u00e3o do trabalho dom\u00e9stico como um trabalho, da pr\u00f3pria luta das trabalhadoras dom\u00e9sticas no Brasil, mas tamb\u00e9m das discuss\u00f5es feministas, como a experi\u00eancia. Com o avan\u00e7o das discuss\u00f5es e pesquisas, avaliamos que o conceito de dupla jornada n\u00e3o d\u00e1 conta de analisar a rela\u00e7\u00e3o das mulheres com o trabalho produtivo e reprodutivo. N\u00f3s temos tratado essa rela\u00e7\u00e3o como uma jornada intensiva, extensiva e intermitente e, em muitos casos, uma jornada simult\u00e2nea, j\u00e1 que as mulheres est\u00e3o no trabalho produtivo e reprodutivo ao mesmo tempo\u201d, destacou Bet\u00e2nia durante o debate.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A reflex\u00e3o sobre a insufici\u00eancia do conceito de dupla jornada se d\u00e1, sobretudo, pela falsa impress\u00e3o de que existe um momento em que a jornada do trabalho de cuidados come\u00e7a e termina, o que n\u00e3o \u00e9 verdade. A partir tamb\u00e9m dessa reflex\u00e3o as debatedoras falaram sobre a jornada de trabalho dom\u00e9stico 24 horas por dia, 7 dias da semana e como isso se estende para a rela\u00e7\u00e3o das trabalhadoras dom\u00e9sticas e seus empregadores.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Rivane Arantes, pesquisadora e educadora do SOS Corpo autora do livro &#8220;Trabalhadoras Dom\u00e9sticas: Conflito na Luta por Direitos&#8221;, lan\u00e7ado no evento, o trabalho dom\u00e9stico \u00e9 trabalho de cuidado e cuidado \u00e9 trabalho. \u201cCuidar de crian\u00e7a, de idosos e da casa exige compet\u00eancias, dedica\u00e7\u00e3o, h\u00e1 gasto de energia f\u00edsica, tempo da vida das mulheres e na grande maioria das vezes, disponibilidade emocional\u201d. E \u00e9 justamente o trabalho dom\u00e9stico de cuidados que n\u00e3o \u00e9 valorizado e isso \u00e9 visto pela precariza\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es de trabalho e da vida das trabalhadoras dom\u00e9sticas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAs trabalhadoras dom\u00e9sticas cuidam, mas o Direito, o Estado, a fam\u00edlia, as empresas e os homens s\u00e3o insens\u00edveis ao cuidado. Quando o Direito e esses sujeitos n\u00e3o olham para o que acontece dentro de casa, faz parecer que o trabalho dom\u00e9stico n\u00e3o \u00e9 trabalho e n\u00e3o \u2018cuida de quem cuida\u2019, no sentido do reconhecimento dos direitos. O que temos \u00e9 um Direito insens\u00edvel ao cuidado. O mercado de trabalho dom\u00e9stico e de cuidado emprega a mesma parcela da popula\u00e7\u00e3o, s\u00e3o as mulheres, sobretudo as mulheres negras, que fazem o trabalho de cuidados de idosos, crian\u00e7as e pessoas com defici\u00eancia. Em geral, al\u00e9m de mulheres negras em sua maioria, s\u00e3o mulheres tamb\u00e9m mais velhas, que trabalham de forma informal e ganham menos de meio sal\u00e1rio m\u00ednimo\u201d, destacou a pesquisadora.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"427\" data-attachment-id=\"20075\" data-permalink=\"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?attachment_id=20075\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/DSC_0399-scaled.jpg?fit=2560%2C1708&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"2560,1708\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;5.6&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;NIKON 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A luta da categoria tem sido em afirmar o valor produtivo al\u00e9m do reprodutivo do trabalho dom\u00e9stico, que \u00e9 a base da sociedade. \u00c9 o trabalho que sustenta o mundo, mas tamb\u00e9m \u00e9 produto de desigualdade de g\u00eanero, ra\u00e7a e classe.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO cuidado \u00e9 fundamental para a sustenta\u00e7\u00e3o da vida porque vivemos s\u00f3 quando estamos em rela\u00e7\u00e3o, mas somos interdependentes em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s pessoas e a natureza. O cuidado exige outra rela\u00e7\u00e3o que n\u00e3o \u00e9 de explora\u00e7\u00e3o e de esgotamento, o que significa que ele tem um potencial antirracista, antipatriarcal e anticapitalista\u201d, finalizou Rivane.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As contradi\u00e7\u00f5es e tens\u00f5es em torno do trabalho produtivo e o trabalho de cuidados das mulheres foi tema da atividade pol\u00edtico-cultural do SOS Corpo, que marcou ainda o lan\u00e7amento da publica\u00e7\u00e3o &#8220;Trabalhadoras Dom\u00e9sticas: Conflito na Luta por Direitos&#8221;, da pesquisadora e educadora Rivane Arantes. <\/p>\n","protected":false},"author":13,"featured_media":20070,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"As contradi\u00e7\u00f5es e tens\u00f5es em torno do trabalho produtivo e o trabalho de cuidados das mulheres foi tema da atividade pol\u00edtico-cultural do SOS Corpo, que marcou ainda o lan\u00e7amento da publica\u00e7\u00e3o \"Trabalhadoras Dom\u00e9sticas: Conflito na Luta por Direitos\". 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