{"id":19642,"date":"2024-03-22T11:40:54","date_gmt":"2024-03-22T14:40:54","guid":{"rendered":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?p=19642"},"modified":"2025-07-03T15:57:47","modified_gmt":"2025-07-03T18:57:47","slug":"ocupar-resistir-insistir","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?p=19642","title":{"rendered":"Ocupar! Resistir! Insistir!"},"content":{"rendered":"\n<p><strong><em>Faz 10 anos.<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"640\" data-attachment-id=\"19644\" data-permalink=\"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?attachment_id=19644\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/WhatsApp-Image-2024-03-22-at-08.41.37.jpeg?fit=1599%2C1599&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"1599,1599\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"WhatsApp-Image-2024-03-22-at-08.41.37\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/WhatsApp-Image-2024-03-22-at-08.41.37.jpeg?fit=300%2C300&amp;ssl=1\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/WhatsApp-Image-2024-03-22-at-08.41.37.jpeg?fit=640%2C640&amp;ssl=1\" data-id=\"19644\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/WhatsApp-Image-2024-03-22-at-08.41.37.jpeg?resize=640%2C640&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-19644\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/WhatsApp-Image-2024-03-22-at-08.41.37.jpeg?resize=1024%2C1024&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/WhatsApp-Image-2024-03-22-at-08.41.37.jpeg?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/WhatsApp-Image-2024-03-22-at-08.41.37.jpeg?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/WhatsApp-Image-2024-03-22-at-08.41.37.jpeg?resize=768%2C768&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/WhatsApp-Image-2024-03-22-at-08.41.37.jpeg?resize=1536%2C1536&amp;ssl=1 1536w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/WhatsApp-Image-2024-03-22-at-08.41.37.jpeg?w=1599&amp;ssl=1 1599w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/WhatsApp-Image-2024-03-22-at-08.41.37.jpeg?w=1280&amp;ssl=1 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/figure>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>Vinte sete dias de acampamento\/ocupa\u00e7\u00e3o num terreno p\u00fablico que tinha sido vendido a pre\u00e7o de banana para grandes construtoras que propunham um mondrongo ao que davam o nome de Novo Recife. Amea\u00e7a de demoli\u00e7\u00e3o dos galp\u00f5es antigos no p\u00e1tio ferrovi\u00e1rio, amea\u00e7a de constru\u00e7\u00e3o de uma d\u00fazia de torres de luxo no cora\u00e7\u00e3o do centro do Recife, \u00e0 beira da mar\u00e9, no Cais Jos\u00e9 Estelita, no ponto focal entre Bras\u00edlia Teimosa, Coque, Coelhos e S\u00e3o Jos\u00e9. Dez hectares cuja voca\u00e7\u00e3o era a diversidade: moradia, com\u00e9rcio, parque, conex\u00f5es vi\u00e1rias para todos os tipos de transporte, todos esses usos, qualquer um deles e outros ainda, mas sempre de car\u00e1ter popular. Uma oportunidade de costura do urbano que nunca poderia ser desperdi\u00e7ada com um condom\u00ednio elitizado. Um projeto caro e pobre. Um imenso desperd\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma escola. Uma arena. Um ponto de converg\u00eancia onde se debateu a cidade lutando por ela, fazendo ocupa\u00e7\u00e3o \u2013 do terreno, da internet, da m\u00eddia e dos espa\u00e7os e ferramentas institucionais da democracia. Foram muitos peda\u00e7os de Recife que se cruzaram no Cais com disposi\u00e7\u00e3o para o contato, para o debate e para a luta, com a coragem de conviver na diferen\u00e7a e enfrentar sua dificuldade. Unifica\u00e7\u00e3o contra um inimigo comum: a explora\u00e7\u00e3o predat\u00f3ria da cidade pelo capital imobili\u00e1rio e seu apadrinhamento pelo poder p\u00fablico. Coragem para combater outros grandes inimigos de dentro para fora: o racismo, o machismo, a misoginia, a LGBTQIA+fobia, o classismo. Uma experi\u00eancia em que a demanda por participa\u00e7\u00e3o popular nas decis\u00f5es sobre os rumos da cidade ganhou materialidade, n\u00e3o como conceito ou ideia, mas como demanda concreta, reconhecida como um fim e um meio essencial para uma cidade melhor e mais justa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A experi\u00eancia do Estelita permeia muitas lutas do Recife de 2024. Hoje. \u201cSins\u201d e \u201cn\u00e3os\u201d do Estelita formaram muita gente que est\u00e1 na linha de frente agora e modificaram radicalmente o percurso de muita gente tamb\u00e9m. Por outro lado, as construtoras, ag\u00eancias de publicidade, imprensa, Prefeitura e Governo continuam os mesmo em ess\u00eancia, mas precisaram incorporar discursos diferentes, assim como algumas a\u00e7\u00f5es, ainda que de forma limitada e hip\u00f3crita. Ser\u00e1 que o projeto do Aeroclube, por exemplo, teria de partida uma cota de unidades de habita\u00e7\u00e3o social sem o precedente o Estelita?<\/p>\n\n\n\n<p>Sempre houve luta por moradia em Recife. Veemente. O que o Cais trouxe de novo ent\u00e3o? Uma parte dessa contribui\u00e7\u00e3o que reverbera at\u00e9 hoje, foi a nitidez sobre a natureza sist\u00eamica da cidade, que obriga a ver a conex\u00e3o entre os problemas (e tamb\u00e9m entre as possibilidades de luta e de vida, diga-se). Especialmente esta: que a corda do racismo ambiental que arrebenta do lado mais fraco a cada enchente, enxurrada, deslizamento ou despejo, a cada baculejo, na demora do \u00f4nibus, na distribui\u00e7\u00e3o dos parques, cinemas e teatros e etc. n\u00e3o come\u00e7a na informalidade das ocupa\u00e7\u00f5es de risco, ou mesmo na pobreza em si. As pontas que endere\u00e7am as consequ\u00eancias desse modelo de cidade aos mais vulner\u00e1veis est\u00e3o amarradas ao processo de feitura da cidade formal, na medida em que ele destina os melhores terrenos para a explora\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria conforme o projeto de neg\u00f3cio dos donos de terra e construtores, e n\u00e3o conforme o interesse p\u00fablico, que, para ser disputado, constru\u00eddo e reconhecido, precisa, mais uma vez, de radical participa\u00e7\u00e3o popular nos processos de decis\u00e3o. O oposto do que acontece: gabinetes abertos para alguns grupos, bomba na cara e pol\u00edcia para outros. Reproduzindo a velha capitania heredit\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Estamos inevitavelmente ancorados num tempo cronol\u00f3gico. Uma d\u00e9cada desde 2014, quando na madrugada do 21 de maio se deu o in\u00edcio a demoli\u00e7\u00e3o ilegal dos galp\u00f5es do Cais, o que desencadeou o come\u00e7o da ocupa\u00e7\u00e3o. Olhar a partir do presente faz a gente enxergar de outras perspectivas e nos faz pensar o que de fato ainda precisa ser falado sobre o assunto. Falar aos nossos, que se mant\u00e9m no front dessa batalha. Falar aos que vieram depois: jovens que n\u00e3o experienciaram a ebuli\u00e7\u00e3o de uma d\u00e9cada atr\u00e1s e que s\u00e3o continuadores desse caminho.<strong>&nbsp;<\/strong>Falar aos que est\u00e3o sofrendo viola\u00e7\u00f5es hoje, para que saibam que n\u00e3o est\u00e3o sozinhos ou esquecidos. Falar tamb\u00e9m \u00e0s empreiteiras e construtoras, que n\u00f3s ainda estamos aqui, multiplicados. Falar aos gestores que o direito \u00e0 cidade \u00e9 mais importante do que os gastos com propaganda e campanha antecipada.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A mem\u00f3ria \u00e9 algo muito poderoso e a Hist\u00f3ria \u00e9 feita de disputas narrativas \u2013 e muitas vezes do apagamento das lutas. O MOE tem o dever de contar para o ao Recife, uma hist\u00f3ria de multid\u00e3o, de articula\u00e7\u00e3o em torno de uma causa. Contar um relato de insurg\u00eancia de uma cultura pol\u00edtica que ainda hoje reverbera na cidade. E cobrar que esse legado seja reconhecido com a denomina\u00e7\u00e3o de \u201cParque da Resist\u00eancia Leonardo Cisneiros\u201d da futura \u00e1rea p\u00fablica a ser constru\u00edda no Cais.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde que o MOE nasceu, ele sempre foi mais do que a discuss\u00e3o pelo futuro do Cais Jos\u00e9 Estelita.&nbsp; Foi um mirante para o entendimento deste mundo que, ao contr\u00e1rio do que se quis, n\u00e3o foi demolido junto com a demoli\u00e7\u00e3o dos galp\u00f5es. E a\u00ed \u00e9 que o tempo cronol\u00f3gico dos dez anos, definitivamente se bagun\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi no Estelita que a gente conseguiu entender algo fundamental, que \u00e9 sintetizada pela principal faixa do movimento. \u201cA cidade \u00e9 nossa, ocupe-a\u201d. Compreender a cidade enquanto nossa, significa entend\u00ea-la enquanto bem comum, coletivo. Ocup\u00e1-la significa perceb\u00ea-la enquanto lugar de disputa, de participa\u00e7\u00e3o, de constru\u00e7\u00e3o. Se o Estelita ainda comunica algo para os dias de hoje \u00e9, sobretudo, o sentimento de que a cidade n\u00e3o \u00e9 alto exterior a n\u00f3s que vivemos nela.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, no Estelita, pudemos ver tamb\u00e9m a nossa for\u00e7a; nossa alegria de sonhar coletivamente; de colocar em pr\u00e1tica uma forma solid\u00e1ria e amorosa de viver. No Estelita pudemos nos reconhecer enquanto sujeitos que pensam e constroem uma cidade e um mundo desej\u00e1vel, sonh\u00e1vel. Pudemos sentir a intensidade da pot\u00eancia dos afetos vibrando em noites insones \u00e0 luz da lua e tamb\u00e9m o conforto do companheirismo em horas de muito medo. Vimos \u201cum poder comum, sem assinatura e passageiramente invulner\u00e1vel\u201d, como disse o Comit\u00ea Invis\u00edvel. \u201cInvulner\u00e1vel porque a alegria que emanava de cada momento, de cada gesto, de cada encontro jamais poder\u00e1 ser retirada de n\u00f3s\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Relembrar! Persistir!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 importante pra gente celebrar esse ano, entendendo o Estelita como met\u00e1fora para pensar a cidade hoje. E por isso estamos construindo uma programa\u00e7\u00e3o espalhada pelo Recife. Que fa\u00e7a daquele Estelita, que foi uma for\u00e7a centr\u00edpeta e agregadora, uma for\u00e7a espalhada pela cidade e que fortale\u00e7a as lutas do agora.<\/p>\n\n\n\n<p><em>De 21 de maio a 17 de junho deste ano, assim como em 2014, ocuparemos o Cais e a cidade.\u00a0<strong>Debates, viv\u00eancias, trocas e eventos culturais, organizando e inventariando a mem\u00f3ria.\u00a0<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Queremos reaglutinar quem foi atravessado pelo Estelita, aproximar os sujeitos de luta p\u00f3s-Estelita e, a partir do processo de rememora\u00e7\u00e3o, alimentar uma energia de luta. Relembrar e refletir conjuntamente sobre essa experi\u00eancia hist\u00f3rica recente com a pluralidade dos novos sujeitos que est\u00e3o em luta \u00e9 uma oportunidade de criar um novo espa\u00e7o de fa\u00edsca de resist\u00eancia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 preciso pensar o estelita 10 anos depois, evocando a ideia de um Cais poss\u00edvel. Cais enquanto nascente de sonhos e possibilidades. Um Outro Cais \u00e9 poss\u00edvel. E independentemente do que eles fa\u00e7am, um outro Cais sempre ser\u00e1 poss\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u201cEles s\u00e3o muitos<br \/>Mas n\u00e3o sabem voar\u201d<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Grupos que integram a constru\u00e7\u00e3o do Ocupe Estelita + 10:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Alian\u00e7a Palestina Recife<\/li>\n\n\n\n<li>Associa\u00e7\u00e3o Metropolitana dos Ciclistas do Recife \u2013 AMECICLO<\/li>\n\n\n\n<li>BrCidades<\/li>\n\n\n\n<li>Caranguejo U\u00e7\u00e1<\/li>\n\n\n\n<li>Centro Dom Helder C\u00e2mara de Estudos e A\u00e7\u00e3o Social \u2013 CENDHEC<\/li>\n\n\n\n<li>Centro Popular de Direitos Humanos \u2013 CPDH<\/li>\n\n\n\n<li>Cine Rua PE<\/li>\n\n\n\n<li>Coordena\u00e7\u00e3o do Curso de Cinema da UFPE<\/li>\n\n\n\n<li>Cooperativa Arquitetura, Urbanismo e Sociedade \u2013 CAUS<\/li>\n\n\n\n<li>Coque Vive<\/li>\n\n\n\n<li>Coquev\u00eddeo<\/li>\n\n\n\n<li>Federa\u00e7\u00e3o de \u00d3rg\u00e3os de Assist\u00eancia Social e Educacional \u2013 FASE<\/li>\n\n\n\n<li>F\u00f3rum Suape<\/li>\n\n\n\n<li>Greenpeace<\/li>\n\n\n\n<li>Grupo Direitos Urbanos \u2013 DU<\/li>\n\n\n\n<li>Habitat para Humanidade Brasil<\/li>\n\n\n\n<li>Imagens Contempor\u00e2neas \u2013 UFPE<\/li>\n\n\n\n<li>Intercena \u2013 UFPE<\/li>\n\n\n\n<li>Instituto de Arquitetos do Brasil\/Departamento Pernambuco IAB.PE<\/li>\n\n\n\n<li>Jane\u2019s Walk Recife<\/li>\n\n\n\n<li>Kapiwara<\/li>\n\n\n\n<li>Laborat\u00f3rio de Pesquisa de Imagens e Sons \u2013 LAPIS\/UFPE<\/li>\n\n\n\n<li>Luz de Angola<\/li>\n\n\n\n<li>Mandato Vereador Ivan Moraes<\/li>\n\n\n\n<li>Movimento das Trabalhadoras e dos Trabalhadores Sem Teto \u2013 MTST<\/li>\n\n\n\n<li>Movimento Arrebentando Barreiras Invis\u00edveis \u2013 MABI<\/li>\n\n\n\n<li>Palaffit<\/li>\n\n\n\n<li>P\u00e3o e Tinta<\/li>\n\n\n\n<li>Ponto de Cultura Espa\u00e7o Livre do Coque<\/li>\n\n\n\n<li>SOS Corpo Instituto Feminista para a Democracia<\/li>\n\n\n\n<li>Tro\u00e7a Carnavalesca Mista P\u00fablico Privada Empatando Tua Vista<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nota de 10 anos do Ocupe Estelita.<br \/>\n experi\u00eancia do Estelita permeia muitas lutas do Recife de 2024. 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