{"id":17549,"date":"2023-04-27T15:06:22","date_gmt":"2023-04-27T18:06:22","guid":{"rendered":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?p=17549"},"modified":"2023-09-13T15:54:38","modified_gmt":"2023-09-13T18:54:38","slug":"a-situacao-das-trabalhadoras-domesticas-depois-de-10-anos-da-pec-72","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?p=17549","title":{"rendered":"A situa\u00e7\u00e3o das trabalhadoras dom\u00e9sticas depois de 10 anos da PEC 72"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\"><strong>Descumprimento da lei, racismo, estigma, criminaliza\u00e7\u00e3o e fragilidade na fiscaliza\u00e7\u00e3o dos \u00f3rg\u00e3os respons\u00e1veis s\u00e3o alguns dos entraves que as trabalhadoras dom\u00e9sticas enfrentam para ter seus direitos garantidos e respeitados.&nbsp;<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"420\" data-attachment-id=\"17562\" data-permalink=\"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?attachment_id=17562\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/IMG_20230411_112113685-1-scaled.jpg?fit=2560%2C1681&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"2560,1681\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;1.9&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;motorola edge 20 pro&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;1681212074&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;5.88&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;1616&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0.05&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;}\" data-image-title=\"IMG_20230411_112113685-1\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/IMG_20230411_112113685-1-scaled.jpg?fit=300%2C197&amp;ssl=1\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/IMG_20230411_112113685-1-scaled.jpg?fit=640%2C420&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/IMG_20230411_112113685-1.jpg?resize=640%2C420&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-17562\" title=\"Lenira Carvalho, Creuza Oliveira, Luiza Batista e Eunice do Monte (todas de vermelho, respectivamente). 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Foto: Arquivo SINDOM\u00c9STICO PE.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>| Pesquisa e reportagem: Fran Ribeiro | Fotos: Acervo SINDOM\u00c9STICO PE<\/p>\n\n\n\n<p>Em abril de 2023, a Proposta de Emenda \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o 72 completou 10 anos. A PEC 72, conhecida como PEC das Dom\u00e9sticas, garante a regulamenta\u00e7\u00e3o dos direitos das trabalhadoras e trabalhadores dom\u00e9sticos, igualando direitos com as demais categorias de trabalhadores urbanos e rurais. O texto sancionado em 2013 determinou o cumprimento de direitos trabalhistas como a jornada de trabalho de 44h semanais (8h di\u00e1rias), o v\u00ednculo empregat\u00edcio por mais de dois trabalhados por semana, o recolhimento do FGTS por parte dos empregadores, hora extra, f\u00e9rias, 13\u00ba sal\u00e1rio, licen\u00e7a-maternidade, aux\u00edlio-transporte, seguro-desemprego entre outros direitos previstos na Consolida\u00e7\u00e3o das Leis do Trabalho (CLT).<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, ap\u00f3s uma d\u00e9cada e mesmo com a Lei Complementar 150 (2015), que obriga o cumprimento dos direitos das trabalhadoras dom\u00e9sticas, um pouco mais de 25% da categoria tem seus direitos respeitados pelos empregadores. Num universo de mais de 6 milh\u00f5es de trabalhadoras dom\u00e9sticas, cerca de 75% da categoria vive na informalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>O contexto p\u00f3s-golpe contra a presidenta Dilma Rousseff e os governos golpistas e anti-direitos de Temer e Bolsonaro tornaram mais grave a precariza\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es de trabalho da classe trabalhadora, mas o peso maior fica sobre as dom\u00e9sticas. Em uma categoria onde mais de 90% \u00e9 composta por mulheres negras em situa\u00e7\u00e3o de empobrecimento, as desigualdades e o n\u00e3o cumprimento da Lei n\u00e3o s\u00f3 as empurra para a informalidade, como as marginaliza e criminaliza.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Luiza Batista, Coordenadora-geral da Federa\u00e7\u00e3o Nacional das Trabalhadoras Dom\u00e9sticas (FENATRAD), o contexto social e econ\u00f4mico, especialmente acentuado pela pandemia de covid-19, contribuiu para o aumento de trabalhadoras em situa\u00e7\u00e3o de informalidade e precariza\u00e7\u00e3o da vida, mas a ca\u00e7a aos direitos trabalhistas nos \u00faltimos governos impediu a garantia dos direitos das trabalhadoras.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00f3s n\u00e3o temos a efetiva\u00e7\u00e3o da PEC 72. At\u00e9 porque logo ap\u00f3s a Lei Complementar 150 ter sido regulamentada em outubro de 2015, no ano seguinte, fomos surpreendidas com o golpe contra a presidenta Dilma Rousseff e de l\u00e1 pra c\u00e1, a gente s\u00f3 vinha colecionando retrocessos. A pandemia afetou a vida econ\u00f4mica do pa\u00eds, que j\u00e1 n\u00e3o estava t\u00e3o bem. Foi um per\u00edodo de desgaste, de desmonte de retrocessos, de destrui\u00e7\u00e3o geral. N\u00f3s temos uma lei de meio s\u00e9culo e n\u00e3o temos sequer 30% das mais de 6 milh\u00f5es de trabalhadoras com carteira assinada, formalizadas. N\u00f3s temos uma PEC que completou 10 anos, temos uma Conven\u00e7\u00e3o da OIT, que foi ratificada em dezembro de 2018 e que n\u00e3o foi implementada da forma que est\u00e1 no seu texto original\u201d, explicou Luiza.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-jetpack-slideshow aligncenter\" data-effect=\"slide\"><div class=\"wp-block-jetpack-slideshow_container swiper-container\"><ul class=\"wp-block-jetpack-slideshow_swiper-wrapper swiper-wrapper\"><li class=\"wp-block-jetpack-slideshow_slide swiper-slide\"><figure><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"416\" alt=\"\" class=\"wp-block-jetpack-slideshow_image wp-image-17550\" data-id=\"17550\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/IMG_20230411_121009191.jpg?resize=640%2C416&#038;ssl=1\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/IMG_20230411_121009191.jpg?w=701&amp;ssl=1 701w, 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carteira assinada e o direito \u00e0 Previd\u00eancia Social. Segundo a sindicalista, al\u00e9m do descumprimento da lei, a discrimina\u00e7\u00e3o sobre a profiss\u00e3o e o tipo de trabalho contribuiu para a desvaloriza\u00e7\u00e3o da categoria, isso porque o trabalho dom\u00e9stico n\u00e3o \u00e9 visto como um trabalho e que recai, majoritariamente, sobre as mulheres.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO trabalho dom\u00e9stico n\u00e3o \u00e9 valorizado. E quando eu falo de trabalho dom\u00e9stico, n\u00e3o estou me referindo s\u00f3 ao trabalho remunerado, estou me referindo tamb\u00e9m ao trabalho das donas de casa. Tanto \u00e9 que quando uma mulher abre m\u00e3o de estar no mercado de trabalho para ficar em casa, ser aquela dona de casa que cuida dos filhos, do marido, da casa, organizando, administrando o recurso que o companheiro recebe, para que ela tenha como alimentar os filhos o m\u00eas todinho, o que as pessoas dizem? Que essa mulher n\u00e3o trabalha. Isso \u00e9 revoltante porque isso \u00e9 trabalho e essa mulher trabalha muito. Quando se trata do trabalho dom\u00e9stico remunerado, as pessoas olham para n\u00f3s, trabalhadoras dom\u00e9sticas, na sua grande maioria mulheres negras, sem escolaridade ou com muito pouca, nos veem como uma pessoa inferior, que temos mesmo que fazer esse servi\u00e7o pois \u00e9 a \u00fanico trabalho diante das nossas condi\u00e7\u00f5es de vida, que podemos exercer,\u201d ressaltou Luiza.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Heran\u00e7a escravocrata ainda marca o trabalho dom\u00e9stico remunerado no Brasil<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A heran\u00e7a escravocrata colonial persiste sobre o trabalho dom\u00e9stico remunerado. A sucess\u00e3o de absurdos que as trabalhadoras em contexto de informalidade s\u00e3o submetidas pode ser narrada na experi\u00eancia de Maria de Lourdes, 64, natural de Alagoas e que mora desde os 20 anos em Recife. De um contexto de viol\u00eancia dom\u00e9stica, Lourdes precisou fugir de casa ap\u00f3s ser espancada pelo pai. Abrigada na casa de familiares em Macei\u00f3, ela conseguiu um emprego de dom\u00e9stica na casa de um parente do empregador de uma de suas primas, que tamb\u00e9m era trabalhadora dom\u00e9stica e na \u00e9poca j\u00e1 trabalhava em Recife.<\/p>\n\n\n\n<p>O ano era 1979 e Lourdes conseguiu esse emprego, mas era um trabalho em condi\u00e7\u00f5es an\u00e1logas a escravid\u00e3o. Dos 20 aos 28 anos ela viveu trancada num c\u00f4modo no quintal da casa de seu empregador, em condi\u00e7\u00f5es insalubres. Em uma das poucas sa\u00eddas que ela conseguia fazer, para resolver coisas na rua, conheceu outra trabalhadora dom\u00e9stica que a alertou sobre a sua situa\u00e7\u00e3o. Depois disso, conseguiu arquitetar uma fuga, improvisando uma escada para pular o muro. Ap\u00f3s essa experi\u00eancia traum\u00e1tica que lhe causaram sequelas f\u00edsicas, ela conseguiu seu primeiro trabalho de carteira assinada, mas descobriu, anos depois, que a empregadora n\u00e3o fazia a contribui\u00e7\u00e3o no INSS.<\/p>\n\n\n\n<p>Seis anos depois ela conseguiu um outro emprego, dessa vez n\u00e3o apenas com a assinatura da carteira, mas com todos os direitos que eram poss\u00edveis na \u00e9poca, o ano era 1988. Depois de 24 anos trabalhando nessa mesma casa, com a promulga\u00e7\u00e3o da PEC 72 em 2013, ela firmou um novo acordo com a mesma empregadora, que lhe garantiu seus direitos trabalhistas. Atualmente aposentada, Maria de Lourdes destaca a import\u00e2ncia do conhecimento adquirido no Sindicato das Trabalhadoras Dom\u00e9sticas de Pernambuco para que ela lutasse para ter seus direitos respeitados.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEu comecei participando das reuni\u00f5es no sindicato das dom\u00e9sticas e a cada reuni\u00e3o eu gostava mais, pois eu sabia que dali eu ia conquistar a minha liberdade\u201d, nos contou, abrindo um sorriso.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"360\" data-attachment-id=\"17553\" data-permalink=\"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?attachment_id=17553\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/IMG_20230411_104503502-scaled.jpg?fit=2560%2C1440&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"2560,1440\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;1.9&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;motorola edge 20 pro&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;1681209903&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;5.88&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;1003&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0.025&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;}\" data-image-title=\"IMG_20230411_104503502\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/IMG_20230411_104503502-scaled.jpg?fit=300%2C169&amp;ssl=1\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/IMG_20230411_104503502-scaled.jpg?fit=640%2C360&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/IMG_20230411_104503502.jpg?resize=640%2C360&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-17553\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/IMG_20230411_104503502-scaled.jpg?resize=1024%2C576&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/IMG_20230411_104503502-scaled.jpg?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/IMG_20230411_104503502-scaled.jpg?resize=768%2C432&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/IMG_20230411_104503502-scaled.jpg?resize=1536%2C864&amp;ssl=1 1536w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/IMG_20230411_104503502-scaled.jpg?resize=2048%2C1152&amp;ssl=1 2048w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/IMG_20230411_104503502-scaled.jpg?resize=205%2C115&amp;ssl=1 205w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/IMG_20230411_104503502-scaled.jpg?resize=480%2C270&amp;ssl=1 480w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/IMG_20230411_104503502-scaled.jpg?w=1280&amp;ssl=1 1280w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/IMG_20230411_104503502-scaled.jpg?w=1920&amp;ssl=1 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: SOS Corpo.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Casos como o de Maria de Lourdes s\u00e3o mais comuns do que a gente consegue ver e saber, pois um dos desafios para a luta das trabalhadoras dom\u00e9sticas, al\u00e9m da garantia do cumprimento da lei, \u00e9 a falta de fiscaliza\u00e7\u00e3o e a burocracia para que os auditores fiscais do Minist\u00e9rio do Trabalho consigam checar uma den\u00fancia com celeridade. Casos de trabalhadoras e trabalhadores resgatados em condi\u00e7\u00f5es an\u00e1logas \u00e0 escravid\u00e3o tem sido recorrentes e \u00e9 um dos grandes problemas sociais que temos enfrentado, consequ\u00eancia do racismo e da impunidade contra crimes como este.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAs pessoas que cometem esse tipo de crime roubam a vida dessa trabalhadora, porque isso \u00e9 um roubo, uma viol\u00eancia tremenda, os anos n\u00e3o voltam. Muitas vezes essa trabalhadora perdeu a inf\u00e2ncia, a adolesc\u00eancia, a juventude, todo o per\u00edodo que ela poderia construir uma vida pr\u00f3pria, uma fam\u00edlia pr\u00f3pria, e ela ficou ali cuidando daquela fam\u00edlia o tempo todo, sem uma jornada de trabalho, que j\u00e1 \u00e9 lei desde 2013, com a PEC 72 que n\u00e3o \u00e9 respeitada, sem receber um sal\u00e1rio digno. E quando essa trabalhadora \u00e9 resgatada, o que a gente v\u00ea? Essa trabalhadora vai receber tr\u00eas parcelas de sal\u00e1rio-m\u00ednimo, que s\u00e3o as tr\u00eas parcelas do seguro-desemprego, previstas na Lei Complementar 150, que j\u00e1 \u00e9 injusta, que deveriam ser cinco como qualquer outra categoria regulamentada. Quando casos desse tipo acontecem, os rostos dos patr\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o divulgados, mas o da trabalhadora \u00e9\u201d, analisou Luiza Batista<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Desafios da luta das trabalhadoras dom\u00e9sticas<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O contexto de uberiza\u00e7\u00e3o do trabalho atingiu tamb\u00e9m as trabalhadoras dom\u00e9sticas. Hoje, grande parte da categoria \u00e9 formada por diaristas, que n\u00e3o est\u00e3o cobertas pela PEC 72. O contexto de dificuldade econ\u00f4mica do pa\u00eds agrava a situa\u00e7\u00e3o da informalidade. Isso porque, ao perder um emprego com v\u00ednculo empregat\u00edcio e se deparar com a perda da renda, as trabalhadoras aceitam ir duas vezes na semana para um trabalho como diarista e tem que lidar com empregadores que querem que essa trabalhadora d\u00ea conta do acumulado da semana em dois dias. Elas acabam se submetendo a esse regime de trabalho para ter uma renda m\u00ednima que garanta a sua subsist\u00eancia e de seus filhos. Para Luiza Batista, essa \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o muito complexa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA gente tem essa chamada revolu\u00e7\u00e3o 4.0, do contexto dos MEIs (Microempreendedor Individual), de um discurso de empreendedorismo que \u00e9 muito difundido, mas que n\u00e3o tem nenhuma perspectiva de seguran\u00e7a para classe trabalhadora. E para as trabalhadoras dom\u00e9sticas isso \u00e9 p\u00e9ssimo, porque o trabalho dom\u00e9stico n\u00e3o \u00e9 algo que se faz r\u00e1pido, a trabalhadora n\u00e3o tem como limpar uma casa em pouco tempo, isso n\u00e3o permite que ela preste servi\u00e7o em mais de uma casa por dia. Sem contar que h\u00e1 in\u00fameros casos de trabalhadoras que caem na m\u00e1-f\u00e9 dos empregadores. J\u00e1 recebemos aqui no Sindicato caso de trabalhadora que se viu obrigada a abrir um MEI para trabalhar numa resid\u00eancia. Ela vinha do interior, n\u00e3o sabia ler, mal sabia assinar o nome e o empregador fez um MEI pra ela. Ela trabalhou na casa dele por 2 anos, e uma trabalhadora do apartamento vizinho perguntou se ela n\u00e3o tirava f\u00e9rias. Quando a mo\u00e7a alertou que ela tinha direito a f\u00e9rias, ela falou com o patr\u00e3o e ele alegou que n\u00e3o tinha obriga\u00e7\u00e3o, pois ela n\u00e3o tinha v\u00ednculo, j\u00e1 que era MEI. Ele n\u00e3o pagava 13\u00ba, f\u00e9rias, n\u00e3o pagava hora extra, nem recolhia FGTS ou INSS. O caso dela foi para a justi\u00e7a\u201d, relatou.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"450\" height=\"696\" data-attachment-id=\"17565\" data-permalink=\"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?attachment_id=17565\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/IMG_20230411_125402131-1.jpg?fit=450%2C696&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"450,696\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;1.9&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;motorola edge 20 pro&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;1681217642&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;5.88&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;1648&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0.025&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;}\" data-image-title=\"IMG_20230411_125402131-1\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/IMG_20230411_125402131-1.jpg?fit=194%2C300&amp;ssl=1\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/IMG_20230411_125402131-1.jpg?fit=450%2C696&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/IMG_20230411_125402131-1.jpg?resize=450%2C696&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-17565\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/IMG_20230411_125402131-1.jpg?w=450&amp;ssl=1 450w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/IMG_20230411_125402131-1.jpg?resize=194%2C300&amp;ssl=1 194w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/IMG_20230411_125402131-1.jpg?resize=205%2C317&amp;ssl=1 205w\" sizes=\"auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Arquivo SINDOM\u00c9STICO PE.<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>O contexto de pejotiza\u00e7\u00e3o \u00e9 complexa para a categoria, especialmente por empurrar as trabalhadoras para uma condi\u00e7\u00e3o de desprote\u00e7\u00e3o social e trabalhista. Al\u00e9m dos riscos de dever algo ao governo com o n\u00e3o cumprimento das regras para esse tipo de modalidade de trabalho, como as obriga\u00e7\u00f5es burocr\u00e1ticas de envio de relat\u00f3rios para a Receita Federal e pagamentos de impostos sobre os servi\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA gente combate essa ideia de empreendedorismo nesse contexto de uberiza\u00e7\u00e3o do trabalho, porque isso gera a precariza\u00e7\u00e3o do trabalho. \u00c9 muito trabalho sem nenhum tipo de prote\u00e7\u00e3o social\u201d, destacou Luiza.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Fragilidade na fiscaliza\u00e7\u00e3o contribui para a perman\u00eancia da informalidade<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A fiscaliza\u00e7\u00e3o para o cumprimento das Leis e das den\u00fancias de viola\u00e7\u00e3o de direitos \u00e9 um dos principais entraves para a garantia de prote\u00e7\u00e3o social e da luta das trabalhadoras. Diferentemente de outras categorias de trabalhadores, as trabalhadoras dom\u00e9sticas t\u00eam dificuldade de ter seus casos investigados quando den\u00fancias s\u00e3o feitas, uma vez que o local de trabalho \u00e9 uma resid\u00eancia e a Constitui\u00e7\u00e3o Federal, em seu artigo 5\u00ba inciso XI, garante a inviolabilidade. As den\u00fancias ent\u00e3o n\u00e3o podem ser feitas em flagrante, mas apenas com determina\u00e7\u00e3o judicial, algo que pode levar muito tempo para ser concedido.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA gente sabe que essa condi\u00e7\u00e3o (inviolabilidade da resid\u00eancia) s\u00f3 existe para pessoas com pele branca, com uma boa conta banc\u00e1ria, cabelos lisos, olhos claros. Porque na periferia onde eu moro \u00e9 permitido, basta qualquer tipo de den\u00fancia, da mais simples, a pol\u00edcia chega com o p\u00e9 na porta, batendo, revirando tudo. Ent\u00e3o, s\u00e3o coisas assim que j\u00e1 s\u00e3o de um racismo estruturante\u201d, destacou Luiza Batista.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-jetpack-slideshow aligncenter\" data-effect=\"slide\"><div class=\"wp-block-jetpack-slideshow_container swiper-container\"><ul class=\"wp-block-jetpack-slideshow_swiper-wrapper swiper-wrapper\"><li class=\"wp-block-jetpack-slideshow_slide swiper-slide\"><figure><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"421\" alt=\"\" class=\"wp-block-jetpack-slideshow_image wp-image-17554\" data-id=\"17554\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/IMG_20230411_113203972.jpg?resize=640%2C421&#038;ssl=1\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/IMG_20230411_113203972.jpg?w=728&amp;ssl=1 728w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/IMG_20230411_113203972.jpg?resize=300%2C197&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/IMG_20230411_113203972.jpg?resize=205%2C135&amp;ssl=1 205w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/IMG_20230411_113203972.jpg?resize=480%2C316&amp;ssl=1 480w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/figure><\/li><li class=\"wp-block-jetpack-slideshow_slide swiper-slide\"><figure><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"433\" alt=\"\" class=\"wp-block-jetpack-slideshow_image wp-image-17555\" data-id=\"17555\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/IMG_20230411_120819356.jpg?resize=640%2C433&#038;ssl=1\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/IMG_20230411_120819356.jpg?w=685&amp;ssl=1 685w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/IMG_20230411_120819356.jpg?resize=300%2C203&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/IMG_20230411_120819356.jpg?resize=205%2C139&amp;ssl=1 205w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/IMG_20230411_120819356.jpg?resize=480%2C324&amp;ssl=1 480w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/figure><\/li><li class=\"wp-block-jetpack-slideshow_slide swiper-slide\"><figure><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"438\" alt=\"\" class=\"wp-block-jetpack-slideshow_image wp-image-17566\" data-id=\"17566\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/IMG_20230411_120904879.jpg?resize=640%2C438&#038;ssl=1\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/IMG_20230411_120904879.jpg?w=748&amp;ssl=1 748w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/IMG_20230411_120904879.jpg?resize=300%2C205&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/IMG_20230411_120904879.jpg?resize=205%2C140&amp;ssl=1 205w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/IMG_20230411_120904879.jpg?resize=480%2C329&amp;ssl=1 480w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/figure><\/li><li class=\"wp-block-jetpack-slideshow_slide swiper-slide\"><figure><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"404\" alt=\"\" class=\"wp-block-jetpack-slideshow_image wp-image-17567\" data-id=\"17567\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/IMG_20230411_120731475.jpg?resize=640%2C404&#038;ssl=1\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/IMG_20230411_120731475.jpg?w=705&amp;ssl=1 705w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/IMG_20230411_120731475.jpg?resize=300%2C189&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/IMG_20230411_120731475.jpg?resize=205%2C129&amp;ssl=1 205w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/IMG_20230411_120731475.jpg?resize=480%2C303&amp;ssl=1 480w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><figcaption class=\"wp-block-jetpack-slideshow_caption gallery-caption\">Foto: Arquivo SINDOM\u00c9STICO PE<\/figcaption><\/figure><\/li><\/ul><a class=\"wp-block-jetpack-slideshow_button-prev swiper-button-prev swiper-button-white\" role=\"button\"><\/a><a class=\"wp-block-jetpack-slideshow_button-next swiper-button-next swiper-button-white\" role=\"button\"><\/a><a aria-label=\"Pause Slideshow\" class=\"wp-block-jetpack-slideshow_button-pause\" role=\"button\"><\/a><div class=\"wp-block-jetpack-slideshow_pagination swiper-pagination swiper-pagination-white\"><\/div><\/div><\/div>\n\n\n\n<p>Para a auditora fiscal do Minist\u00e9rio do Trabalho em Pernambuco, Teresinha de Lisieux, \u00e9 preciso instrumentalizar a auditoria fiscal do trabalho para garantir os direitos que hoje as trabalhadoras dom\u00e9sticas t\u00eam. \u201cA auditoria fiscal ainda \u00e9 muito desaparelhada, principalmente na parte de pessoal. N\u00f3s hoje estamos com d\u00e9ficit de 40% do nosso quadro de auditores fiscais, muito aqu\u00e9m do que era quando eu entrei, h\u00e1 25 anos\u201d, destacou.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo diante de circunst\u00e2ncias institucionais que impedem uma melhor execu\u00e7\u00e3o dos trabalhos da auditoria, a inspe\u00e7\u00e3o do trabalho criou em 2021 a Coordena\u00e7\u00e3o Nacional de Combate \u00e0 Discrimina\u00e7\u00e3o e Promo\u00e7\u00e3o de Igualdade de Direito de Trabalho, que estabeleceu um operativo nacional, que em 2023 tem como foco o combate \u00e0 informalidade do contrato de trabalho das trabalhadoras dom\u00e9sticas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO operativo nacional de combate \u00e0 informalidade do contrato de trabalho dom\u00e9stico vai acontecer numa fiscaliza\u00e7\u00e3o direta, uma for\u00e7a tarefa, para fiscalizar condom\u00ednios de casas e de apartamentos, buscando encontrar a trabalhadora na chegada ao trabalho e pegando esses dados dela, nome, CPF, nome do empregador, para que a gente possa notificar esse empregador a vir regularizar esse v\u00ednculo da trabalhadora. O operativo j\u00e1 come\u00e7ou a acontecer, j\u00e1 teve condom\u00ednio notificado e as trabalhadoras foram ouvidas. Esses empregadores ser\u00e3o chamados a prestar esclarecimentos sobre esses contratos e s\u00f3 a partir da vinda desses documentos \u00e9 que a gente vai saber se essa trabalhadora estava clandestina ou se ela estava registrada\u201d, explicou Teresinha de Lisieux.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda de acordo com a auditora, o operativo aqui em Recife j\u00e1 teve seu pontap\u00e9 agora no m\u00eas de abril e nas pr\u00f3ximas semanas deve intensificar as for\u00e7as. O principal objetivo \u00e9 tentar chegar ao maior n\u00famero de trabalhadoras e a partir dessas informa\u00e7\u00f5es colhidas, atingir o maior n\u00famero de empregadores. A perspectiva \u00e9 positiva, mesmo tendo um efetivo muito aqu\u00e9m para o tamanho da popula\u00e7\u00e3o da cidade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO momento que a gente est\u00e1 na porta de um condom\u00ednio \u00e9 muito mais f\u00e1cil de voc\u00ea atingir um n\u00famero maior de empregadores do que voc\u00ea ter uma \u00fanica ordem de servi\u00e7o para atingir um \u00fanico empregador. E eu tenho certeza que esse movimento da fiscaliza\u00e7\u00e3o indiretamente vai regularizar muita coisa, porque a impunidade tem esse poder de guardar quem n\u00e3o cumpre a lei e de resguardar quem n\u00e3o est\u00e1 direito, de quem n\u00e3o atua conforme o que o Direito disciplina. Ent\u00e3o eu acho que no momento que existe uma fiscaliza\u00e7\u00e3o efetiva acontecendo, as pessoas, os maus empregadores dom\u00e9sticos v\u00e3o sair dessa zona de conforto e v\u00e3o se regularizar\u201d, destacou a auditora fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>A expectativa das trabalhadoras dom\u00e9sticas para esse operativo \u00e9 de esperan\u00e7a de que seus direitos comecem a ter respaldo institucional que obrigue os empregadores a cumprir a lei. Mas a luta n\u00e3o para. \u201cA gente sabe que tem muito trabalho a ser feito e a categoria precisa se manter organizada para seguir na luta pelos nossos direitos. Isso \u00e9 muito positivo, mas tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 por conta disso que vamos cruzar os bra\u00e7os, nem eu nem as companheiras, n\u00f3s n\u00e3o cruzamos os bra\u00e7os. Seguimos na luta\u201d, finalizou Luiza Batista.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-jetpack-slideshow aligncenter\" data-effect=\"slide\"><div class=\"wp-block-jetpack-slideshow_container swiper-container\"><ul class=\"wp-block-jetpack-slideshow_swiper-wrapper swiper-wrapper\"><li class=\"wp-block-jetpack-slideshow_slide swiper-slide\"><figure><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"606\" height=\"470\" alt=\"\" class=\"wp-block-jetpack-slideshow_image wp-image-17568\" data-id=\"17568\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/IMG_20230411_120950150.jpg?resize=606%2C470&#038;ssl=1\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/IMG_20230411_120950150.jpg?w=606&amp;ssl=1 606w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/IMG_20230411_120950150.jpg?resize=300%2C233&amp;ssl=1 300w, 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