{"id":14043,"date":"2021-03-01T18:05:00","date_gmt":"2021-03-01T21:05:00","guid":{"rendered":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?p=14043"},"modified":"2021-04-26T18:10:44","modified_gmt":"2021-04-26T21:10:44","slug":"a-todas-as-mulheres-habitantes-das-margens","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?p=14043","title":{"rendered":"A todas as mulheres habitantes das margens"},"content":{"rendered":"\n<h3 class=\"has-text-align-center wp-block-heading\"><em>Sob Bolsonaro, pa\u00eds continua em modo pesadelo, ap\u00f3s virada do ano. H\u00e1 vi\u00e9s patriarcal na trag\u00e9dia: desmonte de servi\u00e7os p\u00fablicos visa tamb\u00e9m redomesticar mundo feminino. Sa\u00eddas est\u00e3o entre as que, amea\u00e7adas, resistem \u00e0 subalternidade<\/em><\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"384\" data-attachment-id=\"14044\" data-permalink=\"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?attachment_id=14044\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/210301-AnandaSantana.jpg?fit=1000%2C600&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"1000,600\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"210301-AnandaSantana\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/210301-AnandaSantana.jpg?fit=300%2C180&amp;ssl=1\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/210301-AnandaSantana.jpg?fit=640%2C384&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/210301-AnandaSantana.jpg?resize=640%2C384&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-14044\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/210301-AnandaSantana.jpg?w=1000&amp;ssl=1 1000w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/210301-AnandaSantana.jpg?resize=300%2C180&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/210301-AnandaSantana.jpg?resize=768%2C461&amp;ssl=1 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Um texto do <strong>CFEMEA<\/strong>, na coluna <em><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/feminismos\/a-todas-as-mulheres-habitantes-das-margens\/\" target=\"_blank\">Baderna\u00a0Feminista<\/a><\/em> | Imagem: <strong>Ananda\u00a0Santana<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Iniciamos a coluna Baderna Feminista deste ano em alerta, resistindo e denunciando a forma como o <em>bolsonarismo<\/em> segue operando uma necropol\u00edtica<a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/feminismos\/a-todas-as-mulheres-habitantes-das-margens\/#sdfootnote1sym\"><sup>1<\/sup><\/a> e seus impactos na vida de n\u00f3s mulheres.<\/p>\n\n\n\n<p>A expectativa de que um ano novo poderia trazer o fim da pandemia com a chegada da vacina chocou-se com a realidade provocada pelo afrouxamento do isolamento social, o aumento vertiginoso do <a href=\"https:\/\/www.who.int\/countries\/bra\/\">n\u00famero de pessoas infectadas<\/a>, o aparecimento de <a href=\"https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/saude\/2021\/02\/10\/covid-19-cepa-de-manaus-pode-comprometer-desenvolvimento-de-anticorpos-diz-oms\">uma nova cepa do v\u00edrus<\/a> e da cont\u00ednua inoper\u00e2ncia do governo Bolsonaro.<\/p>\n\n\n\n<p>Vivemos o cotidiano tr\u00e1gico de mais de mil mortes di\u00e1rias, somando mais de 250 mil pessoas que perdemos desde mar\u00e7o do ano passado \u2013 um verdadeiro luto coletivo<a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/feminismos\/a-todas-as-mulheres-habitantes-das-margens\/#sdfootnote2sym\"><sup>2<\/sup><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Atribu\u00edmos o agravamento da situa\u00e7\u00e3o \u00e0 (n\u00e3o)a\u00e7\u00e3o do Estado, simbolizada por um presidente que refor\u00e7a a neglig\u00eancia e o negacionismo, que atua intencionalmente para descartar o que v\u00ea como <em>corpos indesej\u00e1veis<\/em>: popula\u00e7\u00e3o negra, em situa\u00e7\u00e3o de pobreza, perif\u00e9rica, nossos povos origin\u00e1rios ind\u00edgenas, quilombolas, e n\u00f3s mulheres no geral. A in\u00e9rcia se transformou em a\u00e7\u00e3o de morte, um exemplo amargo da necropol\u00edtica que v\u00ea no v\u00edrus uma potente arma de exterm\u00ednio. O Estado Brasileiro transforma-se em uma m\u00e1quina de matar corpos que n\u00e3o importam!<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Os desafios da luta pelos direitos das mulheres em 2021<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na atual conjuntura pol\u00edtica, social e econ\u00f4mica, observamos um agravamento das viola\u00e7\u00f5es dos direitos das mulheres e meninas, expressos em diversas \u00e1reas de suas vidas.<\/p>\n\n\n\n<p>Essas perdas de direitos t\u00eam deixado marcas nos corpos das mulheres enquanto resistem num pa\u00eds marcado por opress\u00f5es estruturais violentas e enfrentam uma pandemia, sem qualquer apoio do Estado Brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<p>O <a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/feminismos\/violencia-domestica-nossa-fragil-e-machista-democracia\/\">aumento da viol\u00eancia contra as mulheres<\/a> foi o primeiro grande efeito da pandemia: \u201cSe o espa\u00e7o de casa \u00e9 um ambiente seguro contra o v\u00edrus e para muitas pessoas, para muitas mulheres pode significar um lugar de viol\u00eancia e medo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao mesmo tempo, aumenta a intensidade da carga de trabalho reprodutivo, n\u00e3o reconhecido e n\u00e3o pago, com os cuidados da casa e das pessoas adoecidas, como mostra a <a href=\"http:\/\/mulheresnapandemia.sof.org.br\/\">pesquisa<\/a> <em>\u201cSem parar \u2013 o trabalho e a vida das mulheres na pandemia\u201d.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o mulheres as que ficam fora do mercado de trabalho remunerado, mesmo o informal e, sem seguridade social. Segundo a Pnad, <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/mercado\/2021\/02\/pandemia-deixa-mais-da-metade-das-mulheres-fora-do-mercado-de-trabalho.shtml\">mais de 8,5 milh\u00f5es de mulheres tinham sa\u00eddo do mercado de trabalho<\/a> no in\u00edcio da pandemia. Com a retomada do mercado formal, enquanto se abriram mais de 230 mil vagas ocupadas por homens, as mulheres perderam 87 mil postos. A disparidade dos dados do mercado de trabalho entre homens e mulheres e o desmonte dos sistemas de sa\u00fade e de educa\u00e7\u00e3o, podem ser lidos como vis\u00edvel inten\u00e7\u00e3o de \u201cre-domestifica\u00e7\u00e3o\u201d das mulheres. Os servi\u00e7os de sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o s\u00e3o socialmente delegados \u00e0s mulheres, o que impede o retorno ao trabalho remunerado e intensifica o seu empobrecimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, denunciamos tamb\u00e9m a intencionalidade de uma pol\u00edtica p\u00fablica patriarcal que prega o desmonte de servi\u00e7os p\u00fablicos para que as \u201cfam\u00edlias\u201d se ocupem do cuidado de seus integrantes. Mulheres e meninas t\u00eam outros pap\u00e9is sociais a cumprir e cuidam solitariamente, como tarefa \u00fanica e exclusiva e n\u00e3o remunerada da sa\u00fade, da educa\u00e7\u00e3o e do bem estar da popula\u00e7\u00e3o. O cuidado como valor transforma-se intencionalmente em \u00f4nus e sobrecarga para as mulheres.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste momento, a falta de iniciativas governamentais para assistir e cuidar de quem clama por ajuda \u2013 tal como historicamente recai sobre as mulheres \u2013 atinge ativistas nos bairros, comunidades, nas periferias das cidades brasileiras. Em 2020, foram as a\u00e7\u00f5es de solidariedade organizadas por mulheres, de recolhimento de recursos para campanhas de alertas sobre cuidados m\u00ednimos de sa\u00fade, para compra de alimentos, kits de sa\u00fade, m\u00e1scaras, \u00e1gua e at\u00e9 oxig\u00eanio que deram o al\u00edvio necess\u00e1rio \u2013 ainda que insuficiente \u2013 para muitas fam\u00edlias brasileiras em todos os cantos do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante este per\u00edodo honramos muitas companheiras e companheiros ativistas que deram a vida por essas a\u00e7\u00f5es e nos colocamos em luto com as fam\u00edlias de todas e todos aqueles cujas vidas foram ceifadas pelo v\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n<p>Destacamos, por fim, outros campos de direitos das mulheres que padecem sob a necropol\u00edtica <em>bolsonarista<\/em>:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Congresso Nacional: <\/strong>o panorama legislativo no bi\u00eanio 2021\/2022 \u00e9 profundamente desfavor\u00e1vel \u00e0s propostas que promovam diversidade e autonomia, reconhecimento de identidades n\u00e3o-bin\u00e1rias e\/ou dissidentes das determina\u00e7\u00f5es biol\u00f3gicas. Tamb\u00e9m o \u00e9 para os povos origin\u00e1rios, popula\u00e7\u00e3o em assentamentos e periferias que sofrem os efeitos de portarias e decretos para desalojar, invadir territ\u00f3rios ind\u00edgenas e quilombolas, expulsar camponesas\/es de suas terras para a livre explora\u00e7\u00e3o desses territ\u00f3rios em prol das oligarquias, bilion\u00e1rios e corpora\u00e7\u00f5es. Prevalece a l\u00f3gica segundo a qual o lucro obtido por 1% da popula\u00e7\u00e3o mundial deve prevalecer sobre a vida do restante das pessoas.<\/p>\n\n\n\n<p>Come\u00e7amos o ano legislativo com a elei\u00e7\u00e3o, para a presid\u00eancia da C\u00e2mara dos Deputados, do candidato apoiado pelo governo, um homem com queixas p\u00fablicas de viol\u00eancia dom\u00e9stica. O pa\u00eds que elaborou a Lei Maria da Penha \u00e9 tamb\u00e9m o pa\u00eds da banaliza\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia premiada com a escolha. Tamb\u00e9m observamos uma <a href=\"https:\/\/dados.tretaqui.org\/\">crescente de viol\u00eancia pol\u00edtica contra as candidaturas eleitas<\/a>, nos munic\u00edpios no fim do ano passado, de mulheres, feministas, negras, jovens, l\u00e9sbicas e transg\u00eanero; pois s\u00e3o essas candidaturas que germinam as vozes da resist\u00eancia frente \u00e0s for\u00e7as conservadoras e fascistas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Viol\u00eancia contra nossos corpos: <\/strong>aumenta a viol\u00eancia contra nossos corpos e tamb\u00e9m a interdi\u00e7\u00e3o \u00e0 interrup\u00e7\u00e3o da gravidez, fruto da mesma express\u00e3o de viol\u00eancia. No Congresso Nacional \u00e9 evidente o poder das for\u00e7as patriarcais, racistas, fundamentalistas que operam junto ao Estado brasileiro e que se articulam para tentarem aprovar legisla\u00e7\u00f5es que atentam contra a autonomia sexual e reprodutiva das brasileiras. Para informa\u00e7\u00f5es mais precisas veja <a href=\"https:\/\/www.cfemea.org.br\/index.php\/radar-feminista-do-congresso-nacional\/4887-radar-feminista-no-congresso-nacional-23-de-fevereiro-de-2021\">Radar Feminista no Congresso Nacional<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Direitos sexuais e reprodutivos: <\/strong>das insuficientes 76 institui\u00e7\u00f5es que realizavam procedimentos de aborto legal, <a href=\"http:\/\/www.generonumero.media\/so-55-dos-hospitais-que-ofereciam-servico-de-aborto-legal-no-brasil-seguem-atendendo-na-pandemia\/\">somente 42 mant\u00eam o servi\u00e7o<\/a> em um pa\u00eds de dimens\u00f5es continentais. Por motivos pol\u00edticos e alimentados por cren\u00e7as fundamentalistas de representantes do Estado, uma <a href=\"https:\/\/www.cfemea.org.br\/index.php\/baderna-feminista\/4839-como-o-estado-violenta-as-meninas-e-mulheres\">menina de 10 anos sexualmente abusada<\/a> pelo tio teve que ser escoltada para outro estado para realizar um aborto legal.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fam\u00edlia heteronormativa:<\/strong> O foco dos projetos de leis e dos programas do minist\u00e9rio da Fam\u00edlia, direciona-se para mulheres em condi\u00e7\u00e3o de gesta\u00e7\u00e3o, lacta\u00e7\u00e3o, em arranjos conjugais, afetivos e familiares heteronormativos, monog\u00e2micos e reprodutivos. Este \u00e9 o arranjo de fam\u00edlia proposto pelo minist\u00e9rio de Estado da Mulher, da Fam\u00edlia e dos Direitos Humanos (Decreto 10.570, de dezembro de 2020).<\/p>\n\n\n\n<p>Rejeitamos essa premissa e vamos seguir em resist\u00eancia, resilientes, para a constru\u00e7\u00e3o de caminhos alternativos de exercer a pol\u00edtica para que seja ela de fato feminista, radical, antirracista e cidad\u00e3, para todas e todos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 com este cen\u00e1rio estarrecedor que vamos nos aproximando de mais um momento importante do processo de luta feminista, o 8 de mar\u00e7o \u2013 o Dia Internacional de Luta das Mulheres.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo diante de uma realidade social e pol\u00edtica cada vez mais complexa, dif\u00edcil e dura, n\u00f3s mulheres feministas antirracistas, comprometidas com o enfrentamento do sistema capitalista nos somamos \u00e0s vozes de todas as mulheres <em>habitantes das margens<\/em>, nas palavras de bell hooks<a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/feminismos\/a-todas-as-mulheres-habitantes-das-margens\/#sdfootnote3sym\"><sup>3<\/sup><\/a> ou <em>as subalternas<\/em> que n\u00e3o podem falar, como diz Gayatri Spivak<a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/feminismos\/a-todas-as-mulheres-habitantes-das-margens\/#sdfootnote4sym\"><sup>4<\/sup><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Nossas lutas n\u00e3o s\u00e3o menores e espec\u00edficas, nossas lutas s\u00e3o por autonomia, liberdade e igualdade de todas, como bem expressam as mulheres ind\u00edgenas <a href=\"https:\/\/midianinja.org\/news\/sonia-guajajara-e-a-hora-da-voz-da-mulher-indigena-ecoar-em-todo-mundo\/\">\u201cTerrit\u00f3rio: nosso corpo, nosso esp\u00edrito\u201d<\/a>!<\/p>\n\n\n\n<p>Nos juntamos \u00e0s trabalhadoras rurais sem-terra em seu grito de f\u00faria contra um Estado capitalista-propriet\u00e1rio, patriarcal e fundamentalista que segue tentando nos conter, nos amarrar, nos violar e nos explorar. Sim, como elas dizem, <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=2pwY_yx1aqs&amp;feature=youtu.be\">estamos enfurecidas e com essa energia de revolta seguiremos em luta por uma vida livre de opress\u00e3o e para barrar este governo de morte<\/a>!<a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/feminismos\/a-todas-as-mulheres-habitantes-das-margens\/#sdfootnote5sym\"><sup>5<\/sup><\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/feminismos\/a-todas-as-mulheres-habitantes-das-margens\/#sdfootnote1anc\">1<\/a> Necropol\u00edtica \u2013 conceito crivado por Achile Mbembe em \u201cNecropol\u00edtica\u201d por Achile Mbembe. 2018, no Brasil por Franco Livraria, MG.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/feminismos\/a-todas-as-mulheres-habitantes-das-margens\/#sdfootnote2anc\">2<\/a> Analise de conjuntura por Jos\u00e9 Ant\u00f4nio Moroni, Colegiado de Gest\u00e3o do Inesc<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/feminismos\/a-todas-as-mulheres-habitantes-das-margens\/#sdfootnote3anc\">3<\/a> Teoria Feminista \u2013 da Margem Ao Centro, bell hooks, 2019; em Portugu\u00eas pela Editora Perspectiva<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/feminismos\/a-todas-as-mulheres-habitantes-das-margens\/#sdfootnote4anc\">4<\/a> Pode o Subalterno Falar?, Gayatri Chakravorty Spivak, 2010; em Portugu\u00eas pela Cultura_Brasil<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/feminismos\/a-todas-as-mulheres-habitantes-das-margens\/#sdfootnote5anc\">5<\/a> Manifesto das mulheres do MST: MULHERES PELA VIDA, SEMEANDO RESIST\u00caNCIA! CONTRA A FOME E AS VIOL\u00caNCIAS! Acesso 25.02.2021_ <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=2pwY_yx1aqs&amp;feature=youtu.be\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=2pwY_yx1aqs&amp;feature=youtu.be<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sob Bolsonaro, pa\u00eds continua em modo pesadelo, ap\u00f3s virada do ano. H\u00e1 vi\u00e9s patriarcal na trag\u00e9dia: desmonte de servi\u00e7os p\u00fablicos visa tamb\u00e9m redomesticar mundo feminino. 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