{"id":13775,"date":"2021-03-16T10:22:00","date_gmt":"2021-03-16T13:22:00","guid":{"rendered":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?p=13775"},"modified":"2021-03-15T17:54:39","modified_gmt":"2021-03-15T20:54:39","slug":"na-pandemia-tres-mulheres-foram-vitimas-de-feminicidios-por-dia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?p=13775","title":{"rendered":"Na pandemia, tr\u00eas mulheres foram v\u00edtimas de feminic\u00eddios por dia"},"content":{"rendered":"\n<h3 class=\"has-text-align-center wp-block-heading\"><em>Mesmo sobrevivendo aos riscos do coronav\u00edrus, pelo menos 1.005 mulheres morreram entre os meses de mar\u00e7o a dezembro de 2020 no pa\u00eds, revela monitoramento de m\u00eddias independentes<\/em><\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"426\" data-attachment-id=\"13776\" data-permalink=\"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?attachment_id=13776\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/WhatsApp-Image-2021-03-05-at-20.20.47.jpeg?fit=1024%2C682&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"1024,682\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"WhatsApp-Image-2021-03-05-at-20.20.47\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/WhatsApp-Image-2021-03-05-at-20.20.47.jpeg?fit=300%2C200&amp;ssl=1\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/WhatsApp-Image-2021-03-05-at-20.20.47.jpeg?fit=640%2C426&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/WhatsApp-Image-2021-03-05-at-20.20.47.jpeg?resize=640%2C426&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-13776\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/WhatsApp-Image-2021-03-05-at-20.20.47.jpeg?w=1024&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/WhatsApp-Image-2021-03-05-at-20.20.47.jpeg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/WhatsApp-Image-2021-03-05-at-20.20.47.jpeg?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><strong><a href=\"https:\/\/marcozero.org\/na-pandemia-tres-mulheres-foram-vitimas-de-feminicidios-por-dia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Por Amaz\u00f4nia Real, AzMina, #Colabora, Eco Nordeste, Marco Zero Conte\u00fado, Ponte e Portal Catarinas\u00a0<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O corpo de Bianca Louren\u00e7o foi encontrado dentro de um tonel no Rio de Janeiro. Ela voltara \u00e0 favela para visitar uma amiga, depois de fugir das amea\u00e7as do ex-namorado. No Amazonas, Emilaine de Souza Souza, 20 anos, recebeu 40 facadas nas costas, no pesco\u00e7o e na nuca, de seu ex- companheiro. Bianca e Emilaine s\u00e3o duas das 1.005 mulheres que morreram pelo simples fato de serem mulheres durante os meses da pandemia de 2020, entre mar\u00e7o e dezembro. Isso quer dizer que, por dia, pelo menos tr\u00eas mulheres foram v\u00edtimas de feminic\u00eddio no Brasil. Se \u00e9 dif\u00edcil para uma mulher romper o ciclo da viol\u00eancia por uma s\u00e9rie de quest\u00f5es que passam por subjetividades emocionais at\u00e9 contextos pr\u00e1ticos, como a depend\u00eancia financeira, a pandemia imp\u00f4s isolamento social e, portanto, mais um obst\u00e1culo para o enfrentamento dessa situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Os n\u00fameros dos feminic\u00eddios s\u00e3o do terceiro quadrimestre do ano de 2020 e do \u00faltimo monitoramento da s\u00e9rie <strong>Um v\u00edrus e duas guerras. <\/strong>Os dados s\u00e3o referentes a 24 estados e Distrito Federal \u2013 Paran\u00e1 e Sergipe n\u00e3o enviaram os dados solicitados. Apesar da estabilidade em n\u00edvel nacional, o comportamento varia bastante entre os estados. O n\u00famero de feminic\u00eddios, em dados absolutos, n\u00e3o teve quase altera\u00e7\u00e3o em 2020 comparado com 2019, que registrou 1.202 mortes. \u201cInteressante observar o comportamento diferente de cada estado. Tivemos estados que aumentaram 59% em rela\u00e7\u00e3o a 2019 exemplo do Mato Grosso e temos estados que ca\u00edram, como o Distrito Federal que teve uma redu\u00e7\u00e3o de 48% nos casos de feminic\u00eddios\u201d, afirma a analista de dados Maria Elisa Muntaner, respons\u00e1vel pelo estudo do monitoramento <strong>Um v\u00edrus e duas guerras<\/strong>.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os monitoramento, que tem como base as estat\u00edsticas das Secretarias Estaduais da Seguran\u00e7a P\u00fablica, tem objetivo de visibilizar a viol\u00eancia dom\u00e9stica e o feminic\u00eddio contra a mulher durante a pandemia e \u00e9 realizado pela parceria das sete m\u00eddias independentes: <strong>Amaz\u00f4nia Real<\/strong>; <strong>AzMina<\/strong>; <strong>#Colabora<\/strong>; <strong>Eco Nordeste<\/strong>; <strong>Marco Zero Conte\u00fado<\/strong>; <strong>Ponte<\/strong> e <strong>Portal Catarinas<\/strong>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/marcozero.org\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Mapa-Brasil-Feminicidio-nosAbsolutos-MAR2021-BX.gif?w=640&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-35686\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Durante os meses de pandemia, de mar\u00e7o a dezembro, 14 estados apontaram aumento no n\u00famero de feminic\u00eddios. Juntos, eles tiveram um aumento de 20% em compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo de 2019. Mato Grosso e Pernambuco apresentaram a maior eleva\u00e7\u00e3o em n\u00famero absolutos: 22 (73%) e 16 (36%) casos a mais, respectivamente, em compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo do ano passado. Outro destaque \u00e9 o estado do Amazonas, que elevou o n\u00famero de feminic\u00eddios em 67% neste per\u00edodo.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO aumento da viol\u00eancia contra as mulheres e da subnotifica\u00e7\u00e3o dessa viol\u00eancia \u00e9 uma evid\u00eancia mundial, e o Brasil n\u00e3o \u00e9 exce\u00e7\u00e3o. A perspectiva \u00e9 a de que, enquanto perdurar a pandemia da Covid-19, essa situa\u00e7\u00e3o se agrave\u201d, afirma Julieta Palmeira, secret\u00e1ria de Pol\u00edticas para as Mulheres do Estado da Bahia<\/p>\n\n\n\n<p>Nos mesmos meses, dez estados apresentaram queda no n\u00famero de feminic\u00eddios. Os estados que apresentaram as maiores quedas em porcentagem foram o Distrito Federal (- 57%) e Rio Grande do Norte (- 47%) e em n\u00fameros absolutos foram o Rio Grande do Sul, com 29 casos a menos e Minas Gerais e Distrito Federal, ambos com redu\u00e7\u00e3o em 17 casos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2020, a taxa m\u00e9dia de feminic\u00eddios por 100 mil mulheres foi de 1,18. Em 2019, a taxa foi de 1,19. Conforme a an\u00e1lise do monitoramento, 16 estados apresentaram taxas acima da m\u00e9dia (veja no infogr\u00e1fico abaixo). Estes correspondem a 45% da popula\u00e7\u00e3o feminina dos estados analisados (102 milh\u00f5es) e foram respons\u00e1veis por 61% das mortes ou 735 feminic\u00eddios. Os estados que apresentaram as maiores taxas s\u00e3o Mato Grosso 3,56 e Roraima 2,95 \u2013 ambos com o triplo da m\u00e9dia dos 24 estados e do Distrito Federal). Na contram\u00e3o, 11 estados apresentaram taxas abaixo da m\u00e9dia: Cear\u00e1 (0,57), Rio Grande do Norte (0,64) e S\u00e3o Paulo (0,74).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/marcozero.org\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Mapa-Brasil-Feminicidio-MAR2021-BX.gif?w=640&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-35682\"\/><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Crian\u00e7as s\u00e3o testemunhas da viol\u00eancia<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>A dificuldade em denunciar a viol\u00eancia se soma \u00e0 falta de pol\u00edticas p\u00fablicas. Durante o ano de 2020, menos de 3% do or\u00e7amento que seria usado para iniciativas para mulheres pelo Minist\u00e9rio da Mulher, Fam\u00edlia e Direitos Humanos foi, de fato, gasto, segundo <a href=\"http:\/\/www.generonumero.media\/orcamento-damares-2020-mulheres-lgbt\/\">levantamento<\/a> da G\u00eanero e N\u00famero. Isso se reflete na realidade das vidas das mulheres.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 o caso do batalh\u00e3o da PM em Chapec\u00f3, oeste catarinense, que atende 43 munic\u00edpios. \u201cS\u00f3 em Chapec\u00f3, aos fins de semana, temos por vezes 80 chamadas por perturba\u00e7\u00e3o de sossego. Fechamos o dia atendendo 45, ou seja, \u00e0s vezes, 30 ocorr\u00eancias v\u00e3o ficar sem atendimento\u201d, revela o tenente-coronel F\u00e1bio Henrique Machado, comandante do batalh\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A defasagem no efetivo da pol\u00edcia somada \u00e0 pequena quantidade de assistentes sociais nesses munic\u00edpios demonstram as falhas da rede de apoio \u00e0 mulher em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade. Ariane Tenfen Mendes, de 21 anos, sentiu na pele os efeitos dessas falhas. Moradora de \u00c1guas Frias, uma das cidades atendidas pelo Batalh\u00e3o de Chapec\u00f3, Ariane vivia um relacionamento violento com Altair Camargo Gon\u00e7alves, de 35 anos. Decidida a mudar essa realidade, ela se separou, mas as agress\u00f5es continuaram. Dois dias ap\u00f3s pedir medida protetiva contra o ex-companheiro, Ariane foi morta a facadas dentro de casa. A filha do casal de 3 anos testemunhou todo o assassinato.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A filha de Ariane tamb\u00e9m \u00e9 exemplo de um outro problema observado na pandemia: diante do isolamento social, cada vez mais crian\u00e7as e adolescentes testemunham a morte ou espancamento de suas m\u00e3es, av\u00f3s ou cuidadoras. Mas sem crit\u00e9rios definidos e padronizados para quantificar os casos, essa percep\u00e7\u00e3o de crescimento no n\u00famero de crian\u00e7as e adolescentes afetadas pela viol\u00eancia dom\u00e9stica durante a pandemia \u00e9 apenas uma \u201cobserva\u00e7\u00e3o\u201d de quem trabalha constantemente no atendimento dos casos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTenho percebido esse aumento no n\u00famero de casos em que as mulheres s\u00e3o mortas na frente dos filhos, mas como esse \u00e9 um dado que n\u00e3o entra nas estat\u00edsticas oficiais, apenas em outras etapas da investiga\u00e7\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 como precisar o quanto cresceu\u201d, conta a delegada Paula Meotti, titular da 1\u00aa Delegacia Especializada em Atendimento \u00e0 Mulher (Deam) de Goi\u00e2nia.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Mulheres com defici\u00eancia<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Outras v\u00edtimas que acabam invisibilizadas quando se fala de viol\u00eancia contra a mulher s\u00e3o aquelas que t\u00eam alguma defici\u00eancia. Em S\u00e3o Paulo, houve queda de 51% nos registros de viol\u00eancia dom\u00e9stica contra mulheres com defici\u00eancia: foram 467 boletins de ocorr\u00eancia no ano passado e 708 em 2019, revelando mais uma faceta da subnotifica\u00e7\u00e3o no per\u00edodo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSe para mulheres sem defici\u00eancia, fazer uma den\u00fancia de um abuso, de um ass\u00e9dio, em uma delegacia j\u00e1 \u00e9 um super processo, imagina para mulheres com defici\u00eancia. Seus pr\u00f3prios agressores s\u00e3o seus cuidadores e, muitas vezes, h\u00e1 falta de acessibilidade para receber essas den\u00fancias\u201d, diz a educadora Desiree Casale, integrante do Coletivo Feminista Hellen Keller.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Morte por facadas revelam exterm\u00ednio no Norte<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Na Regi\u00e3o Norte do Brasil, registros policiais nos sete estados apontam que as facas aparecem muito mais do que rev\u00f3lveres e pistolas como instrumentos do \u00f3dio. A partir de 11 mil boletins de ocorr\u00eancia, o Observat\u00f3rio de Viol\u00eancia de G\u00eanero (Ovgam), da Universidade Federal do Amazonas, juntou os relatos de mulheres do interior do Amazonas para descobrir essa face at\u00e9 ent\u00e3o oculta da viol\u00eancia de g\u00eanero. Para a antrop\u00f3loga Fl\u00e1via Melo, fundadora do Ovgam, esse fato revela \u201cuma circunst\u00e2ncia de agress\u00e3o ainda mais violenta, porque a utiliza\u00e7\u00e3o da arma branca requer muito mais intensidade que o disparo de uma arma de fogo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>No Amazonas, mulheres t\u00eam sido exterminadas a golpes de faca. Emilaine recebeu 40 facadas nas costas, no pesco\u00e7o e na nuca. Em Jacira, foram mais de 30. Kimberly, Maria Eliza e Miriam tamb\u00e9m se tornaram v\u00edtimas de feminic\u00eddio. Al\u00e9m da morte brutal por esfaqueamento, todas foram mortas por seus ex-companheiros, em alegados e injustificados atos por ci\u00fames.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Socos e pontap\u00e9s s\u00e3o outras formas que os homens encontram para matar mulheres no Norte. Em Tocantins, o ano de 2020 terminou com uma trag\u00e9dia no movimento ind\u00edgena. Myriwekwde Karaj\u00e1, de 36 anos, moradora da aldeia Fontoura, na Ilha do Bananal, foi espancada pelo marido, tamb\u00e9m ind\u00edgena. Ela teve politraumatismo, hemorragia interna e recebeu diagn\u00f3stico positivo para a Covid-19. Morreu no dia 10 de janeiro. Ele fugiu.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Eliana Karaj\u00e1, da coordena\u00e7\u00e3o do Coletivo de Mulheres Iny e da Associa\u00e7\u00e3o Ind\u00edgenas do Vale do Araguaia (Asiva), diz que esconder que houve o espancamento no contexto ind\u00edgena \u00e9 um comportamento que vem do medo das consequ\u00eancias que isso pode ter dentro da pr\u00f3pria comunidade. \u201cPor muitas vezes, tratar a quest\u00e3o como cultural d\u00e1 mais apoio aos homens e agressores do que \u00e0s v\u00edtimas. Pode acontecer de a mulher que denuncia ser xingada pela fam\u00edlia do agressor e at\u00e9 apanhar novamente ao voltar para a aldeia\u201d, diz Eliana. Para ela, \u201ca Lei Maria da Pena n\u00e3o foi pensada nas mulheres ind\u00edgenas\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O monitoramento Um v\u00edrus e duas guerras analisou os dados de feminic\u00eddios por quadrimestres em 2020 do que em rela\u00e7\u00e3o a 2019. Os gr\u00e1ficos mostram que no primeiro quadrimestre houve um aumento dos casos. Nos outros meses, n\u00e3o houve altera\u00e7\u00e3o entre os dois anos. Mas, a cada sete horas uma mulher \u00e9 morta v\u00edtima de feminic\u00eddio no Brasil.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/marcozero.org\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/GraficoPrePosPandemia.gif?w=640&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-35668\"\/><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Expectativas para 2021<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>\u201cNessa pandemia, eu sofri viol\u00eancia. Quando pegava dinheiro emprestado, meu marido tomava. Quando reclamava, ele me batia. Vivi muito tempo isolada por causa dele. E passei muito tempo tamb\u00e9m apanhando por causa de dinheiro. Meu aux\u00edlio, ele tamb\u00e9m tomava\u201d. O depoimento \u00e9 de F\u00e1tima, cujo sobrenome foi preservado para n\u00e3o coloc\u00e1-la em risco, moradora da comunidade Santa Luzia, no Recife. Como muitas outras mulheres, ela est\u00e1 desempregada, aguardando a volta do aux\u00edlio emergencial para ter alguma forma de levar comida para a fam\u00edlia no momento em que o Brasil atravessa o pior cen\u00e1rio da pandemia do novo coronav\u00edrus, mesmo depois de um ano de conv\u00edvio com a doen\u00e7a.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Se o ano de 2020 foi particularmente dif\u00edcil para as mulheres, especialmente as v\u00edtimas de viol\u00eancia dom\u00e9stica, 2021 corre o risco de ser ainda pior porque n\u00e3o h\u00e1 qualquer perspectiva de que o pa\u00eds reverta as crises sanit\u00e1ria, econ\u00f4mica e pol\u00edtica que enfrenta simultaneamente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO que a gente pode esperar de 2021 com um aux\u00edlio de valor baixo, arrocho fiscal e pandemia em alta \u00e9 o aprofundamento da pobreza. A fome vai aumentar exponencialmente. E as mais atingidas continuar\u00e3o sendo as mulheres. Elas foram as mais beneficiadas pelo aux\u00edlio emergencial e s\u00e3o as principais impactadas pela diminui\u00e7\u00e3o do valor. Estamos agora vivendo um cen\u00e1rio de horror, com desastre sanit\u00e1rio e fome. \u00c9 um quadro irrepar\u00e1vel\u201d, afirma Ver\u00f4nica Ferreira, pesquisadora do SOS Corpo \u2013 Instituto Feminista para a Democracia e integrante da campanha Campanha da Renda B\u00e1sica Emergencial, que lembra que o aux\u00edlio financeiro para muitas mulheres pode significar uma porta de sa\u00edda para situa\u00e7\u00f5es de viol\u00eancia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As pol\u00edticas adotadas pelo Governo Federal tendem a agravar a situa\u00e7\u00e3o. \u201cO governo federal deveria apoiar os estados no enfrentamento \u00e0 viol\u00eancia contra as mulheres, mas, ao inv\u00e9s disso, libera as armas num quadro de altos \u00edndices de viol\u00eancia dom\u00e9stica. Imagine com o agressor tendo uma arma em casa o que vai acontecer\u201d, diz Julieta Palmeira, secret\u00e1ria de Pol\u00edticas para as Mulheres do Estado da Bahia.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Falta de dados pode refletir nas pol\u00edticas p\u00fablicas<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da aus\u00eancia de respostas \u00e0s solicita\u00e7\u00f5es de dados pelos estados do Paran\u00e1 e Sergipe, o monitoramento observou uma grande desigualdade no tratamento aos n\u00fameros da viol\u00eancia contra a mulher. Enquanto o Rio Grande do Norte faz um levantamento detalhado e, neste monitoramento, entregou um relat\u00f3rio completo com informa\u00e7\u00f5es sobre idade, ocupa\u00e7\u00e3o, escolaridade, ra\u00e7a, localidade do crime, meio empregado e tipo de morte relativos aos crimes contra mulheres em geral, distinguindo feminic\u00eddios, homic\u00eddios de mulheres e viol\u00eancia dom\u00e9stica, a Para\u00edba s\u00f3 atendeu aos pedidos da reportagem mais de um m\u00eas depois do primeiro contato e por meio de insistentes pedidos feitos ao Sistema de Informa\u00e7\u00f5es ao Cidad\u00e3o (SIC) do Estado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cOs n\u00fameros n\u00e3o s\u00e3o para a gente olhar para eles e dizer \u2018ah, tadinhas! tantas mulheres morrendo\u2019. Os n\u00fameros t\u00eam uma fun\u00e7\u00e3o: indicar caminhos para as pol\u00edticas p\u00fablicas\u201d, diz a cientista social e coordenadora executiva do Gabinete de Assessoria Jur\u00eddica \u00e0s Organiza\u00e7\u00f5es Populares (Gajop) de Pernambuco, Edna Jatob\u00e1.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mais do que dados estat\u00edsticos, cada um desses casos traz a hist\u00f3ria de uma mulher, de uma vida interrompida, de fam\u00edlias que passam a viver com a dor da perda de uma filha, m\u00e3e, irm\u00e3, tia\u2026, v\u00edtimas da agressividade dos seus companheiros. \u201cFalta um olhar para essas \u2018v\u00edtimas ocultas\u2019. Sim, elas ainda s\u00e3o invis\u00edveis, a gente ainda tem muito que avan\u00e7ar nesse sentido. \u00c9 cruel pensar isso, mas \u00e9 verdade, porque quando acaba o processo na Justi\u00e7a, a den\u00fancia na delegacia, o assassino vai preso e pronto! Est\u00e1 resolvido o problema para o Estado. S\u00f3 que ningu\u00e9m verifica o que est\u00e1 por tr\u00e1s disso, as implica\u00e7\u00f5es que essa viol\u00eancia vai causar para os seres humanos que sobreviveram \u00e0quilo tudo\u201d, afirma a defensora p\u00fablica Pollyana Souza Vieira, que lidera o Projeto \u00d3rf\u00e3os do Feminic\u00eddio, do N\u00facleo de Promo\u00e7\u00e3o e Defesa dos Direitos da Mulher (Nudem) da Defensoria P\u00fablica do Estado do Amazonas.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Como foi realizado o monitoramento?<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>A s\u00e9rie<strong> Um v\u00edrus e duas guerras <\/strong>&nbsp;monitorou de mar\u00e7o a dezembro de 2020 os casos de feminic\u00eddios e de viol\u00eancia dom\u00e9stica no per\u00edodo da pandemia do novo coronav\u00edrus. O objetivo \u00e9 dar visibilidade a esse fen\u00f4meno silencioso, fortalecer a rede de apoio e fomentar o debate sobre a cria\u00e7\u00e3o ou manuten\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas de preven\u00e7\u00e3o \u00e0 viol\u00eancia de g\u00eanero no Brasil.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/amazoniareal.com.br\/mulheres-enfrentam-em-casa-a-violencia-domestica-e-a-pandemia-da-covid-19\/\">No primeiro levantamento com 20 estados, os casos de feminic\u00eddios aumentaram<\/a> em 5% em 2020. Somente nos dois primeiros meses da pandemia, 195 mulheres foram assassinadas, enquanto em mar\u00e7o e abril de 2019 foram 186 mortes.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/amazoniareal.com.br\/uma-mulher-e-morta-a-cada-nove-horas-durante-a-pandemia-no-brasil\/\">De maio a agosto,&nbsp; a pesquisa apontou que 304 mulheres perderam a vida<\/a>, mas houve uma queda de 11% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 2019.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos resultados do monitoramento \u00e9 o relat\u00f3rio <a href=\"https:\/\/azmina.com.br\/reportagens\/relatorio-mostra-dificuldades-e-aponta-caminhos-para-obtencao-de-dados-sobre-violencia-contra-a-mulher\/\">\u201cUm V\u00edrus, Duas Guerras: Solu\u00e7\u00f5es e Boas Pr\u00e1ticas na Coleta e Divulga\u00e7\u00e3o de Dados sobre Viol\u00eancia Contra a Mulher na Pandemia\u201d<\/a>, que aponta desafios e sugest\u00f5es de melhorias na coleta, organiza\u00e7\u00e3o e disponibiliza\u00e7\u00e3o dos dados sobre a viol\u00eancia de g\u00eanero.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Leia as reportagens por regi\u00f5es<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Regi\u00e3o Norte<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/amazoniareal.com.br\/?p=71538\">Mulheres na mira dos homens de farda em Bel\u00e9m<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/amazoniareal.com.br\/?p=71605\">Mortes a facadas marcam os feminic\u00eddios no Amazonas<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/amazoniareal.com.br\/roraima-tem-aumento-de-150-nos-feminicidios\/\">Roraima tem aumento de 150% nos feminic\u00eddios&nbsp;<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/amazoniareal.com.br\/ele-mudou-a-cena-do-crime-diz-mae-de-talita-portugal-vitima-de-feminicidio-em-rondonia\/\">\u201cEle mudou a cena do crime\u201d, diz m\u00e3e de Talita Portugal, v\u00edtima de feminic\u00eddio em Rond\u00f4nia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/amazoniareal.com.br\/acre-tem-uma-denuncia-de-violencia-domestica-a-cada-quatro-horas\/\">Acre tem uma den\u00fancia de viol\u00eancia dom\u00e9stica a cada quatro horas<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/amazoniareal.com.br\/tocantins-registra-brutal-feminicidio-de-indigena-karaja\/\">Tocantins registra brutal feminic\u00eddio de ind\u00edgena Karaj\u00e1<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Regi\u00e3o Nordeste<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/as-vidas-alem-dos-numeros-do-feminicidio-no-nordeste-durante-a-pandemia\/\">As vidas al\u00e9m dos n\u00fameros do feminic\u00eddio no Nordeste durante a pandemia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/orfaos-do-feminicidio-as-dores-dos-filhos-das-vitimas\/\">\u00d3rf\u00e3os do feminic\u00eddio: as dores dos filhos das v\u00edtimas<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/empregadas-domesticas-podem-recorrer-a-lei-maria-da-penha-por-violencia-de-genero\/\">Empregadas dom\u00e9sticas podem recorrer \u00e0 Lei Maria da Penha por viol\u00eancia de g\u00eanero<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.marcozero.org\/novas-vitimas-velhos-problemas-ate-quando-as-mulheres-vao-morrer-apenas-por-sua-condicao-de-genero\">Novas v\u00edtimas, velhos problemas: at\u00e9 quando as mulheres v\u00e3o morrer apenas por sua condi\u00e7\u00e3o de g\u00eanero?<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.marcozero.org\/mulheres-trans-morrem-de-forma-mais-violenta-e-nordeste-lidera-casos\">Mulheres trans morrem de forma mais violenta e Nordeste lidera casos<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/marcozero.org\/feminicidios-sao-noticiados-sem-o-termo-crime-passional-mas-com-as-mesmas-justificativas\">Feminic\u00eddios s\u00e3o noticiados sem o termo \u201ccrime passional\u201d mas com as mesmas justificativas<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.marcozero.org\/aumento-da-covid-19-fim-do-auxilio-e-mais-armas-receita-explosiva-para-2021\">Aumento da covid-19, fim do aux\u00edlio e mais armas: receita explosiva para 2021<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Regi\u00e3o Centro-Oeste<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/azmina.com.br\/reportagens\/filhos-violencia-genero-pandemia\/\">Filhos da viol\u00eancia de g\u00eanero: como crian\u00e7as e adolescentes s\u00e3o afetados pela viol\u00eancia dom\u00e9stica<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Regi\u00e3o Sudeste<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/projetocolabora.com.br\/ods5\/morta-apenas-por-ser-mulher\/\">Em meio \u00e0 pandemia, viol\u00eancia dom\u00e9stica se agrava no Rio de Janeiro<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/projetocolabora.com.br\/ods5\/com-mais-prisoes-de-agressores-espirito-santo-registra-queda-de-feminicidios\/\">Com mais pris\u00f5es de agressores, Esp\u00edrito Santo registra queda de feminic\u00eddios<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/ponte.org\/e-dificil-a-mulher-do-campo-ter-coragem-de-denunciar-afirma-vitima-de-violencia-domestica-em-mg\/\">\u201c\u00c9 dif\u00edcil a mulher do campo ter coragem de denunciar\u201d, afirma v\u00edtima de viol\u00eancia dom\u00e9stica em MG<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/ponte.org\/agressao-ameaca-e-silencio-a-rotina-de-violencia-domestica-contra-uma-mulher-com-deficiencia\/\">Agress\u00e3o e sil\u00eancio: a rotina de viol\u00eancia dom\u00e9stica contra uma mulher com defici\u00eancia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Regi\u00e3o Sul<\/strong><br \/><br \/><a href=\"https:\/\/catarinas.info\/durante-pandemia-cinco-mulheres-ou-meninas-foram-vitimas-de-estupro-por-dia-no-rs\/\">Durante pandemia, cinco mulheres ou meninas foram v\u00edtimas de estupro por dia no RS<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/catarinas.info\/santa-catarina-esta-entre-os-estados-mais-feminicidas-na-pandemia\">Santa Catarina est\u00e1 entre os estados mais feminicidas na pandemia<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Os 25 estados que enviaram os dados de 2019\/2020<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Alagoas (AL), Amap\u00e1 (AP), Amazonas (AM), Bahia (BA), Cear\u00e1 (CE), Distrito Federal (DF), Esp\u00edrito Santo (ES), Goi\u00e1s (GO), Maranh\u00e3o (MA), Mato Grosso (MT), Mato Grosso do Sul (MS), Minas Gerais (MG), Par\u00e1 (PA), Para\u00edba (PB), Pernambuco (PE), Piau\u00ed (PI), Rio de Janeiro (RJ), Rio Grande do Norte (RN), Rio Grande do Sul (RS), Rond\u00f4nia (RO), Roraima (RR), Santa Catarina (SC), S\u00e3o Paulo (SP) e Tocantins (TO).<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014<br \/><em>Sofre ou conhece algu\u00e9m que sofre de viol\u00eancia dom\u00e9stica? Pelo n\u00famero 180 \u00e9 poss\u00edvel registrar a den\u00fancia e receber orienta\u00e7\u00f5es sobre locais de atendimento mais pr\u00f3ximos. A liga\u00e7\u00e3o \u00e9 gratuita e o servi\u00e7o funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mesmo sobrevivendo aos riscos do coronav\u00edrus, pelo menos 1.005 mulheres morreram entre os meses de mar\u00e7o a dezembro de 2020 no pa\u00eds, revela monitoramento de m\u00eddias independentes. <\/p>\n","protected":false},"author":13,"featured_media":13776,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"Mesmo sobrevivendo aos riscos do coronav\u00edrus, pelo menos 1.005 mulheres morreram entre os meses de mar\u00e7o a dezembro de 2020 no pa\u00eds, revela monitoramento de m\u00eddias independentes.","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[1,14],"tags":[],"class_list":["post-13775","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-lutafeminista","category-destaques"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/WhatsApp-Image-2021-03-05-at-20.20.47.jpeg?fit=1024%2C682&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p5mcIC-3Ab","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":false,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/13775","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/13"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=13775"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/13775\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":13779,"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/13775\/revisions\/13779"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/13776"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=13775"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=13775"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=13775"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}