{"id":13061,"date":"2020-12-01T12:09:00","date_gmt":"2020-12-01T15:09:00","guid":{"rendered":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?p=13061"},"modified":"2020-11-30T17:04:05","modified_gmt":"2020-11-30T20:04:05","slug":"silencio-performatico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?p=13061","title":{"rendered":"Sil\u00eancio perform\u00e1tico"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"324\" data-attachment-id=\"13063\" data-permalink=\"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?attachment_id=13063\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/b-1.jpg?fit=980%2C496&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"980,496\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"b-1\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/b-1.jpg?fit=300%2C152&amp;ssl=1\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/b-1.jpg?fit=640%2C324&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/b-1.jpg?resize=640%2C324&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-13063\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/b-1.jpg?w=980&amp;ssl=1 980w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/b-1.jpg?resize=300%2C152&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/b-1.jpg?resize=768%2C389&amp;ssl=1 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><em>As performances funcionam como atos<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><em>vitais de transfer\u00eancia, transmitindo saber social,<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><em>mem\u00f3ria e sentido de identidade atrav\u00e9s<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><em>de a\u00e7\u00f5es reiteradas.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\">Taylor, 2011<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">No Uruguai, a cada 20 de maio, uma multid\u00e3o de corpos reclama no espa\u00e7o p\u00fablico verdade e justi\u00e7a pelas pessoas desaparecidas pelo terrorismo de Estado. Este ano, entretanto, a pandemia impossibilitou a presen\u00e7a f\u00edsica, mas isso n\u00e3o significou aus\u00eancia. Atrav\u00e9s do espa\u00e7o virtual e nas fronteiras entre o p\u00fablico e o privado as pessoas \u201cestiveram\u201d e o sil\u00eancio-grito foi, talvez, mais forte do que nunca.<\/h3>\n\n\n\n<p><br \/><em>Por Francesca Cassariego, em Cuerpos pol\u00edticos, na<strong> <a href=\"https:\/\/www.revistabravas.org\/silencio-perform%C3%A1tico-por\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Revista Bravas N\u00ba13<\/a><\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p>A Marcha do Sil\u00eancio \u00e9 uma mobiliza\u00e7\u00e3o que come\u00e7ou a se realizar em 1996 para reclamar mem\u00f3ria, verdade e justi\u00e7a. Exige respostas sobre os paradeiros de centenas de pessoas sequestradas-desaparecidas entre 1968 e 1985, um per\u00edodo marcado pelo terrorismo de Estado no Uruguai e em outros pa\u00edses do cone sul. Realiza-se a cada 20 de maio, porque esse dia, mas de 1976, apareceram em Buenos Aires os corpos alvejados do Senador da Frente Ampla, Zelmar Michelini, do deputado do Partido Nacional, H\u00e9ctor Guti\u00e9rez Ruiz, e dos\/das militantes Rosario Barredo e William Whitelaw.<\/p>\n\n\n\n<p>\u200bNesta mobiliza\u00e7\u00e3o, impulsionada por M\u00e3es e Familiares de Uruguaios Detidos Desaparecidos, o sil\u00eancio \u00e9 o mecanismo para evocar a indigna\u00e7\u00e3o, a ang\u00fastia e o descontentamento pelas pessoas desaparecidas. Entretanto, depois de 25 anos, marchar e de mais de 40 de sil\u00eancio pol\u00edtico, as m\u00e3es continuam indo sem conseguir que se esclare\u00e7am os desaparecimentos e assassinatos impunes, e a sustenta\u00e7\u00e3o dessa luta fica nas m\u00e3os das novas gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>\u200bA manifesta\u00e7\u00e3o em Montevid\u00e9u come\u00e7a em Juan D. Jackson e Avenida Rivera (onde se encontra o Monumento aos Detidos Desaparecidos da Am\u00e9rica Latina) e leva adiante a faixa com o an\u00fancio escolhido. Os manifestantes caminham em sil\u00eancio total, portando unicamente 197 fotos com os nomes de cada um\/a dos desaparecidos\/as. Finaliza na Pra\u00e7a Liberdade e, ao chegar, nomeiam-se uma a uma as pessoas desaparecidas enquanto respondem ao mesmo tempo: Presente! A 25o Marcha foi particular pela emerg\u00eancia sanit\u00e1ria, a recomenda\u00e7\u00e3o do distanciamento social foram outras; contudo, cumpriu-se o rito e estivemos presentes.<\/p>\n\n\n\n<p>\u200bA Marcha do Sil\u00eancio \u00e9 uma das mais multitudin\u00e1rias mobiliza\u00e7\u00f5es do Uruguai e, com o passar do tempo, come\u00e7am a se somar gera\u00e7\u00f5es que n\u00e3o viveram a ditadura, mas sentem o sil\u00eancio que existe em rela\u00e7\u00e3o a este assunto e se fazem eco dele, saindo \u00e0 rua e exigindo justi\u00e7a. Esta mobiliza\u00e7\u00e3o funciona, de alguma maneira, como um mecanismo de ressignifica\u00e7\u00e3o e reapropria\u00e7\u00e3o para as novas gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>\u200bOs corpos presentes no espa\u00e7o p\u00fablico reclamam os corpos ausentes, transitam pela principal avenida de Montevid\u00e9u lentamente, e uma performatividade que chamo \u201cdo sil\u00eancio\u201d, porque se coloca como uma analogia da atitude da pol\u00edtica nacional frente \u00e0 busca da verdade e da justi\u00e7a, tal como o coloca Diana Taylor (acad\u00eamica estadunidense) em uma an\u00e1lise sore as Av\u00f3s da Pra\u00e7a de Maio, que se ajusta muito bem para analisar o que acontece no Uruguai: \u201cAtrav\u00e9s de seu corpo, conseguem tornar vis\u00edvel a aus\u00eancia\/presen\u00e7a de todos aqueles que tinham desaparecido sem deixar rastro, sem deixar um corpo. Converteram seus corpos em arquivos \u2018vivos\u2019, assim preservado e exibindo as imagens que tinham sido o alvo da supress\u00e3o militar\u201d (2000, p. 36).<\/p>\n\n\n\n<p>\u200bS\u00e3o os corpos em cena os encarregados de reclamar enfaticamente e em sil\u00eancio os corpos que ainda n\u00e3o foram encontrados de centenas de uruguaios\/as desaparecidos\/as. Sobre os corpos de agora pesa o tempo; aos mais de 40 anos de sil\u00eancio se somam novos corpos nascidos nos anos em que a marcha come\u00e7ou a ser realizada, para juntos\/as caminharem em sil\u00eancio e exigirem justi\u00e7a. Aqui, na a\u00e7\u00e3o, fundem-se as mem\u00f3rias de diferentes gera\u00e7\u00f5es para transitar juntas o sil\u00eancio performativo que se vive nesta marcha e que \u00e9 reflexo de um vazio pol\u00edtico em rela\u00e7\u00e3o a este assunto e ao n\u00e3o esclarecimento dos crimes cometidos sob o regime ditatorial.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"139\" data-attachment-id=\"13062\" data-permalink=\"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?attachment_id=13062\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/Sin-titulo-1.jpg?fit=975%2C212&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"975,212\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"Sin-titulo-1\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/Sin-titulo-1.jpg?fit=300%2C65&amp;ssl=1\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/Sin-titulo-1.jpg?fit=640%2C139&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/Sin-titulo-1.jpg?resize=640%2C139&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-13062\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/Sin-titulo-1.jpg?w=975&amp;ssl=1 975w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/Sin-titulo-1.jpg?resize=300%2C65&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/Sin-titulo-1.jpg?resize=768%2C167&amp;ssl=1 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>E floresceram margaridas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u200bNeste 20 de maio, todos os corpos, que n\u00e3o puderam estar fisicamente no espa\u00e7o p\u00fablico, fizeram-se presentes atrav\u00e9s de uma a\u00e7\u00e3o coletiva. Este ano t\u00e3o particular em que nos sentimos amea\u00e7ados por algo pequeno, um v\u00edrus microsc\u00f3pico, o sil\u00eancio, esse grito apertado de indigna\u00e7\u00e3o e tristeza com o qual carregamos como sociedade, tornou-se imagem. Ou centenas de imagens. Floresceram margaridas de papel por todos os lados, em todos os bairros se exibiram fotos dos\/das desaparecidos\/as, cartazes que exigem verdade e justi\u00e7a, e a palavra \u201cpresente\u201d pousou em milhares de janelas. Em varandas, janelas, canteiros e pra\u00e7as apareceram m\u00faltiplas interven\u00e7\u00f5es art\u00edsticas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u200bNa fronteira entre o p\u00fablico e o privado, concebeu-se esta performance de corpos tamb\u00e9m ausentes, como aqueles, como os\/as de nossos\/as desaparecidos\/as. Este ano, o compromisso com a busca dos\/das desaparecidos\/as, com as exig\u00eancias de verdade e justi\u00e7a pelos crimes de lesa humanidade, n\u00e3o se resolveu com ir a uma marcha; este ano foi necess\u00e1rio colocar mais que o corpo, a alma: criar, planejar, construir a maneira de ser e estar presente. Nesta multiplicidade de formas de tornar-nos vis\u00edveis, esteve a magia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u200bOs edif\u00edcios se tornaram cartazes, foram projetadas imagens em monumentos emblem\u00e1ticos, foram colocadas em portas e janelas, assim como na Pra\u00e7a Liberdade os retratos que antes levavam as m\u00e3es e familiares. Foram pintadas pegadas dos passos que n\u00e3o estariam na principal avenida e assim, a partir de uma nova maneira de estar presentes, o estivemos. As vozes n\u00e3o apenas se al\u00e7aram nas redes sociais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u200bFoi constru\u00eddo um tecido de imagens, de cartazes, de margaridas, de interven\u00e7\u00f5es em paradas, muros, casas. A marcha sem marcha cobrou uma magnitude e uma presen\u00e7a como nunca antes se tinha vivido na cidade. Os corpos ausentes se fizeram presentes atrav\u00e9s de objetos e pudemos reconhecer os vizinhos\/as que sentem esta mesma indigna\u00e7\u00e3o, com quem compartilhamos a necessidade de que a verdade venha \u00e0 tona e possamos, de uma vez por todas, encontrar os\/as desaparecidos\/as, saber o que aconteceu com cada um\/uma deles\/delas, encontrar todas as crian\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<p>\u200b\u00c9 importante, este ano, resgatar a presen\u00e7a de imagens do Sil\u00eancio, projeto que fotografou pessoas de diferentes \u00e2mbitos da cultura e da sociedade, abra\u00e7adas a um cartaz com a foto e o nome de algum dos\/das desaparecidos\/as, embora o projeto tenha sido pensado para ser realizado com anteced\u00eancia \u00e0 marcha (e durante). No contexto da pandemia, as fotografias gigantes que foram feitas com as fotos cobraram ainda maior magnitude, assim como os cartazes nos muros e as m\u00faltiplas interven\u00e7\u00f5es que foram realizadas com elas foi outra grande contribui\u00e7\u00e3o para a performance virtual que se realizou este ano.<\/p>\n\n\n\n<p>O sil\u00eancio \u00e9 o que tem caracterizado o regresso \u00e0 democracia: tapa-se, esconde-se, cala-se e se gera uma sensa\u00e7\u00e3o de incompletude para muitos uruguaios\/as que vivem, desde ent\u00e3o, com uma ferida aberta. As iniciativas cidad\u00e3s de participa\u00e7\u00e3o e a\u00e7\u00e3o coletiva colocam na cena pol\u00edtica um espa\u00e7o de transfer\u00eancia intergeracional fundamental para a constru\u00e7\u00e3o de uma cidadania com mem\u00f3ria.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No Uruguai, a cada 20 de maio, uma multid\u00e3o de corpos reclama no espa\u00e7o p\u00fablico verdade e justi\u00e7a pelas pessoas desaparecidas pelo terrorismo de Estado. Este ano, entretanto, a pandemia impossibilitou a presen\u00e7a f\u00edsica, mas isso n\u00e3o significou aus\u00eancia. 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