{"id":11654,"date":"2020-07-24T15:33:10","date_gmt":"2020-07-24T18:33:10","guid":{"rendered":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?p=11654"},"modified":"2020-08-29T21:24:22","modified_gmt":"2020-08-30T00:24:22","slug":"25-de-julho-e-o-legado-da-organizacao-politica-das-mulheres-negras-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?p=11654","title":{"rendered":"25 de Julho e o legado da organiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica das mulheres negras no Brasil"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"has-text-align-center wp-block-heading\"><strong><em>Das rainhas que lutaram pela liberta\u00e7\u00e3o do povo negro da condi\u00e7\u00e3o de trabalho escravo at\u00e9 os dias de hoje, o legado das mulheres negras no pa\u00eds inspira a luta contra o racismo, contra o sexismo, por justi\u00e7a social e pela supera\u00e7\u00e3o das desigualdades produzidas por um sistema perverso.&nbsp;<\/em><\/strong><\/h4>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"360\" data-attachment-id=\"11655\" data-permalink=\"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?attachment_id=11655\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/Mosaico-2.jpg?fit=1920%2C1080&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"1920,1080\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"Mosaico 2\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/Mosaico-2.jpg?fit=300%2C169&amp;ssl=1\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/Mosaico-2.jpg?fit=640%2C360&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/Mosaico-2.jpg?resize=640%2C360&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-11655\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/Mosaico-2.jpg?resize=1024%2C576&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/Mosaico-2.jpg?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/Mosaico-2.jpg?resize=768%2C432&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/Mosaico-2.jpg?resize=1536%2C864&amp;ssl=1 1536w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/Mosaico-2.jpg?w=1920&amp;ssl=1 1920w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/Mosaico-2.jpg?w=1280&amp;ssl=1 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><figcaption>Arte: SOS CORPO<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>H\u00e1 28 anos que o 25 de Julho foi institu\u00eddo como o Dia da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha. De l\u00e1 para c\u00e1, em diferentes pa\u00edses da regi\u00e3o e do mundo, a insurg\u00eancia das mulheres negras tem se ampliado, alargando uma hist\u00f3ria que \u00e9 de luta, resist\u00eancia e de conquistas que come\u00e7am bem muito antes de 1992. Contudo, a institui\u00e7\u00e3o desta data durante o 1\u00ba Encontro de Mulheres Afro-latino-americanas, Afro-caribenhas e da Di\u00e1spora, na Rep\u00fablica Dominicana, se tornou um marco pol\u00edtico fundamental para a organiza\u00e7\u00e3o das mulheres negras para o enfrentamento das desigualdades de classe, de g\u00eanero e de ra\u00e7a e etnia produzidas pelo sistema capitalista, sobretudo pelo modelo neoliberal.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde 2014, o Dia Nacional de Tereza de Benguela, institu\u00eddo pela presidenta Dilma Rousseff, marca no calend\u00e1rio nacional a import\u00e2ncia das mulheres negras na constitui\u00e7\u00e3o e desenvolvimento do pa\u00eds. Por\u00e9m, mais do que uma data celebrativa, o 25 de Julho nos lembra como os efeitos perversos do racismo, do sexismo e da explora\u00e7\u00e3o colonial continuam, em pleno s\u00e9culo XXI, imprimindo condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias \u00e0 vida de milh\u00f5es de mulheres negras e de classes populares. Um projeto de domina\u00e7\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o que se aprofunda com o racismo estrutural e o racismo institucional.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com M\u00e9rcia Alves, educadora do SOS Corpo, militante feminista da Rede de Mulheres Negras de Pernambuco, do F\u00f3rum de Mulheres Pernambuco (FMPE) e da Articula\u00e7\u00e3o de Mulheres Brasileiras, o 25 de Julho \u00e9 uma data para denunciar as desigualdades ainda persistentes na forma\u00e7\u00e3o social brasileira que reflete na sub-representa\u00e7\u00e3o das mulheres negras na pol\u00edtica, no mercado de trabalho e nas universidades.<em> \u201cO 25 de Julho \u00e9 uma data para lembrar e jamais esquecer dos efeitos perversos do racismo e do sexismo sobre a popula\u00e7\u00e3o escravizada nas Am\u00e9ricas. \u00c9 uma data que lembra a hist\u00f3ria de resist\u00eancia do povo negro, das mulheres negras em particular, e de forma articulada, \u00e0 toda for\u00e7a ancestral de mulheres negras, l\u00edderes quilombolas, guerreiras contra um modelo colonial que nos exterminou, nos silenciou durante s\u00e9culos, violentando nossos corpos pol\u00edticos como medidas de disciplinamento e poder de uma sociedade escravocrata-patriarcal-racista. \u00c9 sobre os corpos destas mulheres que figuram as maiores viol\u00eancias f\u00edsicas, psicol\u00f3gicas e simb\u00f3licas\u201d<\/em>, contou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Diante de um governo negacionista, a viol\u00eancia do racismo se expressa tamb\u00e9m no apagamento da contribui\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, intelectual, no apagamento da exist\u00eancia e da hist\u00f3ria daquelas e daqueles que vieram antes de todas n\u00f3s. Em tempos de Pandemia do Coronav\u00edrus, as vidas negras em todo o mundo est\u00e3o colocadas em xeque, mais uma vez, e as profundidades das contradi\u00e7\u00f5es do sistema neoliberal t\u00eam sido escancaradas de forma que n\u00e3o d\u00e1 mais para seguirem sendo ocultadas. \u00c9 neste contexto de emerg\u00eancia pela vida que a 8\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Julho das Pretas vem sendo realizada em 2020 em m\u00faltiplas a\u00e7\u00f5es virtuais e de press\u00e3o pol\u00edtica, que ultrapassa o territ\u00f3rio dos nove estados do nordeste, de onde a iniciativa apontou primeiro.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>A exist\u00eancia do Julho das Pretas surge da iniciativa do Odara Instituto da Mulher Negra, em Salvador, e irradiou para os demais estados da regi\u00e3o atrav\u00e9s da Rede de Mulheres Negras do Nordeste, que posteriormente, definiu que os nove estados que a comp\u00f5em constru\u00edssem calend\u00e1rios locais que des\u00e1guam em um calend\u00e1rio regional. A iniciativa mostra o poder de organiza\u00e7\u00e3o das mulheres negras e desta a\u00e7\u00e3o que j\u00e1 entrou para o calend\u00e1rio de lutas dos movimentos de mulheres negras n\u00e3o apenas no nordeste, como explica a coordenadora da a\u00e7\u00e3o em Pernambuco, Rosa Marques.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cAs a\u00e7\u00f5es do Julho das Pretas, que hoje ultrapassa os limites da regi\u00e3o nordeste, s\u00e3o baseadas em temas importantes para a supera\u00e7\u00e3o do Racismo, como a viol\u00eancia contra as mulheres negras, o sexismo, a lesbofobia e a transfobia, e se configura como um momento importante para pautar uma agenda pol\u00edtica que coloca as mulheres negras nordestinas em evid\u00eancia. Em 2020, o tema da 8\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Julho das Pretas \u00e9 \u2018Em defesa das vidas negras, pelo bem viver\u2019, e tem o objetivo de pautar a&nbsp; valoriza\u00e7\u00e3o das vidas negras,&nbsp; buscando um tom mais propositivo para a mobiliza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, trazendo tamb\u00e9m o projeto pol\u00edtico de bem viver que desde a marcha das mulheres negras vem sendo pautado como&nbsp; uma outra forma de organiza\u00e7\u00e3o social e pr\u00e1ticas pol\u00edticas\u201d<\/em>, ressaltou Rosa, que integra a Rede de Mulheres Negras de Pernambuco.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote has-text-align-right is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p><strong>\u201cAo reivindicar nossa diferen\u00e7a enquanto mulheres negras, enquanto amefricanas, sabemos bem o quanto trazemos em n\u00f3s as marcas da explora\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e da subordina\u00e7\u00e3o racial e sexual. Por isso mesmo, trazemos conosco a marca da liberta\u00e7\u00e3o de todos e todas. Portanto, nosso lema deve ser: organiza\u00e7\u00e3o j\u00e1!\u201d<\/strong>.  <strong>L\u00e9lia Gonzalez<\/strong><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>A organiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica das mulheres negras no pa\u00eds tem sido fundamental e \u00e9 a base de qualquer a\u00e7\u00e3o que visa a luta pela supera\u00e7\u00e3o das estruturas que as oprimem. Inspiradas na for\u00e7a e no ensinamento ancestral, as mulheres negras est\u00e3o seguindo os passos em um caminho que foi aberto ao longo de muita luta, dor, revolta e de levante. A pot\u00eancia de organiza\u00e7\u00e3o reverbera nas sujeitas em si, mas, tamb\u00e9m, em suas comunidades, olhando as condi\u00e7\u00f5es de vida das popula\u00e7\u00f5es negras desde a inf\u00e2ncia at\u00e9 a velhice. Tanto a data quanto as a\u00e7\u00f5es que fortalecem o 25 de Julho como marco pol\u00edtico de uma luta internacional, s\u00e3o tamb\u00e9m constitutivos do legado de organiza\u00e7\u00e3o das mulheres negras no Brasil, organiza\u00e7\u00e3o essa que sempre esteve presente na luta de Tereza de Benguela, Dandara, Aqualtune, Beatriz do Nascimento, Luiza Bairros, L\u00e9lia Gonzalez e tantas outras.<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cComo diz [acima] L\u00e9lia Gonzalez, feminista negra, e uma refer\u00eancia de resist\u00eancia que ousou questionar os lugares que o racismo nos coloca, e nos ensinou que para romper com o racismo e o sexismo \u00e9 preciso organizar-se. E \u00e9 isso que uma a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica como o Julho das Pretas nos coloca. \u00c9 den\u00fancia e an\u00fancio de uma nova sociabilidade que coloca a mulher negra no centro da luta e disputa novas narrativas centradas da altivez, sabedoria, na beleza, na intelectualidade, na pol\u00edtica, na arte, na cultura marcada pela contribui\u00e7\u00e3o de uma vis\u00e3o, cosmovis\u00e3o, ancestral de mulheres negras que na for\u00e7a da luta, resistem!\u201d<\/em>, salientou, M\u00e9rcia Alves.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Este legado de for\u00e7a e enfrentamento que vem da ancestralidade permitiu que l\u00e1 na d\u00e9cada de 1930 Antonieta de Barros chegasse ao parlamento, abrindo o precedente para que mais mulheres negras ingressarem na pol\u00edtica institucional anos mais tarde, direito que foi garantido com a Constitui\u00e7\u00e3o de 1988. Benedita da Silva, Leci Brand\u00e3o, Ol\u00edvia Santana, J\u00f4 Cavalcanti, K\u00e1tia Cunha, Robeyonce Lima, Erica Malunguinho entre outras, ocupam hoje lugares no parlamento que s\u00e3o fruto desta luta. Organiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica que reverbera na vida das trabalhadoras dom\u00e9sticas, que tiveram com Laudelina Campos de Melo, tamb\u00e9m na d\u00e9cada de 1930, o in\u00edcio da luta pela valoriza\u00e7\u00e3o do emprego dom\u00e9stico no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Elzanira da Silva, mulher negra, militante feminista do FMPE e da Rede de Mulheres Negras de Pernambuco, a organiza\u00e7\u00e3o \u00e9 fundamental para a compreens\u00e3o de sua realidade, dos seus direitos e de fortalecer-se para lutar em sua comunidade. Diarista, ela \u00e9 uma das milh\u00f5es de mulheres que tem o trabalho dom\u00e9stico remunerado como meio de garantir o sustento pr\u00f3prio e de sua fam\u00edlia. Com a chegada da Pandemia, ela e as mais de 7 milh\u00f5es de trabalhadoras dom\u00e9sticas do pa\u00eds, categoria de trabalho que em grande parte \u00e9 composta por mulheres negras, foram colocadas em situa\u00e7\u00e3o de mais vulnerabilidade. Por conta das a\u00e7\u00f5es das redes de solidariedade, lideradas por mulheres negras, Elza e outras mulheres de bairros populares est\u00e3o recebendo apoio e seguem na luta para ajudar quem est\u00e1 em contexto de desprote\u00e7\u00e3o total por parte do Estado. Segundo ela, o legado de Tereza de Benguela inspira \u00e0 luta para continuar na resist\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<em>O 25 de julho \u00e9 uma data para rememorar a luta das mulheres negras. Celebrar o Julho das Pretas \u00e9 se inspirar na luta de Tereza de Benguela, que lutou muito pelo direito \u00e0 terra, o nosso s\u00edmbolo de resist\u00eancia. Como mulher negra feminista e antirracista, este dia para mim \u00e9 lutar e continuar na resist\u00eancia combatendo toda a forma de opress\u00e3o contra n\u00f3s. \u00c9 lutar contra esse sistema patriarcal, luto por uma sociedade sem viol\u00eancia contra mulher. Este dia 25 de julho \u00e9 um dia de lutar contra desigualdade racial, contra o racismo que nos machuca, nos d\u00f3i. Mas, somos a resist\u00eancia e enquanto eu tiver em movimento feminista e na Rede de Mulheres Negras, podemos seguir para que tenhamos uma sociedade livre de toda de toda forma desigualdade para todos e para as mulheres pretas. Salve o Julho das Pretas\u201d,<\/em> celebrou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Na imagem:<\/strong> Tereza de Benguela, Aqualtune, Maria Firmina, Maria Filipa, Tia Ciata, Zeferina, Dandara, Laudelina Campos Melo, Antonieta Barros, Carolina Maria de Jesus, Luiza Bairros, L\u00e9lia Gonzalez, Beatriz do Nascimento, Marielle Franco, Sueli Carneiro,Vera Baroni, I\u00eada Leal, Inaldete Pinheiro, Lia de Itamarac\u00e1, Maria Aparecida Silva Bento, Vilma Reis, Valdercir Nascimento, Benedita da Silva, Concei\u00e7\u00e3o Evaristo, M\u00f4nica Oliveira, Analba Braz\u00e3o, Rivane Arantes, M\u00e9rcia Alves, Ver\u00f4nica Pedro, Rosa Marques, Joaninha Dias, Leci Brand\u00e3o, Robeyonce Lima, K\u00e1tia Cunha, J\u00f4 Cavalcanti, Erica Malunguinho, Cidinha da Silva, Creuza Oliveira, Luiza Batista, D\u00e9bora da Silva, Nilma Lino Lopes, Ana Maria Gon\u00e7alves, Dora L\u00facia Bert\u00falio, Jurema Werneck, Elzanira da Silva, Espa\u00e7o Mulher de Passarinho, Eliane Cavalheiro.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saudamos e honramos a luta de todas que vieram antes de n\u00f3s e das que seguem o legado de constru\u00e7\u00e3o de um caminho por liberdade e por justi\u00e7a social!&nbsp; <\/h4>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Das rainhas que lutaram pela liberta\u00e7\u00e3o do povo negro da condi\u00e7\u00e3o de trabalho escravo at\u00e9 os dias de hoje, o legado das mulheres negras no pa\u00eds inspira a luta contra o racismo, contra o sexismo, por justi\u00e7a social e pela supera\u00e7\u00e3o das desigualdades produzidas por um sistema perverso. <\/p>\n","protected":false},"author":13,"featured_media":11674,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"as rainhas que lutaram pela liberta\u00e7\u00e3o do povo negro at\u00e9 os dias de hoje, o legado das mulheres negras no pa\u00eds inspira a luta contra o racismo, contra o sexismo, por justi\u00e7a social e pela supera\u00e7\u00e3o das desigualdades produzidas por um sistema perverso. 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