{"id":11576,"date":"2020-07-14T09:51:00","date_gmt":"2020-07-14T12:51:00","guid":{"rendered":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?p=11576"},"modified":"2020-07-03T22:03:54","modified_gmt":"2020-07-04T01:03:54","slug":"as-cartas-que-vao-e-vem-em-uma-prisao-do-chile-queridas-mulheres","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?p=11576","title":{"rendered":"As cartas que v\u00e3o e v\u00eam em uma pris\u00e3o do Chile &#8211; queridas mulheres"},"content":{"rendered":"\n<h5 class=\"has-text-align-center wp-block-heading\"><em>Em Santiago do Chile, h\u00e1 uma pris\u00e3o \u00e0 qual chegam centenas de cartas, de muito longe e de muito perto. H\u00e1, sim, quem quer saber como s\u00e3o seus dias durante a pandemia. Uma professora de literatura conta que, nas pris\u00f5es, a carta ainda \u00e9 um meio de comunica\u00e7\u00e3o importante e que as mulheres t\u00eam medo de morrer ali sem poder ver seus filhos e filhas. E pode ser que estas cartas sejam sua maior companhia.<\/em><\/h5>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"356\" data-attachment-id=\"11577\" data-permalink=\"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?attachment_id=11577\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/capa-4-2.jpg?fit=780%2C434&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"780,434\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;}\" data-image-title=\"capa-4-2\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/capa-4-2.jpg?fit=300%2C167&amp;ssl=1\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/capa-4-2.jpg?fit=640%2C356&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/capa-4-2.jpg?resize=640%2C356&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-11577\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/capa-4-2.jpg?w=780&amp;ssl=1 780w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/capa-4-2.jpg?resize=300%2C167&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/capa-4-2.jpg?resize=768%2C427&amp;ssl=1 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><strong><em>Por Florencia Pagola<\/em><\/strong> | <a href=\"https:\/\/www.revistabravas.org\/copia-de-mujeres-chilenas-presas\" target=\"_blank\" aria-label=\"undefined (opens in a new tab)\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>Revista BRAVAS n.12<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Quando come\u00e7avam a se confirmar os primeiros casos de covid-19 no Chile, as mulheres privadas de liberdade no Centro Penitenci\u00e1rio Feminino Santiago (CPF) n\u00e3o podiam fazer mais do que se consolar entre elas. Suas visitas, as atividades recreativas e a escola foram canceladas. S\u00e3o mais de 600 mulheres e lhes aterroriza se contagiar porque convivem em um espa\u00e7o com poucas possibilidades de distanciamento f\u00edsico. No in\u00edcio de abril, o v\u00edrus se propagava como um barril de p\u00f3lvora na vizinha pris\u00e3o para homens Puente Alto \u2013 uma das pris\u00f5es mais afetadas em Santiago pela crise sanit\u00e1ria. A ansiedade e o confinamento se duplicaram quando come\u00e7aram a ver seus filhos e filhas apenas virtualmente, e quando podiam.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi Paulina Vergara Almarza (a professora de literatura que ensina \u00e0s mulheres privadas de liberdade a escreverem contos, relatos e cartas; a licenciada em l\u00edngua e literatura hisp\u00e2nica; a mulher de cabelo curto, sobrancelhas cheias e olhos vidrados quando conta o que suas alunas est\u00e3o passando; a \u201c\u00fanica sobrevivente\u201d, segundo elas, a \u00fanica que as visita, a que continuou indo toda sexta-feira ao Centro Penitenci\u00e1rio Feminino Santiago. E a que decidiu continuar, de alguma forma, com as atividades liter\u00e1rias que dirige ali desde 2016.<\/p>\n\n\n\n<p>Utilizou as redes sociais para convidar quem quisesse escrever uma carta \u00e0s mulheres na pris\u00e3o. A espera durou pouco: entre final de abril e come\u00e7o de maio, Paulina recebeu umas 250 cartas e ainda continua contando. \u201cPensei que apenas minhas amigas iam escrever, as que t\u00eam interesses sociais, mas chegaram cartas de todos os lugares: M\u00e9xico, Col\u00f4mbia, B\u00e9lgica, Pol\u00f4nia, Argentina, de chilenos que est\u00e3o fora&#8230; lugares realmente distantes. Ainda continuam chegando cartas\u201d, conta com surpresa atrav\u00e9s de um v\u00eddeo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">***<\/p>\n\n\n\n<p><em>Oi, Manzanita: Como v\u00e3o as coisas: o \u00e2nimo, os dias&#8230;? Me conta, que atividade e o que mais voc\u00ea gosta de fazer? Ou qual voc\u00ea gostaria de fazer? Foi uma surpresa muito bonita receber sua resposta&#8230; acho que agora seremos amigas de correspond\u00eancia. Nunca imaginei! :) (&#8230;) Escrever-lhe me faz pensar muito em como vivem e as necessidades que t\u00eam. At\u00e9 logo, um abra\u00e7o. Maca<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">***<\/p>\n\n\n\n<p>Paulina recebe as cartas em seu e-mail, as imprime, as leva ao CPF; vai pavilh\u00e3o por pavilh\u00e3o entregando cartas, e folhas e l\u00e1pis para voltar com as respostas, das quais tira foto e envia por e-mail. Diz que sua casa est\u00e1 tomada pelas cartas: s\u00e3o muitas, separadas em pastas coloridas. Dentro do CPF, est\u00e3o participando do interc\u00e2mbio umas 40 mulheres, \u201calgumas muito comprometidas, que toda sexta-feira t\u00eam sua resposta e me pedem mais cartas para ter correspond\u00eancia com duas ou tr\u00eas pessoas. E outras se esquecem, e sua resposta se d\u00e1 a cada duas semanas\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>O curioso \u00e9 que rapidamente se formaram duplas que se animaram a continuar se escrevendo. Paulina destaca que \u201cpara cada dupla que se forma, h\u00e1 um encontro de dois mundos que n\u00e3o teria acontecido de outra maneira\u201d. Diz que \u201ch\u00e1 cartas pol\u00edticas; outras super narrativas com contos, hist\u00f3rias, poemas, e que h\u00e1 pessoas que contam seus problemas no primeiro contato\u201d. E o que \u00e9 fundamental: \u201cquase todas s\u00e3o de uma profunda solidariedade e de n\u00e3o julgar a outra\u201d.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignright\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/static.wixstatic.com\/media\/b45053_4245be572b5749f79ef6448652f338ab~mv2.jpg\/v1\/fill\/w_322%2Ch_403%2Cal_c%2Cq_80%2Cusm_0.66_1.00_0.01\/Carta%20a%20todas.webp?w=640&#038;ssl=1\" alt=\"Carta a todas.jpg\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Ela est\u00e1 convencida de que este exerc\u00edcio \u201cpode ajudar a percep\u00e7\u00e3o que se tem fora da pris\u00e3o sobre aqueles que est\u00e3o dentro dela\u201d. \u201cSobretudo para descobrir a subjetividade destas pessoas: sim, roubou, mas n\u00e3o necessariamente o far\u00e1 durante toda sua vida. Tamb\u00e9m ama, sofre, tem sonhos e, em geral, um passado bastante infeliz que tem a ver com as causas pelas quais as mulheres v\u00e3o para a pris\u00e3o em nosso pa\u00eds\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">***<\/p>\n\n\n\n<p><em>Ol\u00e1 carinho, espero apesar de tudo que esti [sic] bem. O outono faz cair as folhas secas das \u00e1rvores. O sol j\u00e1 n\u00e3o esquenta como antes. A tristeza e o medo governam cora\u00e7\u00f5es vazios. E ontem olhei um rato subir e se perder no desv\u00e3o. Quebrei a televis\u00e3o e comecei a sonhar, sonhei que voava. E tu que sonhaste na \u00faltima vez? Respira lento, respiro lento. Te amo.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">***<\/p>\n\n\n\n<p>No momento, no CPF, tem-se a expans\u00e3o do v\u00edrus controlada, embora n\u00e3o se saiba o que vai acontecer. E, apesar de j\u00e1 n\u00e3o sentirem medo do cont\u00e1gio, o desgosto pelo confinamento e a falta de atividades pesam mais do que nunca. Repetem e escrevem \u201cSikosia\u201d por toda parte; \u00e9 esse termo que usam para aquelas que j\u00e1 n\u00e3o est\u00e3o aguentando o confinamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma das primeiras sextas-feiras de receber cartas, uma garota disse a Paulina que a esperasse, que em seguida queria responder. \u201cContou a outra pessoa que j\u00e1 tinham duas agentes contagiadas e que ela estava preocupada pelo seu filho; tinha medo de sair morta da pris\u00e3o. Imediatamente sentiu necessidade de escrever isso\u201d, afirma Paulina por meio de um v\u00eddeo, como se a garota lhe tivesse passado toda sua urg\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ela, as mulheres na pris\u00e3o t\u00eam muito entusiasmo com as cartas porque podem se comunicar com pessoas desconhecidas e, al\u00e9m disso, refletir consigo mesmas: \u201ca carta permite que te subtraias de teu entorno para contar a outra pessoa quem \u00e9s, ordenar tuas ideias, refletir acerca de como vais te apresentar. A\u00ed, aparece tua situa\u00e7\u00e3o atual, teus planos, teus sonhos, o que vais fazer quando sa\u00edres. Isso fica escrito\u201d. \u201cO primeiro destinat\u00e1rio de uma carta \u00e9 o pr\u00f3prio autor\u201d, dizia o escritor Pedro Salinas.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m as cartas tamb\u00e9m s\u00e3o muito importantes para as pessoas privadas de liberdade quando se trata de aproximar-se de seu mundo afetivo. A professora \u00e9 consciente da vig\u00eancia do g\u00eanero epistolar nas pris\u00f5es, por isso, tenta potencializar este di\u00e1logo buscando \u201coutras formas de dizer mais, sobretudo quando h\u00e1 rela\u00e7\u00f5es que est\u00e3o muito desgastadas\u201d. E diz: \u201cque uma m\u00e3e tome a decis\u00e3o de escrever uma carta e a entregue atesta que essa m\u00e3e \u2013 ausente durante o crescimento de seus filhos \u2013 esteve presente neles. \u00c9 uma prova de que foi assim\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">***<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/static.wixstatic.com\/media\/b45053_2187e4b66d25434bbc554d69ab27f8cb~mv2.jpg\/v1\/fill\/w_252%2Ch_337%2Cal_c%2Cq_80%2Cusm_0.66_1.00_0.01\/CARTA-Araceli-Cantora.webp?w=640&#038;ssl=1\" alt=\"CARTA-Araceli-Cantora.jpg\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><em>Reencontro<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Querido conto*, as circunst\u00e2ncias da pris\u00e3o nos separaram; n\u00e3o era f\u00e1cil te atender com o soundtrack dos insultos e o zumbido das mulheres esquizofr\u00eanicas. Entretanto, me esperaste, e com a narra\u00e7\u00e3o pude me olhar no espelho dos onze anos e encontrar meu pai na magia do passado. Te contei que ele partiu deste mundo. Apareceram pequenos passos meus, conversas e caminhadas perfumadas com mar e sal. A m\u00e3o, a m\u00e3o grande que tomava a minha. Gra\u00e7as a tua cria\u00e7\u00e3o visitei essa inf\u00e2ncia esquecida, formosa como os dedos de minha m\u00e3e entrela\u00e7ando minhas tran\u00e7as.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Paola Romano, 50 anos, S\u00e3o Joaquim.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>* [Texto escrito por una participante da oficina liter\u00e1ria no CPF e que recebeu uma men\u00e7\u00e3o honrosa no concurso liter\u00e1rio Santiago em cem palavras, 2020].<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>***<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/static.wixstatic.com\/media\/b45053_a24f6f63bd9c4206b7079d5a96ebb0fc~mv2.jpg\/v1\/fill\/w_614%2Ch_397%2Cal_c%2Cq_80%2Cusm_0.66_1.00_0.01\/CARTA%20Alma%20Pin%2B%2Ba%201jpg.webp?w=640&#038;ssl=1\" alt=\"CARTA Alma Pin++a 1jpg.jpg\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>\u201cUma das garotas me perguntou: \u2018olha professora: estas cartas s\u00e3o de verdade ou voc\u00ea as escreveu?\u2019\u201d, conta Paulina entre simp\u00e1ticas risadas. Para as mulheres privadas de liberdade do CPF Santiago, torna-se dif\u00edcil acreditar que l\u00e1 fora, em pa\u00edses distantes, h\u00e1 gente \u2013 mais de 90% das remetentes s\u00e3o mulheres \u2013 que quer saber delas, conversar com elas. Esta desconfian\u00e7a n\u00e3o \u00e9 estanha se revisamos as estat\u00edsticas relacionadas com mulheres privadas de liberdade no Chile e na regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o estudo <a>\u201cEncarceramento feminino no Chile. Qualidade da vida penitenci\u00e1ria e necessidade de interven\u00e7\u00e3o\u201d<\/a>, 45% das mulheres privadas de liberdade no pa\u00eds sofreram viol\u00eancia intrafamiliar e 26% abuso sexual na inf\u00e2ncia ou na adolesc\u00eancia. Estas mulheres veem a separa\u00e7\u00e3o de seus filhos e filhas pelo encarceramento como a maior dor que possam viver; 89% s\u00e3o m\u00e3es. A pris\u00e3o se apresenta a elas como o \u00faltimo est\u00e1gio de exclus\u00e3o e desvantagem acumulada, e muitas t\u00eam em comum o abuso de subst\u00e2ncias e as condutas autodestrutivas.<\/p>\n\n\n\n<p>No Chile \u2013 e na regi\u00e3o \u2013 8% da popula\u00e7\u00e3o total em pris\u00f5es s\u00e3o mulheres, porcentagem que cresceu aceleradamente nos \u00faltimos anos. Em sua maioria, as causas se relacionam com delitos menores ou com a distribui\u00e7\u00e3o de drogas em pequena escala. Uma atividade que \u00e9 o sustento econ\u00f4mico de fam\u00edlias precarizadas, nas quais elas s\u00e3o as cabe\u00e7as e as encarregadas pelos cuidados.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando entram na pris\u00e3o, sofrem o abandono de suas redes de apoio; e s\u00e3o menos visitadas por seus parceiros \u2013 ou simplesmente abandonadas \u2013 do que os homens tamb\u00e9m presos. E assim que a passagem pela pris\u00e3o esmagou os v\u00ednculos familiares, a dignidade e a confian\u00e7a nelas mesmas, sair em busca de um trabalho legal com uma mochila de estigmas e exclus\u00e3o para muitas \u00e9 imposs\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o, sim, ser mulher em uma pris\u00e3o e receber uma carta de uma desconhecida em meio a uma pandemia parece fic\u00e7\u00e3o. Mas n\u00e3o \u00e9, est\u00e1 acontecendo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/static.wixstatic.com\/media\/b45053_a82a61ae68864e29ab0e5128ac9b16b1~mv2.jpg\/v1\/fill\/w_480%2Ch_324%2Cal_c%2Cq_80%2Cusm_0.66_1.00_0.01\/DSC05772.webp?w=640&#038;ssl=1\" alt=\"DSC05772.jpg\"\/><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em Santiago do Chile, h\u00e1 uma pris\u00e3o \u00e0 qual chegam centenas de cartas, de muito longe e de muito perto. H\u00e1, sim, quem quer saber como s\u00e3o seus dias durante a pandemia. 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