{"id":11544,"date":"2020-07-15T10:00:00","date_gmt":"2020-07-15T13:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?p=11544"},"modified":"2020-07-06T16:58:43","modified_gmt":"2020-07-06T19:58:43","slug":"uruguai-para-nao-voltar-a-normalidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?p=11544","title":{"rendered":"Uruguai: Para n\u00e3o voltar \u00e0 normalidade"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"has-text-align-center wp-block-heading\"><em>Pesquisadores e acad\u00eamicas destacaram que, na base da pandemia do covid-19, encontra-se a extens\u00e3o incontrolada e exponencial do modo de vida capitalista industrial por todo o mundo. Analisar a causas \u00e9 importante para compreender onde est\u00e3o os problemas e orientar as sa\u00eddas tendentes e prevenir outras pandemias.<\/em><\/h4>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"334\" data-attachment-id=\"11545\" data-permalink=\"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?attachment_id=11545\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/imagem-3.jpg?fit=865%2C451&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"865,451\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;}\" data-image-title=\"imagem-3\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/imagem-3.jpg?fit=300%2C156&amp;ssl=1\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/imagem-3.jpg?fit=640%2C334&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/imagem-3.jpg?resize=640%2C334&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-11545\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/imagem-3.jpg?w=865&amp;ssl=1 865w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/imagem-3.jpg?resize=300%2C156&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/imagem-3.jpg?resize=768%2C400&amp;ssl=1 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><strong><em>Por Lilian Celiberti<\/em><\/strong> |<strong> <a href=\"https:\/\/www.revistabravas.org\/uruguay-anormal-por\">Revista BRAVAS n.12<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Pesquisadores e acad\u00eamicas destacaram que, na base da pandemia do covid-19, encontra-se a extens\u00e3o incontrolada e exponencial do modo de vida capitalista industrial por todo o mundo. Analisar a causas \u00e9 importante para compreender onde est\u00e3o os problemas e orientar as sa\u00eddas tendentes e prevenir outras pandemias. As massivas mudan\u00e7as no uso do solo, a defloresta\u00e7\u00e3o e a urbaniza\u00e7\u00e3o levaram \u00e0 fragmenta\u00e7\u00e3o do habitat e a cria\u00e7\u00e3o de ambientes favor\u00e1veis para a propaga\u00e7\u00e3o dos vetores de doen\u00e7as de animais a seres humanos, como o coronav\u00edrus. A altera\u00e7\u00e3o dos ecossistemas, a massifica\u00e7\u00e3o da pecu\u00e1ria industrial e, em geral, a destrui\u00e7\u00e3o do sistema ecol\u00f3gico s\u00e3o algumas das express\u00f5es de uma l\u00f3gica baseada no crescimento e no \u201cdesenvolvimento infinito\u201d que come\u00e7am a ser percebidos como um problema, e deixam a descoberto que o decrescimento material n\u00e3o \u00e9 uma mera hip\u00f3tese, mas uma realidade que est\u00e1 se concretizando devido ao esgotamento das reservas de petr\u00f3leo. Evidencia-se, assim, a necessidade de abrir um debate acerca das transi\u00e7\u00f5es do modelo capitalista depredador e extrativista.\u200b<\/p>\n\n\n\n<p>Imaginar a transi\u00e7\u00e3o para um novo paradigma que reverta os valores dominantes e abra caminhos de esperan\u00e7a rumo a uma vida digna de ser vivida \u2013 como diz Amaia P\u00e9rez Orozco \u2013 sup\u00f5e uma mudan\u00e7a de tal envergadura que a pergunta mais urgente \u00e9 como e o que fazer para percorrer esse caminho? Mas dif\u00edcil \u00e9 se pensamos a partir do Uruguai, este pequeno lugar no mundo com uma direita neoliberal que quer arrasar com muitos dos direitos conquistados e uma esquerda dominada por uma racionalidade desenvolvimentista neoextrativista. A volta \u00e0s ruas depois da quarentena nos coloca diante, por um lado, de leis mais repressiva e criminalizadoras e, por outro, de uma situa\u00e7\u00e3o social dram\u00e1tica nas condi\u00e7\u00f5es de vida. A isso se agrega uma guerra contra o feminismo e a cultura dos direitos humanos, liderada pela cruzada fundamentalista do novo partido Cabildo Abierto, que faz parte da coaliz\u00e3o do governo.\u200b<\/p>\n\n\n\n<p>Durante alguns meses, o confinamento paralisou e desacelerou a produ\u00e7\u00e3o mundial com enormes efeitos e custos sociais. A pergunta \u00e9 se as reflex\u00f5es abertas nos levam a repensar as pr\u00e1ticas de produ\u00e7\u00e3o e consumo ou voltar \u00e0 \u201cnormalidade\u201d do consumo daqueles que podem. As condi\u00e7\u00f5es de desprote\u00e7\u00e3o que gerou a pandemia despertaram milhares de a\u00e7\u00f5es de solidariedade que, como em outros momentos de nossa hist\u00f3ria recente, mostra a melhor cara da sociedade. Entretanto, n\u00e3o necessariamente, estas pr\u00e1ticas podem gerar mudan\u00e7as permanentes nas formas de produzir e consumir para desenvolver estrat\u00e9gias sustent\u00e1veis de uma economia social e solid\u00e1ria. A necessidade de assumir um paradigma de decrescimento em uma rela\u00e7\u00e3o mais harmoniosa com a natureza n\u00e3o faz parte do vocabul\u00e1rio, nem do horizonte de milhares de ativistas solid\u00e1rios, embora com muitas e muitos nos encontramos em v\u00e1rias causas comuns.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/static.wixstatic.com\/media\/b45053_241d3643f4494b8d8199d8f06ec90175~mv2.jpg\/v1\/fill\/w_600%2Ch_420%2Cal_c%2Cq_80%2Cusm_0.66_1.00_0.01\/WORDLE.webp?w=640&#038;ssl=1\" alt=\"WORDLE.jpg\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>\u00c9 um tempo de crise muito dif\u00edcil e, por isso mesmo, \u00e9 fundamental fortalecer o tecido social para dar passagem a formas de organiza\u00e7\u00e3o coletiva que coloquem no centro a sustentabilidade da vida. \u00c9 urgente implementar, com imagina\u00e7\u00e3o, espa\u00e7os coletivos para (re)inventar resist\u00eancias \u00e0 cultura capitalista em todas suas manifesta\u00e7\u00f5es consumistas, individualistas, violentas, racistas, colonialistas e patriarcais. Experimentar campos de (re)exist\u00eancias na comunidade, nos bairros e nos territ\u00f3rios para construir outras formas de viver mais pr\u00f3ximas a um imagin\u00e1rio transformador que incorpore os eixos de a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica que tem sido gerido a partir da milit\u00e2ncia ecologista e ecofeminista.\u200b<\/p>\n\n\n\n<p>Nas \u00faltimas semanas, em nossa regi\u00e3o, promoveu-se a divulga\u00e7\u00e3o do chamado \u201cPor um pacto social, ecol\u00f3gico, econ\u00f4mico e intercultural para a Am\u00e9rica Latina\u201d que retoma a proposta realizada por Maristella Svampa e Enrique Viale. \u00c9 uma iniciativa interessante que permite destacar as a\u00e7\u00f5es mais urgentes a serem encaradas frente aos efeitos da pandemia na regi\u00e3o: a transforma\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria solid\u00e1ria, a anula\u00e7\u00e3o da d\u00edvida dos Estados, a cria\u00e7\u00e3o de uma renda b\u00e1sica universal, a prioriza\u00e7\u00e3o da soberania alimentar, a constru\u00e7\u00e3o de economias e sociedades p\u00f3s-extrativistas, e a cria\u00e7\u00e3o de sistemas nacionais e locais de cuidado. Diz <a href=\"https:\/\/pactoecosocialdelsur.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">o chamado<\/a> que \u00e9 necess\u00e1ria a \u201ccria\u00e7\u00e3o de sistemas nacionais e locais de cuidado que colocam a sustentabilidade da vida no centro de nossas sociedades. O cuidado \u00e9 um direito e, como tal, deve incluir um papel mais ativo do Estado e das empresas em consulta e corresponsabilidade permanente com os povos e comunidades. Isso permitir\u00e1 combater a precariedade trabalhista e alcan\u00e7ar uma melhor reparti\u00e7\u00e3o das tarefas do cuidado, em termos de classes sociais e de g\u00eanero, pois o mesmo recai de modo desigual sobre as fam\u00edlias e, nelas, sobre as mulheres\u201d.\u200b<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, para o feminismo, a proposta de sustentabilidade da vida n\u00e3o se reduz a definir o cuidado como um direito, o que empobrece sua perspectiva tanto do ponto de vista antipatriarcal, quanto ecol\u00f3gica. Sinto-me mais identificada com a perspectiva de Yayo Herrero, que permite ampliar e densificar o conceito de sustentabilidade da vida incluindo a sustentabilidade ecol\u00f3gica e social para dar resposta simultaneamente \u00e0 interdepend\u00eancia e fragilidade das vidas humanas e \u00e0 ecodepend\u00eancia da natureza que constitui as bases materiais que sustentam a vida. Diz Yayo \u201cE nossa opini\u00e3o, este conceito se inclui dentro da ideia mais ampla de sustentabilidade ecol\u00f3gica e social. Sustentabilidade sup\u00f5e, pois, uma rela\u00e7\u00e3o harm\u00f4nica entre humanidade e natureza, e entre humanas e humanos\u201d (Bosch et al., 2005).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/static.wixstatic.com\/media\/b45053_6b023ab967dd4484a0b1951a25741000~mv2.jpg\/v1\/fill\/w_600%2Ch_408%2Cal_c%2Cq_80%2Cusm_0.66_1.00_0.01\/HOMBREYNATUALEZA.webp?w=640&#038;ssl=1\" alt=\"HOMBREYNATUALEZA.jpg\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>S\u00f3 reinventando a a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica na comunidade poderemos construir outras formas de viver mais pr\u00f3ximas a um imagin\u00e1rio transformador. Nesta dire\u00e7\u00e3o, encontramos pistas para avan\u00e7ar nas a\u00e7\u00f5es de muitos movimentos: os agroneg\u00f3cios que buscam formas sustent\u00e1veis de produzir, os de consumidores respons\u00e1veis, muitos coletivos feministas, a troca, a economia social, \u201cmercados virtuais\u201d, permacultura, hortas urbanas, cooperativas e outras experi\u00eancias de gest\u00e3o sustent\u00e1vel em mat\u00e9ria pol\u00edtica e ambiental fortalecem esferas de economias alternativas e de autogest\u00e3o. Estas pr\u00e1ticas est\u00e3o em funcionamento, mas ainda se encontram dispersas e n\u00e3o conseguem produzir as mudan\u00e7as de paradigmas nos imagin\u00e1rios para al\u00e9m do estado de bem-estar. Estender e aprofundar essas experi\u00eancias \u00e9 um desafio para enfrentar a crise que o coronav\u00edrus deixa, para disputar a hegemonia neoliberal expressada nas pautas de consumo, e a rela\u00e7\u00e3o com a natureza.\u200b<\/p>\n\n\n\n<p>Trata-se de levar os cuidados e a reprodu\u00e7\u00e3o da vida a amplos setores das comunidades e da sociedade; de incorporar estas dimens\u00f5es nas organiza\u00e7\u00f5es sociais, sindicatos, cooperativas e todo tipo de organiza\u00e7\u00e3o social. As pr\u00e1ticas sociais devem expandir-se para al\u00e9m do estado, para tornar poss\u00edveis campos relacionais guiados por princ\u00edpios \u00e9ticos para a constru\u00e7\u00e3o do \u201ccomum\u201d. A economista feminista Natalia Quiroga destaca que a intera\u00e7\u00e3o entre a economia social e popular p\u00f3s-patriarcal e a economia feminista deve centrar suas pr\u00e1ticas em uma economia para a vida. Uma economia que cuide de n\u00f3s. Existem propostas e diretrizes para come\u00e7ar a ensaiar transi\u00e7\u00f5es socioecol\u00f3gicas em dire\u00e7\u00e3o a outro modelo de economia e organiza\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n\n\n\n<p>Tem que desejar faz\u00ea-lo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/static.wixstatic.com\/media\/b45053_792b2e9815244e14bfa929e10d707ab9~mv2.jpg\/v1\/fill\/w_600%2Ch_391%2Cal_c%2Cq_80%2Cusm_0.66_1.00_0.01\/Credito-Colectivo-Rebelarte-.webp?w=640&#038;ssl=1\" alt=\"Credito-Colectivo-Rebelarte-.jpg\"\/><\/figure>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\">Bibliografia\u200b<\/h5>\n\n\n\n<p>CARRASCO, Cristina. <strong>La sostenibilidad de la vida humana \u00bfun asunto de mujeres?<\/strong> Icaria Editorial: Barcelona, 2001 a.\u200b<\/p>\n\n\n\n<p>CARRASCO BENGOA, Cristina; D\u00cdAZ CORRAL, Carmen. Editoras. <strong>Econom\u00eda feminista: desaf\u00edos. Propuestas, alianzas.<\/strong> Entrepueblos: Barlenona, 2017.\u200b<\/p>\n\n\n\n<p>HERRERO, Yayo. <strong>Econom\u00eda ecol\u00f3gica y Econom\u00eda Feminista: un di\u00e1logo necesario en Econom\u00eda feminista: desaf\u00edos, propuestas, alianzas.<\/strong> Entrepueblos: Barcelona, 2017.<\/p>\n\n\n\n<p>PEREZ OROZCO, Amaia. <strong>\u00bfEspacios econ\u00f3micos de subversi\u00f3n feminista? en Econom\u00eda feminista: desaf\u00edos, propuestas, alianzas.<\/strong> Entrepueblos: Barcelona, 2017.<\/p>\n\n\n\n<p>QUIROGA, Natalia. <strong>\u201cEconom\u00eda Pospatriarcal\u201d<\/strong>. Lavaca, Buenos Aires, 2019.\u200b<\/p>\n\n\n\n<p>ROLNIK, Suely. <strong>Esferas de la insurrecci\u00f3n. Apuntes para descolonizar el inconsciente.<\/strong> Tinta Lim\u00f3n, Colecci\u00f3n Naciones Comunes. Buenos Aires 2019\u200b<\/p>\n\n\n\n<p>Pacto Social del Sur 2020 <a href=\"https:\/\/pactoecosocialdelsur.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/pactoecosocialdelsur.com\/<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores e acad\u00eamicas destacaram que, na base da pandemia do covid-19, encontra-se a extens\u00e3o incontrolada e exponencial do modo de vida capitalista industrial por todo o mundo. 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