{"id":11185,"date":"2020-05-15T10:08:00","date_gmt":"2020-05-15T13:08:00","guid":{"rendered":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?p=11185"},"modified":"2020-05-13T12:42:53","modified_gmt":"2020-05-13T15:42:53","slug":"mulheres-campesinato-e-enfrentamento-a-violencias-durante-a-pandemia-de-covid-19","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?p=11185","title":{"rendered":"Mulheres, campesinato e enfrentamento a viol\u00eancias durante a pandemia de Covid-19"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong><em>No campo e na cidade, s\u00e3o muitos os problemas que afetam a vida das mulheres. E as viol\u00eancias \u2013 resultantes de quest\u00f5es sociais ainda longe de serem resolvidas, como o machismo, a especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria e a invas\u00e3o e devasta\u00e7\u00e3o de territ\u00f3rios -, tendem a se agravar entre as campesinas, principalmente quando a certeza da impunidade vigora<\/em><\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"479\" data-attachment-id=\"11186\" data-permalink=\"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?attachment_id=11186\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/mulheres-mpa.jpg?fit=768%2C575&ssl=1\" data-orig-size=\"768,575\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;9&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;NIKON D7200&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;Encontro estadual do MPA-RIO-01-12-19-Douglas Mansur-celeiro de memoria .&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;1575191758&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;18&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;800&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0.008&quot;,&quot;title&quot;:&quot;Encontro estadual do MPA-RIO-01-12-19-Douglas Mansur-celeiro de memoria .&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;}\" data-image-title=\"Encontro estadual do MPA-RIO-01-12-19-Douglas Mansur-celeiro de memoria .\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"<p>Encontro estadual do MPA-RIO-01-12-19-Douglas Mansur-celeiro de memoria .<\/p>\n\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/mulheres-mpa.jpg?fit=640%2C479&ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/mulheres-mpa.jpg?resize=640%2C479&ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-11186\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/mulheres-mpa.jpg?w=768&ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/mulheres-mpa.jpg?resize=300%2C225&ssl=1 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><figcaption>Mulheres do MPA reunidas durante encontro estadual no Rio.<br \/>Foto: Coletivo de Comuni\u00e7\u00e3o MPA\/RJ.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Por B\u00e1rbara Nascimento e Tarsila D\u00f6hler | Brigada de Comunica\u00e7\u00e3o Popular do MPA\/RJ<\/strong> <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O novo coronav\u00edrus acendeu o alerta vermelho no mundo inteiro. Ficar em casa tem sido a solu\u00e7\u00e3o para se livrar da doen\u00e7a e evitar a propaga\u00e7\u00e3o do v\u00edrus. E bastou a crise se instalar para que outro alerta tamb\u00e9m fosse aceso: os \u00edndices de viol\u00eancia contra as mulheres no Brasil e no mundo cresceram.<br \/><br \/>O<a href=\"https:\/\/www12.senado.leg.br\/institucional\/omv\/pdfs\/violencia-domestica-em-tempos-de-covid-19\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"> Boletim do Senado \u201cMulheres e seus Temas Emergentes\u201d<\/a> traz dados que ajudam a dimensionar o problema. Segundo a Coordenadora do Movimento Permanente de Combate \u00e0 Viol\u00eancia Dom\u00e9stica do Conselho Nacional de Justi\u00e7a (CNJ), Maria Cristiana Ziouva, \u201cOs casos de viol\u00eancia dom\u00e9stica e de feminic\u00eddio aumentaram significativamente nesse per\u00edodo de isolamento\u201d. No Rio de Janeiro, o Tribunal de Justi\u00e7a chegou a registrar um aumento de 50% nos casos de viol\u00eancia dom\u00e9stica durante os meses iniciais de confinamento. Infelizmente, a viol\u00eancia machista segue fazendo mais v\u00edtimas e, mesmo em tempos de pandemia, os lares podem n\u00e3o ser o lugar mais seguro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Lar e terra para plantar. O desejo \u00e9 simples, mas a realidade ainda est\u00e1 distante de muitas fam\u00edlias brasileiras. A exemplo de fam\u00edlias campesinas que resistem \u00e0s amea\u00e7as aos seus territ\u00f3rios. Ainda antes da crise sanit\u00e1ria se alastrar pelo mundo, camponesas e camponeses que vivem no estado do Rio de Janeiro constru\u00edram um encontro para pensar os desafios futuros e socializar resist\u00eancias. Dona Vit\u00f3ria, de Mesquita, aproveitou a roda para desabafar e defender com unhas e dentes o seu lugar, que tamb\u00e9m \u00e9 a raz\u00e3o de sua vida. \u201cEu constru\u00ed tudo de novo. Eles queimaram minha planta\u00e7\u00e3o, eu fui l\u00e1 e plantei. Cada p\u00e9 que estava l\u00e1, fui eu que plantei\u201d, lembrou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As viol\u00eancias enfrentadas pelas mulheres s\u00e3o diversas e n\u00e3o se resumem em viol\u00eancia f\u00edsica e psicol\u00f3gica. No campo, as mulheres ainda enfrentam problemas de um Brasil desigual dominado pelas atrocidades do latif\u00fandio. Quest\u00f5es que n\u00e3o aparecem nos notici\u00e1rios, mas que tiram o sono de quem luta para permanecer em seus territ\u00f3rios, mesmo sendo escassos os mecanismos de prote\u00e7\u00e3o \u2013 que quase n\u00e3o chegam \u00e0s fam\u00edlias camponesas, especialmente em per\u00edodo de distanciamento social. \u00c9 o caso do Quilombo Santa Justina\/Santa Izabel, localizado em Mangaratiba, na Costa Verde do Rio de Janeiro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cExiste um tipo de viol\u00eancia contra a comunidade, sobretudo contra as mulheres quilombolas, que \u00e9 a falta de acesso \u00e0s necessidades mais b\u00e1sicas, como por exemplo: energia el\u00e9trica, acesso livre \u00e0 sua propriedade, etc. Como o Quilombo est\u00e1 localizado no meio de uma grande propriedade\u00a0 (quest\u00e3o na justi\u00e7a) os seus \u2018donos\u2019 impedem, atrav\u00e9s de uma portaria, entrada de material de constru\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o, com isso as casas est\u00e3o se desintegrando e por falta de energia el\u00e9trica \u00e9 dif\u00edcil armazenar alimentos perec\u00edveis\u201d, nos conta Dinha Dias, coordenadora estadual do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) pelo territ\u00f3rio Costa Verde.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A titula\u00e7\u00e3o da terra pertence aos quilombolas que ali residem e a certifica\u00e7\u00e3o pela Funda\u00e7\u00e3o Palmares \u00e9 reconhecida desde 2016. Ainda assim, a empresa Ecoinvest Desenvolvimento Empresarial Ltda, da \u00e1rea de constru\u00e7\u00e3o civil, continua a promover arbitrariedades como bloqueios ao direito de ir e vir e amea\u00e7as aos moradores da regi\u00e3o. Em tempos de pandemia, a situa\u00e7\u00e3o que j\u00e1 era desfavor\u00e1vel fica ainda pior, \u201cas\u00a0 fam\u00edlias vivem da agricultura camponesa, os maridos saem para negociar a produ\u00e7\u00e3o e fica a cargo da mulher cuidar da planta\u00e7\u00e3o, da casa, dos filhos e tudo mais. E sem a infraestrutura b\u00e1sica se torna muito dif\u00edcil conciliar tudo. Este tipo de abuso cometido pelos latifundi\u00e1rios \u00e9 brutal e n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 contra uma mulher, mas com todas as mulheres de uma comunidade\u201d, destaca Dinha. E a viol\u00eancia praticada por esses senhores \u00e9 mesmo brutal. Sem luz, as fam\u00edlias n\u00e3o conseguem armazenar de maneira adequada os mantimentos que carecem de refrigera\u00e7\u00e3o ou mesmo fazer a correta higieniza\u00e7\u00e3o dos alimentos quando acaba a luz do dia, por exemplo. Um crime praticado contra trabalhadores da terra, mulheres e crian\u00e7as.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft size-large is-resized\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"11187\" data-permalink=\"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?attachment_id=11187\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/Dona-Vit%C3%B3ria_Mesquita_RJ.jpg?fit=683%2C1024&ssl=1\" data-orig-size=\"683,1024\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;5.6&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;NIKON D7200&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;1575116480&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;116&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;1600&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0.01&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;}\" data-image-title=\"Dona-Vit\u00f3ria_Mesquita_RJ\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/Dona-Vit%C3%B3ria_Mesquita_RJ.jpg?fit=640%2C960&ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/Dona-Vit%C3%B3ria_Mesquita_RJ.jpg?resize=318%2C476&ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-11187\" width=\"318\" height=\"476\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/Dona-Vit%C3%B3ria_Mesquita_RJ.jpg?w=683&ssl=1 683w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/Dona-Vit%C3%B3ria_Mesquita_RJ.jpg?resize=200%2C300&ssl=1 200w\" sizes=\"auto, (max-width: 318px) 100vw, 318px\" \/><figcaption>Dona Vit\u00f3ria, agricultora de Mesquita\/RJ. <br \/>Foto: Coletivo de Comunica\u00e7\u00e3o MPA\/RJ<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao tratar de problemas relacionados \u00e0s tarefas de casa, n\u00e3o podemos esquecer que a pol\u00edtica de distanciamento social faz crescer os trabalhos dom\u00e9sticos, historicamente destinado \u00e0 parcela feminina da popula\u00e7\u00e3o. O mesmo acontece com o cuidado das crian\u00e7as, de idosos e doentes. Ent\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil de imaginar a sobrecarga que essas mulheres enfrentam no dia a dia durante a pandemia de Covid-19.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo o Observat\u00f3rio da Mulher contra a Viol\u00eancia, \u00f3rg\u00e3o da Secretaria de Transpar\u00eancia do Senado, o aumento nos \u00edndices de viol\u00eancia dom\u00e9stica est\u00e1 alinhado \u00e0 expectativa de restri\u00e7\u00e3o ao acesso e utiliza\u00e7\u00e3o de canais tradicionais de atendimento pelas mulheres em situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia provocada pela crise.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ainda n\u00e3o h\u00e1 estudos sobre a viol\u00eancia no campo e a crise do novo coronav\u00edrus. Mas, n\u00e3o faltam exemplos de como a invas\u00e3o de territ\u00f3rios e \u00e1reas de conserva\u00e7\u00e3o j\u00e1 causam impactos danosos aos povos tradicionais, a contamina\u00e7\u00e3o de ind\u00edgenas por grileiros na Amaz\u00f4nia \u00e9 retrato disso.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O v\u00edrus j\u00e1 matou pelo menos 11 ind\u00edgenas com teste positivo para Covid-19, segundo o Instituto Socioambiental. Estudo mais antigo, o \u201cConflitos no Campo Brasil 2018\u201d, da Comiss\u00e3o Pastoral da Terra (CPT), aponta para o aumento do n\u00famero de fam\u00edlias expulsas de suas terras e tamb\u00e9m para o crescimento no n\u00famero de mulheres que sofreram alguma forma de viol\u00eancia. Com 482 mulheres vitimadas, sendo 36 amea\u00e7adas de morte, o \u00edndice \u00e9 o maior em 10 anos. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por isso, o MPA se soma \u00e0 luta para combater toda forma de viol\u00eancia contra as mulheres, seja no campo ou na cidade, e reafirma o seu compromisso com a transforma\u00e7\u00e3o social a partir da luta pela terra. A terra, cultivada pelas m\u00e3os de tantas mulheres \u2013 agricultoras, quilombolas, camponesas, sertanejas. Essas mulheres s\u00e3o como ra\u00edzes fortes e seguem firmes em defesa de seus territ\u00f3rios e da soberania alimentar.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><em>Redes e Resist\u00eancias\u00a0<\/em><\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para driblar as restri\u00e7\u00f5es em tempos de pandemia e derrubar as barreiras impostas pelos empres\u00e1rios da especula\u00e7\u00e3o, o<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/mpabrasil.org.br\/noticias\/quilombolas-camponeses-de-mangaratiba-constroem-iniciativas-de-abastecimento-popular-de-alimentos-no-litoral-sul-fluminense\/\" target=\"_blank\"> Quilombo de Mangaratiba criou uma feira virtual <\/a>. Organizada via grupo de WhatsApp, a iniciativa conta com cerca de 200 participantes e atende diversas regi\u00f5es do munic\u00edpio, oferecendo comida de verdade, livre de veneno e agrot\u00f3xico, produzida a partir da agroecologia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A resist\u00eancia do Quilombo tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel a partir do trabalho das mulheres quilombolas e a recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 n\u00e3o calar, nem desistir. Existe um isolamento necess\u00e1rio e muitas barreiras estruturais, mas h\u00e1 a constru\u00e7\u00e3o coletiva, em rede, para n\u00e3o deixar ningu\u00e9m cair.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m de criar e fortalecer la\u00e7os de solidariedade, precisamos construir redes de apoio comunit\u00e1rio para que a viol\u00eancia de g\u00eanero n\u00e3o interrompa a vida das mulheres. Ficar em casa livre de viol\u00eancia \u00e9 um direito e \u00e9 papel do Estado zelar por isso. Infelizmente temos um presidente que usa a viol\u00eancia contra a mulher para defender o fim do isolamento e esgota as suas a\u00e7\u00f5es em discursos baratos, sem promover qualquer pol\u00edtica p\u00fablica de combate \u00e0 viol\u00eancia dom\u00e9stica. Ent\u00e3o, mais do que nunca, \u00e9 necess\u00e1rio fortalecer as estrat\u00e9gias coletivas e n\u00e3o se omitir. Em situa\u00e7\u00f5es de viol\u00eancia, denuncie:<\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"has-vivid-red-color has-text-color wp-block-heading\">190 \u2013 se ouvir gritos ou brigas<\/h5>\n\n\n\n<h5 class=\"has-vivid-red-color has-text-color wp-block-heading\">180 \u2013 para denunciar viol\u00eancia dom\u00e9stica<\/h5>\n\n\n\n<h5 class=\"has-vivid-red-color has-text-color wp-block-heading\">100 \u2013 para denunciar viol\u00eancia contra crian\u00e7as adolescentes<\/h5>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No campo e na cidade, s\u00e3o muitos os problemas que afetam a vida das mulheres. 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