{"id":10576,"date":"2020-02-17T10:25:44","date_gmt":"2020-02-17T13:25:44","guid":{"rendered":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?p=10576"},"modified":"2020-02-17T10:25:52","modified_gmt":"2020-02-17T13:25:52","slug":"maos-que-constroem-historias-de-luta-e-resistencia-pela-terra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?p=10576","title":{"rendered":"M\u00e3os que constroem hist\u00f3rias de luta e resist\u00eancia pela terra"},"content":{"rendered":"\n<p><em>As mulheres Sem Terra cearenses que ocuparam os primeiros latif\u00fandios em defesa do territ\u00f3rio e da liberdade<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Publicado originalmente <a href=\"https:\/\/mst.org.br\/2020\/02\/14\/maos-que-constroem-historias-de-luta-e-resistencia-pela-terra\/\">no site do Movimento Sem Terra <\/a>em <a href=\"https:\/\/mst.org.br\/2020\/02\/14\/maos-que-constroem-historias-de-luta-e-resistencia-pela-terra\/\">14 de fevereiro de 202014 de fevereiro de 2020<\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" height=\"427\" width=\"640\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/Encontro-das-Matriarcas-1024x683.jpg?resize=640%2C427&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-194439\"\/><figcaption>Encontro das matriarcas \/ Divulga\u00e7\u00e3o <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><em>Por Aline Oliveira<br \/>Da P\u00e1gina do MST<\/em><br \/><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 sabido que a luta pela terra no Brasil surge bem antes do MST, cada\n uma com suas caracter\u00edsticas e limites, que muitas vezes n\u00e3o \npossibilitava uma ampla articula\u00e7\u00e3o que fortalecesse as lutas e a \nunidade do povo sem terra.<br \/><\/p>\n\n\n\n<p>E, no Cear\u00e1, esse processo n\u00e3o foi diferente, sobretudo, no que se \nrefere a participa\u00e7\u00e3o das mulheres nessa constru\u00e7\u00e3o, como nos aponta o \ntrecho da m\u00fasica criada por Maria Lima, durante a 1\u00aa ocupa\u00e7\u00e3o no \nInstituto de Coloniza\u00e7\u00e3o e Reforma Agr\u00e1ria (INCRA). \u201c<em>N\u00f3s queremos \u00e9 \nlutar por terra e p\u00e3o, n\u00f3s queremos a nossa liberta\u00e7\u00e3o, meu do Deus do \nc\u00e9u tenha de n\u00f3s compaix\u00e3o, dos pobres trabalhadores que n\u00e3o tem terra \nnem p\u00e3o, que vivia<br \/>escravizado na fazenda do patr\u00e3o, trabalhando o ano inteiro sem receber um tost\u00e3o\u201d.<br \/> <\/em><br \/><br \/>Nesse\n sentido, muitas m\u00e3os constru\u00edram e constroem o MST ao longo de 36 anos \nde exist\u00eancia e resist\u00eancia, dentre elas, destacamos uma das mulheres \nque hasteou a primeira bandeira do Movimento em territ\u00f3rio cearense, \nMaria Lima, hoje com 81 anos de idade, m\u00e3e de 15 filhos, militante das \ncausas populares desde 1989, herdeira de muitas lutas, uma mulher \nguerreira que n\u00e3o se intimidou diante das injusti\u00e7as, da fome e da \nexplora\u00e7\u00e3o dos latifundi\u00e1rio. Muitas foram as vezes em que Maria \ndesafiou o tempo e os limites de uma gera\u00e7\u00e3o e ousou entrar na luta em \ndefesa da terra, do territ\u00f3rio e da liberdade da classe trabalhadora \ncamponesa.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" height=\"426\" width=\"640\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/WhatsApp-Image-2020-02-14-at-13.09.33-1024x682.jpeg?resize=640%2C426&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-194440\"\/><figcaption>Maria Lima \/ Divulga\u00e7\u00e3o <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><br \/>Considerada uma das Matriarcas da luta pela terra no Cear\u00e1, a \ndisposi\u00e7\u00e3o, a coragem s\u00e3o adjetivos muito presente no cotidiano dessa \nmulher que ousou lutar e plantar a semente do sonho de liberdade na vida\n de muitos camponeses e camponesas que antes n\u00e3o tinham nenhuma \nperspectiva de um futuro livre das amarras dos patr\u00f5es. Maria Lima \nparticipou do I Encontro Nacional do MST, que aconteceu em Curitiba no \nParan\u00e1, em 1984, e a partir da\u00ed ajudou a articular a vinda de alguns \nmilitantes para fazer o trabalho de base e criar o Movimento no estado. \nAlguns anos depois, em 25 de maio de 1989, 500 fam\u00edlias ocuparam a \nfazenda Reunidas de S\u00e3o Joaquim localizada nos munic\u00edpios de Madalena, \nBoa Viagem e Quixeramobim, no sert\u00e3o central cearense. Nascia a 1\u00aa \nocupa\u00e7\u00e3o de<br \/>terra organizada pelo Movimento Sem Terra no Cear\u00e1. Hoje o assentamento 25 de Maio \u00e9 considerado o ber\u00e7o dessa hist\u00f3ria.<br \/> <\/p>\n\n\n\n<p>Com uma forma\u00e7\u00e3o pol\u00edtica consolidada, principalmente a partir das \ncomunidades eclesiais de base, Lima ressalta a import\u00e2ncia de preservar \nem seus conceitos de f\u00e9 e unidade crist\u00e3 a partir da imagem de um Deus \nlibertador. \u201cSa\u00edmos da teoria e fomos para a pr\u00e1tica, as ora\u00e7\u00f5es sempre \npresentes na caminhada, ocupamos a terra, em seguida ap\u00f3s dias de muitos<br \/>sacrif\u00edcios\n conseguimos conquistar a terra, e hoje temos tantas conquistas nesse \nassentamento, as nossas moradias, tivemos acesso ao cr\u00e9dito, escolas nas\n comunidades e at\u00e9 uma escola de ensino m\u00e9dio do campo, r\u00e1dio \ncomunit\u00e1ria, enfim, desde que essa bandeira carregada de \nresponsabilidades foi fincada aqui, muitas lutas foram feitas, \nincont\u00e1veis conquistas pra fortalecer ainda mais a nossa luta\u201d, afirma.<br \/> <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" height=\"426\" width=\"640\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/WhatsApp-Image-2020-02-14-at-13.09.33-2-1024x682.jpeg?resize=640%2C426&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-194444\"\/><figcaption>Isaltina Monte \/ Divulga\u00e7\u00e3o <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Pois sem mulher a luta vai pela metade Vivemos em uma sociedade capitalista onde as diversas formas de viol\u00eancias e opress\u00e3o nos<br \/>atravessam.\n Esses fatores fizeram com que a participa\u00e7\u00e3o da mulher na luta sempre \nse colocasse como um desafio. E as rela\u00e7\u00f5es e g\u00eanero \u00e9 algo que o \nMovimento, ao longo dos seus 36 anos, tem buscado modificar. As mulheres\n passaram a assumir tarefas estrat\u00e9gicas dentro da luta, ocupando \ndiversas inst\u00e2ncias de condu\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, e diariamente provocando a \norganiza\u00e7\u00e3o a ser esse sujeito coletivo transformador.<br \/> <br \/>O MST no \nCear\u00e1 foi pioneiro nas primeiras experi\u00eancias de ciranda infantil, logo \nno in\u00edcio do processo de organiza\u00e7\u00e3o do povo Sem Terra, e se deu \nprincipalmente para garantir a participa\u00e7\u00e3o das mulheres em todos os \nespa\u00e7os de constru\u00e7\u00e3o do Movimento. Considerando um contexto em que as \nmulheres sempre assumiam a responsabilidade com as crian\u00e7as Sem<br \/> Terrinha e n\u00e3o conseguiam participar das diversas atividades.<br \/> <br \/>O\n ser m\u00e3e n\u00e3o \u00e9 um limite para o ser militante e dirigente, logo, com o \napoio do coletivo em assumir o compromisso com a forma\u00e7\u00e3o e os cuidados \npara com as crian\u00e7as se ampliou essa capacidade e a reflex\u00e3o sobre o \nlugar da inf\u00e2ncia na luta pela terra. <br \/><br \/>Mulheres como Isaltina \nMonte Lopes, 62 anos, assentada no Assentamento Santa Helena, localizado\n no munic\u00edpio de Canind\u00e9, na regi\u00e3o do sert\u00e3o central do Cear\u00e1 \u00e9 uma \ndestas companheiras que como Dona Maria se desafiou a construir a luta. \nTamb\u00e9m considerada uma das matriarcas da luta pela terra no estado, \nparticipou da 1\u00aa ocupa\u00e7\u00e3o de terra do MST. M\u00e3e<br \/> de 8 filhos, \u00e9 uma \nmulher batalhadora e continua firme na luta ao conduzir o assentamento \nno qual reside, al\u00e9m de ser uma refer\u00eancia pol\u00edtica para as comunidades \nno entorno.<br \/> <\/p>\n\n\n\n<p><strong>Participando sem medo de ser mulher<br \/><\/strong> <br \/>Assim \ncomo Maria Lima, Isaltina Lopes muitas mulheres constru\u00edram e constroem a\n luta pela terra no Cear\u00e1. Maria Ana Silva, Maria de Jesus, Maria das \nGra\u00e7as, entre tantas outras. Ouvi- las \u00e9 fundamental para entender a \nnossa hist\u00f3ria e nossas ra\u00edzes. Maria de Jesus, 73 anos, assentada no \nAssentamento Cana\u00e3 Melancias, em Amontada, \u00e9 uma das mulheres que \nromperam as cercas do latif\u00fandio e passou por muitas dificuldades, entre<br \/>\n elas, a perda inesperada de seu companheiro Francisco Ara\u00fajo Barros, \nassassinado por pistoleiros a mando dos latifundi\u00e1rios em 12 de agosto \nde 1987. Na \u00e9poca ela tinha 41 anos, j\u00e1 era m\u00e3e de 8 filhos, e continuou\n na luta pela conquista da terra. A esperan\u00e7a de v\u00ea-la repartida permeia\n a vida de Maria de Jesus que sempre ressalta a import\u00e2ncia da luta pela\n terra e do<br \/> territ\u00f3rio, pela liberta\u00e7\u00e3o da mulher e do homem, assim \ncomo das comunidades Eclesiais de Base que cumpriam um papel importante \nem todo processo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" height=\"426\" width=\"640\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/WhatsApp-Image-2020-02-14-at-13.09.33-3-1-1024x682.jpeg?resize=640%2C426&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-194442\"\/><figcaption>Maria de Jesus \/ Divulga\u00e7\u00e3o <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Maria Ana da Silva \u00e9 assentada no assentamento 10 de Abril, no Crato,\n \u00e9 uma das herdeiras da luta de Caldeir\u00e3o, tem uma historia de luta \nmuito sofrida desde a inf\u00e2ncia at\u00e9 a conquista da terra. Ela sempre \ndestaca em suas falas a import\u00e2ncia de construir a luta unit\u00e1ria, da \neduca\u00e7\u00e3o p\u00fablica de qualidade, sobretudo por que n\u00e3o teve acesso, mas \nnunca desistiu de<br \/> continuar nas trincheiras pelas gera\u00e7\u00f5es futuras. \nUma aguerrida defensora da agroecologia, mesmo sem ter forma\u00e7\u00e3o \nprofissional sempre \u00e9 convidada pelas universidades da regi\u00e3o para falar\n e mostrar a produ\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel que realiza.<br \/> <br \/>Em 2019, durante o \n1\u00ba encontro das matriarcas da luta pela terra no Cear\u00e1, Ana relatou \nsobre a aus\u00eancia de educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica de qualidade para a classe \ntrabalhadora. \u201cNaquela \u00e9poca quem estudava era filho de fazendeiro, eles\n estudavam e a gente ia plantar cana\u201d. Mas, os olhos de Ana brilham \nmesmo quando ela fala de agroecologia, de como cultiva suas plantas que \ndepois vende na feira, e como compartilha esse conhecimento com as \ncompanheiras e os companheiros.<br \/> <br \/>\u201cSe a terra \u00e9 nossa m\u00e3e, o mar \u00e9\n nosso pai e n\u00e3o vamos deixar ser roubado de n\u00f3s, por que sobrevivemos \nda pesca\u201d. Assim Maria das Gra\u00e7as Nascimento, afirma o processo de luta \npelo Assentamento Macei\u00f3, em Itapipoca. A \u00e1rea tornou-se Assentamento em\n 1984, em uma luta<br \/> hist\u00f3rica com o ex-governador, hoje senador, \nTasso Jereissati (PSDB). Por\u00e9m, em 2002, Gra\u00e7a nos relata que a terra \nfoi amea\u00e7ada novamente, dessa vez pelo empres\u00e1rio J\u00falio Pirata, que \nalegava ser o dono das terras pr\u00f3ximas ao mar. \u00c0 comunidade se mobilizou\n mais uma vez e, desde 2007, na beira do mar existe e resiste o \nAcampamento Nossa Terra.<br \/> <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" height=\"426\" width=\"640\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/WhatsApp-Image-2020-02-14-at-13.09.33-1-1024x682.jpeg?resize=640%2C426&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-194443\"\/><figcaption>Maria das Gra\u00e7as <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>O que h\u00e1 de comum entre essas mulheres?<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>S\u00e3o Mulheres que rompem com as amarras do patriarcado, veem a  luta para al\u00e9m do fog\u00e3o e da lida em casa e na ro\u00e7a e saindo para  construir a luta politica e econ\u00f4mica como horizonte para possibilidade  da liberta\u00e7\u00e3o dos povos. Prop\u00f5em-se a construir novas rela\u00e7\u00f5es, al\u00e9m de  entender a necessidade de ocupar todos os espa\u00e7os de constru\u00e7\u00e3o da luta  em todas as<br \/> dimens\u00f5es. S\u00e3o testemunhas de v\u00e1rias gera\u00e7\u00f5es de  lutadores e lutadoras, s\u00e3o hist\u00f3rias que se cruzam em diferentes  territ\u00f3rios, s\u00e3o vidas que se realizam na materialidade da luta, faz do  cotidiano a luta do presente e inspira\u00e7\u00e3o para muitas seguirem na luta.  As Matriarcas do Cear\u00e1 mistifica a<br \/>luta numa dimens\u00e3o de constru\u00e7\u00e3o  de novos sujeitos, trazendo para a juventude de novas mulheres a  responsabilidade de ser militante, dirigentes e m\u00e3e do MST.<br \/> <br \/>Contudo,  ser futuras matriarcas do MST \u00e9 ter a sensibilidade de forjar novos  sujeitos para as fileiras do movimento, seguindo a inspira\u00e7\u00e3o das  lutadoras e lutadores que antecederam a luta presente. \u201cSer novo homem e  nova mulher\u201d, \u00e9 preciso dedica\u00e7\u00e3o, amor a luta e ao povo e ser  matriarca \u00e9 ter na dedica\u00e7\u00e3o e amor a inspira\u00e7\u00e3o para continuar  marchando nas fileiras da luta e da f\u00e9.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Conhe\u00e7a as hist\u00f3rias das mulheres Sem Terra cearenses que ocuparam os primeiros latif\u00fandios em defesa do territ\u00f3rio e da liberdade. Elas participaram do Encontro de Matriarcas.<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":10577,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"M\u00e3os que constroem hist\u00f3rias de luta e resist\u00eancia pela terra. Encontro de Matriarcas reuniu as mulheres cearenses que primeiro ocuparam latif\u00fandios. 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