{"id":10471,"date":"2020-01-31T14:22:29","date_gmt":"2020-01-31T17:22:29","guid":{"rendered":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?p=10471"},"modified":"2020-01-31T18:29:55","modified_gmt":"2020-01-31T21:29:55","slug":"o-que-a-gente-faz-e-uma-desobediencia-aquilo-que-a-sociedade-tenta-o-tempo-todo-nos-empurrar-que-sao-as-esquinas-da-prostituicao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?p=10471","title":{"rendered":"\u201cO que a gente faz \u00e9 uma desobedi\u00eancia \u00e0quilo que a sociedade tenta o tempo todo nos empurrar, que s\u00e3o as esquinas da prostitui\u00e7\u00e3o\u201d"},"content":{"rendered":"\n<p>De acordo com o levantamento feito pela Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA), s\u00f3 nos 25 primeiros dias de 2020, 16 pessoas foram v\u00edtimas de transfeminic\u00eddio e travest\u00edcidio no territ\u00f3rio brasileiro. Em 2019, de acordo com o <a href=\"https:\/\/antrabrasil.files.wordpress.com\/2020\/01\/dossic3aa-dos-assassinatos-e-da-violc3aancia-contra-pessoas-trans-em-2019.pdf\">Dossi\u00ea tamb\u00e9m elaborado pela ANTRA<\/a>, 124 pessoas trans e travestis foram assassinadas no pa\u00eds, o que mant\u00e9m o Brasil como o pa\u00eds mais perigoso do mundo para a popula\u00e7\u00e3o. 97% eram de mulheres, 82% negras, 59% tinha entre 15 e 29 anos e 37% dos casos aconteceram no nordeste. <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>&#8220;<em><strong>Transfeminic\u00eddio\/Travestic\u00eddio<\/strong> \u00e9 a express\u00e3o mais vis\u00edvel e final de uma cadeia de viol\u00eancia estrutural que responde a um sistema cultural, social, pol\u00edtico e econ\u00f4mico estruturado por uma divis\u00e3o de g\u00eanero bin\u00e1rio excludente<\/em>.&#8221;<\/p><cite>(Radi, Blas y Sard\u00e1-Chandiramani, Alejandra, (2016).  Travesticide\/transfemicide: Coordinates to think crimes against  travestis and trans women in Argentina &#8211; Fonte: <a href=\"https:\/\/antrabrasil.files.wordpress.com\/2020\/01\/dossic3aa-dos-assassinatos-e-da-violc3aancia-contra-pessoas-trans-em-2019.pdf\">Dossi\u00ea ANTRA<\/a>.  <\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Os dados comprovam o atual momento do pa\u00eds de acirramento da viol\u00eancia patriarcal, fortemente incentivada pela onda fundamentalista que se impregna na cultura, no senso comum e na pol\u00edtica institucional ao longo dos anos e que se aprofundou num cen\u00e1rio de p\u00f3s-golpe. Na contram\u00e3o das estat\u00edsticas, e literalmente abrindo caminhos para a participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica de mulheres trans e de travestis, as elei\u00e7\u00f5es de 2018 trouxeram as presen\u00e7as insurgentes de mulheres trans em casas legislativas estaduais em S\u00e3o Paulo e em Pernambuco. Erika Hilton, Erica Malunguinho e Robeyonc\u00e9 Lima, mulheres trans negras, t\u00eam enfrentado nos bastidores do cotidiano pol\u00edtico a transfobia e o racismo que se reflete no tamb\u00e9m no cotidiano social. <\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1726\" height=\"1097\" data-attachment-id=\"10473\" data-permalink=\"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?attachment_id=10473\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/IMG_5997.jpg?fit=1726%2C1097&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"1726,1097\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;1531820407&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;}\" data-image-title=\"IMG_5997\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/IMG_5997.jpg?fit=300%2C191&amp;ssl=1\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/IMG_5997.jpg?fit=640%2C407&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/IMG_5997.jpg?fit=580%2C369&amp;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-10473\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/IMG_5997.jpg?w=1726&amp;ssl=1 1726w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/IMG_5997.jpg?resize=300%2C191&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/IMG_5997.jpg?resize=1024%2C651&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/IMG_5997.jpg?resize=768%2C488&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/IMG_5997.jpg?resize=1536%2C976&amp;ssl=1 1536w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/IMG_5997.jpg?w=1280&amp;ssl=1 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><figcaption>Codeputada Robeyonc\u00e9 Lima. Foto: Assessoria Juntas<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>\u201cO inc\u00f4modo \u00e9 pelos nossos corpos, os corpos de mulheres trans negras, isso incomoda aqueles que est\u00e3o acostumados com a pol\u00edtica tradicional e que nunca iriam imaginar um mulher trans andando pelos corredores da ALEPE\u201d, conta Robeyonc\u00e9 Lima, codeputada estadual pela mandata coletiva Juntas (PSOL\/PE). Prestes a completar um ano de atua\u00e7\u00e3o na Assembleia Legislativa de Pernambuco junto \u00e0 Carol Vergolino, J\u00f4 Cavalcanti, Joelma Carla e K\u00e1tia Cunha, Robeyonc\u00e9 conversou com o SOS Corpo sobre os desafios para a amplia\u00e7\u00e3o do sentido de visibilidade para pessoas transexuais e travestis no 4\u00ba estado mais violento para a popula\u00e7\u00e3o no Brasil. Confira abaixo os pontos analisados pela parlamentar. <\/p>\n\n\n\n<p><strong>Num contexto de aprofundamento do fundamentalismo em diferentes esferas sociais e discurso do \u00f3dio contra as minorias, qual o sentido de construir a luta por visibilidade?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Eu acho que \u00e9 uma demarca\u00e7\u00e3o importante para gente se colocar e relembrar pro mundo a nossa exist\u00eancia, a nossa luta di\u00e1ria e a resist\u00eancia tamb\u00e9m. Mas \u00e9 importante lembrar que a nossa luta n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 nessa semana, \u00e9 o ano todo. \u00c9 importante pontuar esse m\u00eas de janeiro como m\u00eas da visibilidade para que a gente tenha um destaque maior, embora a gente saiba que a opress\u00e3o, a discrimina\u00e7\u00e3o e o exterm\u00ednio das pessoas trans ocorrem durante todo o ano. A gente vive em um pa\u00eds que tem um aumento do discurso de \u00f3dio, do conservadorismo, um pa\u00eds em que o bolsonarismo ficou maior que o Bolsonaro, um pa\u00eds que as ideias do presidente ficaram maior que ele pr\u00f3prio. S\u00e3o fatores que tendem a cada dia dificultar as nossas vidas. Mais do que nunca, \u00e9 importante a gente ressaltar essa visibilidade no sentido de pleito mesmo, da popula\u00e7\u00e3o trans, para que sejam respeitados os nossos direitos, para que parem de tirar nossas vidas, que parem de nos matar. Poder viver com dignidade, porque at\u00e9 o direito simples \u00e0 vida est\u00e1 sendo retirado da gente. \u00c9 uma quest\u00e3o fundamental que viemos lutando e que n\u00e3o podemos deixar de lado. <\/p>\n\n\n\n<p><strong>Viol\u00eancia pol\u00edtica de g\u00eanero<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Estar nesses espa\u00e7os \u00e9 uma resist\u00eancia di\u00e1ria. Eu posso dizer a voc\u00ea que a pol\u00edtica \u00e9 um ambiente que mesmo tendo a presen\u00e7a de mais pessoas LGBTs, \u00e9 um lugar que a gente \u00e9 minoria. Muitas vezes n\u00e3o somos respeitadas, mas a gente tem que ficar aqui. A gente tem que estar ocupando sim esse espa\u00e7os, mais do que nunca, multiplicando essas vozes aqui, porque aqui \u00e9 a nossa Casa tamb\u00e9m. Se a nossa presen\u00e7a est\u00e1 incomodando, eu sinto muito. Como uma mandata coletiva e feminista, a gente veio com um modelo diferente, mas um modelo que foi legitimado e confirmado pela popula\u00e7\u00e3o que votou e quis que estiv\u00e9ssemos aqui para fazer uma pol\u00edtica diferente. \u00c9 claro que tem pessoas aqui dentro da Assembleia Legislativa que se incomodam com a nossa presen\u00e7a, com o modelo de governan\u00e7a, mas a gente est\u00e1 fazendo o nosso trabalho porque o povo quer. O inc\u00f4modo \u00e9 pelos nossos corpos, os corpos de mulheres trans negras e isso incomoda aqueles que est\u00e3o acostumados com a pol\u00edtica tradicional e que nunca iriam imaginar um mulher trans andando pelos corredores da ALEPE. <\/p>\n\n\n\n<p><strong>Import\u00e2ncia de ocupar os espa\u00e7os institucionais <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Acho que \u00e9 um novo caminho. O que a gente faz \u00e9 uma desobedi\u00eancia \u00e0quilo que a sociedade tenta o tempo todo nos empurrar, que s\u00e3o as esquinas da prostitui\u00e7\u00e3o. A gente desobedece essa regra social, que \u00e9 o \u00fanico caminho que \u00e9 colocado pra gente, como se n\u00e3o houvesse outra op\u00e7\u00e3o. Mas a gente enfrenta o mundo e procura outros caminhos e outros rumos para ter outras expectativas de futuro. Somente no s\u00e9culo XXI que deputadas trans foram eleitas. Depois de v\u00e1rios anos sem nenhuma representa\u00e7\u00e3o, temos deputadas trans estaduais, mas ainda falta deputadas trans no Congresso Nacional, um lugar completamente dominado por homens, e ainda assim, todas as mulheres que est\u00e3o l\u00e1 s\u00e3o mulheres cisg\u00eaneras. \u00c9 um desafio para n\u00f3s. E num cen\u00e1rio mais pr\u00f3ximo, a gente tem o desafio das elei\u00e7\u00f5es municipais agora em 2020, a come\u00e7ar a ocupar as cadeiras no legislativo municipal tamb\u00e9m. Temos algumas vereadoras trans que foram eleitas na \u00faltima legislatura e o que temos que fazer \u00e9 ampliar nossas cadeiras e se colocar na disputa. A gente multiplicar esses espa\u00e7os \u00e9 multiplicar os locais de fala para que nossas vozes fiquem mais fortes. Isso \u00e9 politizar a ousadia de estarmos vivas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>No \u00e2mbito do Estado, como podemos pensar a\u00e7\u00f5es de fortalecimento e de visibilidade a partir da garantia de acesso \u00e0 pol\u00edticas p\u00fablicas?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em termos de pol\u00edticas p\u00fablica, no \u00e2mbito da ALEPE, a mandata protocolou um Projeto de Lei 577\/2019 assegura \u00e0s pessoas trans e travestis a usarem seu no social em ambientes de sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, cultura e lazer no \u00e2mbito p\u00fablico e privado. Est\u00e1 em tramita\u00e7\u00e3o e ele obriga o reconhecimento, por parte do Estado, do nome social de pessoas trans. Tamb\u00e9m em tramita\u00e7\u00e3o, apresentamos o PL 535\/2019, que assegura as unidades familiares LGBTs a serem contempladas pelos programas de habita\u00e7\u00e3o popular.<strong> <\/strong>A gente dentro da Casa vem tentando instalar a Frente Parlamentar em Defesa da Cidadania LGBT, que j\u00e1 teve em outras legislaturas e na atual, 2018-2022, ainda est\u00e1 em tramita\u00e7\u00e3o. Em 2019, encaminhamos tamb\u00e9m emendas parlamentares para diversas organiza\u00e7\u00f5es e secretarias que tratam da tem\u00e1tica LGBT, como a emenda para a estrutura\u00e7\u00e3o da sala-ambulat\u00f3rio no Centro Integrado de Sa\u00fade Amaury de Medeiros (CISAM), para Coordenadoria LGBT, que tem o objetivo de incentivar a cria\u00e7\u00e3o de comit\u00eas de monitoramento para a interioriza\u00e7\u00e3o da Pol\u00edtica Integral de Sa\u00fade LGBT, al\u00e9m de outros \u00f3rg\u00e3os.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto parlamentar a gente fica na busca constante de ver o que podemos fazer nessa posi\u00e7\u00e3o institucional para melhor a qualidade de vida de toda a popula\u00e7\u00e3o, incluindo a popula\u00e7\u00e3o trans e LGBTs, vendo meios e estrat\u00e9gias para isso. Claro que a posi\u00e7\u00e3o da gente aqui tem alguns fatores positivos, mas enquanto parlamentar temos algumas limita\u00e7\u00f5es no sentido de que nem tudo \u00e9 iniciativa da gente. Muitas vezes a gente tem que fazer parceria com outros \u00f3rg\u00e3os do executivo para que aquilo que se espera ande finalmente, para fazer com que avance a garantia do acesso da popula\u00e7\u00e3o trans, travestis e LGBT em geral \u00e0s pol\u00edticas p\u00fablicas.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Robeyonc\u00e9 Lima, codeputada estadual da ALEPE pela mandata coletiva Juntas, fala sobre a import\u00e2ncia de se ter pessoas trans na pol\u00edtica institucional, sobre viol\u00eancia pol\u00edtica de g\u00eanero e os desafios de construir uma pol\u00edtica transinclusiva. <\/p>\n","protected":false},"author":13,"featured_media":10472,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"Robeyonc\u00e9 Lima, codeputada estadual da ALEPE, fala sobre import\u00e2ncia a de se ter pessoas trans na pol\u00edtica institucional, sobre viol\u00eancia pol\u00edtica de g\u00eanero e os desafios de construir uma pol\u00edtica transinclusiva. \n","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[14,8],"tags":[683,179,776,771],"class_list":["post-10471","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaques","category-entrevista","tag-feminismo-antissitemico","tag-politicas-publicas","tag-transfeminismo","tag-visibilidade-trans"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/Untitled-1-27.jpg?fit=758%2C360&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p5mcIC-2IT","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":false,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10471","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/13"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=10471"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10471\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10482,"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10471\/revisions\/10482"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/10472"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=10471"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=10471"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=10471"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}