{"id":10402,"date":"2020-01-15T15:13:00","date_gmt":"2020-01-15T18:13:00","guid":{"rendered":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?p=10402"},"modified":"2020-01-14T10:47:10","modified_gmt":"2020-01-14T13:47:10","slug":"34o-encontro-nacional-de-mulheres-de-la-plata-outro-mundo-e-possivel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?p=10402","title":{"rendered":"34\u00ba Encontro Nacional de Mulheres de La Plata: Outro mundo \u00e9 poss\u00edvel"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"321\" data-attachment-id=\"10404\" data-permalink=\"https:\/\/antigo.soscorpo.org\/?attachment_id=10404\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/capa-7.jpg?fit=978%2C491&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"978,491\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"capa\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/capa-7.jpg?fit=300%2C151&amp;ssl=1\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/capa-7.jpg?fit=640%2C321&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/capa-7.jpg?resize=640%2C321&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-10404\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/capa-7.jpg?w=978&amp;ssl=1 978w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/capa-7.jpg?resize=300%2C151&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/antigo.soscorpo.org\/wp-content\/uploads\/capa-7.jpg?resize=768%2C386&amp;ssl=1 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<h4 class=\"has-text-align-center wp-block-heading\"><em>Durante os \u00faltimos quatro anos, as organiza\u00e7\u00f5es feministas argentinas cumpriram um papel muito importante na resist\u00eancia e conten\u00e7\u00e3o das popula\u00e7\u00f5es mais vulner\u00e1veis, e chegaram fortalecidas a um encontro cujo lugar pr\u00f3ximo \u00e0 capital foi estrat\u00e9gico para assegurar um grande p\u00fablico. Ainda assim, nada foi capaz de prever que trataria da maior mobiliza\u00e7\u00e3o feminista da hist\u00f3ria da Am\u00e9rica Latina.<\/em><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em>Por <\/em><\/strong> <strong>Soledad Castro Lazaroff<\/strong> <strong><em>, em Cuerpos Pol\u00edticos, na <a href=\"https:\/\/www.revistabravas.org\/34-encuentro-nacional-la-plata\">Revista Bravas<\/a><\/em>| Tradu\u00e7\u00e3o Larissa Brainer.<\/strong>  <\/p>\n\n\n\n<p>O processo de assembleia com os quais os feminismo argentinos planejaram o 34\u00ba Encontro Nacional de Mulheres que ocorreu este ano (2019) em La Plata, na prov\u00edncia de Buenos Aires, foi marcado pela campanha eleitoral na qual Frente de Todos, liderada por Alberto Fern\u00e1ndez, buscava derrotar o governo de Mauricio Macri. Na maioria das reuni\u00f5es que aconteceram em todo o pa\u00eds, foi enfatizada a necessidade do movimento fortalecer suas alian\u00e7as para combater as medidas neoliberais do governo de Cambiemos, que resultaram em um estado de emerg\u00eancia social muito grave. Durante os \u00faltimos quatro anos, as organiza\u00e7\u00f5es feministas argentinas cumpriram um papel muito importante na resist\u00eancia e conten\u00e7\u00e3o das popula\u00e7\u00f5es mais vulner\u00e1veis, e chegaram fortalecidas a um encontro cujo lugar pr\u00f3ximo \u00e0 capital foi estrat\u00e9gico para assegurar um grande p\u00fablico. Ainda assim, nada foi capaz de prever que trataria da maior mobiliza\u00e7\u00e3o feminista da hist\u00f3ria da Am\u00e9rica Latina: mais de meio milh\u00e3o de mulheres e dissid\u00eancias estiveram em La Plata para celebrar o encontro, apesar da falta de recursos do Estado e da chuva torrencial que acompanhou as atividades durante todo o primeiro dia.<\/p>\n\n\n\n<p>Muitos coletivos, de forma autogestionada, juntaram dinheiro durante meses para poder participar. Dos rinc\u00f5es mais rec\u00f4nditos da Am\u00e9rica Latina, as participantes chegaram como puderam e se instalaram em escolas e edif\u00edcios p\u00fablicos de toda a cidade, que a comiss\u00e3o organizadora havia organizado anteriormente. Tamb\u00e9m estavam cheios os hot\u00e9is, e os alojamentos oferecidos em aplicativos como AirBnb; algumas, inclusive, acamparam nas ruas. Nesse fim de semana, La Plata se tornou a cidade dos feminismos: milhares e milhares de grupos, maiores, menores, mais barulhentos ou silenciosos, e de todas as idades e proced\u00eancias, ocuparam os espa\u00e7os p\u00fablicos. A certeza de que estava cheio de companheiras e companheires por aqui e ali modificou a maneira que os corpos habitavam as ruas. As atividades se desenvolveram em uma conviv\u00eancia harm\u00f4nica, de imensa liberdade, que, no entanto, nunca ocultou as tens\u00f5es que estavam sendo vividas. Os feminismos argentinos n\u00e3o escondem seus conflitos embaixo do tapete, por\u00e9m n\u00e3o por isso, deixam de compreender a necessidade de consolidar encontros de massa que nutram e fortale\u00e7am a capacidade de resist\u00eancia de todas as companheiras que, ao retornar aos seus territ\u00f3rios, devem enfrentar, muitas vezes, realidades terrivelmente hostis.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" height=\"427\" width=\"640\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/static.wixstatic.com\/media\/b45053_276e1555d082468abfbf35eeeb762e65~mv2.jpg\/v1\/fill\/w_800%2Ch_533%2Cal_c%2Cq_85%2Cusm_0.66_1.00_0.01\/GIM04150-768x512.webp?resize=640%2C427&#038;ssl=1\" alt=\"GIM04150-768x512.jpg\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>\n<strong>Horizontalidade e\norganiza\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O encontro estava pensado para contar com uma cerim\u00f4nia de abertura que foi imposs\u00edvel realizar devido \u00e0 chuva torrencial. De toda forma, mulheres e dissid\u00eancias come\u00e7aram a encontrar-se em distintos centros culturais e pontos de refer\u00eancia para comer algo, se verem, armar suas barraquinhas e postos em algum lugar protegido. Era muito engra\u00e7ado ver os diversos grupos caminharem pela rua debaixo de sacos pl\u00e1sticos e guarda-chuvas. Ao mesmo tempo, uma esp\u00e9cie de encontro alternativo acontecia entre as identidades trans, travestis e n\u00e3o-bin\u00e1ries, que com o microfone aberto come\u00e7aram a compartilhar opini\u00f5es e depoimentos para discutir a conjuntura, reafirmar ideias, gerar pensamento coletivo. Em todos os espa\u00e7os se respirava um clima de celebra\u00e7\u00e3o contagioso, temperado pela abund\u00e2ncia de corpos diversos, cores e sabores. Nos postos de comida de rua, muitas mulheres vendiam produtos t\u00edpicos, e tamb\u00e9m eram abundantes os pratos veganos, ideais para o consumo das feministas antiespecistas.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma das provas do n\u00edvel de organiza\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o conseguido foi a exist\u00eancia de um app para celulares que se o instalava, contava com toda a informa\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria: hor\u00e1rios, lugares, mapas, transporte. A partir do meio-dia come\u00e7aram as oficinas, que t\u00eam a particularidade de n\u00e3o serem coordenadas por especialistas ou vozes especialmente autorizadas: cria-se uma lista de oradores, quem participa vai intervindo e \u00e9 feito um registro para continuar o trabalho no dia seguinte. Mais de 87 oficinas foram realizadas ao mesmo tempo em toda a cidade, algumas replicadas em tr\u00eas ou quatro grupos dentro da mesma oficina: falamos em torno de 500 pessoas, ou mais, conversando e construindo conhecimento de modo horizontal. Os temas foram variad\u00edssimos, congregando pessoas por \u00e1reas de interesse e permitindo a maior pluralidade poss\u00edvel dentro de debates que t\u00eam uma dura\u00e7\u00e3o aproximada de tr\u00eas horas por sess\u00e3o. N\u00e3o s\u00e3o inst\u00e2ncias de forma\u00e7\u00e3o vinculadas a associa\u00e7\u00f5es e redes de trabalho e se redigem pronunciamentos claros sobre diversas quest\u00f5es vinculadas \u00e0 conjuntura argentina e do continente latinoamericano.<\/p>\n\n\n\n<p>\n<strong>Ser e nomear<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Uma das discuss\u00f5es mais importantes que aconteceram teve a ver com a atitude da comiss\u00e3o organizadoras de n\u00e3o renomear o Encontro levando em conta as diversidades sexuais e a pluralidade das na\u00e7\u00f5es participantes, mesmo quando na assembleia final de Chubut, o ano anterior, se havia votado pela mudan\u00e7a de nome. A insist\u00eancia em manter o nome \u201cEncontro Nacional de Mulheres\u201d tem dois problemas fundamentais: \u00e9 incongruente com o reconhecimento que fazem grande parte dos feminismos com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios povos origin\u00e1rios que n\u00e3o querem declarar-se parte do Estado da Na\u00e7\u00e3o Argentina, e n\u00e3o reflete a inclus\u00e3o no movimento de outras pessoas que n\u00e3o s\u00e3o mulheres. Por esse motivo, v\u00e1rios dos materiais n\u00e3o-oficiais que se compartilhavam nas ruas utilizavam outro nome: \u201c34\u00ba Encontro Plurinacional de Mulheres, L\u00e9sbicas, Travestis, Trans, Bissexuais e N\u00e3o-bin\u00e1rias\u201d.  <\/p>\n\n\n\n<p>Foi um tema discutido em quase todas as atividades e que apareceu em cada microfone aberto. Era evidente que a enorme maioria das participantes estava preocupada pela falta de reconhecimento \u00e0 mudan\u00e7a de nome decidida no encontro anterior. Al\u00e9m disso, a presen\u00e7a de milhares de mulheres migrantes e de outros pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina tornava ainda mais absurda a decis\u00e3o de n\u00e3o nomear a experi\u00eancia de acordo com o que se estava vivendo<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img data-recalc-dims=\"1\" height=\"427\" width=\"640\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/static.wixstatic.com\/media\/b45053_025ce4acf63a46c7846f9277d3e9e7ab~mv2.jpg\/v1\/fill\/w_980%2Ch_392%2Cal_c%2Cq_85%2Cusm_0.66_1.00_0.01\/GIM04117-768x512.webp?resize=640%2C427&#038;ssl=1\" alt=\"GIM04117-768x512.jpg\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>\n<strong>Feminismos do prazer<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As atividades culturais foram constantes. A m\u00fasica, a dan\u00e7a, a poesia, a literatura e o teatro s\u00e3o as linguagens mais importantes do encontro, al\u00e9m da interven\u00e7\u00e3o perform\u00e1tica que cada uma faz no pr\u00f3prio corpo, o que gera toda uma dimens\u00e3o art\u00edstica em si mesma. A sensa\u00e7\u00e3o de estar em meio a tudo isso se parece a de ir atravessando uma esp\u00e9cie de parque da resist\u00eancia para encontrar centenas de milhares de maneiras de transformar o medo e o \u00f3dio em beleza coletiva, em representa\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica que transforma a vida. Uma caracter\u00edstica muito importante \u00e9 a exist\u00eancia de um monte de express\u00f5es que partem de linguagens locais e as transformam em outra coisa: malambos* feministas, tangos feministas, ritmos andinos, murgas, e tambores interpretados por mulheres e ressignificados contra o patriarcado. \u00c9 um procedimento reciclado que atravessa a tudo: at\u00e9 a marcha peronista tem uma vers\u00e3o feminista centrada na figura de Eva Per\u00f3n (emoldurada pela luta pelo aborto legal, seguro e gratuito). Nesse sentido, \u00e9 impressionante comprovar como conseguiram dialogar com tradi\u00e7\u00f5es mais populares, o que lhes permite n\u00e3o ter que unir-se de forma irremedi\u00e1vel e \u00fanica com formas simb\u00f3licas, consignas e costumes provenientes dos feminismos hegem\u00f4nicos do norte global.<\/p>\n\n\n\n<p>De sua parte, as economias feministas mostram sua pot\u00eancia na implanta\u00e7\u00e3o dos diferentes postos de venda e troca que as mulheres colocam sob a l\u00f3gica cl\u00e1ssica das feiras e dos mercados de rua, de maneira horizontal e colaborativa.  <\/p>\n\n\n\n<p>\n<strong>Novo e velho, todo ao mesmo <\/strong>\n<\/p>\n\n\n\n<p>O movimento feminista plurinacional e dissidente mistura tudo: utiliza dispositivos de coordena\u00e7\u00e3o e trabalho que prov\u00eam das identidades pol\u00edticas e culturais mais diversas. H\u00e1 assembleias, cl\u00e3s, feiras e desfiles; debates, rituais corporais, rodas, oficinas, papos e exposi\u00e7\u00f5es. N\u00e3o existe a rigidez nos m\u00e9todos de trabalho: o conceito de montar experi\u00eancias \u201csituadas\u201d d\u00e1 lugar a uma diversidade imensa na hora de encontrar modos de colocar o corpo na escuta das e des demais.<\/p>\n\n\n\n<p>Baseado nisso, houve marchas, uma contra os travestic\u00eddios e outra que constitui uma das inst\u00e2ncias mais importantes e multitudin\u00e1rias de todo o Encontro: a marcha de encerramento. A\u00ed, 600 mil pessoas se encontraram para protagonizar um momento comum e alinhar-se contra a viol\u00eancia e pelo aborto legal, seguro e gratuito. Entre elas, chamava a aten\u00e7\u00e3o a coluna de adolescentes secundaristas, que marcharam todas juntas, com seus 14, 15, 16 anos. Por\u00e9m, em geral, a mistura de idades e proced\u00eancias das pessoas dava conta de uma multiplicidade infinita, digna de celebra\u00e7\u00e3o por sua complexidade e pot\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 imposs\u00edvel descrever a sensa\u00e7\u00e3o de estar perdida em meio a esse mar de mulheres, l\u00e9sbicas, travestis, trans, bissexuais e n\u00e3o-bin\u00e1rias reclamando sua liberdade, suas condi\u00e7\u00f5es de vida, seu direito de decidir sobre seus corpos. \u00c9 uma viv\u00eancia que se aloja na alma, como condi\u00e7\u00e3o de possibilidade, porque permite passar pelo corpo, ainda que seja por poucos dias, as imagens, os cheiros e as formas de caminhar outro mundo poss\u00edvel. Este tipo de Encontros n\u00e3o somente sonham esse outro mundo, mas tamb\u00e9m o constroem, como se fosse um belo e necess\u00e1rio jogo, que jogamos porque sabemos que precisamos dele para sonhar e lutar as batalhas de cada dia, de cada hora, em nossas vidas.<\/p>\n\n\n\n<p>Os transeuntes e vizinhos de La Plata tamb\u00e9m tiveram que, sim ou sim, conhecer esse outro mundo. Era muito dif\u00edcil ser indiferente \u00e0 interven\u00e7\u00e3o pol\u00edtica que os corpos produziram na cidade. Os corpos, o \u00fanico que temos, nosso instrumento de luta por excel\u00eancia, porque somos pobres, mas estamos juntas.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img data-recalc-dims=\"1\" height=\"427\" width=\"640\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/static.wixstatic.com\/media\/b45053_dc146bb94e544c76b4a48a6616e5ed26~mv2.jpg\/v1\/fill\/w_980%2Ch_392%2Cal_c%2Cq_85%2Cusm_0.66_1.00_0.01\/GIM04134-768x512.webp?resize=640%2C427&#038;ssl=1\" alt=\"GIM04134-768x512.jpg\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/static.wixstatic.com\/media\/b45053_a9dfedee14934da5bfa1405f10a6bc7b~mv2.jpg\/v1\/fill\/w_600%2Ch_572%2Cal_c%2Cq_80%2Cusm_0.66_1.00_0.01\/logo-color-PNG.webp?w=640&#038;ssl=1\" alt=\"logo-color-PNG.jpg\"\/><\/figure><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Durante os \u00faltimos quatro anos, as organiza\u00e7\u00f5es feministas argentinas cumpriram um papel muito importante na resist\u00eancia e conten\u00e7\u00e3o das popula\u00e7\u00f5es mais vulner\u00e1veis, e chegaram fortalecidas a um encontro cujo lugar pr\u00f3ximo \u00e0 capital foi estrat\u00e9gico para assegurar um grande p\u00fablico. 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